Fic 2 - Salvem O Reino, Swan Queen!
6 Rei dos Ogros
Era noite. Regina abriu os olhos, vira que o lugar em que se encontrava era iluminado por uma fogueira. Ela ficou parada, esperando que seus olhos se acostumassem ao escuro, para assim, ver quem estava parado na entrada daquele lugar.
-Quem está ai?
-Oh! Você acordou, amor!
-Emma?!!!-Ela quase gritou, com o choque de surpresa. –Mas...mas como?!
Então o rosto da loira foi iluminado pela luz da fogueira.
-Porque fez aquilo comigo? Por quê?-Emma parecia muito aborrecida, segurava em sua cintura, e batia seus pés no solo.
-Já te disse. Queria salvar vocês.
-E quase morreu nas mãos de um ogro...
-Você me salvou...-A morena abaixou a cabeça. –Obrigada...eu...
Emma, então, se aproximou de sua esposa, sentou-se ao lado dela e segurou o rosto da mulher.
-Eu não posso dizer adeus, entendeu? Vamos derrotar a bruxa juntas.
-Tudo bem, querida.- Ela encarou Emma, de forma curiosa. –Como veio para cá?
-Acha mesmo que sou tão idiota ao ponto de não guardar feijões para emergência? –Emma mostrou o pequeno saquinho cheio de feijões. –Não sou tão idiota quanto você pensa, majestade.
-Não te acho idiota... é que...
-Shh... Deixa isso pra lá. O que importa é que você não vai mais me trair daquela forma, certo?
-Certo.
-Promete?
-Preciso prometer?-A ex-rainha perguntou e a loira ficou ainda mais séria, respondendo em seguida.
-Claro que precisa, Regina.
-Nossa... me chamou de Regina. –Ela ficou pasma.
-É o seu nome. –Emma revirou os olhos.
-Você está brava comigo, não é, querida? Me desculpe...
-Não me peça desculpas, sempre quando me pede desculpa você faz algo errado.
-Oh...então me perdoe.
-Nem perdão. –Emma suspirou fundo. –Só quero que confie em mim. Quero que confie em nossas forças. Por favor. É só o que lhe peço.
-Tudo bem. Eu confio em você... Ainda mais que você é minha salvadora.
-Pois é. Tem que respeitar a sua salvadora oficial.
-Certo, certo. –Riu a morena. –E onde, exatamente, nós estamos?
-Dentro de uma árvore gigante. –Emma fez careta. –Nunca vi uma árvore desse tamanho. Se bem que, estamos em um Reino Encantado, então vale tudo. –Emma riu.
-Hm... –Regina pensou um pouco. –Estamos na área dos ogros.
-Sério?!
-O portal nos trouxe para o lugar mais perigoso de todos... –A mulher suspirou, cansada. –Mas... –Ela lembrou-se de algo. –Acho que podemos tirar vantagens disso. –Sorriu, fazendo Emma arquear uma sobrancelha.
-Qual a vantagem que temos, estando rodeadas por milhares de ogros gigantes?-Sorriu, desanimada.
-Já mandei alguns de meus antigos cavaleiros sombrios virem aqui.
-E...?
-Havia uma lenda... que contava a história de uma espada muito poderosa.
-Excalibur?
-Como...você sabe, querida?-A morena ficou chocada.
-Ah, isso é uma história bem famosa.- Disse, simplesmente.
-Oh... –Regina estava impressionada, mas continuou. –Pois bem, um dos cavaleiros mandou uma mensagem, antes de morrer. A espada existia mesmo. Porém, eu não tive como vir até aqui, por que... bem...eu...
-O que, amor?
-Pois eu estava preparando a maldição.
Emma abriu a boca para falar algo, mas ficou calada. Regina suspirou um pouco e continuou a falar.
-Depois eu joguei a maldição no reino todo e fomos para Storybrooke. Acho que a espada continua por aí.
-Entendo. Então vamos pegá-la!
-Querida... tem um porém.
-Qual o porém?
-A espada é que escolhe a pessoa certa. Não sei se vale a pena correr o risco para chegar lá e ela não nos escolher.
-Hm... entendi. Mas ela é uma espada bem poderosa. Se somar mais força para nós, valeria a pena o risco.
-Se você acha isso... –Sorriu Regina. –Ela está protegida pelo rei dos ogros.
-Ah, fala sério. Por que tem que ser tão complicado?!
-Não disse que ia ser fácil. –Riu de novo.
-Que seja, vamos pegar a espada e matar a bruxinha. Haha
-Certo. Por enquanto, vamos descansar...
-Hm... acho que essa árvore é até confortável... –Emma envolveu os braços em Regina, lhe abraçando apertadamente. –Senti saudades. Não posso ficar longe de você nem por alguns minutos.
-Digo o mesmo, meu amor. Por um momento senti que meu coração tinha ficado em Storybrooke.
-Meu coração veio com você também, e estava correndo perigo enquanto você lutava contra ogros.
-Mas nossos corações estão bem agora...
-Sim... estão. –As duas aproximaram seus rostos e os lábios se tocaram. Um beijo terno, calmo, cheio de amor e saudades, aconteceu. Regina e Emma se sentiram fortes novamente. Aquela magia. Aquele poder do amor estava correndo ferozmente em suas veias e em seus corações.
***
Amanheceu, Emma permanecia dormindo e Regina estava na entrada da árvore, olhando, deslumbrada, as borboletas voando alegremente por todos os lados. Quando ela deu um passo para sair e olhar mais de perto, sentiu um campo de força. Ficou surpresa com aquilo e levantou a mão, tocou e viu que era uma barreira protetora. Arregalou os olhos. Virou-se para fitar Emma e só então vira o livro ao lado do corpo de sua mulher. A loira havia colocado uma barreira para impedir que Regina saísse da árvore sem ela. Regina não pôde evitar de rir. Então Emma abriu os olhos e vira a sua amada lhe observando de longe.
-Hm... dormi demais?-Perguntou ela, bocejando. –Pior que não tem nem como saber que horas são.
-Pela posição do sol, já deve ser seis da manhã.
-Nossa, você é boa nisso, ein, amor. –Ela sorriu. –Poxa... devo estar toda descabelada. –Fez careta e continuou. –Por acaso você trouxe alguma pasta de dentes e escovas?
-Não, amor. Saí tão apressada de lá.
-E agora? Não quero ficar com um bafo igual dos ogros.
-A vantagem de se estar em uma área de ogros é que eles fazem plantações.
-Fazem? Pensei que ogros fossem completamente desprovidos de inteligência e sentimentos.
-Não... não são. Eles apenas ficam de mau humor quando entramos na área deles.
-Entendi... Ontem eu dei um tiro no olho daquele que estava te machucando, acho que ele deve ter morrido.
-Não, não morreu. Os outros buscaram ele hoje, ao nascer do sol. Devem ter cuidado dele.
-Nossa, e você já estava acordada desde essa hora?
-Sim, eu iria atrás de algumas frutas para comermos... mas você, pelo jeito, não queria que eu saísse da árvore. –Regina riu e Emma ficou envergonhada.
-Não quis correr o risco de não te encontrar quando eu acordasse. –Fez biquinho e sua esposa foi até ela.
-Esta tudo bem agora, confie em mim. Desfaça a barreira. –Regina pediu isso, pois a barreira que Emma criara era especial, só as pessoas que a conjuravam podiam desfazê-la. A maioria das barreiras contidas no livro eram dessa forma.
-Certo, certo. –Sorriu Emma . –E como eu tiro a barreira?
-É só fazer o que fez ontem.
-Ok. –A loira se levantou, pegou o livro e foi até a entrada da árvore. Regina a seguiu, ficando ao seu lado. Emma abriu na página certa, leu algumas palavras e inclinou a mão para frente. Logo a barreira invisível se desfez. –Acho que agora dá.
-Vamos. –Regina pegou na mão dela e as duas saíram da árvore. Ficaram encantadas com os bichos que passeavam pela floresta.
-A área dos ogros é até bonita... –Confessou Emma, olhando para as borboletas.
-Pois é. Não me lembro de ter ouvido dizerem que era assim...
-Acho que daqui eu consigo conjurar alguma hortelã. –Riu Regina.
-Não seria má idéia. –Emma riu também.
Depois de alguns minutos, as duas tinham feito sua higiene bucal de uma forma bem diferente, folhas de hortelã, com água vinda de uma planta, que possuía uma envergadura que colhia água da chuva. As folhas foram transformadas em pasta com magia.
-Uwaaa. Agora sim!Hálito fresco! –Emma assoprava a própria mão e sentia seu hálito de hortelã. –Quer beijinho, amor? Quer, quer, quer?
-Quero. –Regina segurou na cintura da loira e deu um beijo demorado nela. Emma se separou da morena, toda contente.
-Uau! A manhã já começou tão bela nessa floresta de ogros!-Emma sorria, parecendo uma criança. Regina não pôde deixar de rir da carinha de sua mulher.- E por falar neles... cadê os lindinhos?
-Não sei. Mas não os quero ver tão cedo...
-Como ousam machucar um dos nossos?!-Uma voz estridente ecoou por toda a floresta, fazendo Emma e Regina se espantarem e logo ficarem tensas. As duas olharam por todos os lados, a procura do dono da voz. Emma colocou a mão em cima de sua arma que estava presa em seu coldre.- Olha, rapaz, ele machucou minha esposa primeiro. –Disse ela, ainda atenta, olhando ao redor. O chão começou a balançar com os passos pesados do Ogro. Logo ele apareceu diante delas.
-Esposa? Humanas fêmeas se relacionam com fêmeas?Aberrações...
-Veja bem como se refere a nós, bicho feio.
-Como ousa?!
-Querida...
-Cara, deixa eu te falar uma coisa. Aparecemos aqui, na sua área, por acidente, e você não é nada hospitaleiro com os visitantes!
-Todo humano que entra nessa terra deve morrer.
-Oh! Que ótimo. Mas fique sabendo que não queremos machucar nenhum de vocês. Ok?
-Não? E o que fez ontem com um dos nossos? E também, o que você fala não é o que condiz a sua própria espécie.
-Temos culpa de que a maioria dos humanos são ruins? Alguns ogros devem ser ruins também, tenho certeza!
-Sim. Alguns são. –O ogro deu mais passos, fazendo a terra tremer e ficou bem perto das duas. –E então, vocês querem algo, estou certo?
-Sim, você está certo. – Regina se manifestou. Olhou para o cajado gigante do tal ogro e continuou a falar. –Pelo visto, você é o rei dos ogros, não é? Porque veio até nós?
-Eu é que faço as perguntas aqui. O que querem?
-Queremos a espada!-Disse Emma. E o ogro bateu o cajado no chão, fazendo as duas quase caírem.
-ENTÃO É ISSO!-Ele gritou. A cabeça das duas chegou a doer com o som da voz dele. –QUEREM NOS DESTRUIR COM A ESPADA!
-Claro que não, rapaz. Queremos destruir uma bruxa malvada que fez nossa família e o reino todo de reféns!
O ogro se acalmou com a revelação da loira.
-Uma bruxa? Seria a Rainha das Bruxas, Noar?
-Não. Eu derrotei Noar faz alguns anos. E não sabemos o nome dessa bruxa que invadiu o reino, vossa alteza. –Falou Regina.
-A senhorita derrotou Noar?
-Sim. Ela... Bem... Ela tentou me derrotar. Eu era uma Rainha. E isso não vem ao caso. –Disse a morena, tentando não se aprofundar no assunto. Emma só escutava a conversa, calada.
-Entendo. A maldição deveria ter quebrado... Então por que não quebrou? –Ele sentou-se no chão. Emma e Regina se olharam. –Nós, os ogros, não podemos sair daqui. Estamos presos nessa área. Somos amaldiçoados eternamente.
-Amaldiçoados?
-A bruxa Noar veio atrás da espada para nos controlar e dominar esse mundo. Mas ela não conseguiu. A espada não escolheu ela. A espada não escolhe pessoas de corações ruins... Então, com raiva, ela nos amaldiçoou. E como você, Regina, disse ter a derrotado, a maldição deveria deixar de existir, mas não deixou. Passou-se alguns anos e uma bruxa, chamada Isa, veio até aqui. Mas aconteceu o mesmo que aconteceu com a Noar. E então, com raiva, ela matou muitos dos nossos. Ela é forte, muito forte. Talvez mais forte que Noar.
-Será que essa tal de Isa é a bruxa que está no reino?- Regina arregalou os olhos.
-Não duvido muito. Talvez ela tenha substituído Noar.
-Caraca, que tenso!
-Mas... respondendo a sua primeira pergunta. –Ele olhou para Regina. –Eu senti uma energia vinda de vocês. Então, aqui estou eu.
-Uma energia?-Emma e Regina perguntaram.
-Uma energia boa, nunca antes sentida por mim. No começo achei que poderia ser fruto de alguma magia, mas não... Olhando para vocês posso ter certeza que existe algo muito bom em vocês duas.
-Você quer dizer o nosso amor?-Regina perguntou.
-Então é isso que sentem?
-Sim... É o sentimento mais poderoso e belo que existe. Sentimos uma pela outra e também por nossa família.- Confessou Regina, sorrindo.
-Oh... –O ogro sorriu também. Apesar de ser feio, seu sorriso era lindo, era feliz, esperançoso. –Então... finalmente, a espada estará em boas mãos.
-Verdade?!Será que ela nos escolhe?!-Emma pareceu radiante e a outra também.
-Não custa tentar... –Ele levantou-se. –Me sigam.
-Com certeza!- As duas o seguiram, de mãos dadas. Passaram por algumas árvores e avistaram logo mais a frente um rio muito grande e profundo.
-Subam. –Disse ele colocando a mão no chão. Elas não pensaram duas vezes, subiram na mão dele e os dedos grandes as enlaçaram, fazendo-as ficarem com os corpos bem colados.
-Adorei essa posição. –Sussurrou Emma no ouvido de Regina, a mulher se arrepiou toda.
-Querida... Controle-se. -Pediu a morena sussurrando também.
-E se eu não o fizer?-Emma passou a língua na orelha dela e a outra sentiu um frio enorme no estomago.
-Você é tão... malvada. –Regina reclamou, já sentindo seu corpo sendo inundado por um calor intenso.
-Queiram controlar seus extintos humanos, por favor. Eu posso sentir a áurea envolvendo seus corpos.
As duas mulheres arregalaram os olhos com o susto e surpresa.
-Aff!Que broxante!-A loira reclamou e os dois começaram a rir. Emma e Regina fizeram caretas com a risada alta do ogro, mas não puderam reclamar, afinal, era engraçado ouvir um ogro gargalhando.
Então o rei dos ogros atravessou o rio, chegou na beira cheia de pedras e continuou caminhando. As árvores ao redor deles eram enormes. As duas mulheres olhavam, espantadas.
-As árvores combinam com vocês. –Brincou Emma.
-Elas crescem bem rápido, assim como nós os ogros gigantes.
-Qual é a alimentação de vocês? Vou ter que dar para o Henry, talvez ele cresça mais.
-Que maldade, querida. –Regina começou a rir.
-Como o nosso menino deve estar uma hora dessas?
Em Storybrooke.
-Henry... –Uma loirinha foi até o menino e viu que ele estava triste. –O que aconteceu?
-Nada... –Ele mentiu. Archie disse para o menino não falar nada, para não causar caos no resto da população de Storybrooke.
-Não parece que você está triste à toa. Não quer conversar?
-Maria. Não gosto desse moleque. –João ficou entre eles. Henry o olhou, aborrecido.
-Nem eu gosto de você.
-Sua mãe é má. Então você também deve ser mal.
-O que?!Minha mãe não é má, idiota! Ela não é mais daquele jeito!
-É sim!
-Não é não!
-Claro que é!Ela é uma bruxa má!-Henry não aguentou aquilo e se jogou em cima do menino. Eles dois rolaram no chão, se socando, se machucando.
-Crianças, parem!-Uma professora correu até eles e os separou com dificuldade.- O que deu em vocês?!
-Ele insultou minha mãe... –Henry apertou seus punhos, olhando com muito ódio para João.
-Mas ela é uma bruxa má! –João vociferou.
-Ora seu...
-Vocês estão de castigo. Vou mandar suas mães virem até a escola.
-Oh... –Henry arregalou os olhos, assustado e surpreso. Como ele diria que suas duas mães foram para o Reino Encantado derrotar uma bruxa má?
-Ele está na escola uma hora dessas. –Sorriu Regina
-Aquele garoto é um nerd. –Riu Emma e a outra revirou os olhos.
-Estamos quase perto. –Falou o ogro.
-Que mara! Vamos andar mais rápido então. Quero ver essa espada tão famosa!
E então eles continuaram sua caminhada por entre aquelas árvores grandes e belas. Até que, finalmente, avistaram uma clareira.
Notas finais
Well, nomes novos foram revelados. haha
Bruxas são tão maras *O*
hasuashuashhuas, parei ♥
Comentem, povo! E aos leitores anônimos, dêem ao menos um oi pra mim e-e
hahahaha
Beijoooos.
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