Fic 2 - Salvem O Reino, Swan Queen!
5 A curiosidade da Bruxa
Notas iniciais
-E então... que tal me tirar daqui e eu lhe mostrar como são boas as minhas mordidas?- Ruby sorria para a bruxa e esta, por sua vez, fazia uma careta de nojo.
-Ora!Por que não para de falar essas barbaridades e me deixe conversar com a querida Snow?
-Por que sei que o meu assunto é de seu interesse.
-Me poupe! Loba pervertida! Esse seu charminho não vai funcionar comigo! E isso é tão nojento!
-Não será nojento quando estiver provando...
-Cala a boca, loba!-A bruxa já se descontrolava pela quinta vez. Ruby estava lhe provocando desde que a ruiva fora novamente em frente à cela dos outros, para dar-lhes alimento.
-Não tem uma refeição melhor não?-Foi David quem perguntara, chamando a atenção da bruxa.
-E ainda reclama? Eu deveria deixar todos vocês morrendo de fome.
-Deveria mesmo. Era o que uma bruxa de verdade faria...- Disse Snow.
-Ora. Vocês vão me irritar mesmo? Olha que eu...
-Você o que, Bruxinha?-Provocou Ruby.
-Você é a que está me provocando mais. -A ruiva olhou para a loba de uma forma nada agradável.
-Oh! Esse seu olhar intenso me deixa arrepiada... hm...
-Arg! Não aguento você, sabia?!Nojenta!
-Ui... Assim você me ofende, bruxinha.
-Snow... Acho que você vai ter que me perdoar. Mas terei que dar um fim nessa loba que fala demais. –Sorriu a bruxa, de maneira doentia. Snow arregalou os olhos, vendo que ela não estava blefando.
-Não! Não faça nada com ela!
-Ela é uma aberração, assim como aquelas duas. Merece morrer.- A bruxa foi até a cela de Ruby. Quando as grades foram abertas, a morena desviou do corpo da ruiva e correu para fora da cela, logo se transformou em loba, rosnando para a mulher a sua frente.- Sim... é mesmo uma aberração. –A loba avançou em direção a bruxa, mas com um feitiço, as duas desapareceram.
-Não! RUBY!-Gritou Snow e David.
-Droga! –Belle se desesperou, sentindo-se culpada em seguida. –Não acredito! Por minha culpa... ela vai machucar a Ruby!
-Acalme-se, querida...-Dizia Rumple, já ouvindo os soluços de sua amada.
-Como posso ter calma? Estamos a dias presos e sem nenhuma idéia de como poderemos sair daqui! Maldição! E agora a Ruby...
-A Ruby... era nossa única esperança... –Disse Leroy, lá de longe.
-Oh Deus... –Belle chorava, inconsolada.
Dentro do castelo, em um lugar muito escuro, Ruby estava acorrentada na parede, seus braços estavam suspensos por correntes, suas pernas também estavam presas. Uma pequena janela atrás dela lhe iluminava as costas e outras partes de seu corpo. A ruiva fez o favor de cobrir o corpo de Ruby com uma roupa qualquer, pois a loba sempre ficava sem roupas depois da transformação.
-Agora você não vai poder se soltar, loba...- A risada da ruiva ecoava por aquele ambiente. Ruby levantou o rosto para fitar a mulher. –Que olhar é esse? Não é mais de malicia! Ora ora! Está com raiva de mim? Com raiva de estar acorrentada? Pois você merece muito mais! Merece ser torturada até a morte por ser essa aberração!
-Aberração é você, querida. Você sim é uma aberração! Qual o motivo de estar fazendo tudo isso? Vingança? Oh! Que coisa. Grande motivo! Está se igualando à Rainha Má...
-Não me compara a ela, loba!
-Como não? Não é o que você está se tornando? Ou melhor, você é uma bruxa, então fica: Bruxa Má.
-ORA SUA!- A bruxa se aproximou do corpo da mulher rapidamente.
-Vem... pode me torturar. Não retirarei uma palavra sequer...
-Não, né? Vamos ver!- Ruby começou a sentir dor. A magia negra da bruxa estava tomando conta de seu corpo. Logo toda a sua pele começava a arder. A dor só aumentava.
-Contin...continue...-Dizia a loba, rindo, mesmo com dor.
-Você gosta de sofrer, não é?
-Talvez seja preciso... talvez... –A bruxa fez a magia se intensificar mais ainda. Ruby sentia como se suas veias estivessem fervendo, junto com sua pele e seus órgãos. Ela segurava seus gritos, mas doía, doía demais. –Isso... é... –Ela grunhia agora. –É pouco!
-Pouco? Mas o que diabos é você, garota?!
-Isso é pouco... para a dor que já senti um dia!Continue, bruxinha!Continue!
-Droga!-A bruxa cessou a magia. Fazendo a loba tombar sua cabeça para frente. Ela tentou olhar para baixo, mas o lugar era escuro demais. –Que dor?Que dor você já sentiu um dia? Me fale! Me fale qual dor é maior do que a dor do meu feitiço!
Mas Ruby permaneceu em silêncio. A bruxa não aguentou aquilo. Queria, desesperadamente, saber da resposta. Estava ansiosa pelo que poderia ser o motivo daquela dor da mulher a sua frente. Talvez fosse uma dor parecida com a sua.
“Essa dor nem se compara a essa que sinto há nove anos, mãe. Ele era um homem bom, então... por que ela fez aquilo com ele? Por quê?!”
-Vamos!Me diga!-A bruxa colocou a mão no queixo da loba e ergueu seu rosto de forma abrupta. Se deparou com os belos olhos azuis da garota e seu coração ficara acelerado de repente.
-Dizer o que, bruxinha?
-Que dor? Que dor... é maior do que a que sentiu agora a pouco?
-Por que quer saber?
-Porque... eu preciso.
Ruby arqueou a sobrancelha.
-Isso é pessoal, não vou contar. –Falou, direta.
-Ora! Fale logo, loba!
-Nunca.
-Ah!O que custa contar, droga!
-Bom, se não percebeu, você não tem nenhum direito de me perguntar nada. Acabou de me torturar. E não vou contar, nem que me torture de novo...
-Por que...? –A carinha da ruiva ficou tão fofa de repente que Ruby ergueu uma sobrancelha.- Por que não me conta?
-Que diacho. Você se esqueceu de que é uma bruxa? Porque de repente mostra esse seu lado infantil?
-Sabe... Você é insuportável! –A bruxa virou-se de costas. –Vou deixá-la presa aqui, até que me conte o que quero saber.
-Pois bem. Não me importo. De todo jeito estarei presa mesmo.
-Mas lá eu te dava água e comida. Aqui não te darei esses privilégios.
-Que seja. Bruxinha.
-Aff. –E então a ruiva saiu de lá, com muita raiva, deixando uma Ruby bem pensativa.
-Uma dor... do passado.- Sussurrou ela, abaixando a cabeça e entregando-se às lembranças.
-Droga!- Alguns objetos eram jogados contra a parede do quarto. –Maldição! –Ela estava furiosa. Odiava ficar curiosa.- Tenho que saber... Eu preciso saber! –Foi até sua mesa, mas não sentou-se na cadeira. Passou a mão por cima da bola e vislumbrou aquele lugar escuro. Lá estava Ruby, com a cabeça baixa e ainda presa por correntes.
-Ela tem que me falar qual essa dor que já enfrentou... Mas não sou boa naquele feitiço de ler as lembranças... Droga. –Bateu as duas mãos na mesa e disse, decididamente: Vou arrancar a resposta a força!
Um pouco longe dali...
Regina acordou tonta. Vislumbrou o lugar ao redor e sentiu-se ameaçada. Algo como o cheiro de saliva estava perto dela. Ao olhar para trás, vira de onde o cheiro vinha. Um ogro enorme estava lhe olhando.
-Oh... não. –Ela tentou manter-se quieta, mas em sua mão algo se remexia. Não pôde evitar de levantar a mão com o susto. Era uma enorme centopeia.- Arg!
E o Ogro deu um grito estridente, fazendo Regina virar o rosto e fazer uma careta.
-Se minha Emma estivesse aqui, ela faria alguma piada sobre esse seu hálito horrível!-Riu Regina. Ela levantou-se rapidamente e o Ogro tentou lhe atingir com os punhos, mas ele foi neutralizado por sua magia. –Não quero te machucar, bicho feio. Mas sou eu ou você. E escolho eu mesma. –Regina fez um movimento grande com os braços e o ogro gigante foi jogado longe, colidindo com várias e várias árvores, até que caiu no chão e não levantou mais. Porém, o solo começou a tremer. Barulhos de passos eram ouvidos. Passos enormes.- Ao menos irei praticar magia com vocês.- Sorriu ela, vendo-se rodeada por ogros enormes, alguns até seguravam pedaços grandes de madeira. –Nossa... vocês não parecem estar de brincadeira...
-GRAAAAWWW-Era o grito de um deles. Então todos, de uma só vez, correram em direção a ela. Regina se via no meio de quase um terremoto, a concentração para conjurar a magia estava pequena.
-Espero que tenham muitas raízes aqui... –Ela se ajoelhou no chão e colocou suas mãos no solo. Os ogros quase lhe alcançaram, mas foram todos presos por raízes que surgiam como cobras e lhes paralisavam. Ela sorriu, satisfeita, vendo-os indefesos. Logo levantou a mão e fez um movimento circulatório. Uma fumaça rosa surgiu, fazendo os ogros inalarem e caírem em sono profundo. As raízes que os prendiam foram para a terra novamente. Os ogros caíram no solo, inconscientes.
-Pelo jeito, vai ser uma longa jornada. –Ela suspirou, passando por entre dois pés de ogros. –E cansativa. -O sol já estava indo embora. Regina decidiu fazer uma magia para lhe transportar para mais perto do castelo. Mas antes mesmo de conseguir fazer a tal magia, sua perna foi puxada e seu corpo foi erguido abruptamente. Ficou de cabeça para baixo. Totalmente atordoada. O hálito pútrido lhe dava náuseas. Logo vira que se tratava de mais um ogro. Seu corpo então foi abandonado e ela cairia, porém, ele a agarrou com sua outra mão gigante, apertando-a com força. Regina fez uma careta de dor e começou a gemer. Não podia conjurar magias, pois seus braços estavam presos, sendo esmagados juntos de seu corpo. –Não...não acredito que...morrerei assim... — Seus ossos começaram a estralar e sua cabeça doía. Seu ar já começava a lhe faltar. –Não... não acredito... –A dor era enorme. Todos os ossos sendo esmagados. Ela estava sem ar, já sentindo a vista escurecer. Antes de desmaiar, ouviu um barulho enorme, algo espirrou em seu rosto, depois seu corpo foi solto. Com a dor e o alivio, ela desmaiou, antes de cair em algo macio.
***
-Me diga!!!-A bruxa era envolvida por uma áurea negra. Mas Ruby apenas sorria, achando divertido aquilo tudo.
-Cara... que curiosa você é! Por que quer tanto saber?!
-Apenas diga e eu te solto, idiota!
-Ok. Vou dizer.
-Vai?!
-Não. –Riu Ruby. –Nunca direi.
-Ora sua!-A bruxa fez as correntes se soltarem, antes de Ruby cair, ela agarrou no pescoço da loba e lhe imprensou contra a parede, com muita raiva. — DIGA!
Ruby pensou um pouco. Não queria dizer nada àquela mulher. Não sobre seu passado. Não sobre sua dor. Mas queria por seu plano em prática.
-Tenho algo bem melhor para te dizer.
-O que?
-Mas sem palavras... –Ela sorriu. Levantou a mão e acariciou o rosto da bela bruxa ruiva. A outra arregalou os olhos, surpresa, e se afastou rapidamente.
-O que pensa que está fazendo?
-Não sei... deixa eu descobrir. –Ruby caminhou até a bruxa, mas ela dava passos para trás, com medo.
-Pare!-A bruxa envolveu o corpo da outra com uma fumaça preta, logo Ruby estava sem poder se mexer.
-Que golpe baixo! –Reclamou a loba.
-Idiota... Agora me fale, sobre a sua dor.
-Já superei ela faz tempo.
-Já...?
-Sim. Claro. E sei muito bem o porquê de sua curiosidade. –Sorriu Ruby e continuou. –Mas sinto lhe dizer que aquela dor que senti é bem diferente da sua.
-Como assim? E como você sabe?
-Não foi Regina que matou a pessoa que eu amava. Mas sim... eu mesma.
-O...Oque?!
-Eu devorei ele.
Notas finais
Comenteeem, please *-------*
Beijos mil ♥
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