Ficção ou Realidade?
24 Inferno na terra
Notas iniciais
Capítulo anterior.
Mabel encontrava-se em êxtase, depois dessa nada abalaria seu dia. Não parou em Touro tinha outros planos: fazer uma visita aos moradores de Rodário e se socializar, mesmo que não os entendesse, passaria o tempo enquanto os outros não retornassem da praia.
Mas ao chegar a Áries teve uma surpresa todos haviam voltado. Estranhamente ninguém sorria ou brincava um com o outro, mas seu estado de felicidade era tal que não percebeu.
- Vocês não sabem o que aconteceu... – parou de falar, vendo Shunrei se esconder atrás de Shiryu tremendo, então a morena olhou para eles todos fitavam a entrada do santuário, resolveu fazer o mesmo. Pra que? Seu coração foi aboca assustada deu um passo pra trás. – Zeus, Jesus, Maria e José.
Fez o sinal da cruz.
A causa do susto.
A procissão que adentrava o conjunto de templos. As pessoas vinham em passos lentos, pareciam mortas, possuíam olheiras profundas como se a muito não dormissem.
Na entrada os aspirantes e soldados estavam tensos em alerta.
A pele alva dos visitantes cintilava sobre o sol grego escaldante. Ao contrario de uma procissão normal nem um deles carregava um rosário ou rezava. Simplesmente vinham em linha reta sem olhar para os lados silenciosamente.
Todos sem exceção ostentavam a mesma expressão vazia, o mesmo rosto apático, embora não desprovidos de um toque de maldade em alguns casos maldade absoluta.
Liderando a comitiva uma garota da idade de Saori, com cabelos e olhos negros, lábios finos, mesmo com o ar funesto, algumas das meninas a considerarão linda, ela tinha algo de inocente apesar da maldade no olhar, parecia chateada, uma vez que vinha com os lábios cerrados.
Atrás dela o que poderia chamar de seus seguranças, três deles parrudos e escandalosamente bonitos, sendo que um deles tinha o olhar tão frio quanto o de Kamus e tão brutal quanto Máscara da Morte antes de namorar Afrodite.
Os outros quatro logo atrás a primeira vista pareciam displicentes e desatentos, só pareciam.
Fitando o último dos quatro, Mabel engoliu um grito de pavor ao ver oque seria um homem, andar feito sapo, foi por causa dele que ela descobriu quem eles eram.
- Os espectros. – de tão trêmula sua voz saio em um sussurro. Os pelos do corpo eriçaram de puro temor.
De relance fitou as amigas esperando ver alguém no mesmo estado que ela. No entanto nem DD parecia com receio deles.
Só ela por que ainda se surpreendia?
Para estarem tão tranquilas era provável, que soubessem da chegada deles. Se ela soubesse já teria evaporado do santuário a muito.
A comitiva parou antes de chegar ao topo de Áries, mas a garota. Pandora continuou só parando a poucos passos de Saori, esta vestida em uma saída de banho amarrada no pescoço escondendo o biquíni revelador não teve tempo de se trocar.
A deusa lhe sorria demostrando que a alemã era bem vinda.
- Pandora é um prazer revê-la. – Saori disse educada, mas nenhum dos cavaleiros ou amazonas ali presentes concordavam com ela, deu um passo na intenção de cortar a distancia e cumprimentar sua visitante.
Elas não saberiam dizer como aconteceu.
A princípio elas sentiram uma lufada de vento cortando o ar, o que as fez segurarem os cabelos e proteger os rostos.
E então quando abaixaram os braços ninguém mais encontrar-se em seus lugares anteriores. Os aspirantes e os soldados que estavam na entrada do complexo e os cavaleiros em Áries, além do homem de olhar duro se encontravam ao lado das duas mulheres.
Sentia-se a tensão no ar, o grupo do santuário e o espectro faiscavam, qualquer movimento errado deflagraria uma guerra.
- Uau! – Ran exclamou achando o máximo tinha sido muito rápido.
Um dos espectros a fitou e sem demostrar medo ela devolveu o olhar desafiadoramente. Ele sorriu de canto voltando à atenção no embate silencioso. Sah o fitou também, mas ele já havia desviado o olhar.
Por cosmo Saori pediu calma. Reticentes os santos se afastaram, entretanto nenhum deles relaxou.
- Radamanthys — Pandora o repreendeu já que tinha sido ele a iniciar o incidente.
A face de Pandora estava escarlate, no entanto falou baixo sua boca quase não se moveu, a alemã mesmo zangada transmitia uma calma impressionante.
Ao ouvir o nome a morena gemeu involuntariamente como se estivesse doente, ninguém pareceu perceber.
- Faz parte do protocolo minha senhora. – o juiz em sua voz de trovão tentou se justificar pela reação hostil.
As mãos da sacerdotisa de Hades abriam e fechavam estreitando os olhos ela fitou o juiz que não se intimidou.
- Acha mesmo que estando no território de Atena, eles iriam nos atacar? – perguntou serenamente levantando um a sobrancelha. — O obvio seria nos atacarmos eles.
Ela não disse isso como uma afronta, era só a verdade. O que não ajudou a findar a tensão.
Todos os cavaleiros elevaram os cosmos Shion surgido sabe se de lá onde pediu calma aos santos.
- Fizemos uma vez e a principio fomos indestrutíveis. — o inglês ditou com ar superior.
Aiolia, Milo, Mu, Shura, Afrodite, Máscara, Saga, Kamus, Shun, Shiryu, Dohko o próprio Shion que pedia calma antes rangeram os dentes, Seiya teve que ser contido por Kanon este se postou ao lado do irmão com ar de deboche.
- A principio não é, Wyvern?- sorriu desafiador segurando a mão de Saga que tremia de raiva.
Foi à vez de o juiz ranger os dentes com a afronta, deu um passo a frente, as mãos unidas dos gêmeos não lhe passou despercebido.
- Pode ter me derrotado... — “mas posso te quebra aqui e agora”, falo por cosmo.
Prevendo o pior Pandora se interpor pôs entre os dois.
- Comporte-se Wyvern. – ela ordenou.
- Minha senhora eles...
Ela finalmente perdeu a paciência.
- Se não se comportar durante nossa estadia no santuário, na primeira oportunidade que tiver caso com o Julian sem sua presença. — a alemã ameaçou vermelha de raiva.
Empolgado com a bronca Seiya assobiou e o restante dos cavaleiros acalmaram-se, não totalmente. Ao ouvir o nome do noivo Mabel que estava amarela ficou verde. Não podia ficar melhor.
- A senhorita não faria isso. — Radamanthys estava sem ar como se tivesse levado um soco no baixo ventre.
- Não? Então teste minha paciência. – foi a primeira vez que ela elevou a voz, rangendo os dentes virou-se para Garuda. — E Aiacos mande Myu de volta por eu se eu sentir a parecença de uma única fada nesse santuário eu mesma desperto Hades e peço a ele pra te rebaixar a barqueiro.
- Como quiser minha senhora. — ao contrario de Radamanthys ele não parecia se importar com o rompante da alemã.
Os cavaleiros estavam adorando a bronca publica já Ran não gostou dela ter elevado a voz para Aiacos.
Myu parecia ofendido algumas fadas voavam em torno dele. As fadinhas ignoravam a tensão formada estavam mais interessadas nas cores a sua volta e pra elas cores fortes era como um manjar. Curiosas algumas delas passaram a rondar Mel, Sah e Ran por causa dos cabelos vermelhos.
Era um chama.
Uma mais afoita se aproximou muito da francesa.
- Ran cuidado. — Mabel e DD falaram alarmadas.
Assuntada Ran fechou os olhos e tentou afastar a fada sentiu um formigamento ao abri os olhos a fadinha tinha pousado na palma de sua mão. Tremulava as asinhas soltando um pozinho cintilante.
Bela.
- Olha Olos! – encantada mostrou o pequeno ser para o namorado.
- Linda!- disse sorrindo e ele não estava se referindo a criaturinha alada.
Satisfeita a fadinha voo deixando as meninas maravilhadas Niquita, Sah e Ran sorriam bobas.
- Myu volte ao inferno com Lune. — Aiacos ordenou ignorando o momento sublime. — E leve todas as fadas
Foi uma ordem que Papillon acatou com o maior prazer. Desapareceu logo as fadinhas fizeram o mesmo voando pra longe, Lune partiu não sem antes da uma piscadela pra Valentine que disfarçou fingindo não ter visto.
Assim que as fadas se foram ouviu se um coro de lamento feminino, com exceção de Mabel que se sentou na escadaria as outras queriam brincar com as fadas.
- Não se preocupem, ele foi, mas deve ter umas duas fadas vigiando por ai. — Pandora falou desanimada, olhou feio para Aiacos que não tentou esconde o ar de satisfação.
A ela ia se vingar.
- Temos que por a conversa em dia, não faz tento tempo que não nos vemos. — Saori se pronunciou, não quis se interpor na briga deles.
- Quase cinco meses. – suspirou bocejando. Foi uma longa viajem e não havia dormido direito.
- Estão cansados as acomodações no décimo primeiro templo os espera. –Saori disse dando passagem para que eles a seguissem.
Foi à oportunidade perfeita para Pandora se vingar dos juízes.
- Saori você se importaria se o Aiacos e o Radamanthys ficassem em uma das doze casas?- indagou na maior inocência.
Por essa ninguém esperava.
- Pandora é melhor... — Saori tentou removê-la da ideia.
- Assim eles se socializam. E é só por hoje e amanhã de manha depois do almoço iremos embora. – contra pôs.
A deusa suspirou nem um dos santos os receberia em seus templos de boa vontade, no entanto foi surpreendida.
- O Aiacos pode ficar em aquário Saori. — desse Ran animada com a novidade sem consultar o aquariano.
Pego de supressa Kamus abriu a boca na intenção de reclamar, mas viu a suplica no olhar da deusa e a carinha de cachorro que caiu da mudança de Ran. Acenou concordando. Milo afagou sua mão em solidariedade.
Só faltava Radamanthys quem teria coragem e estrutura para hospedar o juiz? Internamente Mabel torcia para que ele ficasse bem longe de Touro.
- O Radamanthys será bem vindo à segunda casa, Saori. – disse Aldebaran solicito.
A morena deu um pulo ficando em pé olhou apavorada para Aldebaran. Balançou a cabeça. Era um pesadelo.
- Obrigada Aldebaran. – agradeceu a deusa aliviada
- Disponha. – ele respondeu sorridente.
- Valentiny e Zelos ficaram em Touro com você Radamanthys. – disse Pandora dando sua cartada final. — Minus vem comigo já que não posso ficar sozinha. — riu em deboche da cara azeda de Wyvern.
Radamanthys não gostou nenhum pouco do arranjo. Mabel muito menos.
Saori, Pandora seguidas de Shion, Dohko, Shiryu, Shunrei entre o amigo e o mestre ancião os dois resolveram não deixá-la só. Shun, Ran, Aiolos, Aiacos, Kamus e Milo seguiram rumo ao décimo terceiro templo. MDM, Afrodite, Kanon, Saga, Shaka acompanhado de Sah, Shura e Aiolia voltaram para seus respectivos templos.
Antes de seguir a sacerdotisa Minus parou ao lado de Wyvern.
- Sutil!- cantarolou debochado dando tapinha nas costas do irmão e seguindo sua senhora.
O juiz mais velho rosnou, seu cosmo poderoso inflou oprimindo corações frágeis. Por não estarem acostumadas sentir algo tão opressivo. Lary, Mel, Niquita, Sah, DD, Mick e Mabel sentiram o coração apertar, uma tristeza sem tamanho às consumiu.
A sensação para Ran não foi tão avassaladora já que em seu cotidiano se sentir oprimida era uma constante, a sensação só fez com que ela se sentisse em casa, com o pai. Como alento segurou a mão de Aiolos que lhe sorriu confortando-a. Com ele estaria segura.
Indo a frente Pandora viu Ran se encolher virou se estreitou os olhos. As meninas sentiam dor.
- Ra -Da- Man-Thys. — ela sibilou devagar e ameaçadoramente.
Pego no flagra ao juiz mesmo morrendo de raiva diminuiu o cosmo as meninas puderam enfim respirar aliviadas. No entanto, a mais abalada era Mabel que sem forças tinha se sentado novamente na escadaria enterrando a cabeça entre as pernas.
Vendo o estado da morena Aldebaran foi até ela ficando de joelhos.
- Ei baixinha você esta segura não tenha medo. – tentou tranquilizá-la.
Ela levantou o rosto, nunca sentiu tanto medo na vida, seus olhos demonstravam todo seu temor e pensar que minutos atrás estava feliz com a união das aves.
Vendo o olhar de dor, Aldebaran não soube o que fazer. Prontamente Niquita veio em seu auxilio o liberando e fazendo assim com que ele levasse o juiz a Touro.
- Bel só são os espectros. – a portuguesa a afagava, falou tranquilamente como se falasse de meros aspirantes.
Seiya se sentou ao lado da morena lhe segurando-as mãos.
- Só?- indagou incrédula.
- Chega de drama Mabel, esta nos matando de vergonha coragem mulher. – Lary até então calada se manifestou.
- Definitivamente vocês não são normais. – deitou a cabeça no ombro de Seiya que ria.
- Pense pelo lado positivo. – Mel tentou ajudar.
- E tem? — ela questionou duvidava muito disso.
A paulista riu com gosto.
- Claro Bel! Um dia vamos olhar pra trás e ri de tudo isso. – prometeu sorridente.
Mabel fitou Seiya, Lary, Mick, DD, Niquita e Mel em duvida.
- Pode até ser, mas no momento estou me borrando toda. – falou sério.
Ela podia ter falado sério, mas mesmo assim eles não aguentaram e caíram na gargalhada.
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Pandora acompanha Saori bufando de raiva logo atrás Minus, Kamus, Aiacos, Ran, Milo e Aiolos, Seiya tinha ficado por Leão com Aiolia. A sacerdotisa reclamava de tanta proteção, quando perdeu o folego Saori riu com gosto.
- Não tem graça Saori – reclama amuada, mas rindo em seguida. — Ai meu Hades e o pior é que tem.
- Eles são sempre tão protetores? –indaga a deusa olhando por sobre o ombro o grupo que vinha calado.
- Não, só ficaram assim depois que anuncie o casamento. Radamanthys é um posso de sensibilidade o Aiacos não é de falar muito então... O Minus ele é o único que me apoia. – a baixa o tom de voz confabulando. — Mas é por que ele quer me ver longe.
- Ele deve se preocupar mesmo com você. –Saori defende o juiz.
- Tenho minha duvidas. — ela dá de ombros.
- Marcou a data? –pergunta Saori mudando de assunto.
Foi à coisa certa a se fazer, os olhos de Pandora iluminaram.
- Julian quer a para o final do mês que vem. –respondeu sorridente e corada.
- Esta mesmo apaixonada. — Saori constatou, ela não estava se casando por obrigação e sim por amor.
- Como nunca pensei que estaria. — respondeu apaixonada.
Saori sentiu um pouco de inveja também queria encontra sua cara metade, se bem que já tinha encontrado só faltava coragem para se declarar.
Áries.
Assim que todos se foram Mu ficou a porta pensativo.
- Não fica preocupado amor, vai da tudo certo. — disse Niquita chegando por trás e o abraçando.
Ele a trouxe pra frente enlaçando a pela cintura os corpos quentes unidos.
- Não gostei dos seus olhares para o Myu. — disse chateado.
- Olhares? Que olhares Mu?- Niquita estranhou não tinha olhado uma única vez para o espectro.
- Não se faça de desentendida por que você queria tocar nas fadas. — revidou de mau humor.
- Foi uma forma de elas chegarem perto de mim. — explicou tentando se aconchegar a ele sem sucesso.
- Não gostei Mônica. — falou magoado.
Ela afasta o rosto e o fita. Ela nunca a chamou pelo nome de batismo era só Mo ou Niquita.
- Mu você esta com ciúmes? –constatou achando fofo.
- Claro. — admitiu. — Qual o homem que gosta de ver sua mulher de gracinha pra outro?
Os olhos de Niquita brilharam.
- Sou sua mulher? – indaga emocionada.
- Sim pensei que estivesse claro qual o seu papel na minha vida. –vendo a reação dela, ele lhe fala meigo acariciando a face da portuguesa.
- Já disse que te amo?- ela riu enlaçando o pescoço dele.
- Hoje não, estou sendo negligenciado. — Mu fez cara triste.
- Que falta grave, não estou dando atenção pro meu amor. – balançou a cabeça.
- Falta gravíssima, é crime inafiançável. — ele completou serio.
- Serei presa?- ela afastou dele e juntou os pulsos.
- No meu quarto por tempo indeterminado. — murmurou pra ela ouvir.
Corando ela afastou-se dele.
- Mas pra isso terá que me pegar primeiro. — disse correndo em direção aos fundos do templo.
Sorrindo Mu a deixou tomar vantagem, mas antes que ela ultrapassasse a cozinha ele se tele portou aparecendo na frente dela o que acabou fazendo com que ela esbarasse nele.
- Peguei. — disse ele a enlaçando.
- Seu sem graça usar seus poderes não vale. – fez bico.
- Você não falou nada sobre isso. – sorriu mordendo a orelha dela. – Hoje você vai ser minha.
Estavam juntos, mas nunca tinha dividido a mesma cama ou ido além de carícias e beijo se, ele estava lhe dizendo que dessa noite não passaria, Niquita tremeu em expectativa.
- Mestre Mu. — ao ouvirem o chamado os dois adultos se afastaram.
Kiki estava na porta da cozinha, o rostinho afogueado, a face cansada. Niquita se preocupou Mu mediu a temperatura do pupilo. Tomou nos braços, sua pestinha estava com febre.
Sua noite com Niquita ficaria pra depois. Primeiro a saudade do pequeno.
Touro
Os novos hospedes foram instalados no quarto adjacente ao de Mabel, ou seja, parede com parede. Seiya e as meninas a deixaram em Touro, eles seguiam adiante e ela ficou, mas não entrou no templo ficou parada a porta sem coragem de entrar. Aldebaran estava na sala sozinho.
- Só pra constar estou zangada com sua pessoa. – ela o avisou sem sair do lugar.
Ele a fitou surpreso.
- Qual o motivo?
Como se ele não soubesse.
- E ele ainda pergunta. –fitava o quarto para o caso de um dos visitantes surgisse.
Cansado Aldebaran sentou-se em uma poltrona parecia cansado, a chamou pra perto, no entanto ela não se moveu.
- Não poderia fazer uma desfeita dessas com a Saori e é falta de educação, não ser cortes com as visitas. — explicou suspirando, só seria um dia.
- Deixasse que outro fosse cortês. – não estava nem ai para o fato de não estar sendo generosa. — Por que tinha ser logo você?
- Porque nenhum outro os aceitaria. — esfregou os olhos.
Verdade.
- Aiolos? –tentou.
- Não. – ele respondeu balançando a cabeça. Radamanthys tinha derrotado Aiolia lembrança nada boa.
- Dohko?- arriscou de novo.
Aldebaran fixou o olhar nela.
- É tem razão. –disse frustrada, Shion não aceitaria seu amor recebendo o inimigo em casa, não mesmo, descascando o batente da porta teve uma ideia, os olhos brilharam. –
Enquanto eles estiverem aqui vou ficar em gêmeos.
Aldebaran a olhou sobressaltado.
- O que?
- Vou passar hoje e amanhã em gêmeos. – lhe sorriu aliviada.
Ele levantou contando o espaço entre eles com uma passada.
- Você não pode ir. – ele pediu segurando lhe as mãos.
- Deba!- exclamou assustada com o rompante dele.
- Vai me deixar sozinho com eles? –indaga as sobrancelhas unidades.
- Vou ue! Foi você e não eu que os convidou, além do mais a casa é sua eu só tô de visita. –explica dando de ombros tentando se soltar.
- Só ofereci estadia por que você estaria comigo, me dando apoio, você é meu alicerce, não vou aguentar sozinho. – ele explica murmurando.
Ela arregala os olhos depois ri achando que era brincadeira dele.
- Conta outra grandão, você é um cavaleiro e chantagem emocional não funciona comigo. — riu.
Ela virou o rosto pro outro lado.
- Bel. — ele chamou gentil.
O erro dela foi a olhar pra ele, Aldebaran fez uma cara tão linda de criança carente. Seiya e Hyoga tinham essas caras e ela não resistia a elas.
- Não faz essa cara. –pediu fechando os olhos.
Como ele não falou nada o fitou novamente e ele continuava com a mesma carinha.
- Assim não vale. — choramingou.
Ela bateu o pé derrotada.
- Sacanagem Aldebaran eu fico, morta de medo, mas fico e ainda estou brava com você. — ela disse tremendo, na mesma hora ele desfez a cara a abraçando.
- Prometo que nada de mal lhe acontecera. — prometeu.
Ela ia cobrar, ah se ia.
Gêmeos
Os nervos dele estavam à flor da pele, pensava e não encontrava solução. Não queria o juiz perto de sua deusa, no entanto Shion cuidaria dela, os amigos saberiam se defender e em consequência defenderiam as meninas. Só que de maneira nenhuma deixaria seu irmão sozinho com o juiz de orbes amarelas, mesmo este estando tão despreocupado com o fato de Radamanthys está no santuário.
O ex marina sentou se no sofá, Mel fez o mesmo sentando ao lado dele apoiando a cabeça no peto rijo, ficaram observando Saga andar de um lado a outro na sala feito barata tonta preocupado com algo que o mais novo poderia resolver se ouve-se crise, havia derrotado o juiz uma vez poderia facilmente fazer de novo.
- Saga! Vamos fazer amor ao meio dia no meio da arena?- Kanon indagou na maior naturalidade querendo chamar a tensão do outro sentiu Mel tremer ela ria sem fazer barulho.
Só que o pedido não sutil efeito o outro continuou andando de um lado a outo preocupado.
- Ele não lhe ouviu. –murmurou Mel abraçando a uma almofada.
Dando um sorriso sacana, Kanon levantou se dando dois passos encurralou o irmão prendendo o em uma braço e o prensando contra uma pilastra.
- Kanon, mas o...– foi interrompido por um beijo calmo carinhoso que o fez calar.
Ela teve vontade de sair e deixa os dois sozinhos, mas lhe deu uma preguiça se deitou no sofá pegou uma almofada colocando entre as pernas observou os dois, ele eram um só em um balé sincronizado perfeito.
Tendo que respirar Kanon encera o beijo, as mãos segurando carinhosamente o rosto do mais velho.
- Por que fez isso?- indagou o gêmeo mais velho confuso.
- Não gostou? – Kanon se fez de ofendido. — Posso repetir a dose com mais ênfase se quiser.
- Gostei, mas esse não é o caso, porque me beijou do nada?
- Agora não posso beijar o meu irmão tentação na hora em que eu quiser? – indagou roubando um selinho do irmão. — Onde está escrito isso?
- Kanon!- Saga tinha um sorriso no rosto.
Ao vê-lo sorri Kanon o trouxe para os seus braços.
- Prefiro vê-lo assim sorrindo. – deu um beijinho no canto da boca de Saga era um aperitivo pra quando estiverem a sós. — Não se preocupe com bobagens.
Irritado do pouco caso do gêmeo Saga se desvencilhou dele.
- Bobagens? Os juízes estão no santuário e você acha que estou sendo bobo em me preocupar Kanon? Esqueceu que eles fizeram? Do que eles fizeram a todos nos? – a dor era tamanha, se sentia culpado, pequeno.
Sem perceber Mel voltou a se sentar. Kanon suspirou, o irmão se sentia culpado novamente. Pensou que tinha tirado isso dele. Os espectros iam pagar.
Com carinho Kanon uniu as testas um do outro.
- Eu me lembro amor, mas acho que você se esqueceu que temos o Seiya que por se só é uma força da natureza.- tentou tranquilizá-lo dando em seguida um sorriso maroto. — E o santuário tem um trunfo, nos os dois cavaleiros que enganaram os deuses por trezes anos é ou não é pra intimidar qualquer um?
Em seu canto Mel soltou uma risada por conta do comentário chamando sem querer a atenção dos dois.
- Viu ela concorda comigo. –Kanon falou senhor de se estufando o peito.
- Isso por que vocês são dois inconsequentes. — os repreendeu de brincadeira.
- Me defende ai Kanon ele esta me ofendendo. –Mel pediu fingindo esta zangada.
Kanon voltou a se sentar ao lado da paulista.
- Não a ofenda de novo ou troco você por ela.
Saga estreitou os olhos, Mel afastou se do ex-marina. Falaram quase ao mesmo tempo.
- Ela tem namorado. – Saga o lembrou enciumado.
- Tenho namorado seu pervertido. – ditou brava.
- Mas não está morta. –disse se esticando no sofá.
O sangue de Saga ferveu de ciúmes, Mel estava aponto de pular no pescoço do amigo.
- Kanon para o quarto. – ordenou o mais velho ficando vermelho.
- Não estou com sono. — ditou inocente cruzando as pernas.
- Já pro quarto. –ordenou decidido.
- Lá não tem nada de interessante pra mim. –Kanon deu de ombros indiferente.
Enérgico Saga pôs o irmão nos ombros sem esforços.
- Mostro já o que de interessante tem pra você. — diz dando-lhe um tapa sonoro nas nádegas do mais novo.
- Ai Saga! Assim eu gamo. – disse com trejeitos adorando ser raptado, piscou pra Mel risonha.
Com essa Mel constatou que espectro nem um separaria esse dois ou qualquer outro no santuário, não dessa vez.
Câncer.
Em câncer, a tensão era tamanha que as meninas não ousaram falar nada. Afrodite ficou em Câncer e Mask desde que chegou olhava por nada.
- Chega não é o fim do mundo. — sempre calma DD perdeu a paciência chamando a tensão.
- DD!- balançando a cabeça Mick tentou detê-la era um momento delicado pra os dois cavaleiros.
DD, no entanto não se deixou levar pela amiga.
- E daí que vocês perderam para o Radamanthys? – argumentou expondo que pensava da situação. — Ele perdeu pro Kanon, o Aiacos foi derrotado pelo Ikki um bronzeado e o Minus morreu por incompetência* e o que vocês fizeram? Derrubaram o murro das lamentações êxito que nenhum outro grupo teve então bola pra frente.
Emocionado Máscara a chamou pra perto.
- Obrigado DD pela fé em nós. — beijou a testa dela agradecido. Enciumada Mick empoleirou entre eles.
- Ei vocês duas ele é meu. — Afrodite fingiu ciúmes, grato a elas por terem feito seu italiano sorrir.
- Nos dividimos ele Dite. –disse DD sorridente.
Sorriram. Os dois tinham sido derrotados pelo juiz, morreram desacreditados, mas ganharam muito mais.
Ganharam a fé de duas pessoas maravilhosas.
Virgem.
Voltaram juntos ao templo, como de costume ele não proferiu uma palavra o caminho todo, mas ela agora tinha aprendido não reclamaria seja do que fosse Shaka não queria conversar com ela? Ótimo faria o mesmo.
Assim que adentraram o templo Shaka se trancou na sala das arvores gêmea, suspirando Sah foi tomar banhou pra tirar os vestígios de areia do corpo, pronta foi à cozinha preparar algo leve para os dois depois seguiu pra sala, comeu silenciosamente um sorriso estampava o rosto. Aiacos pensava nele queria ter a coragem que Ran teve ao convida-lo para ir se instalar em aquário, no entanto se fizesse isso era provável que ela fosse parar um dos seis mundos.
O sono a pegou de jeito se acomodou no sofá e cochilou, sentiu que estava sendo observada, desconfiada abriu os orbes, olhando para o lado levou um susto.
- Shaka! – exclamou sentando-se o coração indo à boca.
Ele estava sentado em posição de lotos, os olhos abertos fixos nela.
- Você fala enquanto dorme. — disse avaliando os cabelos ruivos revoltos.
- Hein? – do que ele estava falando?
- Observei você enquanto dormia. – ao dizer, o virginiano não sorria ou tinha ar de deboche
No entanto, Sah corou, ela não tinha cochilado e sim dormido.
- Obrigada é ótimo saber disso. – riu sarcástica. — O que eu falei?
A expressão dele não mudou, no entanto saiu da posição que estava ficando em pé.
- Pelo que deu pra entender nomes, o Aiacos era o mais citado. – levantou uma sobrancelha. — Tem medo dele. — não era uma pergunta.
Ela riu.
- Não. – disse simples, queria dizer que achava o juiz um gato, mas talvez ofendesse o virginiano melhor não mexer onça com vara curta. — Tenho você pra me defender. — ajeitando as madeixas já imaginado na cor que pintaria.
Shaka abaixou o rosto talvez encabulado Sah não saberia dizer.
- Sabrina. — pronunciou o nome dela com esforço.
- Oi! – disse surpresa era a primeira vez que ele pronunciava seu nome era sempre “você”.
- Poderia me fazer um favor?
Outra surpresa ele nunca pediu nada a ela.
- Se puder realizar, claro. – mordeu os lábios.
- Enquanto eles estiverem aqui poderia não se colocar em perigo? – pediu serio.
- Que tipo de perigo? –tinha tantos, podia fazer uma lista.
- Os estúpidos como querer está perto deles.
- Vou pensar no caso. — disse querendo ri.
- Sabrina?! –ele a advertiu.
- Disse que vou pensar. – ela levantou indo em direção ao quarto, mas parou no meio do caminho como se tivesse se lembrado de algo. — Shaka!
- Sim? – ele cruzou os braços no peito os olhos fechados agora.
O sorriso que ela estampava era radiante.
- Você falou mais agora do que o mês inteiro que estive aqui. – voltou até ele e o fez o impensável beijou lhe o rosto e bagunçou lhe os cabelos. — Parabéns você está evoluindo.
Adentrou o corredor, deixando o sem reação, o coração acelerado, as palmas das mãos suadas o rosto quente uma reação... Humana.
Aquário
No grupo, somente a deusa e a sacerdotisa falavam, sobre o casamento, a fundação e banalidades. Para dar apoio ao namorado Milo não ficou em escorpião preferindo seguir com os outros até aquário.
Shun mantinha guarda se sentia incomodado com o respeito em excessivo dois juízes. Aiolos ficou por sagitário.
Ao entra em aquário Kamus estacou e Milo riu da cena a sua frente.
- Acho que vamos ser avôs Kamus. — o escorpião brincou.
Ikki e Hyoga estavam aos beijos na sala, no entanto ao se dar conta da presença da deusa e dos outros pararam o que faziam.
- Mestre eu... – o russo não sabia pra onde olhar constrangido.
Assim que viu Garuda Fênix postou-se a frente do namorado ainda fraco.
- Não estamos invadindo. – explicou o juiz.
- É verdade Ikki, Garuda vai ficar. – disse a deusa tranquila.
Pandora tinha um sorriso no rosto fez um cumprimento de cabeça Ikki retribuiu, mas ficou apreensivo já que o irmão não o fitava nos olhos.
Assim que Shion, Saori, Minus e Pandora saíram o silêncio caiu na sala.
- Vou lhe mostra onde você vai dormir. – Ran falou empolgada, chamando o juiz ela não tinha medo dele.
Sem dizer nada Shun foi pra fora, Ikki fitou Hyoga que lhe sorriu lhe demonstrando confiança então saiu porta a fora precisava falar com o irmão.
Tentado manter a calma, Kamus sentou se encarando Hyoga cabisbaixo.
- E agora nos dois vamos conversar meu jovem. – disse Kamus enérgico com Hyoga.
Do lado de fora, Ikki estava com medo do irmão não aceitar sua opção e seu relacionamento. O Cavaleiro de Andrômeda não o fitava olha pro outro lado mesmo pra ele.
- Shun... – tentou iniciar uma conversa, mas era difícil sem que o irmão o fitasse e isso lhe doía. -Sei que esta com raiva...
- Devia ter me contado. – reclamou o mais novo.
- Eu ia fazer isso. — disse ele ficando ombro a ombro com Shun era uma forma de falar já que Andrômeda era alguns centímetros mais baixo que Fênix.
Ficarão alguns minutos calados fitando o horizonte.
- Você o ama?- Shun indaga depois de um tempo agora fita o irmão.
Ikki sorri, ele o aceitara.
- Sim o amo muito, mas amo você também. — o abraçou pelos os ombros se sentindo completo.
- Só me faz um favor. – pediu Shun de sua forma amorosa.
- Pode pedir. – disse esperando o pior.
- Não briguem tanto meu psicológico não aguenta. – choramingou sorridente.
- Vamos tentar. — tentar por que estando com Hyoga nunca se sabe quando a próxima briga surgiria. — Obrigado por me aceitar Shun.
- Você faria o mesmo por mim. — ele disse feliz pelo irmão.
Faria sim como sempre fez mesmo de longe.
Continua...
Notas finais
Entre as fichas não tinha nem uma que tivesse medo dos espectros todas falaram que gostavam de um anti-herói ou vilão e como nesse cap teria que ter alguém pra demonstrar medo sobrou pra Mabel e a reação dela/nossa foi até calma eu teria tido um infarto kkk.
Já ia me esquecendo meus amores estamos chegando na reta final mais três ou quatro caps (ainda não me decidi) nossa aventura terminará e o que é melhor vocês vão se livrar de mim kkk.
Kelly: obrigada pelas palavras tão lindas, minhas aves são minha paixão e que bom que gostou deles um chero nesse coração lindo ^^
Um chero povo.
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