Fifth Magic War
6 Neve em agosto
Notas iniciais
Vocês nunca pararam para pensar que toda história tem uma história dentro dela?
Vinte e três de abril de 2015, três e quarenta.
Inazuma, Japão.
Arthur se sentou após deixar Alfred em um quarto. Estava cansado, seu irmão sempre se metia em problemas, tinha perdido as contas de quantas vezes Alfred chegava quase morto em suas mãos.
Ele deixou Yuri se sentar do seu lado. O garoto era totalmente o oposto da irmã mais nova, Irene, quando se tratasse de personalidade. Ele era como ela, apenas com olheiras de cansaço, mas a sua personalidade era tão amável que chegava a ser encantadora. Uma coisa que ele sabia era que é difícil de apaixonar pela a personalidade de um Morozov, mas quando se apaixonava... Não tinha volta.
Não importaria se o criticasse, mas ele estranhamente se apaixonou pelo o de cabelos brancos em fração de segundos após que seus olhos se encontraram pela a primeira vez nesse mundo nada interessante. Aquele sorriso, aquele olhar de criança com sono, aquela pele que lembrava porcelana.
— Meu Deus! Vocês precisam de um quarto. — Irene disse ao lado de Luana e Samantha, os olhando se encararem sem falar nada. Arthur se envergonhou um pouco, e Yuri apenas deu um sorriso de um riso sem saco com a garota.
— Vai arranjar um namorado, Irene. — Yuri disse a irmã, que apenas fez careta. — Você deveria a que atrai garotos mais que uma geladeira atrai imãs, e eu estou fazendo isso muito mais que você, não Jones? — disse, piscando ao moreno.
Arthur deu um empurrão na cara dele, mandando-o calar a boca. Yuuna chegou à sala com um pacote de biscoito de chocolate. Lua pegou um.
— Kirino está na fila de espera a anos. — comentou, colocando um biscoito na boca.
— E Tenma na sua. — Irene disse.
Esses dias conversando, Yuuna e Tenma descobriram que eles se conheciam quando ela viajou para Inazuma em uma parte de sua infância. Eles eram grandes amigos, mas no final ela teve que voltar a Okinawa e eles foram perdendo o contato, que fez que o tempo acabasse com essas memórias.
Quando a loira ia comentar algo a russa, Arthur se levantou e pegou a lousa branca que ele usava para as explicarem alguma coisa. Por fim, as bonecas vieram automaticamente até eles com uma mala verde musgo de viagem. Yuri deu uma olhada na mala com um pequeno símbolo da Inglaterra.
— Você é inglês, Arthur R. Jones? — Yuri disse, lendo o nome dele na alça da mala que Silver trazia, que apenas a deu ao moreno e saiu para os braços de Angel que estava com Hikari calada num canto ao lado do irmão de Irene.
— Sim, por mais que não pareço. — ele falou, sorrindo. — Minha mãe é brasileira, e meu pai é inglês. Quando nasci, eu puxei mais a aparência da minha mãe e a personalidade de meu pai, é o que meus avos diziam. — o mesmo abriu a mala e começou a pegar caneta de quadro e algumas outras coisas. — Meu irmão foi o contrário, ele é a cara do meu pai e tem a personalidade da minha mãe. Segundo o que me dizem, claro.
— Você não se lembra deles? — Arthur suspirou com a pergunta de Luana.
— Eles morreram dois anos depois que Alfred nasceu num acidente de carro, eu tinha três anos, não é como se me lembrasse dessa época. Vivi com meus avos até os dezesseis, eles morreram. — ele disse a mesma, parecendo não querer lembrar daquilo. — Vivi apenas com meu irmão na Inglaterra, e ambos nos virávamos em dinheiro para estudar e sobreviver. — Arthur a olhou após ajeitar o quadro. — Foram momentos tristes, mas logo deu tudo certo e, se me dissessem que eu seria um dos maiores magos destacados na quinta guerra naquela época eu cairia na gargalhada.
— Espera! Você não tem dezesseis? — Hikari disse espantada e Arthur riu.
— Tenho vinte e três anos. — Yuri o olhou. — Pois é, Yuri, não precisa cometer pedofilia para ficar comigo.
— Cala a boca, Jones. — o Morozov disse num tom de brincadeira.
O moreno virou para eles, após escrever algo no quadro em uma letra desenhada e bonita:
Quarta Guerra Mundial.
— Finalmente vamos saber dela? — Hikari comentou e Arthur fez sinal de “mais ou menos”, voltando a escrever algo no quadro, abaixo do que tinha escrito antes.
— Isso vai ser longo. — Irene comentou, colocando as longas pernas em cima das meninas ao seu lado.
Hasuike An.
— Luana sabe sobre ela. — a loira fez que sabia com a cabeça, meio espantada por ver esse nome na lousa. — Se falarmos o básico dela, perguntar a algumas pessoas que a conhecia, vão dizer apenas que ela é a namorada de Nagumo. Mas, no fundo, todas essas pessoas sabem que ela é muito mais que a namorada do escolhido da Quarta Guerra, a menina que morreu e nunca encontraram seu corpo. Ou a garota que apenas serviu para apoiar Nagumo na guerra, ou de perder a aliança enquanto era morta.
Todos se calaram. Yuri olhou o moreno, colocando as pernas na mesa de centro.
— Isso vai realmente ser longo. — concordou com a irmã, que apenas sorriu em concordância. Luana, por sua vez, olhou interessada a Arthur.
— O que ela é então? — perguntou.
— De forma melhor, o que ela fez para não ser apenas isso que você disse? — Sam saiu do silêncio, ficando um pouco curiosa do assunto. Era mal de família ser curioso.
Arthur se sentou no chão, assim como algumas bonecas que bebiam chá na mesa de centro, era a única que elas alcançavam.
— Ela fez nevar em agosto. — disse, fazendo todos os olharem. — Como diz em A menina que roubava livros: “Como a maioria dos sofrimentos, esse começou com uma aparente felicidade”...
***
Três anos atrás.
Primeiro de julho de 2012, três horas da tarde.
Inazuma, Japão.
— Nagumo Haruya! — uma garota ruiva de cabelos num tom entre vermelho e rosa pulou nos braços do garoto quando o mesmo chegou a casa. Essa era Hasuike An, sempre alegre quando se tratava do ruivo de olhos amarelos brilhante.
Nagumo voltava do treino de futebol com Midorikawa, Hiroto e Suzuno. Ela era a única menina da casa, por mais que Suzuno namorou tantas garotas que ela nem se sentia em minoria por sempre ter alguma de manhã dentro da casa. O ruivo retribuiu o abraço da mesma e a olhou.
— Está muito animada e não brigou comigo por ter deixado a toalha em cima da cama. — ela fechou a cara, mostrando que segurava uma faca de cozinha. — É mentira, eu te amo. Abaixa essa faca.
— Eu desisto! Quer deixar seu quarto com cheiro de peixe morto? Deixe com cheiro de peixe morto! — ela falou, mexendo a mão com a faca. Midorikawa pegou a mão dela e tirou-a. — Ei!
— Coisas afiadas não podem ficar em mãos de crianças com menos de seis anos. — Midorikawa falou, e logo Suzuno tirou da mão dele.
— O que faz segurando uma? — o de cabelo grisalho de olhos azuis perguntou. — Você pode ter dezessete, mas a sua mentalidade é de quatro, ou a de um feto que ainda está em desenvolvimento.
Ele foi com a faca até a cozinha e tacou a mochila no sofá, continuando de onde a ruiva tinha parado. Hasuike sorriu ao garoto, agradecendo por ele a pegar o lugar na cozinha, assim poderia ficar mais com o namorado.
— Esse casal. Vou vomitar. — Hiroto disse, pegando a mochila de Suzuno e a tacando no chão, se deitando no sofá.
— Você e Midorikawa deveriam se assumir, e então seriam piores que nós dois. — Nagumo falou, abraçando a namorada.
Hiroto e Midorikawa se olharam e fizeram cara de nojo, assim saindo um para o quarto do outro. Hasuike riu e recebeu um beijo de Nagumo, calmo e gentil.
Naquela época, a casa que hoje parece ser daqueles que não conseguem se socializar estava sempre tão cheia de alegria e amor que iria ser impossível de acreditar se a olhassem.
Depois de se sentarem e contarem como foi o dia depois que eles saíram da escola, viram a janela da sala quebrar e a primeira coisa que Nagumo fez em fração de segundos foi se colocar na frente de Hasuike, que se assustou mais com o puxão que o namorado deu do que com a maleta voadora que quebrou a janela da sala.
A maleta parou na mesa de centro. Os três meninos correram para a sala verem se o casal estava bem, e depois depararam com a maleta e quase pararam de respirar na hora. Suzuno foi até Hasuike, que se levantou junto ao namorado que chegava perto do objeto na mesa de centro, e viu se ela estava bem.
— Suzuno, eu não sou tão frágil assim. — Hasuike fez positivo com as mãos. Suzuno riu ao perceber que ela tinha um arranhão de um caco de vidro que passou raspando em seu cotovelo, mas não comentou nada a mesma.
—Pessoal... — Nagumo chamou a atenção de todos. Eles se sentaram em volta da maleta. — É uma maleta de Rubbit.
Ele se desesperou no início, mas depois abriu. Esfregou o cadeado com o polegar e abriu a caixa, vendo uma boneca de cabelos marrons e longos, vestido com roupas em verde escuro. Ele deu corda nela rapidamente, sem hesitar ou pensar duas vezes. A boneca demorou um pouco para se mexer, até que Midorikawa brincou dizendo que Rubbit tinha a mandado com algum defeito.
— Eu não vim com algum defeito, verdinho. — a boneca disse, se soltando das mãos do ruivo que a cutucou no nariz. — Seu idiota.
— Amaldiçoada. — disse a ela. — Pelo menos tenho cérebro.
— Como a minha irmã gêmea disse a mim: “Qual é o problema de não ter cérebro? Tem pessoas que tem e não o usam”. — a boneca falou, cruzando os braços e imitando a voz de Lazuli. — Meu nome é Jade, a primeira boneca de Rubbit.
Todos se encararam, e Hasuike segurou a mão de Nagumo. Por mais que a mente dele estava confusa, era claro que ele pensava em Hasuike na guerra. Não que a namorada fosse fraca, ela tinha a magia de gelo e ele apanhava quando treinava uma luta com ela, e ele não pega fraco. Jura por sua mãe já morta.
— Bem, esse é o momento em que vocês me olham como se fosse um filhote de panda que saiu do zoológico e chamasse socorro. — ela disse, mandando-os ligarem para o conselho e avisar que a guerra estava chegando.
***
Vinte e três de abril de 2015, quatro horas.
Inazuma, Japão.
Arthur contava a trajetória de Nagumo para a guerra, sem falar que ele citava muito que Dylan e Mark eram muito fechados, mas eles eram os dois melhores dos seis escolhidos. Irene estava vidrada na história assim como todos, por mais que disfarçava o interesse da trajetória de Nagumo e o medo de perder alguém como os milhares de amigos que eles perderam durante e antes da guerra realmente começar.
Por fim, ele pulou um pouco partes da história. Chegando a parte que realmente queria chegar, que era aonde Nagumo pedia Hasuike em casamento.
— Foi algo tão inesperado a todos, mas parecia mais uma promessa do que um pedido certo de casamento. — todos o olharam confuso. — Ele disse que se ambos saíssem vivos, ele se casaria com ela. Se um deles morresse ou saísse muito ferido, ele não iria se casar. Era uma promessa, ele não chegou a perguntar se ela queria se casar com ele.
— Que romântico. — Irene ironizou e viu Sam a olhar. — Pode pedir o Ibuki em casamento assim. — ela falou e todos riram, e Sam apenas revirou os olhos.
— Vai tirar o Kirino da zona da amizade. — a australiana comentou e depois olhou Arthur. — O que aconteceu depois disso?
Arthur fechou a cara, e quando ia contar, eles viram Alfred pegar um biscoito de chocolate de Yuuna e se sentar do lado do irmão.
— Alfred R. Jones, magia da música. — se apresentou. — Permita-me que eu conte essa parte, esse daqui é muito direto e acaba com a graça de tudo.
— Ela ter morrido tem graça? — Arthur perguntou ao mais novo e o mesmo deu um chute no mais velho. — Ai, seu maldito!
Alfred discutiu com o irmão, e falou algo em uma língua que apenas ambos poderiam entender que fez com que Arthur se calasse e deixasse o de cabelos verdes falar.
— Eu, como um mago da música, diria que a trilha sonora da primeira guerra é Awake and Alive do Skillet. A da segunda, Burn da Ellie Goulding. Terceira, pelo o que eu sei dela, poderia ser Pompeii do Bastille. — ele fez uma pausa. — Da quarta, Counting Stars do ONEREPLUBIC. Sem sombra de dúvida.
E por fim, começou a contar. Foi quando Luana percebeu que começou a chover do lado de fora, estranhamente. Não estava marcando chuva para hoje nos noticiários.
— Talvez nem Rubbit saiba como aconteceu isso. — Arthur se sentou do lado de Yuri, que sem perceber apoiou a cabeça no ombro dele. — O céu, literalmente, começou a cair.
***
Nove de Agosto de 2012, três e meia.
São Francisco, Estados Unidos.
Estava todos morrendo. Dylan e Mark já tinham saído do mapa há algum tempo, mas estranhamente ainda não tinham sentido falta deles. Hasuike estava na fila da frente, liderando a parte do exército de magos que iriam defender, por mais que fosse a mais jovem dali, com dezoito anos.
Estava lutando, vencendo com facilidade a todos aqueles magos. Mas no momento que ela sentiu as costas batendo com as de alguém, no qual viu pelo o canto que era Suzuno, ela percebeu que estava encurralada.
— Eu pego os da direita e você os da esquerda. — o loiro disse na maior calma do mundo. Ele retirou a pulseira que selava seus poderes num puxão. Ele nunca precisou realmente dela para controlar a magia de destruição mental que o mesmo possuía nunca a usou em ninguém para o mal.
E foi quando um barulho metálico de algo caindo chamou a atenção de ambos os lados, e Hasuike viu algo surpreendente cair do céu: O próprio céu.
O céu fez a força cair em apenas uma parte, como se fosse uma gota gigante prestes a cair em um lugar e eliminar todos. Ela viu a direção que ia cair e sentiu um aperto ao ver ampliado que era Nagumo com Anna Martin nos braços, quase morta. Ela voltou a olhar para frente e congelou todos os magos, e assim fechando as mãos e fazendo o corpo dos magos se destruírem junto ao gelo. Ela olhou o Suzuno, que apenas pegou duas lanças e olhou os magos.
— Apenas não se machuque. Dizem que bolo de casamento é bom. — Suzuno fez piada, fazendo-a sorrir e sair correndo na direção do céu que caia aos poucos.
Hasuike correu com todas as suas forças para Nagumo, e quando chegou ao topo de onde ele estava, vendo a situação que ele estava preso, ela começou a tentar puxar Anna também com forças que ela nem parecia ter mais por ter usado todas correndo.
Era uma gritaria em volta, vendo o inimigo morrer aos poucos. Era como se o céu liberasse um veneno para o inimigo que eles eram imunes. Nagumo gritava com a Hasuike, a mandando correr, e ela negava com todas as forças e o xingava para parar de gritar com ela e fazer o trabalho.
— Pare de gritar comigo e puxe a Anne. — ela falou, tentando tirar o pé preso de Anne de uma planta que não a soltava de jeito nenhum. Ela olhou para cima e viu como se fosse uma nuvem perto dela.
— Hasuike, por favor. — Nagumo disse baixo, começando a chorar. — Se eu morrer, pelo menos quero estar ciente que você não morreu junto comigo. Eu quero que você viva, existe pessoas que a amam.
— Meus pais estão mortos, minha família toda. — ela falou, sentindo seus cabelos ficarem molhados por causa da inesperada chuva que tinha acabado de começar. — Apenas tenho você como família. Eu quero ter filhos com você, e morrer sabendo que eles se casaram com outros e tiveram nossos netos.
Nagumo a olhou.
— Sim, estou lhe pedindo oficialmente em casamento agora! — ela falou.
Ele ia responder algo quando escutou o som metálico novamente e o céu desabar. Ele fechou os olhos, esperando o pior.
E foi quando não sentiu nada, e abriu os olhos aos poucos, e olhou para cima. Hasuike segurava com suas últimas forças o céu. Ele viu a perna de Anna ser desenrolada como se a magia do mago que fez aquilo tivesse acabado, e olhou Hasuike assustado.
— Não! Isso não aconteceu!
Ela segurava realmente o céu. Ele tirou Anna de baixo dali, e olhou Hasuike a ajudou a segurar o céu, vendo que a garota chorava por aquilo tudo. Ela estava com medo de morrer.
— Calma An. — ele disse, segurando o céu mesmo achando aquilo completamente estranho. Não estava ajudando demais, porque ela segurava o maior peso e era como se ela estivesse segurando o gatilho para a própria morte.
— Me responda seu idiota. — Hasuike disse, sendo espremida mais um pouco. Nagumo se abaixou também, tentando a ajudar a levantar o que seguravam. Ele a olhou. — Você quer se casar comigo?
— Hasuike, você pode congelar o céu. — Nagumo deu a ideia. Hasuike afirmou. — E sim, eu quero me casar com você.
Ela deu um sorriso, e o empurrou com o pé. Nagumo tropeçou e caiu no chão, soltando o céu e a deixando segurar tudo. A mesma empurrou um pouco com força, e fez força com a magia para congelar o céu. Nagumo olhou um sorriso no rosto da mesma, assim como determinação em fazer aquilo.
— Que bom. — foi à última coisa que Nagumo escutou antes de um clarão tomar conta de sua visão. E ele perder a consciência.
***
Ao acordar, Nagumo sentiu algo caindo em sua cara. Ele passou a mão dolorida, assim como o resto do corpo, e depois olhou para o céu. Estava escuro, como se tivesse de noite, e estava nevando.
— Em Agosto? — escutou a voz de Anna acordando ao seu lado. — Agosto não é verão nos Estados Unidos.
O ruivo olhou em volta, vendo alguns rostos conhecidos. Quando se levantou, começando a procurar à namorada, ele apenas conseguiu achar a aliança de ouro que tinha comprado com suas medianas economias que tinha, e era perfeita nos dedos finos da namorada.
— HASUIKE! — gritou com seus pulmões, andando mancando por estar com dor. As pessoas foram acordando, se reencontrando, mas nada de sua namorada.
Tinham sentido falta de Mark e Dylan naquele momento. Assim, ficou mais desesperado ainda por ter sido três. Todos começaram a procurar os três, e foi quando viram sangue jorrado para todos os locais em uma parte daquele local.
Nagumo começou a chorar e caiu de joelhos na neve. O sorriso de Hasuike passou em sua mente, e ele começou a chorar desesperadamente. Todos tentaram o consolar, e começaram a procurar Suzuno também para acalmar o ruivo. A sua namorada estava morta.
***
Vinte e três de abril de 2015, quatro e trinta.
Inazuma, Japão.
— Por isso que eu não vou me casar. — Irene disse. — Não quero morrer jovem.
Ninguém teve vontade de rir, por mais que aquela frase da mesma tinha sido engraçada. Todos se entreolharam, e depois Alfred e Arthur.
— Como sabem disso? — Luana perguntou aos irmãos Jones. Alfred olhou Arthur, que suspirou e sorriu.
— Relatórios da quarta guerra. — respondeu a mesma. — Mas isso é o que devem saber sobre ela para falarmos de algo mais sério, certo irmão?
— Sim, velhote. — Alfred disse, se sentando olhando para o quadro. Arthur foi até o quadro e puxou uma seta para o nome da garota ruiva. Luana olhou todas, confusa.
E por fim, ele escreveu a seta apontando para uma coisa que todas acharam bem confuso:
Viva ou Morta?
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