Ficção ou Realidade?
23 Aves no paraíso.
Notas iniciais
Sua noite não tinha sido as das melhores. Seu corpo doía assim como a cabeça, parecia que havia vários carros buzinado ao mesmo tempo, seu estomago revirava.
Mesmo sem Ran ou Lary em aquário ele não usou o quarto optou pelo sofá mesmo, já que a sala ficava perto do banheiro caso precisasse. Como agora.
Seu estômago revirou, segurou o ar na intenção de não sujar a sala, antes de isso acontecer se levantou e o mais rápido que pode rumou para o banheiro. Ajoelhou se diante do vaso as mãos espalmadas seguram nas bordas com força e então seguem se vários espasmos.
Lagrimas banham seu rosto pálido, tenta conter a respiração acelerada. Quando acha que acabou levanta-se indo até a pia lavar o rosto. Mira seu reflexos pálido no espelho.
E chora.
Não sabia o porquê do pranto, mas dentro do seu ser era uma necessidade.
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A Fênix tinha dormido mais do que o habitual estava cansado por isso não viu o fim da comemoração em Touro e nem ao menos percebeu a água que caiu durante a noite.
Ia passar reto por aquário, mas estranhou que o sofá estivesse revirado sendo que Kamus gostava tanto de organização foi então que ouviu espasmos, intrigado decidiu verificar o que acontecia.
Encontrou Hyoga segurando a borda da pia. O loiro estava mais pálido do que o normal, o que não era normal era a sua súbita preocupação com o arrogante russo, não sabia quando aconteceu isso, se preocupar com o belo cisne.
Até doente ele ficava lindo.
Seu coração calejado sentiu dor pelo loiro arrogante deu um passo vacilante tocou o ombro do outro que se sobressaltou.
- Pato você não está bem. – comentou.
Hyoga lhe sorriu fraco.
- Percebeu é? — jogou a cabeça pra trás suspirando fundo deixando o pescoço alvo exposto.
- Você deve ter vomitado todo o café da manhã. – pelo cheiro devia mesmo.
- Não comi ainda, foi o almoço de ontem que me fez mal. — Mabel tinha uma mão divina e Aldebaran arrematou com o churrasco, pena que exagerou, da próxima pegaria mais leve.
- É isso que da ter olho grande. – Fênix o recriminou.
O loiro fechou os olhos, não queria briga. Não nesse momento.
- Ikki, por favor, agora não. – pediu trêmulo.
- Quer que eu chame o Kamus? – sua voz manifestou preocupação.
Com a pergunta Hyoga fitou Ikki desconfiado, desde quando Fênix se preocupava com alguém que não fosse ele mesmo ou Shun? Cisne balançou a cabeça em negação.
- Não precisa, vai passar além do mais eu me viro. — de forma rude o dispensa.
Ikki se segurou pra não bater no loiro, estava oferecendo ajuda e ele rejeita. Ah! Pato de merda.
- Porra pato, estou preocupado, deixa dessa arrogância e permita que alguém te ajude nem que seja eu. – nem ele mesmo sabia o porquê da insistência.
- Não estou lhe pedindo nada fênix então me deixe. — rangeu os dentes queria sofrer sozinho sem plateia, sem ele ali o vendo tão frágil, era humilhante está indefesso na frente do homem que...
- E se eu não quiser? – indaga fitando Hyoga pelo o espelho.
- O que?
- Me afastar de você. — se aproxima e murmura, pela ousadia talvez levasse um soco, mas e dai?
O que ele queria dizer? Hyoga fitou Ikki este estava corado? Pensou em dar uma resposta à altura, entretanto seu estomago embrulhou.
- Ikki sai da frente. – pediu pondo a mão na boca.
Ele estava ali quase se declarando e o pato lhe dando patada.
- Não vou sair você não manda em mim. –esbravejou cruzando os braços.
- Vou vomitar em você. — avisou.
O japonês queria sacudi-lo, a contra gosto saiu da frente do loiro, Hyoga se ajoelha de frente para o vaso e vários espasmos se seguem até ele se largar no chão a respiração entrecortada, o gosto amargo na boca, pensa em volta a sala, mas não tinha forças para isso.
De repente sente algo felpudo e úmido em sua boca.
O cavaleiro de fênix ajoelha-se ao lado do russo limpando com uma toalha que havia encontrado em um dos armários do templo. O loiro presumiu que Fênix havia ido embora com nojo dos espasmos, mas estava errado.
- Obrigado. – agradece relutante.
- Consegue se levantar? – indaga inquieto.
- Não tenho forças pra falar com você imagina levantar. – Hyoga faz piada. — Vou passar a morar nesse banheiro tão acolhedor.
Fingindo interesse Ikki analisa o banheiro.
- Mesmo o banheiro sendo espaçoso você ficaria todo quebrado.
- Já estou todo quebrado. — geme.
- Pato me deixe ao menos te levar até o sofá. – se ofereceu, uma última tentativa de ser educado fita o nos olhos.
- Por quê?
- Por que o que Hyoga?
- Essa preocupação toda, eu não sou o Shun.
- Ainda bem que não. — aproxima o rosto do dele.
- Então por quê?–insiste sussurrando.
Nesse momento alguém adentra o recinto de supetão.
- Oga. O Kamus disse que você... – a morena para ao ver os dois se afastarem Hyoga pálido e Ikki impaciente ajeitando o cabelo. Então cai a ficha tinha estragado outro momento. Era ótima nisso, mas já estava dando nos nervos. — Oi!
- Olhe quem chegou Ikki, meu carrasco. – Hyoga brinca. — Por sua culpa estou chamando o Ugo.
Ela se sente péssima ao ouvir isso. Abaixa-se ficando na altura dele.
- Acho que exagerei no tempero, desculpa. – pede pra em seguida repreende-lo. — E a culpa não é só minha não, o senhor que comeu demais. Por acaso você esteve preso?
- Na Sibéria por seis anos. – comenta rindo.
Mabel levantou uma sobrancelha.
- É comer somente caldo de peixe não dá. – concordou.
- Por isso aproveitei, nunca comi algo tão gotoso. Da próxima, prometo que dou uma maneirada. — piscou pra ela que riu achando fofo ele estar sendo tão gentil.
O que? Estava mal e já pensava em uma próxima? Ikki o fita incrédulo.
- Se tiver uma próxima você não vai chegar perto, pois não vou permitir. – ele avisou intrometendo na conversa, se sentindo ignorado.
Estreitando os olhos Hyoga falou algo em russo seja lá o que fosse Ikki entendeu.
- Veremos. – Fênix sorriu de canto. Hyoga estava quase dormindo no chão. — Quer deitar no sofá agora?
- Ikki, o Alexei não terminou ainda. – ela comenta ele estava ficando verde.
- Hyoga...
Como resposta o jovem loiro enfiou a face no vaso voltando a vomitar, Mabel se segurou pra não fazer o mesmo em solidariedade a ele.
O que tinha naquele corpo já tão esgotado Ikki se perguntou.
Por alguma razão inexplicável queria está no lugar dele esse pensamento o assustou, fechou os olhos ouvindo o sofrimento do siberiano, o tratamento carinhos que Mabel dava a Cisne.
Bem sabia que Mabel gostava de Hyoga e a reciproca era verdadeira. Sentiu um sentimento de posse em relação ao loiro, ele o conhecia há mais tempo lutaram juntos e quem ganhava carinho e atenção era uma estranha? Absorto em seus devaneios, não viu Mabel ajudar o Cisne a se levanta a e lavar a boca no lavabo tirando os resquícios do vômito.
- Ikki. –Mabel chama com esforço por causa do peso.
Saindo dos seus devaneios Ikki pegou Hyoga no colo e o levou para sala, deitando Cisne com cuidado no sofá.
- Ikki pode ficar com Alexei mais um pouco enquanto vou a Touro preparar um chá pra ele?
- Claro. — ela não precisava perguntar isso, ele não era um irresponsável.
Antes de sair ela beija a fronte do russo de forma carinhosa.
- Não demoro. — avisou, no entanto pretendia fazer o contrario.
O remédio poderia ser preparado em aquário, porem o clima entre eles tinha se formado então nada melhor do que deixá-los sozinhos por duas horas e meia. Era o tempo que ela levaria para ir e voltar.
Se sentando no outro sofá de frente pra Hyoga, ele havia caído no sono. Ikki suspirou admirando-o dormir.
- Ela me chamou de Alexei.
Assustou-se. Ikki pensou que ele estivesse dormindo.
- O que?
- A Mabel me chamou de Alexei, só minha mãe me chamava assim. – disse saudosos os olhos azuis tristes.
Mesmo na frente de Ikki não conteve as lágrimas. Chorou abertamente.
Alarmado Ikki cortou o espaço que os separava abraçando o loiro. Hyoga se agarrou a ele.
- Não fica assim pato. – pediu gentil deixando que ele chorasse.
Hyoga se sentiu aquecido nos braços da Fênix.
- Fica aqui comigo vai embora não.– pediu se aconchegando mais a ele.
- Não pensei nisso, se eu for a Mabel me mata.
Sorrindo Cisne adormeceu logo em seguida.
Ikki ficou ali velando seu sono lhe fazendo cafuné. Nunca pensou que um dia fosse ficar tão preocupado com o loiro, tão... Perdidamente apaixonado pelo russo arrogante e que lhe tirava do sério com um simples olhar.
Pra ele o sono também veio, dormiu com Hyoga abraçado a sua cintura e mesmo que quisesse não sairia dali. Quando acordou o loiro ressonava a boca rosada entreaberta, o rosto afogueado, não por febre e sim por Fênix elevou o cosmo involuntariamente.
Tentou resistir, porém seu corpo seguiu por um caminho que sua mente tentava não ir. Delicadamente roçou seu rosto no dele cheirando sentindo a pele delicada.
Devia parar, no entanto não conseguia, queria mais, pedia aos deuses para ser correspondido, mas se ele acordasse provavelmente seria congelado em um esquife de gelo pela eternidade.
A sensação era de alguma coisa áspera acariciando seu rosto de forma carinhosa lhe causando arrepios, ai então o áspero mudou para algo macio que passou a explorar sua boca.
Ninguém era de ferro pra aguentar ser beijado e não fazer nada, ainda de olhos fechados ele pousou a mão nos cabelos de quem lhe despertava com tanto carinho e retribuiu o beijo.
Foi um beijo incerto, lento, mas tornou-se profundo e desejoso para ambas as partes.
Dando uma mordiscada nos lábios de Hyoga Ikki se afasta dele constrangido.
- Hyoga eu... — tenta dizer se estranhando com o súbito embaraço.
Hyoga estreita os olhos.
- Se falar que foi um erro ou que me beijou por curiosidade, mesmo fraco eu te congelo.
Ikki sorriu de lado, ele não seria rejeitado.
- Adorei te beijar loiro. – admitiu beijando os olhos do loirinho.
- Adorei que você tenha me beijado. — sorriu adorando o carinho.
- Hyoga! Acho que estou me apaixonando por você. – confessou baixinho.
- Acho que já estou apaixonado. – falou suspirando.
- Você...
- Sim! — Cisne respondeu sem nem mesmo saber o que o outro queria dizer.
- Não falei nada. — disse sarcástico.
- Seja o que for a resposta é sim. – riu.
- Será sim até mesmo se eu mandar você...
Não consegui terminar a frase, pois Hyoga lhe roubou um beijo tão indecente que fez certas partes de Ikki acordar.
Nossa. Ele não estava doente?
- Zeus! Pato. – arfou.
Cisne sorriu bobo.
- Vai me enrolar? – perguntou beijando o queixo do moreno.
- Não, sei que é muito cedo, mas...
- Sim. — atrapalhou de novo.
Ikki bufou de impaciência.
- Hyoga, você tem que espera até que termine a porra da declaração, sabia que estou ensaiando essa merda desde que comecei a lhe beijar?
- Se eu te deixar falar você não vai parar. – explicou a cariciando o rosto dele.
- Ah! Então não gosta que eu fale. – se afastou um pouco pra olhar diretamente no rosto do seu loiro.
- Ikki! Estamos tendo nossa primeira DR e inda não temos nada. – reclamou.
Caindo em se Ikki começou a rir.
- Devia sorri mais. – disse Hyoga encantado, Ikki era sempre tão sério.
- Não gosto de distribuir sorrisos por ai. Eles só são para o meu irmão e seus agora. –disse gentil.
Shun esqueceu-se dele, talvez o menor fosse contra a relação dos dois.
- Tem que falar com o Shun sobre nós. — comentou alarmado com a provável rejeição do amigo.
- Vou contar. – o tranquilizou, mesmo que Shun fosse contra lutaria até o fim por Hyoga. — E você tem que terminar com a Eiri.
- Pra sua informação nunca tive nada com a Eiri, você que resolveu implicar com ela.
- Como se ela não quisesse nada com você, né pato? E nem vai ter, você é meu. – falou com um macho alfa dominador.
- Sou? Você ainda nem me pediu.
Ele resolveu tentar fazer o pedido de novo então pensou melhor, pôs a mão na boca de Hyoga que riu fazendo cocegas.
- Para que não me atrapalhe. — rui divertido. Pra ficar serio em seguida. — Quer namorar comigo pato?
- Minha resposta frango é... — fez suspense. — Sim, claro que sim. – respondeu sorrindo feliz recebendo um beijo apaixonado.
Ouviram alguém arfar, quando olharam pra porta viram Mabel com uma cara de felicidade segurando uma xícara com o pires em cima.
Ela tinha visto toda acena desde o acordar de Hyoga até o pedido final, ficou quietinha para não atrapalhar. Pensando que ela fosse surtar Ikki se afastou de Hyoga.
Tinha atrapalhado de novo. Merda.
- Continuem, não estou aqui, não vi nada, não sei de nada, não sai de Touro, por sinal ainda estou lá. — falou recuando até colocar a xícara em cima de um vaso que decorava a entrada de aquário. — Continue cuidando dele, Ikki esta fazendo um ótimo trabalho. — fez um jóia pra ele.
Ficaram encarando a entrada após a saída dela.
- Ela é normal?- Ikki indagou ainda atordoado.
- Não sei, mas em todo caso é um ótimo cupido. – Hyoga comentou.
- Hein? –Ikki olhou pra ele sem entender.
- Ela poderia ter feito o chá aqui mesmo. –explicou.
Então... Foi um plano pra os dois se acertarem?
-... Agradecerei mais tarde. — riu satisfeito passando a beijar o rosto do loiro.
- Bem mais tarde. – murmurou entregue as caricias de Fênix.
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Mabel encontrava-se em êxtase, depois dessa nada abalaria seu dia. Não parou em touro tinha outros planos: fazer uma visita aos moradores de Rodário e se socializar, mesmo que não os entendesse, passaria o tempo enquanto os outros não retornassem da praia.
Mas ao chegar a Áries teve uma surpresa todos haviam voltado. Estranhamente nenhuma pessoa sorria ou brincava um com o outro, mas seu estado de felicidade era tal que não percebeu.
- Vocês não sabem o que aconteceu... – parou de falar, vendo o Shunrei se esconder atrás de Shiryu tremendo, então a morena olhou para eles todos fitavam a entrada do santuário, resolveu fazer o mesmo. Pra que? Seu coração foi à boca assustada deu um passo pra trás. – Zeus, Jesus, Maria e José.
Continua...
Notas finais
E Pra quem não sabe esse é meu casal Yaoi preferido então comentem com carinho.
E o que foi que a Mabel viu que a deixou tão assustada? algum chute?
Agradecimentos: ganhei duas leitoras novas ou antigas não sei.
Mel DarK e Shunrei espero que não fiquem só no cap anterior adorei saber que estão lendo e gostando da fic.
Ran: amor na verdade ele vai proibir de vocês fazerem kkk.
Kelly: obrigada, o Kamus parece um pai mesmo o Hyoga foi o responsável por esse amolecimento.
Obrigado pessoas no domingo eu posto o próximo cap.
Um chero pra todo mundo.
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