Fiction
4 抑圧された感情 sentimentos reprimidos
Notas iniciais
Eu não sei por onde devo seguir, perdi-me no tempo em que a felicidade inundava o meu rosto, e transbordava através de sorrisos bobos.
Hoje existe apenas a dor de um passado, e ao meu lado a esperança de que tudo melhore. Eu não posso te culpar por não me amar; não posso nem ao menos gritar pela sua atenção...
Eu fui o ingênuo, nós caímos no abismo da ilusão criado por mim mesmo. Eu te persegui acreditando nos sonhos de uma criança tola.
Eu te amei pela imaginação tola de um adolescente... E eu te odiei por não me amar, e eu te odiei por me usar, eu te odiei por te amar a ponto de querer morrer...
Cause you are the piece of me
I wish I didn't need
Chasing relentlessly
Still fight, and I don't know why
Porque você é um pedaço de mim
Eu desejo que não o precisasse
Perseguindo implacavelmente
Ainda luto sem saber por que
Em quantos dos meus sonhos você veio atrás de mim?
E eu te aceitava ouvindo suas palavras doces “eu descobri que te amo”. E lá você nunca me julgaria por ser um rapaz capaz de gerar uma vida. Oh! Lá você me olhava com carinho e me abraçava, dizendo que nós éramos a melhor coisa que já lhe aconteceu.
Mas aquilo era só mais uma ilusão que eu criei para proteger o meu coração estraçalhado. E eu já não podia mais amar ninguém, me tornei absorto de todos que tentaram me amar.
Era como se meu coração estivesse em um inverno rigoroso. Apenas um pequeno ser tinha a chave para o meu coração de gelo. Apenas por ele eu diria às palavras que envolviam o terrível “amor”.
Eu me preservei... Eu parei de acreditar; Eu não me importaria com mais nada... Foi o que eu pensei, até ter seus olhos tão próximos dos meus...
__Senpai... _sussurrei apertando minhas mãos com forças.
Como aquilo era possível. Ou melhor, o porquê daquilo está acontecendo. Aquele homem que eu jamais imaginei poder reencontrar estava agora diante dos meus olhos. Continuava como sempre, apenas com feições mais maduras, e algumas olheiras debaixo dos belíssimos olhos azuis cinzentos.
Seus passos não cessaram em nosso rumo. E quando chegou, ouvi a voz do Erwin-san soar.
__Levi? Pensei que estaria indo para casa...
__Estive em uma cirurgia de emergência... _sua voz soava baixa rouca e grave. Senti arrepios em minha pele apenas com a sua voz, como há muito tempo não sentia. Ela me trazia lembranças nostálgicas e ao mesmo tempo dolorosas _O que fazes aqui? Estava tentando cagar de novo?
__Tsc... _Erwin-san falou dando um longo suspiro _Você realmente não consegue segurar a língua...
__Ela nasceu solta, queria o que? Andes pares de falar merda e me diga por que o chefe não está em sua área. Não que eu me importe, por mim que se foda o que fostes fazer, mas não me deixe a cargo do teu trabalho da clinica de traumas _ouvi a irritação em sua voz, seu jeito de falar parecia está diferente, mas ainda assim era meio cômico.
__Estava a mostrar o hospital para o nosso novo contratado, e talvez quem sabe o chefe da área de psicologia, se der tudo certo _o loiro falou abrindo um sorriso cínico para o moreno que se inclinou um pouco me olhando.
Seus olhos azuis me encararam frios, não pareciam surpresos, ou mesmo que me reconhecessem. Sorri amargamente vedo que no fim eu ainda tinha esperanças tolas...
__Este aqui é Eren Jaeger _Erwin nos apresentou e eu me afastei da sombra do maior e suspirei fazendo uma reverencia _E Eren, este é o meu cunhado e o chefe da área de neurologia que eu lhe falei, Rivaille Levi.
__É um prazer _eu falei ainda na reverencia e quando voltei o moreno tinha os olhos cerrados e suspirou concordando.
__Trouxestes um pirralho para concertas as merdas do Nick? Está tão louco quanto à estúpida da quatro olhos? _o moreno falou encarando o loiro.
__Eren é mais que capacitado, na verdade, eu acho que ele supera todas as minhas expectativas _senti-me surpreso com as palavras do loiro _Não é todo dia que temos um ex membro do corpo policial trabalhando em casos sérios...
__Ex-policial? _o moreno olhou para mim.
__Ele trabalhou juntamente com o a policia no decorrer do tempo traçando o perfil de bandidos perigosos na América _o loiro falou e eu suspirei.
__Erwin-san, não foram grandes coisas. Traçar um perfil é muito mais fácil do que pegar realmente os bandidos. No FBI eu apenas acompanhava a área mais técnica, não que eu não tenha ido a campo, mas tive que abandonar por motivos pessoais... _Falei me lembrando da vez que cheguei machucado em casa e Lian chorou pedindo para que eu não morresse, sem duvidas larguei tudo e fui trabalhar com Pixis-san.
__Oh! Seu currículo melhora cada vez mais _o loiro passou a mão nos meus cabelos de forma afetiva e eu sorri meio corado pelo elogio. Foi então que percebi o olhar enigmático do moreno sobre mim _Levi aqui fez parte do exercito também... Claro que foram simplesmente três anos de alistamento de experiência por conta do...
__Não vamos debater a vida alheia... Erwin não achas que o pirralho consegue ir embora sozinho? Você tem que ir para a clínica, parece que estão chegando novos casos. Eu me apressaria se fosse você _o moreno falou dando passagem e o loiro concordou dando um tchau para mim e seguindo adiante.
Senti um desconforto muito grande a me ver sozinho com aquele homem. Tantos sentimentos reprimidos, e guardados por anos, pareciam voltar com grande força. Cada plano bobo e ilusório que fiz para nós, cada palavra que eu diria para conquistá-lo.
Sorri amargamente com esses pensamentos tão estúpidos de um típico adolescente. Eu não tive tempo para nenhuma destas baboseiras, eu fui forçado a desistir antes mesmo de poder tentar. E quando poderia ao menos imaginar fazer essa dor desapareceu, me vi preso a um ciclo eterno a ele. Com uma criança em meu ventre, eu me despedi dele com o coração partido, deixando a criança que costumava ser para me tornar um homem, cujo daria sua vida para bem do ser gerado por duas pessoas sem amor...
Pelo menos sem o amor ‘dele’...
Suspirei fechando os olhos com força. Era tão estranho está sentindo novamente as mesmas coisas, cujo eu fiz questão de abandonar. Talvez tentar abafá-las não tenha sido o melhor remédio no fim, mas eu havia prometido a mim mesmo para nunca mais me entregar, então não havia outra escolha.
__Vai ficar ai divagando até quando pirralho? _ouvi a voz baixa e rouca daquele homem e abri os olhos o encarando seriamente.
__Desculpe-me... Acho melhor eu ir, passar bem _falei caminhando em direção ao elevador. Sentia o meu corpo inteiro tremendo de nervosismo, com medo de que por algum motivo bobo ele ao menos se lembrasse de mim, e isto apenas confirmava a certeza que eu tinha sobre como eu conseguia ser um tolo, mesmo depois de tantos anos.
__Seu senso de educação é realmente uma merda, não se ignora uma pessoa assim pirralho _ouvir a mesma voz atrás de mim e me virei vendo o homem de olhos cinzentos atrás de mim em frente ao elevador.
Por que ele estava me seguindo?
Bem, estamos em um hospital e com toda certeza ele deveria está indo para outro andar. Logo duas portas de metal de abriram em nossa frente e entramos sendo acompanhados de outras pessoas. Afastei-me o máximo que aquele cubículo poderia permitir, me escondendo no canto inferior esquerdo, enquanto ele estava encostado nas paredes reluzentes do lado direito.
Meus olhos eram atraídos como imã para aquele ser. Por algum motivo abominável, me via a encarar cada canto de seu corpo, como se tentasse decorar ou relembrar as partes que conhecia. Engoli em seco com o meu pensamento...
Realmente, eu sou um idiota!
Estávamos passando pelos andares, e pessoas iam saindo e outras entrando. E ainda continuávamos afastados. Sentia-me seguro com esta distancia. Talvez o destino esteja tentando tirar sarro da dor que eu passei, e me fez vim aceitar um trabalho no mesmo local que ele.
Droga, o pior é que eu já havia aceitado vim trabalhar aqui. E só de me lembrar da cara do loiro de desespero para que eu aceitasse, me fazia sentir-me culpado. Não podia negar o trabalho, era infantil e estúpido demais.
Eu não poderia fugir para todo o sempre, apenas me manter o máximo afastado. E Lian começaria a estudar amanhã e se soubesse que o pai não havia conseguido o emprego, em olharia com aqueles olhos tristes que fazem meu estômago se remexer de culpa.
A porta se abriu no quinto andar e as últimas três pessoas entre nós saíram conversando animadamente. E então me vi só, naquele lugar pequeno e isolado com a pessoa que destroçou meu coração _por deus, como isso soava dramático de mais.
As portas de fecharam nos deixando sozinhos. Se eu tivesse sorte, com toda certeza a luz acabaria e nos veríamos presos ali. Claro, que para o meu desespero isto jamais poderia ocorrer, ainda mais com esta pessoa.
__Vai começar a trabalhar quando? _ouvi a voz grave e vi-o ainda encarando a porta de metal do outro lado do cubículo.
Sua aparência dava um ar cansado. Ele estava totalmente encostado na parede, descansando o corpo. Sabia que a vida de um médico não é algo fácil, mas ele realmente me parecia exausto. Engoli em seco, tentando evitar muito pensar nele, mesmo que seja difícil.
__Quarta-feira _falei unicamente tentando fazê-lo perceber que aquela conversa não era do meu agrado.
Encarei o teto que refletia de forma distorcida as pessoas ali dentro. Aquela tensão entre nós se era perceptível de longe. Talvez fosse apenas culpa minha, afinal ele parece não ter nem relembrado o meu nome... O que me deixava de certa forma ainda mais decepcionado...
Mas que droga! O que eu posso querer?!
Estou aqui tentando dizer que eu o esqueci. Que eu não me importo mais com ele, mas eu mal consigo respirar ao seu lado. Não consigo nem ficar de pé estando tão próximo a ele, sinto todo aquele amor doloroso e reprimido tentando gritar e rasgar minha garganta.
Como posso me chamar de homem crescido, se não consigo nem suportar a merda de que ele nem se lembra de mim de novo? Como eu posso ser tão tolo...?
__Droga...
__Está reclamando de que pirralho estúpido? _olhei para o senpai, que me encarava com aqueles olhos azuis tão indecifráveis.
Lembro-me que antes eu daria de tudo para revelar a incógnita que é o seu olhar. Tentar desvendar seus segredos, seus desejos, seus sonhos...
__Então você estava na América... _ele falou me encarando. Não havia entendido aquele tom de voz, aquilo era uma afirmativa, ou uma pergunta.
__Sim...
__Hum... _ele se afastou da porta de metal e se virou em minha direção. Verde no azul, minha respiração pareceu trancar no peito. Seu olhar, era de um jeito que eu jamais havia visto, parecia ter um brilho estranho _Sabe pirralho, ainda estou me perguntando quando é que você se tornou tão mal educado...
Suas mãos pararam uma de cada lado do meu corpo. Nossos rostos estavam próximos, e eu sentia sua respiração irritada sobre o meu rosto. Mesmo eu sendo maior que ele, por algum motivo eu me sentia muito mais baixo do que ele, muito mais inferior.
Seu olhar conseguia coroe qualquer espécie de pensamento que eu tivesse para afastá-lo. Ele parecia completamente irritado.
“Eu ainda acreditava nos dias em que te veria ao lado do nosso filho. Sorrindo gentilmente como eu nunca vi. Idealizei nos sonhos mais alucinógenos que existiam, e quando percebi, já estava quase ultrapassando a barreira entre a imaginação e a realidade.
Pois no final, eu apenas estivesse preso em um grave pesadelo, tentando ao máximo acordar, só que este é um pesadelo cujo eu não posso acordar. Doces palavras não confortam apenas me cortam...
E quando eu vi sua imagem em meus braços, a ninar docemente. Aquela parte minha e sua, que apenas eu poderia usufruir, percebi que não precisava do seu amor se estivesse parte do que fui ainda vivo ao meu lado e a sorri para mim...
Foi o que eu pensei.. Foi o que eu indaguei, até agora...”
__D-Do que você está falando? Você poderia me soltar? _falei desviando o meu olhar e percebendo o sorriso cínico nos lábios finos.
E novamente me vi preso aos seus olhos. Como se o tempo não existisse, como se ele não passasse. Não havia dor, não havia mágoa. Eram apenas olho no olho, duas pessoas se encarando enquanto a vida transgredia normalmente para as pessoas lá fora.
O meu coração já começava a gritar, como se não pudesse conter as batidas desenfreadas. Apertei minhas mãos, com força, enquanto as mãos frias vinham até o meu rosto, o tocando de forma que os dedos simplesmente deslizassem pelas minhas bochechas, enquanto o contato visual não era quebrado.
E a cada movimento, a cada pulsar, a cada segundo, os corpos se aproximavam. Como forças inseparáveis, onde o positivo atrairia o negativo e visse versa. Ela já não sorria apenas me encarava no fundo dos olhos, quebrando todas as barreiras que já pus em mim.
Nossos lábios estavam extremamente e perigosamente próximos. Eu não podia deixar, iria doer como na última vez. Não queria escutar palavras que me marcariam e criariam novas cicatrizes que desta vez demorariam muito mais para regenerar...
Fechei os olhos, quebrando aquele momento, mesmo que eu sentisse que não queria, e que não fosse o certo. Abaixei o rosto, mordendo o lábio inferior...
__Senpai, por favor, se afaste... _Falei sentindo então o calor alheio diminuir, não sentia mais sua aproximação.
Abri os olhos e vi a sobrancelha arqueada, e o sorriso cínico nos lábios que desejei tão firmemente há anos. Ele parecia contente, me sentia submisso a este olhar.
__Finalmente você me chamou de Senpai de novo Jaeger _ele falou ainda com aquele sorriso cínico, me surpreendendo. A porta se abriu e ele se virou ainda sorrindo de forma cínica, enquanto o meu peito parecia bater lentamente e como se estivesse demorando... _Vai ser interessante ter você por perto de novo...
Ele saiu andando pelo corredor, enxerguei suas costas largas. Caindo até o chão e vendo as portas de metais se fecharem.
__Senpai... Você se lembra de mim... _Falei sentindo as lágrimas idiotas caírem mais uma vez.
Droga, por que você faz isso?!
~///~
Entrei na minha sala, como um dia podia ser tão desgastante? O pior era ainda ter que aguentar as ladainhas daqueles malditos internos de merda, que mal conseguiam encontrar o papel higiênico para limpar a bunda deles.
O pior, é que a última noite havia sido uma terrível droga, sai de casa com um chamado de emergência. Como eu tinha vontade de jogar este maldito bip no lixo, ou soca-lo bem no meio do rabo do meu patriarca maldito.
Aquilo realmente era tão desgastante. Havia tantas coisas cujo e ainda tinha que tratar, e ainda nem havia conseguido me alimentar direito. Odiava esses constantes climas de guerra que havia na minha família, talvez por isso eu tenha me obrigado a afastar aquele homem de mim.
“Se o senhor sorri, tenho certeza que vai melhorar a sua cara feia”
A voz daquele moleque que encontrei no mercado mais cedo soou na minha cabeça.
Flash Back:
Estava dando uma pequena pausa no hospital. Precisava ao menos descansar a mente e tomar aquele café horrível que vendiam ali por perto. Mas assim que cheguei, percebi um certo tumulto dentro de um mercado mais próximo.
Entrei, vendo o mesmo fazendo varias promoções de fim de ano. Uma época realmente estressante, os hospitais viviam cheios de babacas que inventavam de fazer artes neste período. Os piores era o que gostavam de soltar fogos... Por Kami...
Eu ia dar meia volta, quando percebi que o sabão que eu usava estava em promoção. Suspirei indo pegar uma cestinha e logo me encaminhando para a área de matérias de limpeza _que por sinal já estavam quase em falta em casa.
Peguei alguns alvejantes, espanadores. Havia uma marca nova de sabão líquido, mas como não se pode confiar em tudo que uma propaganda diz... Peguei do antigo.
Talvez estivesse na hora de limpar novamente a minha sala no hospital. Aquela merda deveria está só germes, por conta dos meus residentes babacas e retardados que entravam ali como se fosse à casa da mãe Joana.
Estava andando por entre os corredores, até ver um garotinho pequeno _mas bem pequeno mesmo _Tentando pegar uma esponja de cozinha. Suspirei indo até o pirralho e pegando a esponja para ele.
__Aqui anão _falei entregando para o menor, me deparando com olhos verdes brilhantes. Por algum motivo um sorriso antigo me veio à cabeça.
__Anão é você! _o menor retrucou emburrado, com os cabelos negros caindo por cima de sua testa. Ele me parece familiar...
__Pirralho, você realmente lembra-me alguém.
__Hã? Mas eu nunca conheci você Oji-san... _o menor falou fazendo uma expressão confusa. Aqueles olhos, aquelas feições...
Não aquilo não poderia ser um erro, aqueles olhos realmente lembravam-me algo que eu tentei esquecer a muito tempo atrás, mas nunca conseguiria.
__Qual o seu nome?
__Lian Jaeger...
E como um soco no estomago, aquele nome voltava para me assombrar. Engoli em seco, olhando novamente para o pequeno. Aqueles olhos... Oh! Eu nunca me esqueceria deles, eram os mesmos que eu havia feito marejarem anos atrás.
__Você... Jaeger...
__Por que? Senhor anão está bem? _o pequeno perguntou e então sorriu _O senhor me lembra um dos sete anões... Zangado-san...
Ele abriu um doce sorriso reluzente. Ele não era inteiramente parecido com aquele garoto, havia algo a mais nele que me era familiar. O menor suspirou e fez um bico.
__Se o senhor sorri, tenho certeza que vai melhorar a sua cara feia _ele falou sério e então se virou _Tenho que ir, o meu tio está me procurando...
Eu fiquei ali parado, feito um idiota, vendo um garotinho que nunca vi na vida, mas que me era tão familiar. Era como se aqueles traços, eu pudesse reconhecer apenas de ver, mas não sabia de onde.
Suspirei e decidir voltar para a merda do hospital... Talvez seja apenas a maldita “idade”.
Flash back of:
Agora que havia visto o pirralho novamente, pude realmente percebe que ele e aquela criança eram parecidos, mas não era somente aquilo que me era familiar naquela criatura anã e atrevida que vi no mercado. Suspirei passando a mão nos cabelos negros sedosos. E aquele certo par de olhos verdes brilhantes e inocentes veio à tona, como mágica. O dia não havia saído de tão mal...
__Então você está aqui... _ouvi a voz e vi o loiro de olhos azuis entrar na minha sala e se jogar na cadeira em frente a mim.
__Tsc... Não te dei permissão para sentar...
__Oh! Sempre tão gentil Levi _Erwin falou dando um sorriso cínico.
__Vá tomar naquele lugar _Falei passando a mão na nuca.
__Sabe, não existia emergência nenhuma. Se você queria ficar a sós com o garoto, era só ter falado _o loiro falou suspirando _Ele é realmente brilhante, nunca imaginei que alguém tão novo como ele poderia ser tão bem dotado intelectualmente. Não para menos que você o indicou... Na verdade para a sua primeira indicação de alguém em todos estes anos, você realmente ultrapassou o esperado...
__Hum...
__Não achou que eu iria o contratar, só por que você falou não? Eu percebi muito bem que você tem um interesse a mais naquele garoto meu querido cunhado... _Erwin falou dando uma risada.
__Ah! Droga, por que você não vai encher o saco mais adiante? Vai ver a louca da sua mulher, que com toda certeza está aprontando alguma! _exclamei irritado, vendo o loiro dar uma risada e se levantar.
__Ok... Você deveria ir descansar, está horrível _o loiro falou saindo da sala.
Olhei pela enorme janela de vidro. Erwin realmente era um saco, mas não era burro. Depois de tantos anos no meio em que me vi, quando ouvi o nome daquele garoto por um conhecido do meu patriarca, não perdi a chance de investigar.
E que grande surpresa eu tive. O mesmo havia se especializado em psicologia e para melhoras a curiosidade, ainda havia ido trabalhar para o próprio FBI. Mas não sabia o porquê de ter saído. Na verdade, só tinha conhecimento de sua vida profissional.
Ao saber que ele estava vindo para cá, não pensei em outra a não ser pedir “gentilmente” para o meu cunhado para fazê-lo entrar nesta porcaria de lugar. Seus olhos ainda eram do mesmo verde, mas não havia o brilho daquela época, pareciam amargurados.
E ainda havia aquele garotinho de mais cedo. Ele era realmente filho daquele garoto...?
Tsc... Isso é realmente estressante...
Nunca fui de dar tantas voltas, procurei me afastar de tantas coisas durante esses anos que mal percebi o tempo passar, e me ver preso na droga de situação que eu mesmo criei. E o pior, depois de ver aquele garoto percebi que tudo estava muito estranho.
Aqueles olhos não mostravam a admiração que eu vi naquele dia, ou mesmo o brilho de quando eu toquei aquele corpo tão frágil. Minhas mãos formigavam só de lembrar daquele ‘incidente’. Só que aqueles olhos agora pareciam ter aquela luz alegre, parecia conter uma determinação triste.
Algo completamente diferente daquela criança que encontrei mais cedo. Aqueles olhos eram reluzentes e brincalhões. Tinham inocência estampada no pequeno sorriso brilhante com uma pequena covinha no canto dos lábios.
E o rosto com feições finas e cabelos negros... Eu conhecia aquelas feições, mas não me vinha nada na cabeça. Como se tudo estivesse na ponta da língua e você não conseguisse puxar do mais remoto e fundo lugar da memória.
“Por que eu me sinto tão familiarizado com um pirralho que nunca vi?”
~///~
Cheguei a casa o mais rápido que pude. Meu coração ainda batia daquele jeito estranho, e por algum motivo eu queria chorar, derramar cada lágrima estúpida que eu pensei terem secado por aquele homem, mas que agora...
Ele se lembra de mim, disto eu tenho total certeza...
Talvez se ele nem houvesse distinguido o meu nome, com aquele que ele conheceu no passado. Eu não estivesse tão nervoso, aponto de olhar o mundo como uma criança que acabou de acordar do mais terrível pesadelo, e não tem o colo dos pais...
Lian...
Engoli em seco ao me lembrar dele, e não pude segurar o grito amargurado que escapou dos meus lábios enquanto caminhava na rua. Não me importava com as pessoas me olhando, eu só não queria mostrar essa face horrível que eu sei que está estampada em meu rosto ao pequeno.
Entrei dentro do condômino, depois do porteiro me atender. Subi pelas escadas, tentando ganhar tempo. Tentando ao máximo controlar essa dor estranha e a aflição misturadas com alegria.
__Eu estou alegre...? _falei encostando-me na parede próxima a escada e passando a mão no rosto.
__Eren...? _ouvi a voz de Armin, vendo o loiro sair do elevador. Olhei para os lados, percebendo que já estava no andar do apartamento deles _Está tudo bem...? Por que está chorando?
__Armin... _limpei as lágrimas e sorri forçadamente para ele _Está sim, você não deveria está na faculdade?
__Hum... Hoje eu tive aulas só na parte da manhã, a tarde vai ter um evento esportivo. O que aconteceu? Você não parece nada bem... _ele veio até mim, me estendendo um lenço de papel cujo eu aceitei.
Limpei as lágrimas e apertei as minhas bochechas. Um lado bom de eu poder chorar, é que meu rosto não ficava muito vermelho. Suspirei dando leves tapinhas nas minhas bochechas e encarei o loiro que me olhava aflito.
__Eu encontrei o senp... O Rivaille-san _Falei vendo os olhos azulados se arregalarem.
__Eren... E ai? Ele falou com você?
__Ele se lembra de mim Armin... _eu falei sorrindo amargamente, lembrando-me daquele sorriso cínico que parecia deixar-me sujo. Como se cada coisa que fiz por ele voltasse e culpa se alastrasse em mim.
__Eren... Eu...
__Papa!!! _ouvi um grito e vi uma criança sorridente toda arrumada saindo do elevador e logo atrás, Jean com o rosto cansado e carregando várias sacolas.
Peguei Lian no colo, sentindo aqueles braços curtos e calorosos ao redor do meu pescoço. Escondi-me na curva do seu pescoço e mordi o lábio inferior, tentando não deixar alguma lágrima derramar.
Quando eu o tinha em meus braços, era como se cada dor que eu sentisse se aliviasse. Nada me importava, apenas está naquele contato tão gostoso e amoroso. Lian parecia saber quando eu precisava dele, sempre vindo até mim como um balsamo para minhas angustias.
Senti os lábios finos tocando o meu rosto e encarei o sorriso alegre que ele continha nos lábios. Os olhos brilhantes, e as bochechas levemente coradas. Meu pequeno anjo...
__Papa eu andei de trem com o tio Jean! _ele falou abrindo os braços e se jogando para trás, sendo amparado pelas minhas mãos. Ouvi a gargalhada gostosa e sorri.
__Serio, onde vocês foram? _perguntem a Jean que suspirou.
__Eu pensei em fazer algo para comer, mas não tinha nada na dispensa e então resolvi ir fazer compras no mercado próximo à universidade _Jean foi até a porta e abriu, sendo seguido por nós _Só que acabei descendo no parque próximo ao Hospital e Lian começou a correr...
__Tio Jean me carregou no ombro! _o pequeno falou dando um sorriso caloroso.
__Para ele ver como é ser alto _Jean retrucou e o pequeno lhe mostrou língua. Eu dei uma risada e lhe dei um selo na bochecha e o coloquei no chão _Ai eu fiquei com preguiça de continuar a andar e entramos em um mercado em promoção próximo ao parque. Esse moleque me faliu só com produtos de limpeza... Que tipo de criança prefere uma vassoura a um brinquedo?
__Pare de reclamar Jean, tenho certeza que você gostou de ir passear com o Lian _Armin falou e o moreno fez um bico e deu de ombros.
__Que horas vocês foram para lá?
__Sei lá, ainda era cedo, e depois de fazer as compras voltamos para o parque... E pelo que perceberam eu tive que comprar comida pronta.
__Tudo bem, assim não iremos ter um Eren com intoxicação alimentar _Armin falou abrindo as sacolas e levando um empurrão de Jean que sorriu.
Sentei-me em uma cadeira e vi os dois arrumando as compras. Ainda não compreendia essa atração do Armin pelo Jean, não que ele não fosse um cara bonito, mas era como se a minha implicância com ele parecesse ser maior do que outra coisa.
Na verdade, toda vez que os imaginei dois juntos, me dava uma vontade de bater no cara de cavalo. Afinal, Armin é um garoto delicado e inteligente, verdadeiro e sensível. Já o Jean... Bem, é o Jean...
__Você conversou com a Christa? _Armin perguntou e eu concordei.
__Aposto que a Ymir foi te perturbar, aquela maluca _Jean fez uma careta _Ela vive fazendo gracinhas estúpidas entre mim e o Armin...
Olhei para o loiro que estava corado e guardando algumas coisas no armário. Dei um sorriso cínico olhando o moreno maior.
__Cara de cavalo... Você é tão idiota...
__O que você falou imbecil?!
__É surdo por acaso?
__Por favor, vamos parar. Quando é que as aulas do Lian começam Eren? _Armin falou passando um pano limpo pelo balcão que havia na cozinha.
__Amanhã, e eu bem... _suspirei ao me lembrar da minha situação _Talvez quarta?
__Talvez? Vai fazer cú doce agora é? _Jean falou dando uma risada.
__Jean, o Eren encontrou com o Rivaille-senpai no hospital _Armin falou e Jean em encarou.
__Ah! Eu vi ele enfrente ao super mercado hoje mais cedo _Jean falou suspirando.
__Ele-Ele viu o Lian?!
__Não... Eu acho que não, não perdi o Lian de vista por muito tempo, acho que não daria um encontro nem de 15 minutos...
Meu coração pareceu acalmar um pouco. Se eles se encontrassem, não saberia dizer em que estado eu me encontraria, tenho medo de um dia ele chegar e tentar me tomar o meu tesouro mais precioso.
Eu ainda não estou pronto para algo deste tipo, nem nunca vou está. Eu fico até mais assustado de deixar o pequeno sozinho no primeiro dia de aula, do que ele. Mordi o lábio inferior, afinal agora eu trabalharia no meu local que ‘ele’.
Eu já não sei como prosseguir com isto. Tudo é tão confuso, me sinto angustiado e ao mesmo tempo ansioso por está naquele lugar. Eu não posso esconder nem de mim mesmo, meus sentimentos não se foram, apenas se esconderam.
É uma história horrível, na qual eu nunca poderei desfrutar do final feliz, apenas do presente inconstante. Mas a vida é algo que nunca se pode contar, o destino fez questão de me por na frente daquele que amei a ponto de desistir de viver, apenas para me fazer sofrer um pouco mais.
Se eu fosse um pouco mais forte, eu poria um final nesta trágica ficção. Meus sentimentos se esvairiam e queimariam. E então eu já não teria que pingar mais uma vez o papel que me encontro, com lágrimas salgadas.
Por que no final, eu sei que tudo é ficção...
(hajiman fiction)
Nan mok jeogeul ilheo beorin jaga i soseol ye
Kkeuteun eotteohke mamuri
(namanye fiction) ji eoya hae
Saranghae saranghae saranghae saranghae saranghae
Ise geul jaman
(moduda fiction) sseo naeryeo ga
Mudyeojin pen nun
Mullo eolluk jin nalkeun jongi wiro
(moduda fiction) haengbok halsudo seulpeul sudo eobseo
I iyagi neun
(mas na ficção)
Eu sou o escritor que perdeu sua proposta
No final dessa novela, como eu deveria escrever isso
(minha própria ficção)
Eu amo você, eu amo você, eu amo você, eu amo você
Escrevendo essas três palavras
(tudo é ficção) Devo colocar
A caneta sobre o velho papel
Manchado de lágrimas
(tudo é ficção) Essa história não pode
Ser feliz ou triste
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