Fic 1 - Poção Do Amor
7 Revelações
Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo!
Amanhecera e Regina já estava se preparando. Iria até Rumple antes até do mesmo abrir a loja. Colocou seu casaco preto por cima do vestido vermelho, olhou-se mais uma vez no espelho e foi pegar sua bolsa. A campainha começou a tocar e a mulher gelou. Seu coração disparou em um frenético incontrolável, mas ao mesmo tempo uma coragem apossou-se dela. Regina decidiu acabar com aquilo, dizendo a verdade para a loira.
Foi para a sala e parou diante da porta de entrada. Suspirou profundamente e girou a maçaneta, se deparando com os olhos azuis cheios de alegria.
-Bom dia, minha rainha. –Sorriu Emma toda contente, a morena revirou os olhos.
-Srt. Swan. O que a traz aqui tão cedo?
-Bem. Vim lhe dizer que se quiser ficar com o moleque aqui na sua casa, tudo bem. Melhor para mim.
Regina balançou a cabeça, piscando algumas vezes. Totalmente confusa.
-O que? Repita, acho que não ouvi direito.
-Ele é muito chato. E ainda não estou preparada para aturar uma criança.
-Mas que diabos você está falando, Srt. Swan?
-Me cansei dele, Regina.
Aquela frase causou um choque de surpresa na ex-prefeita. Ela não sabia se sorria ou ficava pasma.
-Eu sabia que você não tinha jeito para lidar com crianças...
-É. Eu deveria ter te ouvido. Mas antes tarde do que nunca.- Emma sorriu e mordeu o lábio. –E você... não vai me dar um beijo de bom dia?
-Pare com isso!-Grunhiu a outra. E depois tentou manter a calma. –Bom, quando trará o meu filho para cá?
-Pode ser depois da aula dele.
-Que maravilha...-Os olhos de Regina brilharam de felicidade.
-Maravilha são esses seus olhos.- Sorriu Emma.
-Me poupe, Srt. Swan. Agora se me der licença, tenho compromisso.
-Sério, Gina. Não vou conseguir ficar a manhã inteira sem um beijo seu.
-Ora, me deixe em paz! – A morena esbarrou o ombro na outra, furiosamente. Emma sorriu e puxou a mão da mulher, virando o corpo dela rapidamente. Regina se desequilibrou em seus saltos altos e a loira lhe segurou pela cintura, colando os corpos em seguida.
-Apenas um beijo. –Emma quebrou o espaço pessoal da outra e tomou a boca da ex-prefeita. Regina tentou se desvencilhar, mas era impossível, os braços fortes da mulher lhe impediam de fugir, e ela mesma estava hesitante em escapar daquele beijo. A língua da loira já abria espaço, provando mais uma vez aquela boca quente e gostosa. Para aprofundar mais aquele ato, levou uma mão até a nuca da mulher e acariciou o local. Regina arrepiou-se completamente. O beijo durou intermináveis minutos. Até que o fôlego de ambas se perdeu. Emma soltou Regina e esta estava meio desorientada.
-Sua... Idiota! – Regina grunhiu, com raiva, mas a loira apenas sorria vitoriosa.
-Vai me dizer que não gostou do beijo?
-Odiei! Assim como odeio você!
-Ora, mas você encostou sua língua na minha...
-ARG! –Regina rodou nos calcanhares e caminhou apressada, para o carro. Emma deu gargalhadas e não pôde deixar de observar o corpo da morena por trás. Suspirou profundamente, sentindo-se quente só de observar aquelas curvas perfeitas.
-Cara... Eu amo demais essa mulher.
***
Na loja do Mr. Gold...
-Então, a que devo a honra de sua visita, vossa alteza? Veio testar a segunda poção do nosso acordo?
-Depois vemos isso, Gold. Quero falar sobre outra coisa. –Suspirou fundo.-A Swan tomou a poção do amor. –Foi direta.
-Hohou...-Ele sorriu, divertidamente. –Pelo jeito os planos saíram totalmente fora dos eixos.
-Saíram sim. –Ela dizia aborrecida, porém, sorriu logo em seguida. -Mas algo me fez gostar um pouco disso.
-E o que seria esse algo? A Swan caidinha por você?- O sorriso dele era malicioso.
-Não! –Gritou ela. Depois suspirou fundo, tentando manter a calma. -Ela foi na minha casa agora a pouco, disse que vai levar Henry de volta pra lá.
-Hum... O amor dela para com o filho tornou-se ódio. Era de se esperar. Por uma parte o plano deu certo. Então não tem porque você reclamar, Vossa Alteza.
-Tem sim! A Swan pensa que está apaixonada por mim!-Revoltou-se e continuou- Ela está dando em cima de mim e até...até...-Ficou vermelha de vergonha, ao lembrar da cena de minutos atrás.
-Lhe agarrou?-Riu Rumple. O homem estava adorando aquilo tudo.
-Droga! Isso é tão constrangedor. Não sei o que fazer!
-A majestade sabe que Henry desconfiará disso, certo? Assim como a família Charming, não é?
-Eu sei... Mas eu posso tentar contornar isso... Não posso?
-Bom, não vou fazer nada contra essa família, fiz um acordo com Encantado. Então você terá que dar um jeito nisso sozinha. Não tenho culpa se a Senhorita fez o plano dar errado.
-Que bela ajuda, Rumple...- Suspirou a mulher.
-Veja pelo lado bom, agora você terá seu filho de volta e a salvadora estará em suas mãos. Por amor as pessoas fazem tudo.
Regina arregalou os olhos e depois expressou um grande sorriso vitorioso.
-Eu não tinha visto por esse lado.
-Pois então. –Ele sorriu. –Ah, e me fale sobre a poção de velocidade. Não funcionou mesmo?
-O jantar saiu bem mais rápido que o normal naquele dia. –Sorriu Regina, lembrando da sua velocidade incrível. –Funcionou depois que minha pele voltou ao normal.
-Oh... Que maravilha!- Rumple esfregou as mãos uma na outra, sorrindo. — E agora vamos para outra poção?
-Agora...?- Regina fez uma cara de desespero.
-Tem algo a mais para fazer?
-Não. Mas estou com medo dos efeitos colaterais.
-Entendo. Porém, é o nosso acordo, certo?
-Ok. Ok. Vamos logo com isso.
Enquanto isso na casa dos Charmings.
-Você o que?!-Snow estava incrédula e totalmente pasma. Andava de um lado para o outro e seu marido tentava lhe acalmar.
-Foi o que você ouviu, Mary. Vou deixar Henry aos cuidados da Regina.
-Como você pode dizer isso com essa tranquilidade toda?!O que deu em você, Emma?!
-Não sei... apenas... não acho que eu seja uma boa mãe.
-Você É uma boa mãe!A felicidade de Henry é a prova disso!
-Vai ser melhor para ele. E Regina também precisa do Henry.
-Vai ser melhor para ele ou para você? Ao menos está pensando o que ele vai falar sobre isso? Já conversou com ele?!
-Não. Não conversei. Mas depois do colégio falarei com ele, ok?
-Você está cometendo um grande erro. Henry não vai gostar disso. Você sabe que ele ainda não se sente seguro com a Regina e ela não é de confiança, Emma!
-Já está decidido. Hoje ele irá para a casa dela e ponto final.
-Por que você está fazendo isso, filha?-Agora era David que perguntava.
-Por que... — Emma tentou buscar as palavras, mas estava completamente confusa.- Não sei...
-Regina tem alguma coisa a ver com isso! Aquela maldita!
-Não fale assim dela, Mary Margareth!- Esbravejou Emma furiosa.
-Mas oque...-Branca estava de boca aberta. Viu um ódio latente nos olhos da filha. Ódio pela sua própria mãe... Por causa da ex-rainha. –O que realmente deu em você...?
-O que deu em mim?-Sorriu Emma, furiosa. –Amor!
-Amor?!- Charming e Snow se exaltaram.
-Eu estou amando ela.
-Oh Deus...-Mary sentou-se na cadeira, com a mão na boca. David colocou uma mão no ombro dela, tentando acalmá-la. – Por que... Porque isso?
-Simples. Por que eu amo ela e pronto. O que há de errado nisso?
-Você ficou louca!
-Me poupe!- Emma caminhou furiosamente em direção à porta. –Esperava que vocês fossem me apoiar sendo meus pais.
-Apoiar uma insanidade dessas? Nunca!- Gritou Mary, vendo Emma sair pela porta e batendo com força a mesma. Charming viu a sua mulher em prantos. Ela colocou as mãos em seu rosto, já soluçando e sentindo as lágrimas descerem.
-Calma, amor. Vamos dar um jeito nisso.
-Ela só pode estar sob efeito de algum encanto ou maldição...
-Sim, isso está muito estranho. Emma parece ter enjoado do próprio filho e agora diz que está apaixonada pela Rainha Má... Isso não tem nada de normal, Snow.
-Vamos até o Mr. Gold. Ele deve saber o que está havendo!
-Vamos.
E então, Charming e Snow foram até a loja do Mr. Gold. Chegando em frente, viram a placa de fechado na porta.
-Está fechado. –Disse o príncipe.
Mary não se intimidou. Girou a maçaneta e entrou. Foi seguida pelo marido.
-Mr. Gold! Venha aqui, agora!
-Mary Margareth, acalme-se...- Pediu o marido, em vão.
Em instantes Gold surgiu.
-Ora ora, o casal Charming está aqui. –Formou-se um sorriso em seus lábios. –Estão com problemas visuais? Não viram a plaquinha na porta?
-Queremos falar com o senhor! Sobre Regina!
-Hm... Interessante.
-O que querem falar sobre mim?
Mary e David olharam espantados para Regina que surgia da porta por onde Gold havia surgido. E depois do olhar espantado, surgiu ódio em ambos.
-Você... O que está fazendo aqui, sua maldita?!-Gritou Snow.
-Veja bem como você fala comigo, Snow.- Regina ameaçou-a.
-Estou morrendo de medo. — Debochou Branca. E continuou-. Sei que está trapaceando de novo!- Mary se aproximava da morena e Encantado se colocou no meio.
-Acalme-se.
-Que se dane a calma! Já fiquei calma demais vendo essa mulher destruindo nossas vidas! Estou cansada disso!
-Você quer o que, querida? Me matar? Você é tão fraca. Mas venha e tente. — Regina a provocou.
-Sua... -Snow tentou dar mais um passo, mas seu marido lhe impediu segurando seu braço. –Me solta, David!
-Não. Não posso te soltar. Temos que conversar civilizadamente. Não rebaixe seu nível, Branca.
-Eu quero saber o que você fez com a minha filha!
-Eu? Porque diz isso?-Sorriu Regina, dando uma de desentendida.
-Primeiro ela diz que vai entregar Henry para você e depois...depois...-Snow pareceu totalmente confusa. A ex-rainha saboreou o “entregar Henry para você”–Disse que estava apaixonada por você! Isso é um absurdo!
Regina arregalou os olhos, depois ficou calada, sentindo uma pontada de vergonha, e Gold foi quem comentou.
-Hohou. A poção surtiu efeito mesmo.
-POÇÃO?!-Perguntaram os pais de Emma em uníssono.
-Droga, Gold...-Disse Regina, furiosa.
-O que? Só escapuliu sem querer.- Na verdade, Gold só queria ver o circo pegar fogo.
-Então é isso! Uma poção! Sua maldita! Desfaça isso agora mesmo!
-Nunca!-Retrucou a ex-prefeita. –Henry vai voltar a morar comigo, e eu não vou desistir de tudo por causa daquela idiota. Quero mais é que ela sofra bastante por mim. –Sorriu ela de forma sinistra.
-Ora sua!-Snow soltou-se das mãos de David e avançou em Regina. Tentou dar um tapa nela, mas a ex-prefeita segurou a mão da mulher e num pequeno impulso, fez Branca voar e seu corpo bater contra a porta da loja. Com o impacto ela batera sua cabeça, desmaiando em seguida. Charming correu até Snow e se ajoelhou diante dela.
-Branca!?!-Perguntou ele, desesperado. Snow não respondeu.
-Pelo jeito, a poção de força foi um sucesso. –Sorriu Gold e Regina sorriu também, olhando para sua própria mão.
-Adorei. Você é um gênio, Gold.
-Gold! Você quebrou nosso acordo! –Gritou David e olhou para Regina. –E você vai pagar por isso!-Charming levantou-se e correu até Regina, esta só esperou pela aproximação dele. Quando o homem iria lhe atacar, ela pegou-o pelo pescoço e o ergueu, facilmente, até a máxima altura que seu braço permitiu. Rumple apenas ficou vendo a cena, parado.
-Sr.Charming, não estou fazendo nada contra vocês. Desconte sua raiva na Majestade aqui. –Riu Gold.
-Que indelicadeza, querendo bater em uma mulher. –Debochou Regina, olhando para David e rindo. –Agora saiam daqui, antes que eu me aborreça. –Ela jogou o homem ao lado da sua mulher. David sentiu dor com o impacto contra a parede. Olhou para Regina e Gold.
-Vocês são uns monstros...-Grunhiu o homem. –Mas até monstros podem ser destruídos.
-Oh, que medo...-Ironizou a ex-prefeita.
-Char...ming...-Sussurrou Snow abrindo os olhos.
-Amor...-Ele pegou ela no colo. –Vamos sair daqui.
-Mas...
-Sem mas.
-Vão. Fracotes. –Riu Regina.
-Desgraçada...- Regina e Gold ouviram isso antes dos dois saírem pela porta.
-Adorei o showzinho. –Confessou Rumple.
-Eu amei. –Riu Regina. –Acho que eles não vão vir me encher a paciência, por um bom tempo.
-Ou será o contrario.
-É. Esses insetos são persistentes. Mas isso me diverte.
-Você sabe que não vou poder te ajudar mais contra eles, certo?
-Ok, ok. Afinal, você tem um acordo com Charming. –Regina revirou os olhos.
-Sim. E você sabe que não quebro meus acordos. –Ele sorriu, mas continuou. — E a propósito. Você ainda não se perguntou o porquê da poção do amor ter aquele efeito em Emma?
-Como assim?
-Queridinha... O efeito significa que ela nutria sentimentos por você, mesmo que estes estivessem escondidos dentro dela.
Regina arregalou os olhos e Rumple se divertiu em ver a expressão surpresa no rosto da mulher.
Eles ouviram a porta da loja se abrir novamente. O sino tocar. E a face de Bela surgir.
Regina olhou a menina vindo até eles e se recompôs.
-Srt. Mills...-Sorriu Bela, de forma gentil.
-Olá, Srt. French.
-Então, vossa majestade. Volte a qualquer hora ou dia para nosso último teste.
-Ok, Gold.
-Ah. E eu criei uma poção mais interessante. Então vou substituir a poção de resistência contra sono por essa que criei ontem.
-E qual poção você criou ontem?
-Isso você só descobrirá quando toma-la. Agora se nos der licença...
-Certo. Entendi. –Falou Regina, já se dirigindo até a porta e saindo pela mesma.
Regina parecia confusa. Seus pensamentos entravam em choque. Aquela revelação de Gold fora como um tapa em seu rosto.
Emma, antes da poção, já lhe amava?
A morena ficou completamente atordoada com aquilo. Em seu peito havia um misto de dúvida e até algo que não conseguia entender direito. Era um calor aquecendo seu coração. Ao constatar esse calor, sentiu-se tremer. Então olhou para o escritório de Archie. Uma vontade enorme de compartilhar tudo isso que estava dentro de si, lhe dominou. Ficou parada diante do consultório, então foi até a porta e bateu. Archie apareceu e sorriu de forma receptiva como sempre.
-Srt. Mills. Entre. –Disse dando espaço para a mulher.
Regina adentrou e ele fechou a porta. Ela estava completamente nervosa. E então sentou-se na poltrona.
-Acho que... não quero falar sobre isso.
-Bom, se a senhorita não está disposta a conversar hoje, apenas relaxe. Não precisa falar nada, ok?
-Se não é para não falar nada, porque diabos eu viria aqui então?
-Mas... a senhora quer falar ou não?
-Eu sei lá! Estou tão confusa...
-Me diga o que está lhe afligindo tanto.- Ele sentou-se na poltrona em frente a dela.
-Já sentiu como se seu coração fosse explodir por alguém? Mas esse alguém é uma pessoa pela qual você sente ódio?
-Mas tem certeza que é ódio o que você sente por essa pessoa?-Archie perguntou tranquilamente, mas viu a face da mulher ficar completamente pálida. –Regina, você está bem?
-Preciso ir!-Disse levantando-se em um pulo. –Isso não vai me ajudar em nada!
-Mas... –Ela se dirigiu rapidamente para a porta e saiu, deixando Archie confuso e atordoado. O homem ajeitou os óculos no rosto e suspirou fundo. Regina era a pessoa mais complexa com quem já tivera que lidar, tinha certeza.
Notas finais
Comentem, meu povo! *O*
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