Fiction

7 ラドアウトラムああ? o outro lado?


Notas iniciais
Gente não me matem... primeiro não postei mês passado, por quê eu tive uma queda na última semana e quase desloquei os três dedos da mão direita. Fiquei até ontem sentindo muita dor na costela e no ombro que quase deslocou também, além de ter cortado os dedos e etc... '-' coisas que não vem ao caso. Eu tinha que terminar muito uma fic minha e assim abrir um pouco de espaço para ficar com tempo livre. Além de que está história eu simplesmente tinha que fazer esse cap para inserir uma personagem que vai meio que deixar as coisas mais interessantes. Fiction é muito dramática, ou seja, não é todo dia que eu estou com o humor prevalecente para escrever algo que valha a pena por aqui. E para quem acha o Levi um bobo por não saber que o Lian é filho dele, lembrem-se ele não acha que homens podem engravidar kkkkkk Vou postar antes eu prometo desta vez. Vou começar um outro projeto, mas não se assustem, é uma parceria com uma fofa kkkk bem é isso

Por quê? Por que meu peito é tão injusto!

Por que mesmo que você me machuque, eu continuo a te amar mais e mais... A cada dia, a cada hora, minutos e segundo?!

Eu não entendo mais essa confusão que apenas cresce em meu peito, eu quis ficar só, eu acreditei que seria melhor ter apenas a mim mesmo. E assim eu não me machucaria; eu não machucaria ninguém, não criaria expectativas a serem quebradas em mais ninguém.

Então por quê?! Por que mesmo que você me veja como um lixo eu não consigo sentir o mínimo de antipatia por você?!

Por quê... Por que meu peito não se cansa de te amar...

“... Eu só queria saber o porquê...”.

~*~

Lá estava eu a encarar uma vez mais aquela sala escura. Enquanto dava voltas e mais voltas na cadeira giratória e me perdia na visão rápida que as coisas continham, me causando certo enjoou, mas ainda assim parecia tão bom para retirar as sensações tão quentes que meu corpo estava sentindo ainda.

Fechei os olhos rapidamente e como se fosse automático aquele rosto pálido tão próximo ao meu apareceu, falando aquelas coisas que apenas serviram para mexer com o meu equilíbrio emocional e me deixar tão à mercê. Eu me relembro ainda do dia em que desejei que algo como aquilo acontecesse, mas todas estas coisas foram trancadas no fundo do meu peito...

Pelo menor foi o que eu pensei...

Aquela aproximação inesperada e aquela sensação de como se o mundo houvesse desaparecido ao meu redor, ainda me causavam aquele frio na barriga. E quando eu encarei aqueles olhos que encaravam um ponto qualquer, não a minha boca de forma tão desejosa, eu apenas me lembrei daquela noite onde aquela mesma boca ficou prensada contra a minha e assim eu me perdi.

Eu não queria mais lembrar essas coisas! Elas me deixavam tão nostálgico... E isso é tão errado, pois eu cansei de brigar tanto comigo mesmo. De relembrar e jurar para mim que nunca mais sentira nada assim.

Seria tão mais fácil se aquilo tivesse acabado como apenas uma paixão adolescente, mas era mais forte que isso. Eu percebi isto no momento em que olhava para ele em cima de mim, naquele banco do vestiário. Quando eu me perdi naquelas lagoas cinzentas e misteriosas.

Talvez se eu tivesse lutado um pouco mais...

Não! O passado é algo que não volta e eu não posso me arrepender das escolhas que fiz. Elas me deram o meu precioso filho, e cada dia desde então compensou cada dor que sentir. Como se no momento em que eu houvesse o carregado em meu colo, toda aquela dor sumisse do mundo e apenas houvesse nós dois e o meu enorme amor por ele.

Ser mãe/pai é algo tão inacreditável. É como se seu peito inchasse de tanto amor que era capaz de transbordar. E você sentia-se encantado por cada pequeno movimento que aquele pequeno ser fazia. Eu nunca me cansei se observar Lian dormindo em seu berço, seus bracinhos se movendo e sua respiração...

E não importava o quanto meu peito estivesse estilhaçado, eu estava cicatrizando-o aos poucos. Mentindo não só para mim mesmo ao dizer que estava tudo bem, mas para todas as pessoas ao meu redor. E aquele simples adolescente paspalho e desatento, tão distraído e sincero foi se transformando em um adulto antes do tempo, antes de saber que as coisas mudavam.

E esse mesmo antes tão sincero, começou a acreditar em suas próprias mentiras. Fingindo estar bem quando não estava. E tudo isso por que os meus sentimentos teimavam em me desmentir e assim eu enxergava uma vez mais o passado e esse presente.

É tão doloroso saber que eu apenas penso em você... Quando não queria!

Kizuka nai uchi ni otona ni natte

Kirei na uso kuchi ni dekiru hodo

Iro'na itami wo oboete kita kedo

Sore demo mata itai n'da

Yuugure no namida ga tasou no aka

Watashi no naka no kimi wo

Tokashite shimae

Eu cresci antes que eu percebesse.

E me tornei capaz de dizer mais mentiras elaboradas.

Eu experimentei muitas dores,

E ainda assim, isso dói.

O crepúsculo é tão vermelho,

Que faz minhas lágrimas quererem cair.

Por favor, desapareça, essa sua imagem de dentro de mim.

Suspirei parando uma vez mais e pegando o meu celular e lá vendo o motivo que me guiava. O motivo que me fazia acordar ainda neste mundo. O motivo que me tirava sorrisos verdadeiros que eu não conseguia mais... O meu motivo, o meu maior motivo... O meu Lian...

Sorri acariciando a tela, onde havia um pequeno sobre os meus ombros fazendo um sinal de paz. E ali eu senti que poderia esquecer um pouco mais e mentir apenas um pouco... Só por ele e por ninguém mais eu tentaria ser feliz, ou melhor, fingiria que estou feliz.

~*~

Meus olhos estavam um pouco irritados pela claridade em que a sala se encontrava. Suspirei fechando os olhos, enquanto movia-me tão automaticamente e olhava o relógio sobre a parede da sala esterilizada.

__Hora do óbito, 18h43min _falei deixando as minhas pinças sobre a bandeja e retirava os óculos de aumento para a cirurgia.

Olhei novamente para onde o corpo de um paciente se encontrava e as maquinas eram desligadas enquanto um residente parecia inerte ao que aconteceu. A primeira falha depois que se torna residente é meio traumática, não que a primeira como estagiário seja fácil, mas nesta você sente-se como um inútil.

Engoli em seco e me aproximei do rapaz de cabelos ruivos e olhos verdes vidrados ainda no corpo do homem que havia morrido por falta de irrigação no cérebro. Caso o mesmo sobrevivesse com toda certeza teria graves sequelas.

Coloquei minha mão sobre o seu ombro e o mesmo pareceu voltar à realidade e me encarar ainda meio surpreso. Eu suspirei e então olhei para o mesmo.

__A culpa não foi sua, ele já estava em um estagio difícil para fazermos algo _falei e o mesmo abaixou a cabeça.

__O-O que eu digo então para a mulher dele... Eles acabaram de ter um filho _o rapaz falou olhando as próprias mãos e eu engoli em seco.

__Eu falo não se preocupe. Ele era responsabilidade minha _falei então andando em direção aos lavabos.

Depois de me limpar e retirar a minha touca e coloquei o meu jaleco branco e ao lado do garoto andamos em direção à sala de espera onde eu avistei uma mulher abraçada a uma mais velha e um rapaz a passar a mão em sua costa.

__Senhora Cortez _eu a chamei e a mesma me olhou surpreso.

__Doutor Levi! _ela se levantou sorrindo nervosamente e então suspirou _C-Como o August está? E-Eu posso vê-lo? _a morena falou sorrindo e eu suspirei. Odiava ter que fazer isso, mas em uma semana acabava vendo essa mesma cena 3 a 2 vezes por dia.

__Senhor Cortez eu sinto muito em lhe dizer isso, mas...

__Não! _ela gritou com os olhos já transbordando _Não pode ser! V-Você disse que ficarão tudo bem! Que ele voltaria para casa! _ela apontou para o jovem que tremeu e eu suspirei pegando a mulher e fazendo algo que eu realmente fazia quando as pessoas precisavam cair na verdade, eu a abracei.

__Ele já estava com uma parte do tecido cerebral necrosado por conta da falta de oxigênio extensa e da queda... Eu realmente sinto muito _Falei soltando a mulher que foi abraçada pelo irmão mais novo do paciente.

__O-Obrigado doutor _ele falou enquanto a mulher chorava alto.

Virei-me e comecei andar com o jovem ao meu lado. Não é errado médicos darem esperança para as famílias, então eu não estava irritado com o rapaz, mas este parecia não querer me olhar por medo.

__Cristian arrume a papelada para o corpo. Estou indo para a minha sala, qualquer coisa me chame _eu falei andando até o elevador e o mesmo engoliu em seco _Não é sua culpa, aprenda com os seus erros e salve a próxima vida. Você é um bom médico Cristian, se não eu não perderia meu tempo lhe ensinando alguma coisa, não desperdice suas lágrimas as faça serem os motivos de felicidades dos próximos sobreviventes.

A porta metálica se abriu e não havia ninguém. Suspirei contente e adentrei o mesmo e assim vi o jovem andando mais confiante no corredor enquanto encostava-me à parede atrás de mim. Suspirei olhando para o chão.

__Tsc...

Chutei o chão vazio, fazendo aquele tênis que éramos feito usar, fazer um barulho alto. Fechei os olhos esperando o meu andar chegar e assim andei para fora, seguindo para o corredor que me levaria para minha sala.

Vi as jovens rindo enquanto faziam testes e exames. Este era um tipo de coisa que estava acostumado desde quando era um estagiário, não que eu fizesse o mesmo. Eu simplesmente me desliguei naquele tempo, seguindo regras e servindo o que me pediam.

Sem viver... Apenas um zumbi. E isso apenas me fazia lembrar aquela pessoa que havia se sacrificado por mim, um ser que acabou por não tomar as suas decisões por si próprio e que apenas queria fugir da morte e agora se encontra rondado por ela a toda manhã.

Estava andando tão desatento que nem reparei no garoto mais jovem sentado em uma cadeira um pouco mais adiante no corredor da sala. Suspirei abrindo a sala e então ouvi os passos atrás de mim, me preparando para dar uma lição em qualquer uma daquelas prostituas vestidas de enfermeiras que se ofereciam para qualquer um que usasse um jaleco branco e tivesse na porta a placa: Cirurgião. (Não que todas sejam assim, mas a grande maioria vencia...).

Mas para a minha surpresa apenas encontrei jades verdes a me encarar meio surpreso pelo modo como me virei pronto para agredir verbalmente alguém, mas assim que meus olhos se encontraram com aquele garoto, uma batida descompassada ganhou ritmo no meu peito.

__Er... Você pediu para eu vim aqui _ele falou olhando para o outro lado.

__Ah... Você não esquece realmente as coisas _eu falei suspirando e passando a mão pelos cabelos negros. Foi então que ouvi uma risadinha amarga e olhei para o garoto que olhava para as recepcionistas, com os olhos meio vazios.

__Eu sei muito bem disso _eu até pensei em perguntar, mas a verdade é que ele se referia as malditas palavras que eu havia proferido naquele dia.

__Vamos logo, estou exausto _falei suspirando e o mesmo me encarou meio curioso. Aquele jeito de juntar as sobrancelhas um pouco mais grossas e aquele maldito olhar grande e inocente fizeram aquela batida no peito crescer _Perdi um paciente.

__Sinto muito _ele falou olhando para o chão e então negou algo com a cabeça _E-Eu preciso ir, nós poderíamos?

Meneei a cabeça e começamos a andar para a sala dos pacientes. Adentramos logo a sala da senhora Orihara. O garoto começou a conversar com ela, perguntando coisas e então começando a fazer meias gracinhas para a senhora mais velha e que sorria.

A mulher estava com um tumor terminal na base do cérebro, era um tumor em que éramos atados a não fazer cirurgias. E depois de meia hora rindo e brincando o mesmo perguntou sobre o antigo psicólogo e a senhora respondeu meio sem jeito que ele sempre pareceu um charlatão.

__Entendo...

__Nunca pensei que teria um psicólogo tão lindo. Já não bastava um médico? _Ela falou rindo e eu suspirei dando uma leve risada.

__Ah se você não fosse minha paciente... _eu falei lançando uma piscadela para a senhora que riu.

__Você é solteiro também querido? _a mulher perguntou para o moreno mais novo que fez uma careta.

__Felizmente...

__Ah... Você é mais um jovem que acha que família só atrasa... _ela suspirou olhando para mim e eu revirei os olhos dando uma leve risada e o mais novo gargalhou.

__Na verdade, aconteceram algumas coisas há muitos anos atrás entre mim e uma pessoa, mas eu tenho um filho lindo. Acho que não sou tão perdido assim... _ele falou se levantando e eu o encarei por meros segundos.

__Só falta você doutor! Arranjar alguém para aguentar esse seu mau humor, pois assim que eu partir você vai ficar só... Isso se a Charlote não lhe atormentar mais um pouco _eu dei uma risada.

__E ficar sem vocês? Não...

Saímos da sala, com promessa do mais novo para voltar e o mesmo pegou uma prancheta na bolsa e começou a anotar uma coisa. Andamos até o final do corredor e ele ainda não havia acabado.

__Ela realmente é uma boa senhora _ele falou suspirando e guardando a prancheta.

__Sim... Ela está internada aqui desde o final do ano passado e até que o tumor cresça ainda temos esperança com os tratamentos para diminuí-lo.

__Esse tratamento deve ser bem desgastante, eu percebi que ela leva alguns segundos para terminar uma frase, diferente de nós. Além de que ela parece ficar mais relaxada quando você está lá... Acho que o compromisso entre paciente e médico é realmente bom com você, alguns pacientes chegam a ficar nervosos com o médico em sala diferente dela _Eu encarei o pirralho que andava com as mãos no bolso e fazia um biquinho.

Ele era meio desleixado, mas era realmente bonito. Sorri com o elogio que ele fez ao meu trabalho e então chegamos à segunda sala.

Lá encontramos Nicolas, um senhor de idade avançada que jogava xadrez sempre com as enfermeiras e contava histórias de seus dias. Ele estava com o corpo paralisado por conta do câncer que cresce bem nos nervos que ligam o cérebro a coluna e o mesmo havia se apossado da coluna do senhor.

Eren diferente da senhora ficou um pouco mais sério e depois se jogar uma partida do homem e ganhar do mesmo uma vez falando bem de suas capacidades como enxadrista, logo foi derrotado em mais duas jogadas. E o ambiente ficou logo descontraído e então depois das mesmas perguntas o homem falou que gostava do antigo psicólogo, mas como o novo teria alguém jovem para jogar, já que o seu médico era ocupado demais para ele.

E novamente ele anotava algumas coisas, rindo sozinho enquanto escrevia. Engoli em seco parando no meio do corredor enfrente ao último quarto e segurei o pulso do mais novo que me olhou surpreso. Senti um calor muito grande percorrendo o nosso corpo naquela troca mútua pelo toque e então olhei nos jades.

__Essa é uma paciente um pouco mais... Bem, ela é uma paciente bem cooperativa, só que ela é alguém especial. Eu peço que não aja rudemente com ela pelo jeito de seu comportamento...

O garoto me encarou meio curioso por alguns segundos. Ele então desceu seus olhos até o pulso que eu segurava e o puxou com certa brutalidade e com os olhos sendo cobertos pela pequena franja. Ele continuou andando e antes que eu pudesse dizer algo para esse comportamento ele se virou suspirando e olhado para o lado esquerdo, melhor dizendo, para a janela que mostrava a noite que se iniciava.

__Não se preocupe, sei agir com as pessoas de acordo com suas personalidades. É algo que eu aprendi há muito tempo... Agir como se espera e fazer o melhor que se pode _ele falou colocando novamente a mão nos bolsos e se voltando a andar.

Suspirei revirando os olhos e continuei o meu caminho, até pararmos enfrente a uma porta e então se podia ouvir um som baixo. O pirralho abriu a porta e assim que entrou viu o quarto branco todo decorado posters de personagens de animes e alguns dubladores.

Uma mesinha cheia de manhãs e uma pequena TV onde uma garota de cabelos loiros ondulados, deitada em uma cama com um edredom com a imagem de Goku na nuvem voadora, assistia a um dorama. Haviam vários acessórios no quarto, como bonequinhas da Hatsume Miku e da Madoka.

Vários ursinhos, entre um gatinho azul com asas, um urso meio laranja com pontinhas marrons atrás da cabeça. E jogos de animes espalhados pelo quarto em mesinhas. Sobre uma havia pequenos bonequinhos desde Saint Seiya até miniaturas de pessoas vestidas como soldados empunhando espadas.

Suspirei olhando para a garota que continha os olhos nublados por conta do que assistia. E então ela me olhou meio surpresa e fungou.

__Levi-san! _Ela falou chorosa e então eu olhei para o garoto que parecia surpreso olhando para os bonecos ainda na caixa de Hunter x Hunter.

__Eu disse para você parar de trazer as suas tralhas de casa... _falei suspirando enquanto olhava um enorme pôster de um cara vestido com uma camisa branca com o rosto coberto com um lenço e os cabelos também, enquanto segurava dois espanadores como se fossem espadas e no final o autografo do dublador.

__Tsc... Eu só trouxe as minhas bonequinhas da Madoka Magika _ela falou pausando o programa e então se virando para olhar o pirralho que continuava a inspecionar a tralha toda.

__Nossa você tem todos os mangás do Rurouni Kenshin _o moreno mais novo exclamou olhando para a coleção guardada dentro de um armário de vidro móvel _Incrível...

__Ah... _a loirinha olhou para o pirralho e então corou desviando o olhar _Obrigada...

__Tsc... Você também é viciado? _eu perguntei suspirando e então o moreno mais novo me olhou e desviou o olhar.

__Na idade dela sim... _ele falou coçando a nuca.

__Bem, quem é esse gatinho que está com você Levi-neko-san? _a garota perguntou e eu fiz uma careta por conta do maldito apelido.

__Eu já falei para você não me chamar assim...

__Gi-hi você é muito Tsundere... _ela falou e eu ouvi uma risadinha do outro lado e encarei o moleque que negou com a cabeça olhando para o chão rindo.

__Eu me chamo Eren Jaeger e você jovem my lady?

__Ah! _a mais nova corou e fez biquinho _Me chamo Charlote Willians, solteira... _ela sussurrou a última parte.

__Oh! Infelizmente é mais nova do que eu... _o pirralho falou de um jeito sedutor.

A voz rouca enquanto olhava para ela com um sorriso de canto completamente excitante. Senti cada parte do meu corpo se agitar com aquele sorriso e olhar predador, e mesmo que fosse apenas uma brincadeira dele, não pude evitar em imaginá-lo com aquele mesmo sorriso, nu e preso na minha cama.

Completamente dominado...

__Levi-chan, quem é esse cara?! _ela falou corada e o pirralho riu.

__Sou o novo psicólogo. Vim aqui apenas para vê-la senhorita Charlote _aquele tom rouco e arrastado, enquanto o tom sarrista se esgueirava na fala, simplesmente o fazia ficar um tanto excitável.

__Bem, é ele é o cara que vai ocupar o lugar no Nick. Você e ele vão conviver um pouco a mais durante um tempo, se você quiser e se seus pais autorizarem _Falei e a loira me encarou sorrindo.

__Não se preocupe Levi-chan, você ainda é o cara mais gato que conheço... _ela falou sorrindo e se virou para o Eren _E você o segundo...

__Bem, pelo que vejo você é uma garota bem chegada em animes... _o moreno se sentou na ponta da cama.

__Ah... Bem é um meio de esquecer que estou em um lugar aonde os vizinhos morrem de um dia para o outro. Acabei me viciando entre uma das minhas cirurgias, estava sendo preparada no meu quarto e a Mei-chan minha enfermeira acabou colocando no canal e Eins Zwei Drie...

__Eu acho que é um bom passatempo. Eu lia muito mangá na minha adolescência, mas isso mudou praticamente um ano depois da entrada no ensino médio... _ele falou sorrindo.

__Por quê? Você pode falar?

__Meu filho _ele abriu um largo sorriso e que estranhamente parecia contagiante. Seu semblante um pouco distante parecia ganhar uma luminosidade ao falar daquela criança atrevida, mas estranhamente cativa _Ele é meio que o meu grande passatempo...

__Você é pai?! Você é bem novinho... Sua mulher deve ser nova também... _Charlote sussurrou e eu olhei para ela por um segundo e então novamente para o moreno que virou o rosto para a janela coberta por uma cortina cor de rosa.

__Não, eu sou só... _ele me olhou de canto de olho e então virou o rosto meio irritado. Eu dei um sorrisinho meio satisfatório ao saber disso... _E então senhoria Willians, você pode-me falar mais sobre você?

__Eu? Bem... Eu tenho 16 e sofro de uma Multiforme Glioblastomas, que foi descoberta ano passado. Praticamente sou uma paciente que já conhece todas as áreas deste hospital. Nasci com um problema nos pulmões e sempre vinha muito aqui, e então apareceram problemas com o meu sistema ósseo e logo em seguida eu comecei que foi logo tratado e então meu coração que já não aguentava a falta de oxigenação dos meus pulmões entrou em colapso. E depois fiquei um tempo vagando até acharem um doador e quando pensei que estava livre, descobriram um tumor de Grau II no meu cérebro...

__Charlote é uma paciente bem conhecida no hospital. Eu sou o atual médico cuidando do caso dela... _falei e o moreno me olhou analítico _Erwin e Hanji foram antes de mim, assim como Erd e Mike, médicos que você vai conhecer depois...

__Entendo... Você é realmente... _o moreno falou para a loirinha que deu uma risada.

__Azarada, eu sei... É meio estranho ter me recuperado de tantas coisas e em seguida caindo novamente em outras. Pelo que parece eu tenho uma mutação maligna...

__Na verdade eu acho que você é uma garota mais forte do que qualquer guerreira de anime ou mangá. Na verdade, você seria a garota perfeita a ser a protagonista de uma história. E se eu ainda desenhasse lhe tornaria a minha musa... _o moreno falou sorrindo.

Charlote corou por alguns segundos e então começou a conversar abertamente com o garoto de olhos jades. Eren parecia uma criança a debater sobre coisas que eu simplesmente não dava à mínima, não que conviver com a mais nova não me fizesse ter meio que curiosidade. Não nego ao dizer que já li alguns mangás, mas não é que seja um viciado.

Eles davam risadas altas enquanto eu apenas observava o jeito prazeroso que o mais novo tinha ao conversar com os pacientes. Ele não continha aquele ar médico e paciente, simplesmente conversava com eles como se fossem amigas dele. Entendo o porquê da relutância de Pixis a não querer entrega-lo ao Erwin...

O moreno olhou para o pulso novamente, ele fazia isso a pelo menos desde que começamos a andar por entre os pacientes. Charlote havia me matado uma curiosidade muito grande sobre o estado civil do pirralho, mas a curiosidade de saber quem era a mãe do garotinho era bem grande.

Deveria ser alguém pálido e de cabelos extremamente negros, e com a estatura baixa. Afinal o pequeno não tinha muitas coisas em comum com o pirralho, além dos enormes olhos verdes. Lembrei-me daquele garotinho e um sorriso tão expendido que rasgava o rosto tão delicado.

Ele estranhamente me lembrava...

__Eu infelizmente tenho que ir _ouvi a voz do moreno que se levantou e um resmungo de desagrado da loirinha _Amanhã estou de volta my lady _ele se curvou de forma cortês.

__Bem, então eu também estou indo... Charlote comporte-se até eu voltar _Falei e ela sorriu de forma sapeca para mim.

Passamos pela porta e o moreno carregava um enorme sorriso no rosto, enquanto andava com as mãos no bolso. Os olhos verdes alegres olhava o chão de forma sonhadora e uma gargalhada deixou os lábios meio carnudos.

__Ela realmente é uma garota diferente...

__Sim, ela é exatamente a mascote do corpo médico. Até mesmo Erwin morre de amores por ela... _falei colocando as minhas mãos nos bolsos também.

__Entendo o motivo de você querer um pouco de cautela... Eu achei que ela fosse mais difícil, mas é simplesmente uma adolescente que faz todos em volta sentirem-se com 16 anos.

__Charlote não é todo tempo assim, tem dias que seu humor está bem... Distorcido. Por conta dos problemas que ela já teve é meio que complicado cuidar dela sem não falar com os demais médicos. Recomendo você ir conversar com Erwin...

__Obrigado, vou fazer isso. Tem outro paciente na ala cardiológica que também é bem diferente... Amanhã terei que ir falar com as crianças. Além de que ainda preciso interagir com os outros psicólogos _o moreno passou a mão no pescoço.

__Não se preocupe os médicos lá não são muito difíceis. Apenas mais velhos e convencidos demais... _eu falei arrancando uma risada do mais novo.

Ele me olhou sério por um tempo, de forma meio confusa e então mordeu o lábio inferior e apressou o passo para o elevador. Andei com ele até a porta do mesmo e assim que ele apertou o botão ficamos esperando.

Olhei por um tempo para o moreno. Ele parecia absorto em seus pensamentos, aparentemente nem se lembrando de que eu estava ali. Corri os olhos para a recepção onde aquelas mulheres que ainda fofocavam e riram. Ouvi um estalo e percebi as portas metálicas se abrindo e o moreno entrando na caixinha.

__Er... Obrigado por me mostrar e pelo conselho _ele falou desviando olhar.

__Sem problemas... _ele parecia muito nervoso. Dei um sorrisinho de canto e o mesmo me olhou meio sério _Relaxe garoto, eu não vou te morder, ainda...

~*~

As portas de metais se fecharam naquele exato momento, me deixando apenas com a visão do sorriso malicioso adornando aqueles lábios finos. Encostei-me no elevador e suspirei olhando para o teto de forma perdida...

Eu havia conversando com ele de forma normal. Sem me sentir mal, ou lembrar o passado. Sem dor ou mesmo aquele amargo sentimento que sempre parecia me consumir quando pensava nele. Apenas duas pessoas trocando palavras e rindo...

E aquilo parecia simplesmente assustador. Como se tudo aquilo que eu tivesse passado sumisse como fumaça e apenas existisse aquele momento, onde eu pude ver sorrisos contidos e ouvi-o falar um pouco como qualquer ser humano.

Pude percebe o quanto ele é querido pelos seus pacientes, e o modo como ele estava cansado. Falando as coisas abertamente sem nem se importar, apenas desabafando comigo. E isso foi tão espontâneo que simplesmente me embalou e entrei no clima.

Fechei os olhos enquanto a imagem dele sorrindo transparecia em meio às risadas da doce garotinha. Por deus, aquele homem parecia totalmente o contrário daquele adolescente aborrecido que me conquistou anos atrás.

Ou talvez eu que simplesmente não tenha conhecido ele verdadeiramente. Quando você está apaixonado ver a pessoa de uma forma totalmente diferente do que ela é, e a pose dele de garoto arrogante e distante era tão envolvente que talvez eu não tenha enxergado que ele não passava de um garoto comum que queria distancia de problemas.

A verdade é que com a experiência que ganhei em analisar as pessoas, eu passava tanto tempo tentando não me avaliar ou lembrar o passado que acabei por fazê-lo um vilão que apenas havia destruído o meu coração e me usado desestressar.

Engoli em seco dando uma risada. A porta se abriu e depois me encaminhei para a saída do prédio tentando esquecer...

Esquecer que o meu peito estranhamente bateu mais rápido...