Fiction
28 Preces
Notas iniciais
“E até hoje, eu acredito que, na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É uma questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz”.
Grey’s Anatomy
Minhas mãos estavam quentes e macias enquanto as passava pelo rosto, estava cansado, com dores nos ombros e a cabeça pesada de sono mais ainda assim os pensamentos voavam ao longe. Decidira algo naquela noite e precisava quebrar seus temores, mas mesmos que demorasse anos para que isto acontecesse tinha dado o primeiro passo.
Reescrever.
Aquilo significava que não apagariam o que se passou. Não eles pegariam todo o conjunto de trechos dramáticos e períodos esporádicos que obtiveram do destino e os transcreveriam de uma forma melhor, de uma forma que fizesse o pedacinho deles dois _o filho que ressonava em seu quarto_ feliz.
Encostei a cabeça contra a porcelana da banheira que tinha feito de colocar no banheiro de meu quarto. Amava estar submerso e mesmo que a quantidade de água ali fosse pouca já me tranquilizava sentia a estranha vontade de falar com Jean naquele momento. Sabia que os motivos ainda que distorcidos fossem eram nobres da parte dele, mas queria ser um pouquinho egoísta e ter os dois próximos de si.
E ainda tinha Levi que não saia mais de sua cabeça. Abri os olhos e dei uma risada bem amarga, pois mesmo que quisesse tanto tirá-lo de meus pensamentos desde que pisará em Trost ele não desaparecia dos mesmos. E agora estava preocupado com ele e isso pesava o meu peito.
“Estavam diferentes.” Nanaba falara consigo naquele dia e mesmo com tantas coisas aquilo remoía dentro de si, mas não havia forma de imaginar-se indo perguntar ao mais velho o que lhe passava. Ainda tinha o homem transtorno e com olhos marejados bem estampado em minha frente por causa de uma garotinha _e os céus poderiam me considerar um monstro, mas tinha ficado feliz de ver aquele lago que não conhecia nele.
Queria ter o abraçado ali. Queria perguntar o que acontecia com ele e com a irmã, pois sabia que todo aquele transtorno demonstrado tinha haver com a súbita mudança de personalidade e humor deles, mas parecia que os gestos e as palavras não alcançavam os lábios. Levi se preocupava com Lian. E naquele momento eu me preocupava com o pai de meu filho muito mais do que sentia vontade.
Fechei os olhos e podia sentir as mãos grandes dele pelo meu corpo. Sabia que ainda sentia algo por Levi, afinal não tinham se beijado em sua sala por nada. Os beijos. Engoli em seco sentindo um arrepio percorrer todo o meu corpo.
“Eren” Podia ouvir a voz grossa e rouca chegava aos seus ouvidos, carregada de desejo e luxúria. Conseguia materializar os dedos percorrendo do seu pescoço aos seus mamilos e então os lábios beijariam o mesmo trajeto lhe deixando ainda mais arrepiado. “Eren”.
Os lábios.
Respirei fundo transcorrendo o meu corpo com os dedos. Olhei para a porta e voltei para o meu corpo vendo que já estava quase totalmente duro. E com apenas imaginação. Mordi os lábios e levei os meus dedos até um de meus mamilos e o apertei com mais força, arfando e então descendo minha mão até meu pênis.
O toquei de cima a baixo e deslizei o dedo indicador pela abertura na glande fazendo o meu corpo inteiro tremer. Olhei mais uma vez para a porta e respirando fundo desci a mão com precisão iniciando uma masturbação lenta.
Descia e apertava da forma como eu gostava, mas ainda assim parecia tão pouco _era tão pouco. Soltei o lado da banheira que segurava e voltei a pressionar meus mamilos que já estavam eriçados e então arfei. “Pirralho por que você não geme para mim?” dei uma risada e grunhi ao imaginar as mãos do neurologista no lugar das minhas.
“Abra mais as pernas. Toque-se de verdade, ninguém está te vendo, sabia?” Desci a mão de meu pênis e apertei meus testículos com mais força para então massageá-los levando logo a outra mão ao meu membro e voltando a bombeá-lo mais lentamente tendo o cuidado de descer a pele por sobre a glande e apertar o local desprotegido.
Uma. Duas. Três. Meu corpo todo estava deliciosamente quente e eu já estava arfando quando desci um de meus dedos pelo períneo até encostar-se à entrada vibrante. Arqueei o meu corpo grunhindo. “Vamos Eren. Você quer isso”. Deitei melhor na pequena banheira pegando o sabão líquido próximo e melecando minha mão.
“Pense em mim do início ao fim pirralho”. Abri melhor as pernas e inseri a falange com dificuldade, afinal já tinha um bom tempo que não tocava ou tocavam o meu corpo naquele lugar. Engoli em seco e voltei a bombear o meu pênis e inseri a segunda falange e sorri. “Tão apressado”.
E enquanto bombeava o meu pênis para relaxar aprofundei os dos dedos sentindo um ardor transpassar pelo meu corpo, mas sem verdadeiramente arder. Lambi os lábios olhando para a luz e dei uma risada e então os mexi lá em baixo devagar, abrindo e fechando e então escavando sem nunca parar de movimentar o meu pênis. “Eren você lembra quando eu te toquei ali? Rápido? Com força? O quanto você me queria dentro de você pirralho?”
Gemi mais alto ao encontrar a minha próstata rindo em seguida para voltar a acertá-la. Apertando, dedilhando o calor e a força com o qual meus dedos acolhiam-se ali. Rebolava a minha cintura por entre a penetração e a masturbação “Olhe para você naquele espelho Eren. Veja o quanto geme enquanto eu te fodo” grunhi audivelmente fechando os olhos e Levi beijava o meu corpo.
Mas foi só quando os olhos cinzentos encontraram-se banhados em luxúria com os meus que eu me despejei fazendo o meu corpo inteiro estremecer. Abri os olhos puxando o ar em lufadas. Foi só ai que eu notei que conseguia imaginar a voz de Levi tão bem quanto se fosse a minha, mesmo que só precisasse de um Eren para me cativar.
“Pirralho maldito”
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Minhas preces...
Talvez eu tivesse chegado tão a fundo do poço que precisasse de uma pitada de pena para sair. Era isso que Eren Jaeger estava me dando? E como um desesperado eu iria agarra-la e aproveita-la. Fazer o melhor que pudesse para que o pouco que me era estendido não escorresse por entre meus dedos.
Depois do exercito _uma das minhas falhas tentativas de mostrar para o grande patriarca da família que eu não era apenas uma sequela sem futuro_ era como se os dias tivessem outras cores. Era doloroso, mas era preciso esquecer todas as mortes e traumas, mas quando aquele maldito pirralho apareceu no meio de um corredor...
Era como se uma aquarela estivesse sendo produzida. Amor? Oh esse sentimento que só lhe trazia dor e ressentimento parecia complexo demais para nomear o que sentia em relação a aquele pintor de olhos verdes. Não queria amar. Não precisava de amor, mas o necessitava tanto que se agarraria profundamente a pequena oportunidade de ser um pai.
Lian. Apenas de lembrar o sorriso daquele garotinho de lindas madeixas escuras lhe tirava o chão. Poderia voar por entre as nuvens azuis e rezar que não o considerassem de louco, mas também não se importaria se o fizessem se isso significasse ter cada um dos corredores novos do seu caminho tingidos com as pequeninas mãos de seu filho.
♛
Acariciei delicadamente os fios negros molhados pelo suor. A o rosto mais novo corado e os lábios rachados pareciam ferir o meu peito sem igual, jamais tinha gostado de ver Lian doente, mas infelizmente ele possuía uma saúde fragilizada. Não queria deixa-lo ali sozinho, por Deus sentia que poderia chorar só de se afastar, mas Erwin tinha me ligado ontem avisando sobre uma reunião de emergência com os envolvidos no caso Charlotte.
Armin tinha saído mais cedo, porém eu também não poderia me aproveitar para sempre da boa vontade do meu amigo claro que eu tinha total certeza que ele não se incomodaria, mas as coisas não estavam tão fáceis para ele tanto quanto para mim.
“_papai... olate”
Lian sussurrou ainda dormindo e eu engoli em seco o nó que se formou em minha garganta. Sabia que era apenas uma gripe, mas como pai sentia um desespero enorme por vê-lo sofrendo e não poder fazer nada além de dar-lhe remédios e trocar as compressas sobre sua pequenina testa.
—_Papai vai comprar todo o chocolate que você quiser meu amor então apenas melhore. Okay?
A campainha tocou e eu me ergui do lado da cama do mais novo e corri para abrir a porta jogando-me nos braços do maldito invencível ao qual eu ligara desesperado pela manhã e tinha faltado as suas aulas _Jean...
Os braços fortes circundaram-me apertando com força.
—_Estou em casa.
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Colocar a família em primeiro lugar.
Esse era o juramento que estava escrito em um papel amarelado guardado em sua carteira. Eu tinha o total conhecimento do meu egoísmo e que tinha feito às coisas erradas o tempo inteiro, mas aquele ainda era o seu juramento eterno. O mesmo juramento que o fez ir acudir um loiro ainda criança que se afogava em um lago. O mesmo juramento que o fizera esconder o paradeiro do dono de olhos jades sem titubear e que entrará na sala de parto sem reclamar.
Seus pais. Tinha aprendido da forma mais difícil o quanto era grato por tê-los. Armin, Eren e Lian eram seus maiores achados em toda vida e por tanto mesmo que fosse fazer entregar um maldito trabalho apenas pegara o trem mais rápido para vim ajudar o amigo e o afilhado.
—_Ele já tomou o remédio e a febre está baixando, mas você sabe que qualquer coisinha...
—_Eu sei Eren _sorri para o homem aflito na porta que expirou _Vou tomar conta do pirralho.
—_Eu não sei que horas volto, mas...
—_Eu vou estar aqui quando voltar. Afinal minha casa é no andar debaixo.
Eren sorriu alegre e saiu pela porta. Sentia como se estivesse passado tempo demais viajando e tudo parecia diferente e surpreendente, mas já tinha passado tempo demais sendo egoísta com a minha pequena família e precisava por as cartas sobre a mesa.
Seus sentimentos ainda eram conflitantes, mas não poria os pés pelas mãos uma vez mais. Seria adulto e arcaria com as responsabilidades como deveria ser feito e apenas esperava que certo loiro não o odiasse por todas as suas fugas e tentativas de afastamento, mas aquele tinha sido um precioso tempo para esclarecer algumas coisas.
Caminhei até a cozinha pegando um copo de água voltando ao quarto do mais novo que já estava menos ofegante e dormia tranquilamente. Não negaria que tinha sentindo falta demais daquele pequeno pentelho, tanta ao ponto de ligar para o telefone de Eren apenas para ouvir a voz de Lian.
—_Amigão eu sei que você deve ter ficado bastante chateado por eu ter ido e não ter terminado a história dos anões e o seu pai, mas posso te prometer que tenho o melhor final para ela.
♛
{Não quero ser inconveniente, mas acho que esse seu traje não seja o mais adequado}.
8horas e 15min.
Chefe Inconveniente.
{Por quê? Nunca recebi reclamações dele antes}.
8horas e 17min.
Loirinho difícil
{É que toda vez que você passa no corredor eu não consigo desviar os olhos da sua bunda}
8horas e 18 min.
Chefe Inconveniente
{Acho que o problema é com você e não com a minha calça}
8horas e 23 min.
Loirinho difícil
{É meu problema se outros funcionários estão olhando. Não quero ler sobre assédio nesta empresa}.
8horas e 24 min
Chefe Inconveniente.
{Sinto em lhe informar, mas você está me assediando}.
8horas e 32 min
Loirinho difícil
{Eu posso. Até porque eu já até vi você se salto e com calça mais apertada que essa. E por falar nisso você poderia ir com os saltos no sábado?}.
8horas e 33min.
Chefe Inconveniente.
{Vai ficar querendo}
9horas e 5min
Loirinho difícil
{Você demora muito para responder. Senti-me abandonado}.
9horas e 5min
Chefe Inconveniente
{Diferente de você eu estou trabalhando CHEFE. E de acordo com as regras da empresa é proibido usar o celular no horário do serviço}.
9horas e 7 min
Loirinho difícil
Dei uma risada fechando o écran do celular e dando por encerrada aquela conversa sem futuro. Apenas Berth para lhe tirar as preocupações acerca de Lian que estava doente em casa e até dos acontecidos com Eren em seu emprego. Não queria admitir, mas era difícil fazer aquele homem grande e extremadamente carinhoso sumir de seus pensamentos.
—_Que sorrisinho é esse de vou transar muito? _Sasha perguntou me encarando enfrente a minha mesa e eu revirei os olhos.
—_Apenas respondendo um idiota sobre regras e diretrizes da empresa. Nada de mais.
—_Quem não te conhece que te compre meu amor. Aposto que está fazendo sexo online...
—_No trabalho?
—_Bom eu já fiz _Sasha se voltou para as suas folhas e eu dei uma risada.
—_Nunca mais vou comer a comida do Connie.
Demos uma gargalhada e eu voltei os olhos para os projetos sobre a mesa até sentir o meu celular vibrar novamente. Não pude evitar sorrir sabendo que naquele jogo não havia a mínima necessidade de fingir.
Amor, não precisa correr.
Nós não precisamos esconder
Porque eu simplesmente, eu simplesmente não consigo deixar você ir embora.
Dê-me algo que eu nunca conheci
Então amor você não tem que correr
Você pode deixar sua escova de dente
Na minha casa
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Engoli em seco ao notar uma vez mais movimentos dentro daquela maldita sala de reuniões ao qual Erwin havia me pedido para comparecer. Pelo que tinha ouvido das enfermeiras e curiosos que passavam com olhos compridos para a sala se encontravam no local o advogado do hospital, a representante do sistema de assistência social, Erwin como o chefe do hospital, dois diretores e o grande Doutor Rivaille.
Pai de Levi.
Não queria estar naquele lugar naquele momento. Pelos céus tinha um filho necessitando de cuidados em casa _e mimos_, mas não, ele estava ali em um corredor no andar admirativo esperando como um condenado para falar o que tinha presenciado. Sem contar que estava nervoso com a mínima possibilidade de piorar a situação de Levi.
Droga claro que estava preocupado com aquele maldito. Tinham um filho juntos, e nada mudaria isso _além de que estava preocupado com o estado dele em relação à Charlotte. Sem contar que noite passada tinha se tocado pensando naquele maldito, ou seja.
Ele merecia ao mínimo um pouco de preocupação de sua parte.
Claro, como se não contasse o fato de desde que pisou naquela cidade não estivesse preocupado com o mesmo _mas situações diferentes, procedimentos diferentes. Ouvi passos apressados e avistei a cabeleira castanha de Hanji e podia concordar com Nanaba. Nunca tinha visto aquele olhar ou expressão no rosto da alegre Hanji, ela parecia uma mulher totalmente diferente e preparada para uma batalha.
Os olhos castanhos cruzaram com os meus e um leve sorriso se abriu no rosto da morena.
—_Esperando a sua vez na forca?
—_Acho que posso dizer isso _indiquei o assento ao meu lado e a mesma obedeceu ao gesto.
—_Levi não virá para essa reunião _ela falou séria encarando a porta e eu concordei. Não afirmaria ou diria em voz alta que tinha esperança de ver aquele maldito chegando ao corredor. Talvez por isso estivesse encarando tanto as entradas.
—_Não vai querer me aconselhar?
—_Não quero que minta. De uma forma ou outra eu sei que Levi estará enrascado _ela sentenciou em um murmúrio e eu engoli em seco.
—_Lian está gripado _comentei e a mesma me encarou sorrindo de leve.
—_Sinto muito. Já prevejo Nina chorando em casa com saudades dele.
—_Ele mesmo não queria faltar por causa dela.
—_Espero que se no futuro os dois se envolva você não veja problema no fato deles serem primos _Hanji comentou encarando a porta e eu a encarei surpreso.
—_Você sabe.
—_Sou irmã dele _ela me encarou com olhos amorosos _E tenho tendência acreditar no impossível primeiro. Não estou te julgando nem nada Eren. Na verdade acho que teria feito o mesmo, ou melhor, muitas das vezes eu penso em fazer o mesmo _ela engoliu em seco fechando os olhos _Eu e Levi passamos por muitas coisas juntos e eu sei que vocês dois podem trazer um pouco de felicidade para aquele homem amargo.
Abri a boca surpreso e curioso com as palavras da morena, mas Erwin abriu a porta. Respirei fundo e senti um aperto de leve de Hanji em minha mão e sorri para a mesma antes de adentrar naquele lugar.
Olhei para as demais pessoas na sala que mal me encaravam e engoli em seco. Erwin me guiou até uma cadeira ao qual sentei tentando me acalmar. Respirei fundo e então notei olhos afiados como uma adaga me encarando. Aquela cor.
Era como se o ar de meus pulmões houvesse sumido ao reconhecer os olhos de Levi naquele homem sério.
—_Doutor Jaeger, não é mesmo? _ a única mulher ali me encarou e mesmo com um ar falso de simpatia podia notar o quanto ela desejava que minhas palavras fossem culposas contra Levi _Poderia nos relatar os acontecimentos do incidente com o Dr. Rivaille?
Concordei e narrei os acontecimentos daquele dia. O fato de Charlotte está em tratamento controlado comigo por conta de seu caso e como ela havia chegado à aceitação de que morreria jovem. Comentei sobre notável desenvolvimento do caso nas mãos de Levi e também uma conversa com o mesmo agente social que estava encarregado do caso. Mas o mais difícil foi informar em como tinha encontrado Charlotte naquela cama com todas aquelas pessoas desesperadas.
Em como tinha sido surpreendente ouvir as palavras do próprio assistente social para com a menina e o desenrolar de toda a história. Todos me ouviam atentamente e sempre que podia lançava olhares para Erwin que sorria levemente me encorajando até a ótima palavra do relato.
—_Olhando em seus registros sobre o caso da senhorita Williams há um enorme enfoque no fato de segundo você: A paciente apresentar uma grande estabilidade emocional dentro dos paramentos _um dos diretores da comissão do Recon Corps leu sem me encarar.
—_Sim...
—_Então você assume que seu julgamento estava errado em relação a paciente
—_Não.
—_Não? _o homem finalmente me encarou com um olhar debochado _Uma de suas pacientes com o “estado emocional equilibrado” tenta se suicidar e ainda por cima uma liminar é aberta contra este hospital e você afirma que o seu julgamento profissional não estava errado? Quantos anos você tem garoto.
—_O bastante para entender que uma garota de 16 anos mesmo diante da morte se encontrava com um emocional bastante disposto até o momento para um paciente terminal. Não nego que em muitos dias a senhoria Williams apresentava falhas quanto aos seus receios, algo normal se for ver seu fatídico fim, mas não errei ao dizer que Charlotte se encontrava em um estado estável e saudável até aquele momento de suas faculdades mentais. A sua tentativa falha de tentar jogar a culpa do estado de minha paciente em mim é totalmente falha senhor.
—_Como ousa?
—_Do mesmo jeito que o senhor abre a boca para julgar um homem com experiência profissional. Sou um homem formado e sem no que estou trabalhando, mas o desenrolar dos fatos a meu ver se deve ao fato de mandarem um assistente social totalmente sem sensibilidade e empatia humana que aos meus olhos não parecia ter o mínimo de pratica.
—_O senhor estar acusando o sistema de Assistência Social de mal preparo de seus funcionários senhor Jaeger? Que bases o senhor toma para tal acusação ridícula e... _dei um sorriso encarando a mulher.
—_Como disse eu já tinha conversado com o jovem em questão senhora e ele se mostrou totalmente inseguro e instável em seu trabalho. Em muitos dos casos em que atuei com o mesmo estive frequentemente o auxiliando a pedido do mesmo. Então não acho que seja uma acusação sem bases.
A mulher me olhou surpresa e então engoliu em seco voltando os seus olhos para os papeis sobre a mesa.
—_Doutor Jaeger poderia nos informar como profissional a sua perspectiva sobre as ações do doutor Levi no caso _ouvi a voz mais grave na sala e encare o homem com fios prateados entre os negros e respirei fundo.
—_Como disse o doutor Levi foi totalmente capaz e satisfatório em seu tratamento, claro como é de conhecimento de todos.
—_Como o descreveria no exato momento do incidente _os olhos prateados encararam-me e eu respirei fundo.
—_Fora de si. O doutor Levi por seu apego com a paciente ao saber do grave deslize do assistente social no presente momento deixou que seu afeto para com a senhorita Williams falasse mais alto atacando o...
—_Então o doutor Levi estava apegado a paciente.
—_Bem sim, mas...
—_Posso presumir que como profissional o senhor veja esse envolvimento emocional como incorreto por parte de seu colega de profissão. Não é mesmo?
—_Sim. Um médico apegado aos seus pacientes perde a consciência racional de suas escolhas e...
—_O senhor acha ainda assim correto que o doutor Levi estivesse no caso da senhorita Williams? Mesmo que fosse notável o seu apego com a mesma? _minhas mãos tremeram e eu abri os olhos surpreso.
Aquele homem...
Ele estava realmente me querendo afirmar que ter Levi tinha sido um erro. Ele queria que eu afirmasse que seu próprio filho era um incapaz emocionalmente e aquilo era algo que eu não queria participar. Levi era um ótimo médico, e sim eu sabia do afeto dele por Lottie e tinha grande conhecimento que não era o apropriado, mas...
—_Doutor Jaeger?
—_Não... _fechei os olhos tentando evitar o ardor nos mesmos e a sensação amarga nos lábios.
—_E mesmo sabendo de tal fato ainda deixou que o doutor Rivaille continuasse no caso? _aquele maldito diretor voltou a perguntar e eu o encarei.
—_Sim.
—_Poderia nos explicar Doutor? _o homem encarava-me com um sorriso debochado e eu encarei a mesa.
—_A senhorita Charlotte já havia passado por inúmeros médicos deste hospital. E muitos deles são apegados ao caso da senhoria Williams. Achei que seria o melhor deixar o senhor Rivaille por conta de sua proximidade com a mesma por conta dos momentos finais da jovem que preferia estar em mãos conhecidas a outros desconhecidos. Além do fato que o doutor Levi é conhecido pelo seu...
—_Obrigado doutor Jaeger _encarei o pai de Levi que me encarava sério _O senhor foi de grande ajuda. Pode se retirar...
E eu me lembro de ter pensado
Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Estamos fora de perigo?
Já está tudo resolvido?
Tudo resolvido?
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Subis as escadas com pressa saindo do ar frio da rua onde um tempo forte de chuva começava a parecer. Estava cansado, mas havia feito uma pequenina parada muito precisa e estava ansioso para mostra-la a Lian que com toda certeza me consagraria como o melhor tio do mundo.
Abri a porta de Eren com a chave que tinha ganhado do mesmo e após trancar tudo corri para a cozinha colocando as inúmeras sacolas com caixas de chocolates, bolos, doces, rosquinhas e tudo o que Eren me mataria.
—_Lian titio chegou e você nem imagina o que ou trouxe para você _gritei no corredor e fui tirar os doces das sacolas contente. Sasha e eu tínhamos magicamente conseguido pegar esses doces do expediente final da cafeteria enfrente ao trabalho.
Claro que ela tinha ficado com a maior parte.
Estava cantarolando quando ouvi passinhos e Lian abraçou as minhas pernas.
—_O que o senhor trouxe?
—_Você não estava doente? Eu trouxe maravilhosos doces para um garotinho doente.
—_Eu tô sim _ele fingiu uma tosse eu o peguei no colo beijando as suas bochechas e o deixando em uma cadeira.
Lian logo pegou uma fatia de bolo de chocolate e começou a se melecar todo. Olhei para trás procurando a babá que Eren arranjará e não encontrando a mesma fui para a sala procura-la. Eu só não esperava ver Jean encostado na parede do corredor com um sorriso de lado e olhos fixos em mim.
—_Você realmente é uma formiga Armin...
Eu não quero que isso acabe
E não há necessidade de brincar de fingir
Se você ficar comigo novamente
Você se importa de fechar a porta do quarto?
Amor, não precisa correr
Você pode deixar sua escova de dente
Na minha casa
Na minha casa
Nós não precisamos esconder
Você pode deixar sua escova de dente
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