Fic 2 - Salvem O Reino, Swan Queen!
2 Começo do Treino
Notas iniciais
Já era de manhã quando Emma abriu seus olhos e deparou-se com a cama vazia. Regina estava na cozinha, preparando o café da manhã.
A loira fizera sua higiene matinal e logo fora de encontro aos dois na cozinha.
-Buaa. Ainda estou com sono. –Dizia a Xerife, sentando-se na cadeira e deitando a cabeça na mesa.
-Volte a deitar, amor. Hoje é sábado, não teremos tanto trabalho na cidade.
-Quero começar com o treinamento de magia daqui a pouco.
-Hm...
-Mamãe Emma está disposta a derrotar a bruxa, ein!-Henry sorria, enquanto mordia um bolinho.
-Claro! Você vai ver como vou derrotar essa bruxa velha!-Emma tinha seus olhos brilhando.
-Ah... mas não vou poder ver. Estarei aqui, com Archie. Lembra?-E o menino fez um biquinho, decepcionado.
-Fica assim não, garoto. Sei que gosta de histórias. Quando voltarmos vou te contar cada detalhe da batalha!
-Oww. Sério?!
-Sim, sim!
-Aqui, amor. –Regina colocou um prato cheio de bolinhos em frente à Emma.
-Uwaaa. Amo esses bolinhos com todo meu coração.
-Ama mais eles do que a nós?-Regina fez uma carinha fofa.
-Claro que nãaao! Henry é meu garotão maravilhoso. E você é muito mais gostosa do que esses bolinhos!
-Querida... –Ela repreendeu-a, fazendo Emma lembrar que aquilo não era coisa para se dizer na frente de seu filho.
-Er... desculpa. Sempre me empolgo. –Riu a loira, embaraçada. –Mas então, deixa eu saborear essas gostosuras!-Emma começou a comer. Regina tivera que fazer mais bolinhos para os dois.
Então, após meia hora, lá estavam os três no jardim da mansão.
-Bom, querida. Preste bastante atenção em minhas palavras.
-Ok!Sou todo ouvidos, Gina.
-Henry, querido, fique um pouco afastado, ok?
-Tudo bem, mãe! — E o menino deu mais alguns passos para trás e sentou-se na grama. –Podem começar.
-A magia funciona se tiver algum sentimento fluindo de maneira forte em você.- Explicou a morena.
-Er... Sentimento fluindo em mim?
-Por exemplo... No caso de pessoas más. Elas usam seu ódio para fazer magias poderosas. No caso de pessoas boas, elas fazem a magia desejando proteger as pessoas que elas amam. Entendeu?
-Ah!Entendi!
-Você tem que pensar no que você quer fazer. Tem que usar o sentimento dentro de você para produzir energia e depois a magia se torna concreta.
-Hm... Isso é bem parecido com o que eu fiz na loja do Gold. Consegui canalizar meus sentimentos e fazer magia...
-Mas agora, nesse caso, você vai ter que se concentrar ainda mais para poder segurar essa magia.
-Segurar?
-Por exemplo, para fazer bolas de fogo e jogá-las.
-Uau! Depois desse treinamento vou poder acender uma churrasqueira rapidinho!
-Querida... Foco.
-Desculpa...-Emma fez biquinho e Regina riu.
-Agora vamos a pratica.
-Certo!
-Terei que mexer um pouco com seu psicológico.
-Er... tudo bem... –Emma engoliu em seco, mas tentou ficar bem calma.
-Imagine seus pais na cela. Eles estão apavorados, não podem sair. A Bruxa está querendo machucá-los. Você está lá. Quer ajudá-los, mas não pode. Há frustração em seu peito. Há raiva. Há medo de perder as pessoas que você ama. Você não quer vê-los machucados. Você sente um enorme desejo de protegê-los.
-Sim... eu quero protegê-los...
-Então feche seus olhos. –Regina mandou e a outra obedeceu. –Sinta o desejo fluir por todo seu corpo. Seu coração lhe pede para ir até lá e confrontar a mulher com todas as suas forças. Mas você precisa de algo a mais... Você precisa dessa magia que tem dentro de você.
-Preciso de mais... mais... –Emma sussurrava, enquanto fechava seus punhos fortemente e frangia o cenho com seus olhos ainda fechados. –Quero protegê-los... quero salvá-los. Quero tirá-los das celas. Quero derrotar aquela mulher!-Então Regina começou a sentir uma áurea surgindo do corpo da outra.
-Você quer derrotar aquela bruxa? Quer salvar seus pais?
-Sim, eu quero!
-Você ama eles?
-Amo... amo muito...
-Então como vai protegê-los?
-Magia... Vou usar essa magia!-O corpo de Emma foi invadido por uma enorme luz. Regina cerrou os olhos e virou o rosto, pois a luz era forte e ardia nos olhos. Em seu coração havia um orgulho enorme.
-Isso, meu amor... Você conseguiu o primeiro passo. Abra seus olhos.
Emma abriu os olhos e se espantou. Havia uma luz enorme em volta de si.
-O... o que é isso?
-A energia vinda de seus sentimentos. Agora tente manipular essa energia. Estenda a mão, querida.
-Certo. –Emma colocou a mão a frente de seu corpo.
-Se imagine segurando uma bola de fogo...
-Ok. –E a loira tentou imaginar. Forçava a mente. Mas não estava surgindo nada. –Não estou conseguindo...
-Tenha calma. –Disse Regina. E a morena começou a se afastar dela, então parou um pouco adiante.- Imagine que eu sou a bruxa e que você tem que me derrotar.
-Ham? Você não é a bruxa...
-Apenas imagine, querida.
-Aff. Que difícil. Você é muito linda para ser uma bruxa...
-Amor. Foco! –Regina revirou os olhos.
-Não dá, Gina!
-Tudo bem... –Então a morena suspirou fundo. –Já vi que não quer salvar sua família.
-Claro que quero!
-Então se esforce!
-E o que estou fazendo, oras?!
-Você está me desejando em pleno treinamento!
-Ah! Mas o que eu posso fazer?!
-Apenas se concentre e me ouça!
-Mães... não briguem... –Pediu Henry lá de longe.
-Desculpe, filho. É que Emma não está dando tudo de si.
-Ora se não estou...
-Mãe Emma, se esforce!-Henry pediu e a loira suspirou fundo.
-Tá, tá.
-E então, já começaram com o treinamento?-Archie surgiu, fazendo os três lhe olharem.
-Archie!-Henry sorriu, indo de encontro ao homem e lhe abraçando.
-Olá, garoto. Como está?
-Estou bem! E você?
-Triste... O Pongo foi enfeitiçado pela bruxa.
-Oh não!-Henry fez carinha de choro. –Ela machucou ele?!
-Não... Ela o transformou em um gato e eu não pude salvá-lo...
-Minha mãe Regina e a Emma vão salvar ele e a todos... –O menino olhava para as duas que discutiam ainda mais. –Mas... tá sendo difícil o treino.
-É. Pelo jeito não se aprende mágica em um passe de mágicas.
-haha. É mesmo! Mas elas são fortes! Vão dar um jeito juntas!
-Sabe... me lembrei da época em que essas duas brigavam feito cão e gato.- O homem mexeu no óculos.
-Ah. Foi uma época bem tensa! Mas eu sentia que elas tinham algo. -Falou o menino sorrindo, tendo em mente algumas lembranças.
-Algo?-Archie o olhou, curioso.
-É, algo. Quando as duas se olhavam, mesmo com raiva, havia uma energia...
-Entendi. Talvez essa energia seja a tal química do amor...
-Química do amor?-Henry arqueou uma sobrancelha.
-Talvez essas duas fossem orgulhosas demais para confessar isso, mas, pelo que eu via, nelas havia um desejo enorme estampado em seus olhos. Mesmo por trás daquele ódio todo, daquela raiva. Havia desejo. Eu nunca pude conversar direito com Regina nas consultas, mas via aquele vestígio de desejo em seus olhos.
-Ah... agora que você diz, também via nos olhos de Emma. E ela sempre queria provocar a mamãe, sempre queria estar por perto... Então as duas sempre estavam se enfrentando.
-É engraçado... Mas aquilo tudo era amor velado.
-Amor velado? O que significa?
-Amor oculto, escondido. E sendo disfarçado por um suposto ódio.
-Oh! É isso mesmo! –E o garoto tinha seus olhinhos brilhando. Passou a observar suas mães. Emma voltou a ser coberta por aquela luz brilhante. Archie prendeu a respiração ao ver aquilo. Regina ordenava que ela se concentrasse. E a outra obedeceu.
-Sou a bruxa que quer matar seus pais!!!- Gritou a morena. Henry e Archie sentiram seus corações acelerarem. Emma abriu os olhos e pode-se ver ódio neles. Seus braços se inclinaram rapidamente para frente e, de repente, uma enorme bola de fogo surgiu e Regina foi rápida, criou um campo de proteção, mas a energia lançada por Emma fora tão forte que, com o impacto do fogo no campo de proteção, a morena foi arremessada a um metro de distância. A loira arregalou os olhos.
-OH DROGA!-Emma correu até a outra e se ajoelhou diante da mulher. –Sou tão desastrada! Desculpa, Gina! Tá machucada?!
-Você conseguiu! Você conseguiu, querida!-Regina lhe deu um selinho na boca, depois outro, outro e mais outro. –Estou tão orgulhosa!
-Minha nossa... Orgulhosa por eu ter feito você voar e quase fritar?
-Orgulhosa porque você aprendeu a primeira parte da lição...-Sorriu- Usei uma proteção invisível contra o calor do fogo, mas foi uma força grande, fui pega de surpresa.
-Mãe, você está bem?-Henry se agachou diante delas.
-Estou, meu amor.- Regina sorriu de canto e acariciou o rosto do menino.- Não se preocupe comigo.
-Nossa! Emma! Você conseguiu...-Archie ainda estava de boca aberta.
-É. Pelo jeito consegui. –Ela esboçou um sorriso enorme.
-Ainda não conseguiu, querida. Esse é só o começo. Você ainda não sabe controlar seus sentimentos e muito menos a magia que você usou.
-Er... –Emma fez careta. –Obrigado por me jogar um balde de água fria depois de tudo.
-Descuuulpa. –Regina riu e os outros riram também. –Mas é um belo começo.
-Sim!É! –E os três sorriam, satisfeitos. Emma se sentiu meio exausta.
-Acho que podemos dar uma parada, né?-Ela sentou-se bruscamente na grama.
-Você está bem?-Regina perguntou preocupada.
-Fiquei exausta de repente. –Reclamou a loira, suspirando pesadamente.
-É... você liberou muita energia em um só momento. Melhor pararmos por hoje.
-Não... eu preciso continuar.
-A magia também faz nosso corpo ficar exausto. Hoje é seu primeiro dia de treinamento, não adianta se esforçar muito. –Regina pegou no braço dela e a levantou.
-É, mãe Emma. Melhor você descansar.
-Mas...
-Sem mas. –Cortou-a Regina. –Vamos para dentro. –Ordenou, já puxando a loira pelo braço.
-Aff!Que mandona!-Emma reclamou, mas adentraram a mansão.
-O que acha de passearmos um pouco, garoto?
-Tô dentro!-Henry correu para dentro da casa e avisou suas mães que iria para um passeio.
-Cuide bem do nosso garoto. –Pediu Emma, que já estava sentada no sofá.
-Isso mesmo. Cuide bem dele, Archie.
-Pode deixar. –O homem sorriu e logo os dois saíram da mansão, caminhando pelas calçadas e começando o passeio.
Emma fitou Regina. A morena voltou a mergulhar em seus pensamentos. Então a xerife deitou a cabeça no colo dela, fazendo a outra lhe olhar e logo acariciar seu rosto.
-Gina... –Emma suspirou um pouco, fechando seus olhos ao sentir os dedos macios brincarem em sua bochecha. –Como vamos saber se eles estão bem?
-Não sei, querida. Temos que ter fé. Apenas isso. Apenas fé...
Fale com o autor