Fic 2 - Salvem O Reino, Swan Queen!
4 Traição
Notas iniciais
Três dias se passaram desde o começo do treinamento de Emma. Archie e Henry viviam juntos, pareciam tão amigos agora. Aquela relação anterior de paciente e psiquiatra fora preenchida por uma bela amizade. Então os dois foram para um passeio perto do lago. Emma e Regina ficaram para treinar, era de manhã, então o sol estava fraco, bem propicio para o treinamento.
-Consegui! Veja, amor! –A loira segurava uma pequena bola de fogo, mas esta se apagou rapidamente.- Poxa...
-Você está quase lá, querida. Só falta um pouco mais de controle. Tem que controlar seus sentimentos...
-Estou tentando. –Ela fez uma careta. –Mas não levo jeito para isso.
-Leva sim, Emma. Eu também demorei para aprender. –Sorriu a morena e continuou. –Precisei muitas vezes do livro de magia da minha mãe.
-É isso! Preciso desse livro!
-Querida. Você não vai conseguir ler o livro no meio de uma batalha. –Riu Regina e Emma fez careta.
-É mesmo...
-Sabe... Há algo que eu quero lhe falar.
-O que?
-Sobre meu passado... –A prefeita suspirou fundo. Emma a olhou sorrindo e disse:
-Não quero saber do seu passado, Gina.
-Mas tem que saber! Tem que saber o motivo daquela bruxa ter nascido!
-O passado já se foi, Gina!Poxa!
-Não... meu passado sempre estará comigo, onde eu for ele sempre vai me perseguir. É meu fardo eterno.
-Sei que não dá para apagá-lo, mas você pode reverter a situação assim como você já fez. Seu coração é bom agora. Você ama. Você sente. Você vive uma vida diferente da que vivia antes. Então... para quê se estressar com algo que já se foi?
-Então... você não quer saber mesmo?
-Não, Gina.
-Ok. Não contarei.
-Vamos continuar com o treinamento. Temos alguém para derrotar.
-Hm... Certo.
Regina não disse. Não pôde dizer. Ela não conseguiu confessar algo muito importante. A culpa em seu coração só estava aumentando. Sua mente lhe dizia que deveria se sacrificar em prol de todos. Seu passado lhe condenaria pelo resto da vida e não queria que isso afetasse as pessoas que amava. Emma estava disposta a correr o risco junto com ela. Mas... a morena não iria permitir isso.
Faria algo que a decepcionaria demais. Porém, isso salvaria a loira e era apenas isso que importava.
Apenas isso importava... Pensava ela.
-Querida... vamos descansar no nosso quarto?-Deu um sorriso malicioso.
-Ora ora. Em plena manhã seu instinto pervertido está falando alto?-Emma sorriu maliciosamente também.
-É claro. Todo esse treinamento me deixou morrendo de fome.
-Uau! Vem, vem, vem!-Emma segurou a mão da prefeita. As duas adentraram a mansão, subiram as escadas e a loira puxou a morena para o quarto. As duas se beijavam, famintas. Quando chegaram à cama, Emma estava por cima de Regina. Começou a dar beijos molhados no pescoço da morena de cabelos curtos, roçou os lábios vagarosamente naquela pele sedosa. Depois levantou o rosto para encarar a mulher que ela tanto amava.
-Gina... Eu te amo tanto... –O sorriso da loira era tão sincero e cheio de felicidade, que Regina não se conteve e lágrimas caíram. –Gina... o que foi?
-Me perdoe, querida... me perdoe...
-Porque está pedindo perdão... Gina?
-Por que... você vai me odiar.
-Eu nunca vou te odiar. Que papo é ess- Mal ela terminou de falar e foi envolvida por uma áurea transparente de magia. Seu corpo caiu no colchão e ficou preso lá. –O que está fazendo?!Gina!-Emma só conseguia falar, não podia se mexer.
-Preciso fazer isso...eu... preciso... –Então Regina fora no armário. Fez um gesto com a mão e o feijão mágico apareceu. Emma arregalou os olhos vendo aquilo.
-NÃO! ME DIZ QUE NÃO FARÁ ISSO!
-Já estou fazendo, querida... –Ela remexeu uma gaveta e pegou um objeto metálico. –Sei que isso é covardia. –Sorriu.
-Não acredito que vai usar nossa algema... –A loira revirou os olhos. –Poxa, isso é só para momentos especiais, Gina!
-Esse É um momento especial. Estou salvando sua vida, meu amor.
-E dando a sua em troca? Mas que porr*!
-Olha a boca, querida...
-Você... você não pode! Não pode me deixar!
-Eu posso. Felizmente eu posso te salvar... –Regina foi até a cama e Emma continuava sem poder se mexer. A morena levantou o braço da loira e prendeu seu pulso na algema, em seguida prendeu a algema na cabeceira da cama.
-Nada do que eu disser vai te parar, não é?
-Não... meu amor. Nada vai me impedir de salvar todos vocês...
-Gina... –Emma começou a chorar. A mulher a sua frente sentiu seu peito arder. Seu coração estava em mil pedaços, o deixaria para trás, junto de sua esposa.
-Adeus... Emma. –Ela se conteve, não podia beijar os lábios de sua amada, pois aquilo seria sua derrota.
-Não posso... dizer adeus... Gina...
-Tudo bem. Esse momento é nosso adeus. –Regina virou-se de costas para ela. –Eu... te amo.
-Gina!!!- Emma tentava se mexer. Tentou com todas as forças mover seu corpo. Mas nada adiantou. Não pôde fazer nada enquanto via a morena saindo dali e desaparecendo de sua vista. Os soluços de Emma eram ecoados pelo quarto todo. Seu desespero era enorme. E doía. Doía demais seu coração. –TRAIDORA!!!
Regina dirigia seu carro com sua visão completamente embaçada devido às lágrimas, teve que estacionar o carro para respirar fundo. Mas aquilo não fora uma boa idéia. Henry e Archie viram o carro e o garoto foi correndo até lá.
-Mãe!Eu e o Archie nós... Mãe? –Ele percebera a mulher em prantos.- O que houve?
-Filho... –Regina fez menção de abrir a porta e o menino se afastou um pouco, ela saiu do carro, foi até o menino e agachou diante dele.
-Mãe... Me fala. O que aconteceu?
-Preciso fazer uma coisa. Volte para casa. Emma está lá, esperando-o.
-Mas e você? Onde vai?
-Sem perguntas, querido. Archie, leve ele para casa.
-Tudo bem, Regina. –O homem sorriu, desanimado. –Não quer conversar sobre isso?
-Não tenho tempo. Mais tarde leve Henry para casa. –Ela olhou para o garoto novamente e acariciou seu rosto. Aproximou os lábios da testa do menino e depositou um beijo demorado ali. –Eu te amo muito, tá?
-Também a amo demais... –Ele sorriu. Inclinou a mão em direção ao rosto dela e acariciou a bochecha da mulher, esta fechou os olhos e sentiu aquela caricia de seu filho. Seus olhos arderam novamente, e antes de cedes às lágrimas, levantou-se e caminhou até o carro. –Cuide bem dele, Archie.
-Sim, cuidarei.
Então ela saiu dali. Pelo caminho pôde desabar em lágrimas. Dirigiu com dificuldade durante alguns minutos, até que chegou em um lugar onde havia apenas a estrada e plantações pelos lados. Estacionou o carro, abriu o porta-luvas e de lá tirou o livro de magias de sua mãe. Sua capa toda decorada e rígida possuía um coração vermelho ao meio. Ela suspirou fundo e saiu do veículo. Pôde avistar a plantação de feijões mágicos. Andou até lá.
-Espero que possa me perdoar por isso, Emma... –Então Regina abriu o livro ao meio e folheou um pouco, até encontrar a página desejada. –Barreira protetora... Essa mesmo. Nada pode fazê-la quebrar... somente se a pessoa que a conjurou... morrer. Isso se aplica mesmo à essa situação...- Sorriu ela, triste. Mas satisfeita. –Isso vai parar Emma... e impedi-la de ir até mim... — Então, após falar essas palavras para si mesma, colocou a mão por sobre a página. Sua mão logo ficou envolvida por uma energia azul. Depois a energia faiscava. Ela largou o livro ao chão e colocou seus braços para frente, deixando a magia crescer ainda mais. Regina colocou seu braço direito para o lado e parte da energia azul faiscante foi para a direção que ela apontava. Fez o mesmo com o seu lado esquerdo. E percebendo que a energia azul chegara até os dois limite da plantação de feijão, ergueu seus dois braços para cima, fazendo o campo de energia azul cobrir toda a plantação.
Depois que vira que estava tudo certo com a barreira, aliviou seus braços e pegou o livro no chão.
-Certo... Agora posso ir.- Dito isso, vasculhou seu bolso e pegou o feijão que encontrara em seu armário. –Então... aqui vou eu. –Jogou o feijão no chão e ouviu-se um barulho. O chão começara a abrir, um buraco enorme surgia diante de seus olhos. A energia dentro dele era um azul estranho, sinistro. Não temendo nada, a mulher suspirou um pouco e com coragem, se jogou no centro do enorme buraco. Então o portal se fechou, desaparecendo com Regina.
Notas finais
Sozinha, sem sua guerreira Emma.
O que dizem disso? e---e
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