Fic 2 - Salvem O Reino, Swan Queen!
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Meses Antes Em Storybrooke...
Emma assinou o papel. Logo depois deu a caneta para Regina assinar. Alguns minutos depois elas sorriam felizes.
–Então. Agora você se chama Regina Swan. O que achou da mudança, Gina?
–Achei maravilhosa. Estou tão feliz... querida. –A morena depositou um beijo carinhoso nos lábios de sua amada. –Sinto que esse é só o começo de nossa felicidade...
–Sim, esse é só o começo. -Confirmou Emma, se sentindo realizada.
–Estou tão feliz por vocês...-Snow abraçou as duas. Logo veio David e os outros para cumprimentar as recém-casadas.
–Então! Vamos comemorar!-Disse Henry feliz. O menino estava todo elegante, vestindo um pequeno terninho preto. -Rumo ao Granny’s!
Atualmente no Reino Encantado...
Havia fumaça negra por todos os lados, demonstrando a raiva enorme daquele ser.
–Matarei todos vocês se não me trouxerem ela aqui!
–Nunca vamos entregá-la para você! Ela faz parte da nossa família!
–Hahah. É engraçado ver que até monstros constroem famílias.
–Ela... não é um monstro.
–Não, Snow? Você está enganada. Ela é e sempre será um monstro.
Em Storybrooke...
–Regina!Emma! Aconteceu uma coisa... Uma coisa muito ruim!
As duas mulheres olharam espantadas para Archie. O homem estava todo suado e ofegante em frente à porta da mansão.
–Archie! Você voltou! O que aconteceu?!
–O Reino... O Reino foi invadido pela Bruxa Má!
–Bruxa... Má? Quem é ela, e o que ela quer?
–Ela quer vingança! Ela quer se vingar de você, Regina!
–E o que eu fiz a ela?-Regina perguntou confusa.
–No passado... –Archie pareceu hesitante em falar, mas continuou- Você fez muitas coisas... er... ruins... lembra?
–Oh...
Emma que ainda não falara nada, olhou para Regina e esta estava com os olhos arregalados e marejados.
–Gina...Não fica assim, por favor...
–Eu sabia que, um dia, meu passado iria machucar as pessoas que estão em minha vida agora...
–Mas você mudou, Regina. Você mostrou para todos o seu lado verdadeiro. Snow e Charming deixaram você cuidar de Storybrooke porque eles confiam em você. –Archie sorriu.
–Archie. Ela machucou alguém? Ela...machucou meus pais?-Perguntou a loira.
–Não, Emma. Fique tranquila. Ninguém esta ferido.
–Eu pedi para Rumple cuidar das pessoas no Reino. O que diabos ele está fazendo?-Reclamou a prefeita.
–Ele não pôde fazer muita coisa. A bruxa ameaçou de tirar a vida de Belle se ele reagisse.
–Belle. O ponto fraco dele. Droga.- Grunhiu Emma.
–A Bruxa... Ela é forte demais, devo confessar. –Archie pareceu triste. –Não sei se você é páreo para ela, Regina.
–Tem que haver um jeito...-Disse Emma.
–E tem. Vou me entregar a ela e salvar o nosso povo. — Os dois arregalaram os olhos.
–OQUE?! Não! Não, não e Não! Você não vai se sacrificar dessa forma, Gina!
–Emma... é tudo o que posso fazer para me redimir. Essa mulher quer vingança e não sossegará até ter me destruído... Eu sei como é isso. Ela vai machucar as pessoas que amo, se eu não me entregar a ela. Não quero ver minha família sendo machucada por minha causa...não mesmo!-Os olhos de Regina demonstravam seu total desespero. Lágrimas rolaram por seu rosto. Emma ficou perto dela e a olhou intensamente.
–Você não precisa se sacrificar. Vamos resolver isso, juntas. Unindo forças poderemos derrotar ela.
–Não, Emma. Você não ouviu o que Archie disse? Ela é muito forte...
–Nós temos a magia mais poderosa de todas... –Emma sorriu e limpou as lágrimas do rosto da mulher. –Nós temos o nosso amor, Gina.
–Regina. Você, por acaso, não pode ensinar magia a Emma?
–Eu posso...mas... vocês sabem... Toda magia vem com um-
–Preço. Sabemos. Isso se tornou bem clichê. Mas pagarei esse preço com todo o prazer se isso significar poder te ajudar a salvar o reino.
–Tudo bem. Mesmo se eu me recusasse a te ensinar magia, você insistiria até me cansar. –Riu Regina. Ela estava mais aliviada e por incrível que pareça, surgiu uma esperança em seu coração.
–Cadê o Henry?-Perguntou Archie.
–Ele está na escola. Mas sairá mais cedo. Não há tantos professores lá agora. – Emma forçou um sorriso.
–Se quiserem, cuidarei dele daqui por diante. Vocês precisarão de tempo para treinar magia e a batalha lá no Reino será perigosa para ele, certo?
–Sim. Não quero Henry metido nessa história. Nem ao menos acho que é bom contarmos isso a ele. –Suspirou Regina.
–Temos que contar. Prometi a ele que contaria tudo. Henry já é grandinho, tem que saber das coisas.
–Tudo bem então... Vamos contar sim.
–Archie. E seu cachorro?-Indagou Emma, arqueando uma sobrancelha.
–Ele... –Archie fez uma cara de choro e remexeu seus óculos. –A bruxa... ela... ela transformou ele em um gato...
–Mas que vadia! -Emma exclamou.
–Querida, olha a boca... –A outra lhe repreendeu.
–Ele quis avançar nela quando a mesma chegou ao Reino. Começou a latir e ela o transformou em gato e disse : “Assim está melhor”. Quando corri para atingi-la, fui jogado longe por uma fumaça preta. Depois fui preso em uma cela, junto com os outros.
–Nossa... E como você saiu de lá?-Perguntou Emma.
–Antes da mulher jogar um feitiço na cela, eu me transformei em grilo sem que ela visse. Eu tinha dois feijões mágicos comigo, pois fiquei encarregado de vir até aqui, trazer notícias do Reino. Porém... não esperava ter que trazer notícias tão ruins...- Suspirou, triste- Mas então, consegui fugir. –Sorriu Archie, todo orgulhoso de si mesmo.
–Muito bom, Archie. –Emma pareceu orgulhosa também.
–Nós podemos nos transformar no que éramos no passado.- Ele disse, olhando para a morena.
–Não faço muita questão de ser o que eu era no passado. –Regina levantou-se do sofá, meio desanimada. –Bom, vou preparar um lanche para você, Archie.
–Obrigado. Estou mesmo com fome! Pulei tanto até me distanciar de lá!
–Me diga uma coisa... –Regina olhou séria para ele e Archie a olhou atento.- Porque ela não veio até mim? Ela me quer, não é?
–Parece que... algo a impede de vir para cá.
–Entendo. Talvez esse seja o ponto fraco dela. –Sorriu a morena. Seus olhos escuros pareceram brilhar de esperança mais uma vez.- Já volto.
Então a prefeita se retirou. Emma e Archie continuaram conversando.
–Archie... Será que é muito difícil controlar a magia?
–Hm... Talvez deva ser um pouco difícil... Mas com uma professora igual à Regina, você vai aprender rápido!-Riu ele.
–Oh. Tomara. –Emma esboçou um sorriso de canto. –Espero que eu seja útil... quero salvar eles... –E a expressão da mulher tornou-se triste.
–Emma. Não se preocupe. Sei que vocês poderão derrotar a Bruxa. Vocês tem uma magia muito grande dentro de vocês...
–Sim... temos. –Ela tentou parecer confiante, mas em seu peito havia um medo muito grande de falhar. –A Ruby... Ela foi há pouco tempo para lá, não é? Ela foi pega também?
–Foi... Infelizmente. Foi ela que sentiu o cheiro de ódio espalhado por todos os lados. Bom, ela e o Pongo. Então a Bruxa surgiu. Ruby virou lobo e confrontou a mulher. Mas com um feitiço foi paralisada e depois presa na cela. Só eu consegui escapar, pois antes do feitiço ser lançado na minha cela, Snow começou a discutir com a bruxa e isso a distraiu um pouco.
–Entendo...
–Na cela com feitiço, nem Rumple pode escapar.
–Bom, aqui está, Archie. –Regina surgiu. Segurava um prato com lanche e um copo grande com suco.
–Oh!Muito obrigado, Regina.
–Espero que goste. –Sorriu ela e logo em seguida olhou para Emma. –Querida, vou me arrumar para pegar o Henry, você vai também?
–Ah sim, também vou! –Então as duas subiram as escadas e foram para o quarto.
Regina estava calada, parecia muito triste. Emma percebeu isso. Enquanto a morena escolhia as roupas no guarda-roupa, sentiu os braços da loira envolverem-se em sua cintura, então ela parou o que estava fazendo e suspirou fundo, sentindo seus olhos arderem.
–Estou com medo...Emma... –Ela confessou, colocando as mãos levemente nos braços da mulher, de forma a mostrar seu desespero. –Estou com tanto medo...
–Eu sei disso, Gina. Também estou com medo. –Emma encostou seu queixo delicadamente nas costas dela. –Mas... devemos enfrentar esse medo para podermos derrotar aquela vadia.
–Olha a boca, querida... –Regina forçou um sorriso e Emma deu um beijinho na costa dela. –Mas sim...você está certa. Vamos enfrentar esse medo. –Então a prefeita separou-se dos braços da outra para virar-se e encarar ela. –Me prometa uma coisa?
–O que você quiser, meu amor... –Emma sorriu, acariciando o rosto belo da mulher a sua frente.
–Promete que cuidará do nosso filho se algo acontecer comigo?
–Para com isso! Por favor... não fala isso nem brincando. Nada vai acontecer com você! Nada! Entendeu? Eu não vou deixar... não vou deixar... –Emma encostou o rosto no ombro da morena. –Por favor... não fala essas coisas...
–Tudo bem, querida. Não vou mais falar isso... –Então ela passou a afagar os cabelos loiros de sua amada. Suspirou fundo, sentindo um aperto grande no peito. Aquela dor dentro de si estava aumentando a cada segundo. Aquela dor agoniante de sempre, tornara a voltar.
Lembrava-se de algumas palavras do passado. Lembrou-se de coisas ruins da época em que possuía seu título de Rainha. Massacres. Submissão. Batalhas. Ódio. Sofrimento. Raiva. Solidão. Culpa. Tristeza.
Este passado doloroso veio lhe atormentar novamente e isso lhe desesperava. Porém, teria que esconder seu desespero, teria que esconder isso... ao menos por um tempo.
–Então. Vamos? –Perguntou ela a Emma que terminara de se arrumar.
–Vamos, amor.
As duas desceram as escadas. Archie levantou-se do sofá e sorriu para elas.
–Tenho que ir para casa, tomar um banho. Logo que precisarem de mim, me liguem.
–Certo. Vamos te dar uma carona. –Regina sorriu e os três foram para o carro dela.
Depois de alguns minutos, Archie se despedia delas e saia do carro. Então Regina dirigiu até a escola de Henry. O menino conversava com alguns amigos. As duas saíram do carro e foram até ele.
–Mães!-Ele correu até elas e as abraçou. -O passeio na praia ainda está de pé?- Olhou-as e percebeu a expressão desanimada delas. –O que aconteceu, mães?
–Precisamos te contar uma coisa, Garoto... Mas venha, vamos nos sentar um pouco.
–Er... Ok... –Henry ficou sério também. A família foi até um banco que havia na calçada. O garoto sentou-se primeiro, Emma também sentou, mas Regina ficou de pé. Parecia nervosa e isso deixou o menino ainda mais tenso. –Agora me falem... O que houve?
–Henry... Aconteceu uma coisa... –Regina começou. Sua voz estava pesada e trêmula. E Emma percebeu o quão duro aquilo seria para ela.
–Pode deixar que eu falo, amor.
–Certo... –Então a morena sentou-se no banco e colocou as mãos em seu rosto. Henry a olhou triste, eram raras as vezes que vira sua mãe daquele jeito. Com seus pequenos braços, envolveu-a em um abraço apertado. Regina retribuiu o abraço, começando a chorar baixinho.
–O que houve...?-O garoto sentiu um nó em sua garganta. –Não me digam que... Aconteceu algo com meus avós...
–Aconteceu. –Emma falou direta. –Eles estão presos em celas. Uma Bruxa malvada invadiu o reino e os fez de reféns. Agora eles precisam de nós... Precisam que os salvemos. Mas essa bruxa é muito poderosa...
–Nós vamos salvá-los! Tenho certeza!-Henry exclamou.
–Nós não... querido. –Regina o olhou, seus olhos estavam vermelhos e cheios de lágrimas. –Você ficará longe disso.
–Mas... mas mãe!
–Sem mas. Já não basta nossa família inteira estar correndo perigo, quer nos preocupar também, moleque?-Emma parecia nervosa. Henry abaixou a cabeça, sem protestar.
–Tudo bem... –Ele sussurrou. –Como souberam disso? Alguém voltou para Storybrooke?
–O Archie. Ele conseguiu escapar da cela virando grilo.
–Haha! Que legal!-O garoto sorriu, todo orgulhoso de Archie. –E onde ele está?!
–Na casa dele. –Emma falou e logo continuou. –Ele ficará cuidando de você enquanto sua mãe e eu treinaremos magia.
–Você vai treinar magia, Emma?-Os olhos dele brilhavam. –Nossa!
–Sim. Vou. E eu tenho certeza que aquela bruxa vai se arrepender de ter mexido com nossa família! –A loira pareceu confiante demais. Henry esboçou um grande sorriso.
–Sei que conseguem! Afinal, vocês são fortes!
–Er... eu não me acho forte. –Emma fez careta — Mas se você está dizendo...
–Você tem espirito de guerreira, Emma!
–Uau! Fiquei me achando agora. –Ela bagunçou os cabelos dele. –E sua mãe tem espirito de rainha... –Emma sorriu, olhando para Regina, mas esta parecia mergulhada em pensamentos. –Gina?
–Oi...
–Não chore... Por favor...
Então os dois tornaram a ficar tristes vendo a mulher se desmanchar em lágrimas. Eles a abraçaram ao mesmo tempo. Regina estava arrasada. Dentro de si havia uma confusão de sentimentos. Muitas lembranças ruins lhe dominavam a cabeça.
–Acho melhor... voltarmos para casa.- Disse ela.
–Certo. –Os dois falaram em uníssono.
A volta para a mansão foi silenciosa. A prefeita ainda parecia à mercê de seus pensamentos. Emma entendia uma parte dessa tristeza, mas não poderia entendê-la totalmente, pois não sabia como fora a vida de Rainha no passado de sua mulher. Sabia que ela tivera o titulo de Rainha Má, mas não sabia a extensão dos motivos que levaram as pessoas as chamá-la assim. “O Má“ não poderia mostrar a verdadeira, cruel e tenebrosa culpa que a mulher tinha nas costas. Era um passado muito grotesco, nem mesmo o adjetivo “Má” era o bastante...
Talvez nada fosse o bastante para descrevê-lo...
Notas finais
Odeio que minha rainha sofra... =(
Mas bem, comentem, please! Só assim saberei se devo continuar ou não =D
Well. É isso. Uma fic beeem diferente da anterior!Bem mais "viajada" haha
Vai ter mágica pra dar e vender, meu povo!kkkkkkkkk
Espero que acompanhem! =3
Beijoooos.
S.L ♥
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