Fiction

30 Caminhos cheios de Vazios


Notas iniciais
OOOOOOlá espero que gostem desse capítulo que dedico a vocês com amor ♥ beijinhos e obrigada galera por todos os leitores e comentários beijinhos na bundenha ♥

Frio. Aquela primavera ainda era extremamente fria para o meu gosto. As flores já haviam desabrochado fazendo de Trost um belo cenário colorido com suas flores e as famosas e belíssimas cerejeiras e camélias que cercavam a cidade. Estava exausto e ao mesmo tempo ansioso, era como se eu fosse puxar o alarme de incêndio mesmo sabendo que o diretor iria me descobrir. O cheiro de café chegava de forma efetiva e envolvente até mim e por Deus como eu queria adentrar e tomar um copo, mas eu estava em uma missão. Uma brisa suave passou por mim e eu me encolhi contra a minha jaqueta que escondia o jaleco azulado sobre a minha roupa, não tinha muito tempo e logo o meu turno se acabaria, mas precisava fazer algo.

Batuquei os dedos de minhas mãos por sobre a calça social que usava e ao longe avistei a pessoa que estava esperando. Levi caminhava de forma elegante e eu me senti ligeiramente horrível dentro da minha jaqueta, afinal o mesmo estava lindíssimo com seu sobretudo mais curto com a golas levanta e um cachecol cinza no pescoço. O moreno me encarou em todo o seu trajeto e eu senti meu estomago se revirar ao lembrar a loucura que pretendia fazer.

—Eren _Levi sibilou o meu nome e eu suspirei aliviado o encarando _O que aconteceu?

—Eu estou prestes a fazer uma loucura Rivaille—sussurrei e dei um sorriso nervoso olhando para a entrada do hospital.

—E qual seria? _o tom rouco e baixo do mais velho soou sério e eu o encarei novamente. Os olhos cinza pareciam intrigados e eu sorri ao notar que aqueles olhos mesmo que sérios eram doces se comparados com os do pai dele. Havia preocupação e curiosidade estampada nos orbes de mercúrio líquido.

—Colocar você no hospital.

—O que? _ele me olhou surpreso _Por quê? O que aconteceu?

—Charlotte precisa de você e sinceramente... _o encarei receoso e fechei os olhos_... Eu também.

—O que você quer dizer com isso? _lambi o lábio nervoso e encarei o mais velho que me fitava fixamente _Eren o que está acontecendo lá?

—Ela está muito mal Levi. Eu... Ela está quebrada _eu suspirei _Eu ainda estou no caso, mas sempre tem gente monitorando e ela fica insegura. Hoje ela teve uma crise e chamou por você.

—Você está sendo monitorado? Mas fui eu quem...

—Sim, mas digamos que no meu discurso na reunião eu devo ter parecido um tanto rebelde. _fiz uma careta e o mais velho franziu o cenho _Não é como se fosse confirmado, mas eu já notei que as enfermeiras ficam me olhando quando me aproximo do novo quarto da Lottie além de que sempre há comigo. Entenda Levi eu não fico mais só com ela e para piorar ela se recusa a conversar comigo acompanhado.

Olhou-me surpreso e então ouvimos o som de uma ambulância. Levi pegou no meu braço e me puxou para dentro da cafeteria cheia _e quentinha_, e logo estávamos sentados longe das janelas. Ali era um lugar onde muitos dos funcionários do hospital frequentavam, assim como o bistrô e o bar no final da rua, mas não havia conhecidos na espreita naquele momento. Pelo menos não que eu os reconhecesse no momento.

Levi educadamente pediu duas xícaras de café e eu apenas me encostei-me ao assento acolchoado do local. Não demorou muito e os pedidos chegaram à mesa e eu apenas suspirei sabendo que a minha demora iria fazer o final do turno crescer um pouquinho a mais. Quem diria que um dia eu estaria armando ao lado do homem que mais me fez sofrer. Vida Eren... Linda e digníssima vida.

—Certo Eren, agora eu preciso de informações.

—O que eu falei que você não entendeu até agora? _falei de maneira rude e ele cerrou os olhos de forma séria.

—Você perdeu as boas maneiras por acaso? _ele levou a xícara aos lábios e eu bufei.

—Sério? Digamos que eu perdi há muito tempo. O que você quer saber?

—Qual o quadro clínico da Charlotte?

—Bem Charlotte está... Como que eu posso dizer apática? Ela adentrou em um grave quadro de depressão e eu poderia até dizer que ela está sofrendo de transtorno de estresse pós-traumático e seu estado de saúde está instável já que ela se recusa a dormir e até mesmo a comer. Em melhores palavras eu diria que ela está definhando.

O mais velho engoliu em seco e encarou a parede atrás de mim. Já havia enfrentado casos até piores que o da garota, mas o fato era que eu estava envolvido, mesmo que eu não quisesse dar o braço a torcer estava muito envolvido para ignorar a tristeza e tentar agir como alguém profissional. Francamente eu nem sabia ao certo o porquê de estar ali às escondidas com Levi, só precisava que ele fosse vê-la, tinha fé que algo mudasse.

—Charlotte ainda possuía mais ou menos uns dois anos _ele sussurrou e eu o encarei _O fato da saúde dela ser tão frágil foi o que a prendeu ali e agora depois do atentado dificilmente ela poderá ir para casa.

—Isso é... _eu encarei a minha xícara intocada de onde uma leve fumaça se desprendia _Os pais dela estão arrasados. A mãe dela me olha e eu vejo um vazio tão grande ali. E o pior é que eu consigo me colocar na pele dela.

Lian... _Levi sussurrou e encarou a mesa fazendo uma careta _Você faz testes com frequência?

—Por deus, sim! Principalmente pelas circunstâncias do nascimento dele _o moreno me fitou e eu suspirei pesaroso _Eu faço questão de fazer vários exames para saber se algo não está fora dos padrões ou... Ou até mesmo para saber se a minha “anomalia” não passou geneticamente para ele.

Encaramo-nos por um tempo e caímos em um silêncio pesado. Aquela era a primeira vez que tocávamos no assunto de forma tão branda e eu sabia que ele ainda tinha muitas perguntas e duvidas que claramente eu não possuía vontade de responder, egoísta? Sim, mas e daí? Não podia negar que ainda estava magoado.

—O seu turno já vai acabar?

—Sim.

—Você quer me colocar lá agora? _ele me olhou sério e eu peguei a xícara sobre a mesa e bebi sentindo o líquido morno.

—Pensando melhor hoje não seria muito bom. Ela teve uma crise e provavelmente está sendo supervisionada. Acho que seria melhor eu inspecionar uma forma de fazer com que você entre.

—Missão secreta agora? _ele sorriu e eu mordi o meu lábio evitando um sorriso _Se não era para hoje para que todo o desespero?

—Olha no momento eu não estava raciocinando direito e eu sei muito bem que você não está tão tranquilo quanto quer me passar _ele ergueu um sobrancelha.

—Está me analisando?

—Eu sou um psicólogo, faço isso sem intenção _ele sorriu e eu engoli em seco as malditas borboletas que subiram quando o seu sorriso de lado, mas sincero apareceu.

—E qual o seu veredito?

—Você é um babaca _ele franziu as sobrancelhas _claro que eu não sou totalmente imparcial para o meu julgamento.

—Percebi _ele sorriu levando a xícara aos lábios _Como ele está?

Encarei Levi por um momento e desviei o olhar sabendo que a curiosidade dele em relação ao Lian era realmente algo bom. Ele se importava, mas era bem complicado ao tocar nestes assuntos e não sentir todo o rancor aflorar, porém meu pequeno precisava de Levi em sua vida e não seria eu a priva-lo disto _não mais.

—Extremamente animado com o fato que Nina vai passar o final de semana lá em casa _o mais velho me fitou e sorriu.

—Estranho essas coincidências, você não acha?

—Bem, quem sou eu para falar sobre isso? Hum... Ah! Ele está com um dente mole _Levi olhou-me surpreso e sorriu.

—Qual?

—Um dos incisivos da frente.

—Quanto você vai dar? _Levi bebeu mais um gole de café e acabei sorrindo contido.

—O que tiver na minha carteira.

—Quantos dentes ele já trocou?

—Com esse serão três.

—Já? _concordei com a cabeça _Posso perguntar algo pessoal? Sobre ele logicamente _ele permanecia com o olhar sério e eu concordei _Quanto tempo levou para ele dar os primeiros passos?

O mirei confuso e olhei para cima relembrando aquele momento, acabei rindo ao lembrar que estava cozinhando e Mikasa gritou _como uma mulher pela primeira vez na vida_ e quando eu cheguei Lian estava de fraudas no meio da sala em pé e com um olhar determinado tentando chegar até a mesinha de centro.

—9 meses _levei a xícara aos lábios _Ele começou a engatinhar com seis e tínhamos que fechar todas as portas e logo ele passou a firmar as perninhas no chão _dei uma risada lembrando-me de Jean todo animado com Lian ficando em pé nas primeiras vezes _Ele deu os primeiros passos dele ainda em Londres e minha irmã era quem cuidava dele enquanto eu me reabilitava. Ele praticamente correu e bateu a cabeça na mesinha de centro da sala.

Levi deu uma risada e o encarei. Havia um brilho contente em seus olhos e aquilo estranhamente aqueceu o meu peito.

—E os dentes dele? Quando começaram a aparecer.

—Quatro meses, ele chorou por uma semana de dor até o dente nascer.

—Quem é o padrinho dele? Quer dizer ele é batizado? _Levi me encarou sério e eu sorri.

—Um dos meus melhores amigos, Jean. A madrinha é minha irmã. Eu não queria realmente batiza-lo, mas minha mãe disse que seria bom então eu acabei cedendo.

—Ele é bem organizado para uma criança _eu dei uma risada concordando.

—Digamos que sim, mas Lian é realmente um porquinho quando se trata de doces. Dificilmente você consegue distinguir o doce do rosto dele _Levi abriu um sorriso contido e eu notei que na verdade ele estava sorrindo bastante durante nossa conversa.

Como chegamos ali?

—Isso é bom, gostaria de vê-lo mais uma vez se você permitir.

—Eu... Vou marcar algo _ele me encarou sério e eu levei a xícara aos lábios fazendo uma careta ao sentir o café frio.

—Como você conseguiu o meu número?

—Sua irmã. Você contou tudo para ela? _o encarei sério e ele concordou.

—Não se preocupe que Hanji sabe guardar os meus segredos, nem Erwin sabe sobre nossa passado e o pequeno. Ela é meio louca, mas é alguém de confiança.

—Sua irmã no final das contas _ele sorriu gentilmente.

—Eren... O que você falou na reunião para estar sendo monitorado?

—Oh! _o encarei confuso e então lembrei que ainda tinha que voltar para o trabalho _Droga eu tenho que voltar _me levantei e o encarei _Digamos que eu meio que te defendi? Mas não agradeça, me ajude com Lottie e estamos quites.

—Dificilmente eu estarei quite com você _ele me olhou com intensidade e sorriu e eu senti meus joelhos fraquejarem.

—Ainda bem que sabe _caminhei para fora da cafeteria com uma sensação estranha no peito, mas sinceramente não era nenhum pouco ruim.

Caminhei a passos incertos até aquela sala, sentia como se toda a coragem que eu possuísse desaparecesse como um passe de mágica. O que eu estava fazendo ali? Como eu havia chegado naquele ponto? Estava tão confuso, meus sentimentos estavam embaralhados em milhões de circunstancias sem nexo.

—Eu espero você não esteja tentando fugir de mim _ouvi a voz arrastada e olhei para trás encontrando Berth com o paletó aberto segurando uma garrafa de vinho nas mãos.

—Eu... Não. _suspirei o fitando enfrente a sua porta _Isso é para o nosso almoço?

Berth mirou-me seriamente e então olhou para o chão. O moreno mais alto passou por mim deixando a porta aberta e caminhando lentamente até sua mesa, depositando o vinho em sua mesa, foi quando reparei no chão coberto por uma espécie de toalha ridiculamente quadriculada enfrente a sua enorme janela de vidro fumê e com vários quitutes sobre a mesma.

Se for entrar feche a porta _o mais velho comentou e eu reparei que ele encarava a janela de costas para mim. Aquilo me deixou nervoso e incomodado.

Encarei o corredor atrás de mim com várias salas fechadas e a mesa da secretária dele e voltei o meu olhar para aquele homem sério dentro da sala que havia feito um piquenique para mim. Encostei a porta e de forma desajustada arrumei a armação dos meus óculos que havia esqueci-me de deixar em minha mesa. Berth continuou parado em sua posição e caminhei até ficar ao seu lado ficando surpreso com a bela vista do porque natural que havia atrás da empresa e o tempo nublado.

—Não é bem um dia de sol para um piquenique _Cometei olhando para o mesmo que cerrou os olhos e ainda mantinha o olhar fixo para além da janela.

—As coisas nunca são como deveriam ser quando estou com você _ele comentou simplista e eu franzi o cenho.

—O que quer dizer?

—Foi o encontro de uma boate, um incrível acaso do destino, depois eu te encontro trabalhando para mim. O que deveria ser o homem de pensamentos de uma noite só inundou a minha cabeça de pensamentos desde então. Eu deveria fazer-te me amar, mas já amas outro, eu deveria ter levado você para jantar, mas vamos almoçar _ele sorriu enigmático e me encarou com intensidade _Você deveria me trazer o sol, mas você é a chuva.

Engoli em seco sentindo minhas pernas fraquejarem. O que Berth queria dizer com tudo aquilo? Eu era a chuva? Que merda deveria significar isso? Estava tão concentrado em entender aquelas malditas palavras que não notei o hispânico se virar e fitar-me intensamente. Senti os seus dedos grandes e macios contra a minha bochecha e certa madeira surpreso o notei. Seus dedos deslizaram pelo meu rosto, acariciando lentamente minhas sobrancelhas e retirando os óculos cuidadosamente para então voltar a tocar em minhas bochechas, mas desta vez foram os seus lábios que carinhosamente selaram o local.

Tu eres mi tormenta Armin­ [Você é a minha tormenta Armin]_ Berht sussurrou em meu ouvido e seus dedos acariciaram os meus lábios enquanto eu cerrava os olhos _Tão belo, mas tão arisco. Diga-me Armin o que devo fazer para ter seu coração?

Encarei aqueles malditos olhos castanho-esverdeados notando enfim o que Berth queria me dizer _ou ao menos pensando que o havia entendido. Algum dia eu poderia amar aquele homem em minha frente? Poderia soar egoísta de minha parte, mas eu não queria me entregar, pelo menos não a um possível sentimento. Eu não queria amar Berth, ou melhor, eu não poderia amá-lo.

A compreensão de tal fato fora tão forte que me fez mira-lhe surpreso. Aquele homem vinha sendo a minha cura muito mais profunda do que eu jamais poderia imaginar. Seus olhos estavam fixos nos meus e pude notar o sorriso gentil sobre seus lábios _Bertholdt Hoover tinha entendido antes mesmo que eu sequer levar a considerar algo.

—Tudo bem loiro _ele deu uma risada nasalada ainda acariciando o meu rosto _ No tengo miedo de la batalla. [Não tenho medo da batalha].

—Bertholdt... _Sussurrei e seus dedos foram até os meus lábios os massageando enquanto ele fazia o favor de beijar o meu maxilar _Berth eu não quero machucar você... Não você.

Tu no vas [Você não vai].

Seus lábios encostaram-se contra os meus e um arrepio subiu pela minha coluna. Eu já havia o beijado, mas todas às vezes eram diferentes, se eu fosse descrever os beijos de Bertholdt diria que eles eram incolores. Não, eles não eram transparentes ou insignificantes, mas eles se modificavam com a medida do que eu me permitia sentir. Berth se deixava pintar por mim ao mesmo tempo em que partia minhas cores e extraia o melhor delas. E aquilo me confundia. Ele me enlouquecia.

Você é de outro mundo

Uma dimensão diferente

Você abre meus olhos

E eu estou pronta para ir, guie-me para a luz.

Parti o beijo o encarando e pude notar todo o desejo e a luxúria que ele possuía _e era lindo. Minhas costas foram prensadas contra o vidro frio da janela e logo o maior grudava os nossos lábios novamente, mas desta vez mais desesperado. Berth lambeu meus lábios os partindo e logo sua língua adentrava dentro da minha boca fazendo-me gemer em êxtase. Suas mãos subirão até os meus cabelos o desamarrando e logo embrenhando sua mão em meio aos meus fios.

Circundei o seu pescoço com os meus braços aproximando os nossos corpos acompanhando aquela dança que nossas línguas faziam em meio a uma batalha. Partimos o beijo ofegantes e senti as mãos bronzeadas do meu chefe subirei até a minha gravata e desfazer o nó levando os lábios do mesmo para a base do meu pescoço. Puxei os seus cabelos com força enquanto ele mordiscava e lambia toda a pele exposta.

—Berth...

—Sim? _o moreno me fitou de cima e eu dei uma risada notando seus lábios vermelhos. O maior acariciou com os dedos os meus próprios lábios provavelmente inchados pelos beijos _Você é muito alto.

Eu sabia que era uma idiotice parar a sessão de amassos apenas por isso, mas o bastardo estava curvado enquanto me beijava e isso não era nenhuma invenção _além de me fazer sentir como se fosse um anão. Ele pareceu surpreso com a minha afirmação e depois de olhar em volta se virou para a sua mesa jogando vários objetos de uma parte da mesma e me carregou sentando-me sore a mesma _e como uma criança eu balançava os meus pés, mas agora estava mais acessível eu diria para o que quer que fossemos fazer. Berth pegou em minhas coxas e as abriu me puxando contra o seu corpo e eu pude sentir a sua ereção contra a minha me fazendo gemer arrastado.

Melhorou para você...?—ele sussurrou rouco contra o meu ouvido investindo lentamente contra mim e se não fossem suas mãos em minhas costas eu provavelmente teria me deitado por sobre o móvel _Tão maleável mio piccolo.

O encarei seriamente puxando a sua gravata e esfregando a minha própria excitação, que começava a ficar aparente, contra a sua o surpreendendo. Levei minha mão direita ao seu pescoço arranhando lentamente o fazendo gemer e grudei nossas bocas uma na outra sem aprofundar o beijo, apenas mordiscando e puxando seus lábios e os lambendo. Abri os primeiros botões de sua camisa deixando o inicio de seu peito amostra enquanto o puxava pela gravata e suguei a pele que me era exposta.

—Eu posso ser pequeno e até maleável Hoover, mas não ache que é você quem dita as regras nesse jogo _o encarei sério e o mesmo sorriu de lado.

—Eu nunca disse _ele sussurrou no pé do meu ouvido e senti sua mão por sobre o meu volume já proeminente por sobre a calça. Encarei seus olhos com intensidade enquanto Berth começava a massagear... Oh e aqueles olhos, não havia explicação na terra que poderia me dizer como aqueles olhos poderiam ser tão excitantes e tão libidinosos.

Você é tão hipnotizante

Poderia você ser o diabo, poderia você ser um anjo

Abracei o começo de suas panturrilhas com as minhas pernas dando maior abertura para o contato que o mesmo fazia por sobre minha intimidade, puxei a sua gravata trazendo o rosto do maior para o meu pescoço e entendendo o recado Berth voltou a beijar e sugar a área exposta. Berth apertava e massageava fazendo sua mão subir e descer por sobre o pano já incomodo da peça enquanto eu investia devagar contra sua mão.

Nossos lábios voltaram a se encontrar, as mãos do moreno largaram a minha intimidade e me puxaram pela cintura fazendo com que novamente eu pudesse sentir sua excitação contra a minha. Abracei suas cochas com minhas pernas com força e me esfreguei contra o maior o fazendo partir o beijo e grunhi baixo no meu ouvido.

Beijei o seu maxilar e voltei os meus olhos para os seus notando como eles estavam mais escuros, mas selvagens e muito menos doces do que eu jamais havia visto. Bertholdt levou sua mão até o meu pescoço e com um movimento me empurrou contra a mesa e deitando consequentemente por sobre as pilhas de papeis organizadas, minhas pernas foram erguidas e as apoiei na mesma enquanto via o maior sorrindo ardilosamente.

Usted puede ser mi tormenta Armin...— as mãos ágeis e maiores desataram o meu cinto enquanto sua mão adentrava dentro da peça pressionava por sobre a cueca a minha ereção._ pero voy a ser su locura. [Você pode ser a minha tormenta Armin..., mas eu serei a sua loucura].

Hoover se inclinou contra mim capturando os meus lábios enquanto continuava a massagear o meu membro que já doía dentro da calça, minhas unhas arranhavam o seu pescoço e adentravam por debaixo da camisa sentindo o inicio daquele tanquinho Espanhol e por deus muito gostoso. Berth se ergueu e retirou o paletó aberto.

Puxei a sua gravata e fiquei suspenso segurando o mesmo pelo ombro enquanto começava a desabotoar sua camisa lambendo toda a extensão de pele que ficava visível enquanto o moreno acariciava a minha cabeça e continuava a se esfregar contra mim. Notei letras negras e visualizei uma tatuagem no seu peito esquerdo e lambi em cima notando o corpo desgraçadamente lindo daquele maldito se arrepiar com o contato.

—Então que dizer que você tem uma tatuagem? _sorri de lado o encarando e o mesmo abriu mais um daqueles sorrisos largos e completamente safados. Encarei o seu peito notando algumas frases sobre a costela e desciam até metade da mesma em uma língua diferente e que eu tinha certeza que não era Espanhol.

—Se você for bonzinho quem sabe eu não te conto _ele ergueu o meu queijo com o dedo e beijou delicadamente os meus lábios e depois o meu maxilar. Enrolei ainda mais a minha mão em sua gravata o puxando para um beijo necessitado enquanto me segurava em seus ombros largos e musculosos voltando para nossos movimentos nada castos.

Tirei o blazer que usava e Berth voltou a me jogar contra a mesa se inclinando novamente sobre mim, suas mãos seguraram as minhas coxas e me puxaram com força contra o mesmo que arremetia com força ao mesmo tempo em que se esfregava devagar _uma antítese? Sim, mas quem pode me julgar por estar sentindo exatamente isso.

Aquilo era extremamente excitante. Resmunguei ao sentir o toque de sua mão novamente por sobre a minha calça sendo acompanhado de uma risadinha do maior, uma das mãos de Bertholdt subiu por debaixo da minha camisa enquanto com a outra ele me puxava e arremetia naquela fricção delirante. Os movimentos pararam e Berth levantou minha camisa até ter o meu abdômen _nem um pouco definido diga-se de passagem_ livre e se abaixou para lamber e enfiar sua língua quente no meu umbigo, de forma completamente excitante e que me fazia sentir fisgadas em meu baixo ventre. Olhei para o mesmo que lambia e mordiscava e me senti irritado por um momento.

Puxei o seu rosto selando os nossos lábios e sentando na mesa, empurrei o maior para longe e de forma vacilante levantei e voltei o empurrar até suas costas baterem contra a janela. Lambi todo o seu corpo chupando e mordicando. A gravata já folgada foi puxada novamente enquanto eu o encarava sério. Minhas mãos percorreram o seu corpo e pararam em sua cintura.

—Vamos apressar um pouco as coisas, não? Ou esqueceu que logo o horário de almoço vai acabar? _os olhos agora num tom verdes escuros banhados em luxuria brilharam e Berth fez um aceno com a cabeça ao qual eu correspondi com um sorriso.

Desatei o seu sinto e desabotoei sua calça abaixando apressadamente a mesma que deslizou me presenteando com a visão de pernas bem musculosas e o melhor a ereção grande e quase pulando da boxe azul marinho. Lambi o seu mamilo enquanto massageava o seu membro por cima da peça ouvindo o meu amado e odiado chefe gemer enquanto envolvia meus cabelos com sua mão.

Apertava de forma leve sentindo o mesmo latejar e depois de brincar com o pedaço de carne teso e vermelho que eram os mamilos de Berth abaixei sua cueca deixando o seu amigo para fora, não vou menti dizendo que senti água na boca, mas eu estava ansioso. Fazia tanto tempo que eu não tocava ou deixava alguém me tocar que tudo aquilo mesmo sendo errado era perfeitamente aceitável, afinal convenhamos eu não estava pensando com a cabeça de cima.

Movimentei a minha mão o masturbando lentamente e o mesmo puxou o meu rosto para um beijo sedento e sensual. Ele queria que eu brincasse com o seu corpo e daquela maldita vez eu não discutiria com o mesmo, queria tanto aquilo que nada mais importava _nem mesmo o horário do almoço. Movimentei com mais força e firmeza o seu membro fazendo com que o mesmo estocasse em minha mão, parti o nosso beijo e voltei a beijar o seu pescoço. Encarei a ereção de Berth e tomando um porre de coragem deus sabe de onde me ajoelhei.

Armin... _era incrível como aquele maldito poderia gemer o meu nome em seu idiota a ponto de meu pênis fisgar dentro das calças. Sorri de forma ladina para o mesmo e coloquei a cabeça de seu membro em meus lábios sugando devagar e rodeando a cabeça dando leves apertões com a língua em seguida.

Berth jogou a cabeça contra a janela enquanto mantinha suas mãos em meus cabelos. Massageava sua ereção com as minhas mãos enquanto “cuidava” minunciosamente da cabeça de seu membro, às vezes retirava a cabeça e lambia toda a sua extensão sentindo as veias saltadas latejarem enquanto eu o lambuzava com saliva, comecei a acariciar seus testículos e o moreno puxou com força meus cabelos sem realmente me machucar.

Voltei a por a glande em meus lábios a pressionando com as bochechas e acariciando com a língua, o gosto de Berth preenchia toda a minha boca e não que fosse bom, mas não podia evitar ficar maravilhado em saber que estava prestando tanto prazer aquele homem que mais parecia o modelo de uma revista de renome. Abocanhei um pouco mais do que a glande e continuei massageando com as mãos a base e os testículos do hispânico que gemia daquele jeito altamente pornográfico como se puxasse o ‘s’.

Berth puxou meu cabelo e me fez o encarar, inesperadamente me vi sendo levantado sem cuidado pelo mesmo e tendo a sua língua adentrando sem o mínimo de cautela em minha boca. Aqueles beijos quentes e excruciantemente excitantes me faziam delirar a ponto de latejar dentro de minha cueca.

—Minha vez de cuidar de você loiro _Bertholdt sussurrou contra os meus lábios e mais uma vez eu me via jogado por sobre a mesa, mas agora o maior retirava a minha calça junto com o calçado e meias.

Os lábios de Berth voltaram para o meu abdômen sugando e lambendo o mesmo e senti suas mãos atrevidas por debaixo da camisa, já amassada e embolada, acariciar os meus mamilos os beliscando e apertando causando leves espasmos que me faziam arfar baixinho. Senti o hálito quente do maior contra a minha intimidade e senti um arrepio descer pela minha espinha ao ter o mesmo lambendo _mesmo que por cima da peça_ o meu membro e o pressionando com os lábios.

—Urgh... Berth _minhas mão embrenharam-se contra seus cabelos e ouvi uma risadinha sarcástica do mesmo que ergueu meu quadril beijando o interior das minhas coxas. Eu sentia o meu corpo ardendo, era tão bom, mas ao mesmo tempo tão desgastante. Queria mais, muito mais.

Minha cueca logo foi retirada e ouvi um ganido advindo do maior. O encarei sorrindo o mais malicioso que podia com a minha mente enervada pelo desejo. Bertholdt iniciou uma masturbação lenta e precisa em mim, fazendo com que eu tivesse que morder os lábios para evitar gemer muito alto, ato que foi totalmente esquecido ao sentir a língua quente do maior em minha ereção. Apertei os fios negros contra os meus dedos enquanto de forma falha me segurava na beirada da mesa e me movimentava com o boquete que recebia.

Berth largou o meu pênis e logo abocanhava os meus testículos os chupando e puxando lentamente enquanto eu revirar os olhos pelo prazer absurdo que estava sentido. Era quase como se nunca houvesse transado antes, tudo parecia intenso demais, delirante demais.

A língua ousada de Berth desceu mais até o meu períneo e eu arranhei com força a borda da mesa enquanto abraçava seus ombros, o moreno logo chegou a minha entrada e se afastou me olhando luxuriosos e voltando com sua boca para entre as minhas pernas onde de forma desafiante voltou-se para o meu ponto mais sensível e lambeu vagarosamente. Arqueei minhas costas gemendo alto e juntei minhas duas mãos nas bordas da mesa as apertando com força.

Aquilo era tão estranho, tê-lo naquele lugar lambendo e chupando, mas era fodidamente bom e eu naquele momento apenas queria mais daquele contato. Minhas pernas estavam abertas em pedido de aprofundamento do ato e Berth segurava minhas coxas com firmeza enquanto lambia a minha entrada me fazendo rebolar sem intenção. E se sua língua já me enlouquecia apenas com lambidas quando a mesma iniciou uma penetração foi como ver estrelas. Eu estava quase lá. Meu interior parecia se retorcer, mas eu queria senti-lo por completo mais e mais sedento pelo final do nosso joguinho maldito. Aquela era a conclusão obvia desde o primeiro momento em que nos encontramos, Bertholdt Hoover me daria o céu e as estrelas e eu lhe daria a tela escura ao qual pintar. Perfeito, excitante e provocante desde o início.

—Bertholdt... _gemi o seu nome de forma manhosa e o maior parou com seus movimentos me encarando. Eu já respirava descompassadamente enquanto ele me olhava com um sorriso libidinoso nos lábios e respirava profundamente.

Usted es la visión del pecado Armin [Você é a visão do pecado Armin] _gemi com suas palavras em sua língua natal. Era extremamente provocante aquele maldito sotaque que ele tinha, ouvi uma risada do mesmo e voltei os meus olhos para os seus enegrecidos pelo prazer.

—Quanto tempo?

—Quanto tempo o que? _eu me sentei com dificuldade na mesa e o mesmo olhou o relógio no seu pulso por relance. Assim que seus olhos pairaram sobre mim novamente tendo a completa visão de mim enquanto me masturbava lentamente com as pernas abertas qualquer frase coerente que o mesmo tenha pensado em falar se perdeu. Puxei a sua gravata ainda lá e o mesmo me encarou

_ Para eu fazer você gozar?

Berth me puxou com força e eu dei uma risadinha que logo foi abafada pelas folhas de papeis contra o meu rosto. Fui posto com metade do rosto sobre a mesa enquanto o mesmo segurava minha bunda com força, gemi ao sentir seus lábios beijando as minhas costas. _Você vai cuidar de fazer isso ou quer que eu te ensine? _perguntei o olhando por cima do ombro recebendo uma mordida próximo aos meus glúteos em protesto. Senti suas mãos massageando o local e logo me arrepiei ao ter a respiração pesada de Berth contra a minha entrada novamente.

Arranhei a mesa enquanto ele voltava a lamber o local com maior facilidade. Suas mãos logo iniciaram uma masturbação lenta em meu pênis e eu sentia meu corpo vibrando pelas caricias simultâneas que Hoover estava tendo o prazer em me proporcionar. Mordi os lábios com força ao sentir a língua quente do maldito voltar a me penetrar e ir estocando devagar contra mim. Sentia minha visão já bastante fosca e todo o meu corpo parecia tensionado demais em apenas duas áreas do meu corpo. Sentia tudo se acumulando em ondas de prazer que cedo ou tarde me fariam gozar.

Arqueei meu corpo por inteiro ao sentir o inicio do seu dedo me adentrando juntamente com a sua língua estocando-me deliciosamente. Arranhei meu rosto contra a madeira ofegando todas as vezes que Bertholdt retirava sua língua e rodeava minha entrada para logo em seguida acompanhar o dedo dentro de mim. Gritei de prazer ao sentir seu dedo contra o meu ponto e mais uma vez meus olhos reviraram, já nem ligava se gemia, arfava, ofegava ou gritava o seu nome. Foram precisos mais alguns movimentos e logo o meu corpo estremeceu por inteiro fazendo com que eu gozasse sobre a mesa. Ofeguei alto tentando de algum modo organizar meus batimentos, mas sabia que tudo aquilo era em vão.

Os lábios de Berth atacaram o meu pescoço e o senti quando ele colou nossas costas e seu membro duro ficou por entre as minhas nádegas, pressionando a minha entrada, mas sem penetrar e começou a se movimentar em um vai e vem rápido. Suas mãos continuavam a me masturbar, apenas conseguia gemer ainda embalado pelo orgasmo quando senti o mesmo se derramar em minhas costas. Ficamos algum tempo respirando descompassados e Berth me puxou para o chão me fazendo ficar sentado por entre as suas pernas.

—Por que você não... _murmurei com a voz rouca e senti seus lábios contra o meu pescoço em selos carinhosos. Estávamos molhados de suor e a droga da minha camisa ensopada com o mesmo.

—No primeiro encontro... Normalmente ficamos apenas com alguns amassos _ele falou rouco e eu dei uma risada enquanto ele me apertava em seus braços.

—Berth... _o chamei sério encarando a porta da sua sala. Havia tantas coisas que eu deveria falar para ele, que deveríamos esclarecer, mas eu só queria continuar ali encostado em seu peito contra a janela.

—Agora não Armin...

Dei uma risada e o encarei trazendo os seus lábios contra os meus iniciando um beijo simples e lento, sem línguas ou segundas intenções.

—Eu só ia falar que ainda não comemos e que não vou arrumar nada dessa bagunça _ele deu uma risada

Por enquanto estava tudo bem.

Por enquanto era tudo o que nos restava.

Por enquanto.

É apenas um sonho vazio

Não importa o quão louco eu corro

O amor é uma mentira

Não me diga, não me diga

Não me diga adeus

Caminhei pela calçada enfrente ao prédio cansado, meu rosto ainda latejava pelo maldito soco que tinha levado e para piorar tinha ficado mais 40 minutos no hospital acompanhando um caso de ultima hora. Sem contar que agora ainda precisava arranjar um jeito de colocar Levi dentro do hospital, mas sinceramente queria esquecer todas essas coisas e tomar uma bolinha denominada Lian em meus braços e jogar-me sobre a cama para dormir por uns dois dias inteiros.

Meus horários estavam fixos agora e apenas se uma emergência ocorresse as minhas folgas seriam apenas no final de semana. Estava tão distraído que não notei um carro estacionando enfrente ao prédio e um moreno de terno bastante familiar me encarando fixamente.

—Quanto eu teria que desembolsar por teus pensamentos? _ouvi a voz arrastada e encarei Marco em minha frente com o nariz vermelho e usando apenas um meio sobretudo bege aberto com luvas.

—Eles não estão valendo tanto assim neste momento _sorri me aproximando do mesmo que abriu ainda mais se possível o seu sorriso _O que está fazendo aqui?

—Jean... Pediu-me para trazer algumas coisas que esqueceu e ficou me prendendo até agora no apartamento dele _o moreno falou e eu dei uma risada da forma levemente teatral dos fatos que Marco adicionava a história.

—Então se eu te chamasse para um café você não subiria? _perguntei erguendo uma sobrancelha sorrindo _Está noite muito fria.

—Infelizmente eu tenho um compromisso, mas aceito o convite para outro dia se ainda quiser _ele falou sorrindo de lado e eu revirei os olhos mantendo o leve sorriso sobre os lábios _Você ainda precisa me explicar algumas coisas do porque ter desistido do caso.

O encarei sério e concordei olhando a entrada do prédio. Realmente aquilo era a ultima coisa que vinha pensando e por sorte não tinha feito nenhuma besteira, pois mesmo que de um jeito estranho às coisas pareciam ir se encaixando lentamente em seus lugares e isso me agradava ao mesmo tempo em que assustava.

—Claro _sorri novamente para o outro que me olhava de uma forma indecifrável e depois de um tempo sorriu entrando no carro e dando partida. Entrei no saguão suspirando pelo ar quente que havia no mesmo enquanto subia para o meu apartamento.

Soprei o ar de meus pulmões contra as minhas mãos frias. Sentia como se fosse congelar no local, mas era algo que eu jamais me importaria de fazer ainda independente da baixa considerável da temperatura naquela noite. Hanji estava concentrada ajoelhada enfrente ao tumulo de nossa mãe terminando suas preces enquanto eu olhava em volta. Tinha aproveitado o chamado de Eren e esperado a minha irmã onde emendamos o trajeto direto para o cemitério.

—Certo já terminei _Hanji falou me chamando a atenção e após um suspiro da minha parte começamos a caminhar para fora daquele lugar em direção ao meu carro. Assim que adentramos no mesmo e eu dei partida notei que a morena se encontrava inquieta.

—O que aconteceu? _perguntei sem desviar os olhos da estrada.

—Erwin...

—Brigaram de novo? _perguntei a olhando de relance e notando o sinal claro de cansaço em minha irmã que concordou _Minha culpa?

—Mais ou menos. Digamos que as coisas se acumularam e quando o papai apareceu elas resolveram explodir. Como sempre _Ela resmungou e eu concordei em silencio _E como você está? As coisas estão caminhando?

—Sim. Conversei com o pirralho hoje _falei e a mesma me olhou com um sorriso alegre _Descobri que o seu sobrinho é bem adiantado para a idade, mas foi muito bem cuidado e amado.

—Oh Lian é uma criança realmente adorável. Quem diria que algo tão bonitinho e fofo sairia de você _ela falou fazendo careta e eu revirei os olhos enquanto parava em um sinal _Você tem ignorado as ligações dos jornalistas?

—Sim, não se preocupe com isso.

—Eren me pediu para deixar Nina ir passar um final de semana com na casa dele _Hanji sibilou de forma cansado e eu voltei a olhar _Preciso conversar com o Erwin... Infelizmente no momento é a última que eu preciso.

—Você sabe que não precisa de permissão não é mesmo?

—Eu sei, mas ele é o pai dela Levi. No final não quero usar nossa filha como moeda de troca para nossas birras, Nina não merece isso. Você me entende? _Hanji me olhou levemente desolada e eu meneei a cabeça. Eren e eu estávamos tentando a todo custo evitar isso, mas não podia deixar de sentir leve raiva do meu amigo. Zoe era o tipo de pessoa alto astral que entrava no ambiente e descontraia tudo, desde que éramos crianças ela é assim e saber que Erwin tinha o poder de destruir o sorriso da minha irmã de tal forma me irritava.

—Você já pensou em contar tudo para ele _estacionei enfrente a casa dela e notei a castanha me olhando surpresa _Nós dois sabemos que o fato dele não saber certas coisas nossas o incomoda demais ao ponto do seu relacionamento entrar em conflito quando as merdas da família surgem.

—Claro que eu já pensei Levi! _ela pareceu ficar emburrada e ficou olhando para a rua enfrente séria _Que droga, você sabe que não é tão simples, além de que é algo muito intimo seu.

—Erwin é meu melhor amigo Zoe _falei dando uma risada e ela me olhou surpresa. A castanha quase nunca escutava eu utilizar seu segundo nome, era algo que ela relacionava a episódios momentâneos de carinhos meus _Você pode contar. Erwin já sabe muita coisa e se isso fizer vocês melhorarem eu não me importo.

—O que a paternidade não faz com a pessoa, hein? _ela falou rindo e eu revirei olhos _Se eu contar sabe que ele vai...

—Vai inflar o protecionismo dele comigo? Sei muito bem, mas ver vocês dois assim me irrita. Se vocês pararem de se amar sinto como se esse tal sentimento houvesse desaparecido da terra _resmunguei e Hanji deu uma risada.

—Não é para tanto. Brad Pitty e Angelina Jolie vão continuar se amando _eu neguei com a cabeça rindo e a Zoe me acompanhou para então me encarar de forma amorosa _Você mudou.

Eu a encarei surpreso. Hanji sorriu ainda mais se possível olhando a sua casa com as luzes iluminadas. Nina estava com uma babá que tomava conta dela quando os pais acabavam em plantões em conjunto. Desde que nos entendemos por gente nos apoiamos, querendo ou não ela era a minha melhor amiga e eu o dela.

—O que você quer dizer?

—Que estou feliz pelo Levi que está aqui na minha frente _Hanji abriu a porta do carro e antes de descer me encarou _Mal posso esperar para ver o homem que você se tornara no futuro.

—Então quer dizer que se eu misturar os dois a minha barriga vai explodir? _Lian perguntou com os enormes olhos verdes arregalados e eu dei uma gargalhada.

—Não, mas acho que vai fazer mal e você não quer ficar dodói não é? _perguntei e o mesmo pareceu ponderar deixando o refrigerando e a bala de hortelã sobre a mesa.

—Que horas o meu papai vai sair? _Lian olhou para os lados agitado. De uma forma bastante inexplicável para mim acabei sendo a babá do pequeno e resolvi que não deixaria ficar tão barato assim para aquele maldito que achava que só de bater os cílios todos os seus desejos se realizariam.

Portanto muito contente eu estava ali enfrente ao trabalho do mesmo em uma cafeteria esperando o final do expediente do meu grande amigo filho da puta _Quer dizer, filho de uma deusa. Eren já me confidenciara que antes de vim do trabalho sempre vinha até o local para pegar um café expresso e partir para o metrô. Lian estava bem comportado comendo o seu lanche com sua gravata bem arrumada e nenhuma sujeira nas bochechas.

—Tio Jean quando a gente chegar nós podemos jogar vídeo game? _encarei o moreno que comia uma bomba de chocolate branco. Quer dizer, Eren tinha proibido chocolate, mas não especificou se era somente o ao leite.

—Claro, mas depois que você fizer suas tarefas _levei o copo de chá aos lábios e o pequenino sorriu alegre.

—Nós vamos para casa com o papai? _Lian me perguntou sério e eu ri do mesmo tentando arrumar o guardanapo que arrumei em seu colarinho para evitar que ele sujasse o uniforme.

—Possivelmente. Você já está cansado?

—Não, mas quero tomar banho tio.

—Prometo que vamos logo para casa e você toma banho.

—Com o senhor coruja também? _Lian pegou o copo de refrigerante levando aos lábios e eu sorri. Senhor coruja era o brinquedo de banho favorito do pirralho e quando os dois entravam no banheiro só saiam quando Eren berrava que o filho parecia ter 80 anos assustando o menor que corria para fora da banheira para ver se tinha ficado idoso como o pai gritava.

—Claro e até te coloco na cama.

—Jura? _os olhos do pequeno brilharam depois que eu concordei _Olha tio o Zangado-san.

—Quem? _Lian apontou para a porta e eu engasguei com o chá ao ver Rivaille adentrando no café e acompanhado de... Eren?! Os dois pareceram procurar uma mesa e eu rapidamente puxei o menor o escondendo em meu colo enquanto levantava o cachecol que usava.

Os dois foram para o outro lado do café e Lian começou a dar soquinhos na minha perna. Encarei o menor vendo que o seu doce tinha caído no chão e ele fazia um biquinho como se fosse chorar. Engoli em seco e o sentei no meu colo.

—Desculpa o titio é que um alien atirou em você e eu precisei te puxar para desviar o tiro _ele me olhou surpreso e ergueu o pescoço para procurar o tal extraterrestre.

—Sério?

—Juro. Acho melhor irmos.

—Mas e o papai? _Lian me olhou preocupado e eu tirei a minha touca da cabeça e coloquei no menor escondendo os seus fios negros.

—O rei dos elfos vai proteger ele. Vamos antes que quem seja torturado seja eu.

Eu só estou dizendo que se ele perguntar é para falar que fui deixar umas coisas suas” Ouvi os resmungos de Marco do outro lado da linha e revirei os olhos, mas que merda estava acontecendo que eu virava ponto de guarda de segredos?

Cara você veio aqui me encher o saco para vê-lo e agora eu sou o culpado. Dê-me uma razão” bufei enquanto vestia Lian que tinha acabado de tomar banho com o senhor coruja e parecia uma ameixa de tão enrugado.

Eu deixei você ficar na minha casa. Te acolhi e alimentei e é assim que você paga os amigos” Marco falou de forma dramática e eu revirei os olhos fazendo Lian entre as minhas pernas sorri.

—De novo titio _revirei o pegando no meu colo e seguindo para a cozinha.

Certo amigo de todas as horas que posso contar e que nunca me joga os favores na cara” A porta da sala se abriu e um Eren com o nariz vermelho apareceu me fazendo lembrar da cena dele com o Sr. Elfo e consequentemente uma careta surgiu no meu rosto.

Eren seria o que? Mrs. Elfa?

Foco

—Papai! _Lian gritou e eu o coloquei no chão enquanto o recém chegado o recebeu nos braços rindo e beijando as bochechas agora bem limpas do mais novo que jamais denunciariam a nossa saída. Perfect

Ele chegou? Droga, porque eu tinha que ter marcado a merda desse jantar de negócios hoje?

E eu sei? O burro é você” falei rindo e Eren me olhou com as sobrancelhas franzidas _Só um idiota que não faz as coisas direito da faculdade. Sabe um cara imbecil demais que te faz perder tempo ouvindo as lamúrias dele _Eren riu negando com a cabeça e com Lian ainda nos braços se dirigiu para o seu quarto _Armin ligou dizendo que vai trazer comida, parece que o almoço dele rendeu.

—Okay.

Vai te foder Jean

Eu fodo amigo, não sou fodido agora se você me der licença vou lá tirar uma casquinha da sua paquera”.

JEAN!” Desliguei o telefone rindo de Berth e pulando expulsando as últimas palavras que falei. Como se eu ao menos pudesse me imaginar com aquela besta quadrada e... Uma mensagem apitou em meu telefone. “Eu sou um advogado Jean, acho bom você ter cuidado

—Ai amigo se você soubesse que ele prefere brincar de médico... _Suspirei e voltei a andar em direção ao celular tentando ignorar as calamidades do dia.

E que dia hein?

Notas finais
☼ -----> novamente é transição do tempo para pensamento do mesmo personagem (acho que só usarei neste cap isso mesmo) Músicas: Run BTS (づ  ̄ ³ ̄)づ E.T Katy Perry (mas a versão Nightcore) Sim só essas kkk GENTE me desculpa por essa cena Berthmin? Bermin? Aruberth? ArBer kkkkk sei lá (votem e deem dicas do nome do couple) é que faz muuuuuuuuuuuuuito tempo que não escrevo algo do tipo e para mim ficou mó bosta, mas é que conversando com uma grande migs percebi que Fiction só tem duas cenas mais hot (três se considerar o concebimento do Lian kkkkk) então sorry ae e beijinhos na bundenha