Fiction

6 病気···? doente...?


Notas iniciais
Oi lindas, bem eu sei que disse que postaria até o mês passados, mas eu ia postar ontem, mas a minha net caiu e só pegou no celular e eu não queria postar pelo celular.... Esse cap ficou mais como transição na minha opnião, e eu prometi que as coisas iriam esquentar, mas não é do dia para noite ok! No próximo as coisas já estão encaminhadas nesses e não sei se o próximo vai ficar bem.... ooou, mas é que tem uma coisa que eu sempre quis colocar nessa fic e que ela vai ajudar muito nos sentimentos dos nossos gostosos... u.u Bom beijos... E só avisando, talvez eu só vá postar fiction daqui com duas semanas, pois deixei de fazer o termino de uma fic minha para postar esse cap. E eu vou ficar na irregularidade até terminar duas fics minhas.... Os fãs de Mirabili terão que ser pacientes aquela fic é uma fuga minha da realidade e eu ando bem ocupada com as coisas que mal tenho tempo de sonhar.... '-' aulas começando e eu tenho que ir para o meu curso que hoje tem prova e nem estudei ¬-¬

Se eu sou o verão, você é o inverno. Se eu sou alegre, você é triste. Se eu sou o certo, você é o errado...

Dois lados iguais de uma mesma moeda, dois lados de um mesmo destino obcecado em jogar com as vidas alheias. Uma arma engatilhada pelas nossas decisões, apontadas para nós e somente nós...

E o sangue tão belo e jorrado, em mais uma tela de nós dois... Uma perfeita aquarela feita somente por nós, o quadro que ilumina e escurece nossos horizontes. E então, eu te pergunto...

“... Você quer atirar? Ou quer ser o atingido?”

~*~

O café deslizava pela minha garganta lentamente. Meus olhos ardiam pela noite mal dormida e pelos sentimentos egoístas e hipócritas que eu havia acabo de digerir. A raiva no meu peito, era atingida pelas regulares batidas do meu próprio coração, que pulsava o sangue perante o meu corpo, pulsando o combustível de ódio e desconforto.

Minhas mãos ainda estavam inertes pelo leve contato de pele que tive com aquele homem ontem. E a mágoa me atingia pelas palavras duras que eu havia dito para Lian noite passada. O pequeno não sabia o porquê de eu ter ao menos gritado com ele...

“Desculpa Papa...”

“NUNCA MAIS SE APROXIME DAQUELE HOMEM!”

O olhar marejado do pequeno ficava rondando minha cabeça, martelando a culpa em meu peito tão cheio de rancor e dor. O nó em minha garganta apenas havia crescido mais com o passar da noite mal dormida, e com o olhar medroso do pequeno sobre mim.

Nunca odiei-me tanto por ter dito palavras soltas ao vento para um inocente. Só que a sensação de medo de ainda perder o meu pequeno assolava-me o coração, e parecia o empurrar cada vez mais até que este sentimento raivoso me consumisse por inteiro.

__Bom dia... _ouvi a voz de Jean que já estava de roupas sociais, o mesmo apareceu na cozinha, servindo-se de uma xícara do café que havia preparado por ter acordado antes do previsto.

__Dia _falei bebericando o líquido meramente amargo e puro, sentindo logo a sensação de queimação. Passei a língua pelos lábios, pegando os últimos resquícios do líquido e encarei os olhos caramelados de meu amigo.

__Parece que você está naqueles dias, hein? _Jean falou se sentando e bebendo o café como eu e logo depois fazendo uma careta _Você já ouviu falar de açúcar? Ou até adoçante?

__É que eu prefiro ele um pouco amargo _falei suspirando.

__Lian?

__Está no quarto se arrumando... Triste e com medo... _passei a mão nos cabelos que caiam sobre os meus olhos.

__Depois do grito que você deu com ele... Até eu... _o moreno falou e então bufou _Você sabe que ele não tem culpa...

__Eu sei disso Jean, mas é que eu fiquei com tanta raiva... Que puta que pariu, eu apenas fiz gritar!

__E agora está se remoendo. Você sempre foi um babaca imperativo Eren, mas eu nunca duvidei de que você sabia fazer o certo na hora certa _o mesmo colocou um pouco de açúcar em sua xícara e novamente levou aos lábios.

__Para você está sendo tão gentil eu só posso ter errado e feio... _me levante e arrumei a minha gravata cinza escuro.

Encaminhei-me para o meu quarto e quando abri o mesmo, vi Lian sentado no canto da cama com as cabeças entre as pernas. Ouvi um soluço e engoli em seco a navalha que cortava tão fundamente a minha garganta.

Caminhei até ele e sentei-me ao seu lado. Meus olhos foram do menor assustado e encolhido a parede em minha frente. A vontade enorme de dizer algo, mas o não saber do que eu deveria falar me partia.

__Papa... Sorry... _ouvi o menor falar e fechei os olhos dolorosamente. Lian apenas falava em outras línguas quando estava realmente nervoso, ou com medo.

Encarei o menor e depositei minha mão sobre a cabeleira negra, afagando com gosto. O menor ficou tenso e então relaxou mostrando o rostinho vermelho, com os olhos verdes enormes inundados em lágrimas, e as bochechas vermelhas com as marcas das lagrimas.

__Lian...

__Eu não sabia... Sorry Daddy...

Puxei o menor com força para o meu peito e encostei a minha cabeça ali, ouvindo os soluços contidos do menor. Lian apertou com força a minha cabeça e eu suspirei levantado o rostinho dele e dando um sorriso para ele.

__O Daddy que pede desculpas meu amor... Eu estava com raiva e acabei descontando em você, e eu me sinto tão culpado, então perdoa-me, pois ver você assim corta-me o coração imensamente.

O menor me encarou e então sorriu pulando encima de mim, e dando-me um abraço apertado. Ele ainda soluçou um pouco mais e então ficamos ali, desfrutando dos braços quentes que sempre estavam ao meu redor.

__Desculpa o papai filho... Ele sente tanto _falei fechando os meus olhos e inspirando fundo o cheiro de bebê que o menor ainda continha. Era doce, meigo e passava uma sensação macia.

O menor se afastou de mim e pegou o meu rosto entre as mãos e abriu um lindo sorriso com os dentinhos brancos a mostra, o rosto ainda vermelho, mas agora não era tão intenso. Os olhos tristes estavam mais brilhantes.

__Claro papa, eu te amo muito...

__Eu também de te amo muito...

__Agora... Papa você pode me ajudar a colocar meu cadarço? Eu não estou conseguindo fazer o lacinho da minha gravata igual a eles... _o menor falou encarando o sapato negro e fazendo um biquinho.

Eu sorri para ele e me pus de joelho em sua frente. Peguei a ponta do cadarço e comecei a amarra-los, sobre o olhar atento das esmeraldas curiosas. Terminei os dois lados e ajeitei sua meia e então a gravata.

__Pronto Bocchan, mas alguma coisa? _falei arqueando uma sobrancelha e o menor sorriu.

__Café! _ele se jogou em cima de mim e eu o peguei o no colo, indo para a cozinha.

Armin já estava na mesa, e Jean estava falando alguma coisa com o mesmo que mais parecia rir dele. Lian desceu dos meus braços e se sentou na cadeira, sozinho dando um olhar triunfante.

__Bom dia querido _Armin falou colocando torradas na frente do menor e eu me sentei _Eren, é hoje que você começa a trabalhar?

__Hum?... Então você parou com a viadagem? _Jean falou com uma torrada próxima a boca.

__Tio Jean, falar palavrão é feio! _o moreno menor repreendeu fazendo Armin dar um sorriso.

__Você não se manca de falar essas coisas perto de uma criança, anta? _falei e Jean revirou os olhos.

__Foi mal... Desculpa Lian, está satisfeito?

__Só se o senhor me levar para comprar um espanador novo! _o menor falou sorrindo com a torrada próxima aos lábios finos. Jean ficou encarando ele por alguns minutos e concordou.

Após uma pequena conversa matinal, nos arrumamos e partimos com Jean e Armin que saiam para a faculdade. Logo após de deixar Lian fomos para frente do hospital, e apenas de imaginar de estar naquele mesmo local, meu estomago de embrulhava.

__Cinderela, está entregue... _Jean resmungou parando em frente ao enorme prédio.

__Obrigado Armin, você tem um cavalo bem rápido em mãos... _Falei saindo do carro e acenando para os mesmos que logo sumiam de minha vista.

Suspirei fundo, apagando o sorriso em meus lábios e então adentrei ao local que já estava bem cheio. Comecei a andar a passos lentos até a recepcionista e depois de me informar, fui em direção ao prédio onde eu tralharia.

Foi uma caminhada bem interessante, pude notar coisas que não vi em minha visita anteriormente. E não ter aquele clima estranho das pessoas tentando fazer o seu melhor para impressionar o chefe de cirurgia.

De acordo com as minhas informações, o meu prédio ficava no mesmo que a área de pesquisa. E ao lado a clínica de traumas e cirurgias em geral, e do outro lado o de cardiologia e neurologia. Cada prédio com 16 andares cada, divididos em várias salas de cirurgias.

Cada prédio era interligado interiormente pelos outros, para não haverem alguns riscos de exposições dos pacientes. E mesmo que os locais sejam enormes, as operações mais arriscadas, que eram as feitas logo após algum trauma, eram feita no prédio geral, onde os médicos deveriam estar com mais frequência para mortes desnecessárias.

Estava em um longo corredor de vidro, onde se poderiam ver as pessoas no solo. Aquela ali seria a entrada do prédio geral, para o de neurologia. E ao passar pelos corredores daquela área, pude perceber a precisão do lugar.

Lembranças do chefe daquele departamento fizeram-me engoli em seco e continuar a andar, até chegar ao meu prédio. E dali se podia ver o maior dos prédios, o que abrigava a maior parte dos departamentos médicos.

O lugar era realmente bem desenhado e organizado. E haviam tantas coisas que despertavam a minha curiosidade naquelas áreas, mas deveria me acalmar por hora e ver o que deveria fazer. E assim que adentrei ao meu novo local de trabalho, uma recepcionista me olhou de forma interrogativa.

__Deseja falar com algum paciente?

__Não, eu sou Eren Jaeger, o novo contratado...

__Ah! Claro _a ruiva abriu um lindo sorriso para mim, mas com uma pontada sedutora. Sorri de canto para ela _Quando falaram que haveria um novo doutor, não imaginava ser um rapaz tão jovem...

__As pessoas nunca esperam... Elas estão acostumadas com pessoas de meia idade, com cabelos meio grisalhos _Falei sorrindo para a mesma _Bem, você poderia mostrar-me a minha nova sala?

Ela concordou e eu a segui _sem me importar com o rebolado que a mesma fazia para mim. Logo vi uma porta cinza e adentrei ao cômodo. Vendo o lugar meio sombrio de mais, com as paredes em um tom meio cinzento e as cortinas de mesma cor. Uma mesa de centro na cor negra e estantes vazias acoplada a parede, e uma porta que deveria ser um lavabo.

Andei pelo local, percebendo a limpeza impecável do lugar. Fui até a janela, abrindo as mesmas e deixando a luz do sol adentrar a sala. Suspirei olhando novamente para o local e percebendo um sofá de dois lugares na cor cinza próximo a parede ao lado da porta.

__Está era a antiga sala do Dr. Nick _a mulher falou atraindo a minha atenção e eu concordei.

__Ele era um cara... Com cores bem mortas _falei sorrindo e me sentei na cadeira de couro. Abri algumas gavetas e vi alguns papeis.

__O senhor irá encontrar o prontuário dos nossos pacientes naquele arquivo ali _ela apontou para um Rack que dava na minha cintura, com duas portas na cor negra _Mesmo que sejam apenas alguns mais recentes.

__Obrigado, você poderia fazer o favor de avisar ao Erwin-san que eu estou aqui?

A mesma concordou e saiu porta afora, deixando-me naquele lugar tão melancólico. Suspirei, já sabendo que teria que mudar algumas coisas. Eu até teria trago minhas próprias coisas, se as mesmas não estivessem em New York.

Sentei-me novamente na cadeira negra e peguei alguns papeis dando uma rápida olhada...

Não falavam sobre coisas muito relevantes, apenas algumas descrições para pacientes, e bulas para os que apresentavam uma depressão mais grave. Tudo estava muito bem documentado, agendado e organizado, e isso me fazia querer saber mais o porquê de um grande médico como o Dr. Nicolas (Nick), abandonar um hospital renomado.

Talvez fosse apenas à cobiça do ser humano, isso não é algo que nunca tenha encontrado. Todos estão sempre a ponto de pecar, ou se não pecamos mesmo sem perceber. Não que eu seja algum santo para falar disto, é um simples garoto com sua cota de pecados e dores, nada mais e nada menos.

Deixei-me vagar por estes pensamentos que mal ouvir as batidas na porta. E assim que a mesma se abriu, um loiro alto de bom porto atravessou a mesma com um sorriso curto no rosto, com algumas olheiras.

__Bom dia Eren-kun...

__Erwin-san, desculpa chama-lo, ou não ter ido a sua sala, mas queria muito ver onde eu iria trabalhar...

__Tudo bem _ele se sentou em uma cadeira enfrente a minha mesa e rodou na mesma, encarando a sala e então suspirou _Este lugar é meio...

__Sombrio... _eu falei e ele sorriu concordando.

__Sobre as fichas dos pacientes, eu pedirei para as enfermeiras pegarem tudo para você. Este lugar ficou meio instável graças ao surto de loucura do Nick, e me desculpe trazê-lo para este hospício, mas como já disse... Você é a minha maior arma, meu trunfo na manga. A diretoria deste hospital queria fechar a ala psiquiátrica...

__Sinto-me um pouco pressionado, se não conseguir resolver muitas coisas...

__Todo este departamento vai pelo cano, literalmente. Já estavam almejando um centro maior para os fisioterapeutas... Eles não gostam muito de fazer as atividades ao ar livre...

__Eles não têm um departamento divido?

__Claro que sim, mas como um modo de trazer a pessoa para um tratamento mais maleável, alguns são feitos ao ar livre. E para eles, este departamento é meio...

__Estúpido, eu entendo. Cada um vê as coisas de seus pontos de vistas. Eu apenas pedi para chama-lo, pois gostaria de total acesso aos registros. Preciso começar a interagir com os pacientes...

__Oh! Mas já? Pensei que viria apenas para ver como seriam as coisas, és realmente impressionante. Tem total acesso a este departamento, as meninas aqui fora o ajudaram com tudo. Eu só aviso que alguns pacientes que tiveram crises, ou foram transferidos para outros hospitais, ou estão em outro departamento... _o loiro se levantou e caminhou até a porta _E boa sorte para deixar esse lugar um pouco mais... Vivo? _o loiro fez uma pequena careta e sorriu saindo da sala.

Sorri rodando a minha cadeira e virando-me para a janela. Fiquei a olhar o meu próprio reflexo no espelho por vários segundos, vendo aquele sorriso morrer e desfalecer no rosto tão jovem, mas tão cansado.

Lembranças antigas vieram-me a tona. Algo que às vezes me consumi a noite, a lembrança de ver o meu rosto nublado pelo prazer que sentir a ter as mãos de certo moreno que causavam-me rebuliço.

[.*.]

Os sons pecaminosos produzidos pelos dois corpos eram ecoados por todo o vestiário. Os gemidos tão audíveis, que se já não fossem horas mais elevadas, seriam pegos em um momento tão... Deleitoso

Os espasmos de prazer e dor ao sentir mais uma mordida em minha pele, causavam um arrepio delicioso, que subia por toda a minha espinha. As cinturas batendo umas contas as outras, e os olhos nublados pelo prazer, eram extremamente excitantes.

_S-senpai... Mais forte...

E por mais que eu me envergonhasse de falar desta forma tão devassa, Meus instintos apenas gritavam pedindo por mais e mais, recebendo mais estocadas com força do meu tão amado senpai.

Mordi o meu lábio, gemendo tão manhosamente que meus lábios foram puxados com força contra os do moreno. O mesmo voltou a encostar sua testa em minha costa e preocupar-se em apenas me estocar mais e mais forte, mais e mais fundo.

Arqueei o corpo ao sentir um ponto tão mágico ser acerto, que apenas gritei tendo minha cintura segurada com força pelas mãos fortes, a ponto de marcar a pele. Meus olhos passearam pelo lugar rapidamente, e então uma visão tão erótica tomou conta da minha cabeça.

Estávamos encostados em um dois grandes armários centralizados do vestiário. Eu estava prensado contra ele e o corpo desnudo do moreno de olhos azuis que me penetrava sem dó. E eu estava olhando fixamente para um enorme espelho meio nublado pelo vapor dos chuveiros que haviam sido ligados anteriormente.

Naquele mesmo espelho eu tinha a completa visão das mãos alvas me marcando. Dos dentes alheios deixando rastros, e como nossos corpos moviam-se em si cronicidade. Tão excitante... Tão erótico muito mais do que filmes tão sem sentidos, aquilo era muito melhor...

Eu jamais imaginei ter aquele que tanto amo tão intimamente comigo...

Tão perto do meu coração...

[.*.]

Passei a mão pelos meus cabelos que caiam sobre os olhos, e levantei-me. Não tinha tempo para lembranças tão paranoicas e ilusórias. Eu estava com muito trabalho a fazer...

“E dolorido demais para lembrar...”

~*~

Cerrei os olhos mais uma vez, enquanto lavava as minhas mãos. O cheiro do sabão líquido chegava as minhas narinas, me dando um pouco de tranquilidade. Olhei pelo vidro novamente, vendo a sala de cirurgia já meio vazia, onde as enfermeiras e auxiliares limpavam o lugar.

O paciente já estava sendo encaminhado para o meu departamento. Passei a língua pelos lábios secos e suspirei fechando a torneira com as mãos já limpas. O bom desta profissão é que ela era extremamente limpa e higiênica, e como não me sentir tranquilo em um lugar assim?

__Rivaille-sama, o senhor foi incrível! _uma das residentes falou se pondo ao meu lado e começando a se levar.

__Quero que verifique rigorosamente os sinais vitais do paciente e registre-os imediatamente. Temo que haja danos por conta do grau de hipóxia* do paciente, não acho que ele suporte mais uma isquemia cerebral*, mantenha seus olhos mais focados nos pacientes do que nos médicos _Falei seco balançando minhas mãos.

Sai do local, tirando a touca azul escura que prendia os meus cabelos. Passei a mão pelos mesmos e comecei a andar para fora daquele corredor. Odiava ter esses internos e residentes puxa sacos na minha cola, mas como eu deveria ensinar alguma merda para aqueles medíocres, tinha que dar o braço a torcer.

Não eram todos, alguns até saiam-se esplendidamente bem, mas outros pareciam mais interessados em “fuder” com os médicos e assim assegurar seus lugares. O que era patético, além de um mero desperdício de tempo comigo.

Se eu quisesse transar com algumas destas raparigas com os hormônios pulsantes, o faria e pronto. Uma transa não me prenderia com nenhuma destas infelizes, e eu era bem racional para nunca avançar sem estar prevenido, e ainda assim nunca me deixaria despejar dentro de algumas delas.

Achava isto sujo, não que sujar os lençóis seja muito melhor. Nem mesmo com a minha esposa cheguei a tal coisa, apenas com aquele pirralho, mas nele tinha certeza que não poderia virar pai...

Oh! Apenas de recordar daquele pirralho, uma raiva me assolava. A audácia dele de ontem por ter falado comigo como se fosse alguém qualquer, aquilo era imperdoável! E extremamente interessante. Se fosse outra pessoa, eu já teria aplicado algum castigo por simplesmente ter me tocado, mas quando vi aquelas esmeraldas borbulharem raiva, me perdi completamente naquele olhar.

A excitação que eles me passaram era algo inimaginável. E o modo como aquele pirralho havia defendido o seu filho, aquilo era tão delicioso de presenciar. Mesmo eu tendo feito algo por pura distração e talvez uma ponta de curiosidade ao me aproximar daquela criança, nunca esperei aquela reação daquele garoto.

__Levi! _ouvi um grito histérico e suspirei, vendo uma morena de cabelos presos em um rabo de cabalo meio mal feito e com óculos.

__O que quer quatro olhos?

__Nada, apenas queria falar com alguém. Resolvi dar um pequeno intervalo entre as minhas pesquisas...

__Você não deveria está operando alguém maluca?

__Oh! Sempre tão gentil irmão, mas eu já fiz duas operações de reparações de válvulas* desde que cheguei. E um acompanhamento de Marcapasso*. Estou cansada.

__Como se eu me importasse, e já pedi para não me chamar assim. Já é ruim de mais ter que explicar o porquê de eu ter uma irmã como você...

A morena suspirou enquanto nos encaminhávamos em direção aos nossos departamentos. Hanji era a chefe do departamento de Cardiologia e ainda por cima era a responsável por grandes avanços em tratamentos. Mesmo que fosse uma maluca, ela era uma ótima médica.

Ela estava casada com Erwin a mais de seis anos, se comprometeram ainda no colegial, onde o mesmo já facultava medicina. E logo depois a mesma teve sua filha Nina, mas sem nunca parar de se dedicar aos estudos e ao trabalho.

__Obrigada por ter ficado com á Nina ontem, depois daquele chamado de ultima hora, eu não pude ir busca-la... Sei que não gosta que eu lhe envolva em meus assuntos, mas Erwin estava em cirurgia assim como eu.

__Não tem problemas Hanji, Nina é minha sobrinha e afilhada, e pelo menos ela puxou mais ao Erwin... Realmente não houve problema algum em ter ficado algumas horas com ela _falei suspirando e adentrando ao corredor de vidro que ligava um prédio ao outro.

__Ela me disse que fez um amiguinho novo... Estou realmente feliz, já que Nina tem certa dificuldade de interagir com as outras crianças.

__Hum...

Mesmo que Hanji fosse louca, ela era uma mãe, esposa e irmã devota. Era louca e estúpida, mas eu sempre podia contar com ela, e mesmo depois da morte de nossa mãe, ela nunca perdeu a cabeça por conta do nosso patriarca, como eu fiz inúmeras vezes.

__Ouvi dizer que o novo psicólogo começaria hoje... Talvez eu dê uma passada lá para conhecê-lo, Erwin me disse que era um garoto até mais novo do que você e realmente muito impressionante.

__Erwin exagera de mais, mas o pirralho é realmente bem... Interessante _disse olhando rapidamente para o lado de fora das paredes de vidro.

__O nome dele me é bem familiar... Não era ele quem você caçou no colegial? Lembro-me bem, já que eu ajudei o clube de basquete nas buscas...

__Não sei do que está falando quatro olhos...

Ouvi uma risada da mesma que piscou e saiu andando em direção oposta a minha. Fui para a minha sala, precisava pensar e por os pensamentos no lugar. Estava cansado, desde que acordei já havia feito 10 consultas e seis cirurgias, e ainda havia aquele pirralho...

Antes mesmo de adentrar ao local, recebi os olhares de alguns residentes que estavam observando o estado de alguns pacientes. Passei a língua pelos lábios ainda meio secos pela bebida excessiva que consumi ontem par acalmar meus pensamentos.

__Rivaille-sama! _uma residente de cabelos loiros presos em um rabo de cavalo, e com certa comissão de frente bem avantajada veio em minha direção. Esta garota, Mila, era um de meus maiores problemas... Estava sempre a cortejar-me, principalmente por causa de meu sobrenome.

Continuei a andar para a minha sala e então a garota irritante correu se aproximando de mim e tocando em meu ombro, onde eu bati em suas mãos encarando as mesmas.

__O que quer? E fale logo antes que eu me irrite...

__Desculpa senhor, mas é que uma das enfermeiras da ala de psicologia gostaria de alguns arquivos dos pacientes transferidos de lá para cá... Parece que o novo doutor gostaria de conhecer alguns pacientes... _Ela sorriu se se encostando a mim, fazendo seus seios roçarem contra minha pele.

Fiquei a encarar aquela garota por alguns segundos. Não pelo fato de mais uma vez ela está a tentar fazer com que eu a coma, mas sim pelo fato de ouvir sobre o novo funcionário. Olhei para o outro lado do corredor e quase dei um sorriso mínimo.

__Onde ela se encontra?

__Ela está na recepção do...

Deixei a garota a falar sozinha e caminhei indo até a recepção e vendo uma enfermeira com fardamento diferente do verde do meu departamento. A mulher me encarou-me por alguns segundos antes de fazer uma breve reverencia.

__Rivaille-san, desculpe vim incomodar o senhor, mas eu recebi autorização do chefe do hospital, para vim recolher alguns arquivos para entregar para o Dr. Jaeger.

__Eu entendo, mas eu ouvi que ele quer conhecer os pacientes?

__Sim, na verdade ele já começou desde que chegou há algumas horas atrás. Ele pediu autorização dos chefes de departamentos.

__Não recebi nenhum pedido...

__Peço desculpas, mas o senhor daria sua autorização?

__Hum... Onde ele se encontra?

__O doutor estava no departamento de cardiologia...

Virei-me começando a seguir para o elevador. Adentrei o mesmo indo para o próximo departamento e depois de me informar e saber que ele estava em uma sala com uma jovem que estava na lista de doadores de órgãos, andei até a sala da mesma.

Assim que me aproximei, vi em um dos corredores mais vazios o jovem com uma camisa branca social de botões, um paletó cinza, calças se mesma cor e uma gravata vermelha. O mesmo estava bebendo um copo de água, enquanto olhava para uma prancheta em mãos.

Aproximei-me a passos lentos e ouvi um resmungo do mesmo...

__Quer dizer que você quer perambular pelo meu departamento sem nem ao menos pedir? Sua educação é realmente um fato falho _falei fazendo o mesmo me encarar, apertando com força o copo descartável para então colocar o mesmo no lixo reciclável e me encarar.

__Iria pedir uma autorização para o chefe do hospital depois _o mesmo me falou sério, com os olhos verdes esmeraldinos me fuzilando.

__Meu castelo, minhas ordens pirralho, não vá achanado que Erwin tem algum poder sobre o meu departamento, eu sou o único que pode concordar com alguém vasculhando o meu...

__Acho que poderia autorizar agora, tenho muito trabalho a fazer para desperdiçar meu tempo aqui...

__Oh! Então a boneca ainda está achando que pode brincar? Não vá achando que fique contente com a sua “gentileza” no dia anterior...

__Hum? _ele abriu um sorriso de escárnio _Eu fui gentil? Minhas sinceras desculpas, nunca foi a minha intenção... E pouco me importa o que acha “senpai” _ele falou as últimas palavras com deboche.

__Se este é o seu jeito de pedir as coisas, posso dizer-lhe que não vejo motivo algum para deixar... _Falei sério e o mesmo suspirou.

__Não estou a fim de trazer assuntos fora do trabalho para prejudicar os pacientes aqui. Estou com um grande buraco para concertar, então ao invés de ficar a tentar-me...

Eu o peguei pelo colarinho, o empurrando contra a parede. Os olhos esverdeados oscilaram e então a pancada de sua cabeça contra a parede foi o único som do corredor vazio. O mesmo me encarou surpreso e raivoso.

__Não aches que está a falar com qualquer merda Jaeger, não sou nenhum pouco estúpido para atrapalhar na melhora de meus pacientes, mas não ache que irei deixar um bosta como você achar que é macho para cima de mim, não abra essa sua boquinha tão adorável para me menosprezar, pois só lhe digo que eu não vou ser nenhum pouco complacente.

O mesmo riu agarrando minhas mãos e uma corrente elétrica atravessou todo o meu corpo, o menor mordeu o lábio raivoso, mas com a pressão de minhas mãos o mesmo deveria está quase sem respirar, afrouxei meus pulsos, mas sem soltá-lo.

__Você... _ele respirou fundo e me encarou erguendo uma sobrancelha _Eu nunca disse que você não ligava para seus pacientes, apenas não quero ter o desprazer de lhe encontrar...

__Minha companhia lhe deixa assim tão raivoso? _Falei rindo de canto e percebi o aperto de suas mãos.

Meus olhos encararam os verdes tão... Determinados e brilhantes, e por meros segundos sentir tudo se perder no momento com aquele olhar. A raiva e todo o resto diminuindo. E aproximei o meu rosto do dele, fazendo nossos lábios quase roçarem uns nos outros.

De seus lábios meio cheios e tão pedintes para um beijo, voltei-me para os seus olhos tão... Amargurados e uma sensação estranha se apoderou do meu estomago, fazendo-me soltá-lo.

O mesmo respirou fundo, levando as mãos ao pescoço e encarando o chão. Eu olhei para o lado, sentindo o formigamento de onde havia tocado aquele corpo. O mesmo se levantou passando a mão pelo cabelo meio rebelde, com os olhos verdes fechados e assim que parou sua mão sobre a franja, os abriu em minha direção, fazendo meu coração estranhamente pulsar.

“... Eu estou doente?”

__Eu irei lhe mostrar os pacientes mais tarde, não são muitos, apenas uns três e tem um deles que é um caso especial... _Falei arrumando a manga da minha camisa azul escura, ainda da cirurgia, e então encarei o moreno que franziu os lábios _Lhe explico mais tarde, estarei em minha sala no final do dia, agora tenho uma cirurgia marcada pirralho...

__Você irá me mostrar? Por que não pede para uma de...

__Já disse, são casos especiais. Espero que essa nossa “conversa”, tenha lhe mostrado que quanto mais me tratar como um indesejado e se comportar como um animal sem modos, mais eu vou discipliná-lo... _sorri de canto e lhe dei as costas.

Meu coração batia de forma estranha... E assim que virei o corredor levei a mão até o mesmo e respirei fundo.

Talvez falar com Hanji para faze rum exame não seja ruim... Talvez...

"Tarde demais o conheci, por fim;

cedo demais, sem conhecê-lo, amei-o."

William Shakespeare

~*~

Eu vou procurar a porta para está ilusão;

Eu tenho que parar de acreditar em você...

Por que toda vez que você me toca, eu apenas me sinto seguro.

Só que eu estou apenas nas mãos de um inimigo.

E este jogo tão infantil, apenas dilacera meu peito, mas eu não posso negar...

Eu ainda quero jogar...

[.*.]

Respirei fundo, vendo aquele homem virar no corredor. E todo o ar que por horas me faltou e eu acumulei, eu joguei novamente para fora. Meu corpo inteiro tremia e meus olhos estavam presos na parede a minha frente.

Por quê? Por quê? Por que ele tinha que fazer isso? Por que ele tinha que me tocar? E por que o meu coração estava batendo tão aceleradamente?!

E por meros segundos, eu pensei... Nossos rostos...

Fechei os olhos, não podia cair mais uma vez, não podia me dar ao luxo de cair feito um bobo nas mãos de alguém que simplesmente acha que pode se divertir com as pessoas. Suspirei me pondo de pé passando a mão mais uma vez pelos fios castanhos.

__Tudo bem querido? _ouvi uma voz e vi uma mulher com os cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo mal feito, dividido um pouco a esquerda. Óculos e com um jaleco branco. A mesma caminhou até mim _Você está bem? Está sentindo algo?

__Não... Eu só... _suspirei. Não podia mais com essas brincadeiras sentimentais. Eu não sou uma criança ou mesmo uma garota para me sentir tão usada e apaixonada por um cara. Não! Eu sou diferente daquele garoto e... _Eu só preciso fazer com o que o meu coração pare de bater tão... Rápido...

__Acho que você precisa primeiramente colocar seus pensamentos em ordem, e então o seu coração obedece _ela falou e eu a encarei, percebendo que havia falado em voz alta.

__Eu... Desculpe-me, eu estou apenas com alguns problemas _falei dando um sorriso e me recompondo _Sou Eren Jaeger, o novo contratado do departamento de psicologia.

__Oh! _a mesma abriu um sorriso exuberante e pegou meu rosto entre suas mãos _Você é mais bonito do que dizem os boatos! E é novo... Aposto que deve ter um coração bem saudável, só que um pouquinho bagunçado pelos sentimentos. Isto é comum querido... _Ela falou dando uma risada _Sou Hanji Smith*, chefe do departamento de cardiologia e infelizmente solteira...

__Oh! Que pena... _Falei dando uma risada e a mesma sorriu comigo _Desculpe-me não ter ido falar com você sobre essa visita, me disseram que estava em cirurgia...

__Sim, Sim! Não se preocupe, mas espero que tenha sido bem tratado... E então, não quer me dizer o porquê desta bagunça em seu coração? Como médica desta área eu talvez lhe dê uma ajuda...

__Meu problema se resume mais a um sentimento que não deveria existir. Na verdade, acho que ele apenas permanece por culpa minha... Seu departamento é realmente extraordinário, vi muitos o dia inteiro e este é realmente surpreendente. Assim como o de traumas...

__Erwin cuida muito bem daquele lugar, mas o melhor departamento deve ser o de neurologia meu amor. Até eu fico impressionada...

Concordei sorrindo fracamente. E apenas de lembrar-me que deveria me encontrar com aquele homem depois, me fazia querer ir embora e sumir novamente. Tudo era tão mais simples quando eram apenas a mim e Lian.

__Doutora, estamos com uma emergência... _uma enfermeira apareceu e a morena a encarou e sorriu.

__Sinto muito querido, tenho que ir, mas vou lhe visitar depois... _ela beijou o meu rosto e eu sorri me virando, mas então um puxão no meu pulso me fez encarar a morena com um pequeno sorriso no rosto _Ninguém é tão ruim, pessoas apenas precisam ser compreendias, não é uma tarefa fácil eu sei... E realmente no seu caso não será, não o crucifique... Eu realmente acredito que não iria querer se arrepender depois...

Ela me soltou dando um sorriso e saiu andando. Encarei as costas daquela mulher e então o nome dela me veio à tona. Hanji Zoe, a irmã adotiva do senpai...

“... Nada é fácil. E por isso é tão divertido.”


Jigeum nan neomu nado haengbok han
Saenggake iyagireul sseujiman
Modeunge baramil ppuni rago, yeojeonhi


Agora estou escrevendo uma história feliz
Mas isso ainda é
Apenas um desejo

Notas finais
EXPLICAÇÕES SOBRE OS * HlPÓXIA CEREBRAL: é uma condição na qual há diminuição no suprimento de oxigênio no cérebro, causadas pela isquemia. ISQUEMIA CEREBRAL: A isquemia cerebral é a falta de irrigação sanguínea e consequentemente de oxigênio no cérebro que se manifesta através de sintomas como sonolência, paralisias dos braços e pernas e/ou alterações da fala e da visão. Ela deve ser tratada imediatamente para evitar sequelas ou até mesmo a morte do indivíduo. HANJI SMITH: por que ela é casada com o Erwin u.u MARCAPASSO: A famosa cirurgia de marcapasso é a implantação de pequenos geradores de impulsos elétricos, que são conduzidos por meio de eletrodos, até a parte interna do coração para auxiliar nos batimentos cardíacos. REPARAÇÃO DE VÁLVULAS: São os reparos feitos em algumas válvulas ligadas ao coração. Quando as mesmas sofrem são avariadas, podem ou ser reparadas ou trocadas. Para isto existem vários tipos de válvulas, desde orgânicas as de silicone