Fic 2 - Salvem O Reino, Swan Queen!
3 Mais Ódio
Notas iniciais
-Aquele grilo está demorando demais para trazê-la... –A Bruxa andava de um lado para o outro com seu novo “gato” em seus braços.
-Então... fazia parte do seu plano deixar ele escapar?-Snow perguntava, mas era quase uma afirmação para si mesma.
-Mais é claro. Pensa que sou tão idiota assim, querida Snow?
-Você não vai vencer. Regina é forte. –Falou a Branca, sorrindo.
-Oh... Logo você falando isso? Me diga que transformação foi essa?
-As coisas mudaram. Ela mudou. Todos mudaram.
-Querida, não se engane. Regina sempre terá aquele coração de Rainha Má dentro de si, o passado sempre vai estar com ela e comigo também. Nunca esquecerei as coisas que ela fez... E meu ódio por ela só aumenta a cada segundo.
-Olha, sei que ela fez muitas coisas ruins. Mas todos tem o direito de se arrepender e ter uma nova chance.
-Você tem um coração tão bom e é tão imatura, Snow.
-Esse seu ódio só vai te levar ainda mais para a escuridão. Ele só te trará vazio. Você nunca será feliz se não seguir em frente.
-Que se dane! Assim que eu ter minha vingança tudo terá mais brilho para mim!
-Imatura é você.
-Ora sua...
-Pare, Snow. Ela não entende as suas palavras. –Charming disse de outra cela.
-É. Você tem razão, amor...-Snow falou, suspirando.
-Eu andei vigiando ela algum tempo atrás. –Confessou a mulher, com uma expressão indecifrável. –Ela está feliz com uma mulher. Isso é tão grotesco... Como você pode aceitar uma coisa dessas, Snow? A loira é sua filha, não é?
-Sim, Emma é minha filha. E elas se apaixonaram. O que há de errado nisso?
-É tão nojento!
-Nojento é você achar nojento, idiota!
-Olha como fala comigo!
-Snow... não provoque ela.
-David! Não vê que ela está falando mal de nossa filha?!
-Eu sei... mas...
-Você diz que elas se apaixonaram, não?
-O que você tem a ver com isso?
-Tudo. Tenho tudo a ver! –Os olhos verdes da mulher ganharam um brilho intenso e macabro. –E eu já sei como farei minha vingança...
-Oque você vai fazer? –A voz de Snow soou trêmula, ficara com medo do que a mulher a frente planejara naquele instante.
-Uma coisa bem mais dolorosa para nossa Rainha.
Muito Longe dali...
Emma estava deitada na grande cama. Regina estava em pé, observando-a dormir. Então ela foi até a loira, agachou e acariciou levemente o rosto da mulher.
-Me perdoe...- Sussurrou, sentindo lágrimas em seus olhos. –Cuide... cuide de Henry, por favor... –Após ter dito essas palavras, abriu sua mão e vislumbrou o feijão mágico. Aquele seria o passaporte para sua ruína. Mas também seria o caminho para fazer a coisa certa. Fechou-o entre os dedos. Pensou em virar-se e sair dali, mas de repente, seu pulso foi agarrado de maneira forte. Regina levantou os olhos, surpresa, e viu a expressão de raiva estampada em Emma.
-Não vou te perdoar se fizer isso! –A loira gritou. Apertou ainda mais o pulso de Regina. – O que estava pensando em fazer? Ir se entregar?!
-Emma...eu...
-Não, Regina! Você está errada!Vamos derrotar a bruxa!Juntas!Entendeu?!
-Emma... Por favor... –Então a loira puxou ainda mais o pulso da outra e abriu a mão dela, retirando o feijão mágico.
-Você não vai ir sem mim. Não mesmo. –Ela levantou-se da cama e foi até o armário, escondeu o feijão e voltou para perto da outra.
-Querida... tem uma plantação de feijão inteira disponível para todos. Acha que eu não poderia ir lá e pegar?
-Você não faria isso.
-Não?-Sorriu Regina, de maneira desafiadora.
-Você NÃO VAI fazer isso. –Emma frangiu o cenho. –Se fizer eu...
-Você o que?
-Te castigarei.
-Hm... Como será o castigo?
-Vou te prender nessa cama e te dar muitos beijos.
-Bom, querida, com um castigo desses... Já estou indo lá, colher todos os feijões possíveis. –Regina fez menção de sair do quarto.
-Engraçadinha... –Emma lhe agarrou pela cintura. Depois lhe beijou no pescoço, fazendo Regina se arrepiar. –Tem um tempinho pra mim?
-Tenho todo o tempo do mundo... –A rainha se virou para a outra e alcançou seus lábios. Emma segurava a nuca da mulher, fazendo carícias na área. Logo que o beijo ficou intenso, Regina dominou sua esposa e lhe empurrou até a cama. Colocou as duas pernas ao lado das pernas de Emma e inclinou-se para baixo, beijando ainda mais a boca dela. Quando o ar lhes faltou, as duas se olharam com sorrisos maliciosos.
-Espero que o Archie leve o Henry para passear pela cidade toda... –Emma brincou, Regina aproximou seus lábios da orelha dela e disse:
-Shhh... Fique quieta. –Lambeu o lóbulo da orelha de sua loira e mordeu levemente, arrancando um suspiro pesado da mulher.
-Como quiser, Vossa Majestade...
Longe dali...
-MAS QUE P*TARIA É ESSA?!- A bruxa quase jogou a bola de cristal na parede. Levantou-se de forma tão bruta que a cadeira caiu no chão–Ora... essas duas indecentes! Droga! –Se a mulher estivesse na presença de alguém, esta pessoa certamente veria o rosto vermelho dela e o embaraço com que se encontrava agora. –Regina!Eu te odeio mais ainda! Maldita! Me fez ver uma coisa abominável dessas! ARG!!!
Ela saiu daquela sala escura e fora para o pátio do castelo. Depois decidiu ir à frente do lugar, onde havia as celas.
-Snow! –Ela gritou e a Branca, que estava sentada ao canto da cela, levantou o rosto para fitá-la.
-O que?
-Sua filha é uma aberração!
-ORA SUA!-Snow se levantou com muita fúria e foi até as grades da cela, quando segurou nos ferros, sentiu suas mãos queimarem. Mesmo com a ardência, permaneceu segurando-se lá e olhando com puro ódio para a mulher ruiva a sua frente. –NÃO INSULTE MINHA FILHA!!!
-Mas ela é! Uma aberração nojenta! Ela e aquela maldita Regina! Arg!
-Ora sua...! Você é doente!
-Doente são elas! Droga!-E a expressão de nojo e o rubor na face da bruxa foi percebida por Mary.
-Não me diga que... –Snow aliviou a tensão em seus ombros e um sorriso debochante surgiu em seus lábios. –Você viu elas...
-CALE-SE!
-Isso que dá ficar bisbilhotando os outros, idiota!- Mary se pôs a gargalhar, deixando a Bruxa ainda mais envergonhada e com raiva. Outras pessoas gargalharam também, mas a bruxa apenas deu atenção à mulher a sua frente.
-Você pôs no mundo uma aberração...-Falou, sorrindo cruelmente.
-VOU TE MATAR!-Snow tentou colocar a mão para fora, mas o feitiço lhe impediu, jogando-a dois passos para trás.
-Oh, ficou furiosa, foi? Não ligo. Estou dizendo a verdade.
-Hey, bruxa. –Uma voz lhe chamou a atenção e a ruiva olhou em direção a pessoa. Era Ruby, que estava na cela ao lado. A Bruxa foi até ela.
-O que foi, loba?
-Quando eu sair daqui... Vou te devorar com toda a minha vontade... –O sorriso de Ruby era faminto e malicioso. Os olhos dela brilhavam com algo que a ruiva comparou a luxuria. A bruxa ficou pasma e vermelha.
-Quantas aberrações existem nesse mundo?! –Ela se afastou da cela rapidamente, fazendo Ruby sorrir mais ainda. Então a mulher desapareceu em uma fumaça preta.
-Boa, Ruby!- Belle disse, gargalhando em seguida. Ela estava duas celas separadas de sua amiga.
-Eu sei, fui esperta! –A lobinha sorriu. –E então? Qual o plano?
-Bom, Rumple, não consegue mesmo usar magia?-Perguntou Charming.
-Não. Meus poderes estão bloqueados aqui dentro.
-Droga... –David bateu a mão na parede.
-O que isso quer dizer? Teremos mesmo que esperar por Regina?!-Mary questionava, apavorada.
-Tudo indica que sim. –Falou Gold, sem esperanças.
-Emma vai querer vir com ela! Tenho certeza! –O desespero na voz de Mary podia ser claramente visto. –A Bruxa... ela vai machucá-la!
-Não! Tem que haver uma saída... alguma coisa... sei lá!-Agora era David que estava apavorado.
-Ela tem esse ponto fraco. A homofobia...-Disse Belle e Ruby a olhou automaticamente.
-Você quer dizer que...
-Sim, Ruby. Você vai provocá-la. –Sorriu a amiga e Ruby a encarou pálida.–Ora, você não viu como ela ficou?
-Vi...mas... Isso é meio estranho.
-É o único ponto fraco dela. –Insistiu Belle e a outra suspirou.
-Ela tem razão. Você terá que fazer esse sacrifício pelo reino... –Disse Mary.
-E você é bonita, pode muito bem jogar esse seu charme de loba em cima dela. –Falou Gold, dando uma risadinha.
-Eu ouvi isso, Gold!-Belle gritou, lá de longe.
-Oh, queridinha. Só estava brincando.
Meia hora depois a Bruxa voltou para a sala escura. Suspirou fundo e sentou-se na cadeira.
-Acho que... elas já terminaram com aquela indecência.
Passou sua mão por cima da bola, sem tocá-la, então logo surgiu uma imagem. Os gemidos podiam ser ouvidos.
-Oh DROGA!-Ela passou a mão de novo acima da bola, mas não adiantou. Estava nervosa demais para concentrar-se. -PUTA MERDA!-Pegou a bola e a segurou firme, pronta para jogá-la na parede. Mas ouviu algo que a deixou petrificada: “Você é minha luz, Emma...”
E o coração da Ruiva (Sim, ela ainda tinha um) bateu forte. Arregalara seus olhos ao sentir aquilo. Aquela sensação estranha. Aquele calor terno dentro do peito. Lembrou-se de algumas palavras proferidas em seu passado.
“Sabe, filha. Você é minha luz... Uma luz que me permite seguir em frente, mesmo com toda a escuridão que nos assola. Por favor, não permita que ninguém apague essa luz bela que existe dentro de você.”
Aquelas palavras, mesmo que tivessem sido ouvidas pela garotinha de dez anos, nunca foram esquecidas. Nunca seriam esquecidas. Pois fazia parte de seu coração e de sua vida.
E uma lágrima solitária escorreu por seu rosto. Sua expressão tornou-se fria e cheia de ódio.
-Vou lhe torturar até que deseje a própria morte, Regina...
Notas finais
Regina queria ir sozinha para o Reino Encantado. o-o
Divaaa, não faça isso e-e
E essa bruxa sinistra aí, ein. hahah
Well, espero que gostem do cap =D
O próximo será meio tenso. uhuhhuhu
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