Notas iniciais
Como o nome do cap já diz, teremos algumas revelações básicas =P
Espero que gostem do capítulo!

Amanhecera e Regina já estava se preparando. Iria até Rumple antes até do mesmo abrir a loja. Colocou seu casaco preto por cima do vestido vermelho, olhou-se mais uma vez no espelho e foi pegar sua bolsa. A campainha começou a tocar e a mulher gelou. Seu coração disparou em um frenético incontrolável, mas ao mesmo tempo uma coragem apossou-se dela. Regina decidiu acabar com aquilo, dizendo a verdade para a loira.

Foi para a sala e parou diante da porta de entrada. Suspirou profundamente e girou a maçaneta, se deparando com os olhos azuis cheios de alegria.

-Bom dia, minha rainha. –Sorriu Emma toda contente, a morena revirou os olhos.

-Srt. Swan. O que a traz aqui tão cedo?

-Bem. Vim lhe dizer que se quiser ficar com o moleque aqui na sua casa, tudo bem. Melhor para mim.

Regina balançou a cabeça, piscando algumas vezes. Totalmente confusa.

-O que? Repita, acho que não ouvi direito.

-Ele é muito chato. E ainda não estou preparada para aturar uma criança.

-Mas que diabos você está falando, Srt. Swan?

-Me cansei dele, Regina.

Aquela frase causou um choque de surpresa na ex-prefeita. Ela não sabia se sorria ou ficava pasma.

-Eu sabia que você não tinha jeito para lidar com crianças...

-É. Eu deveria ter te ouvido. Mas antes tarde do que nunca.- Emma sorriu e mordeu o lábio. –E você... não vai me dar um beijo de bom dia?

-Pare com isso!-Grunhiu a outra. E depois tentou manter a calma. –Bom, quando trará o meu filho para cá?

-Pode ser depois da aula dele.

-Que maravilha...-Os olhos de Regina brilharam de felicidade.

-Maravilha são esses seus olhos.- Sorriu Emma.

-Me poupe, Srt. Swan. Agora se me der licença, tenho compromisso.

-Sério, Gina. Não vou conseguir ficar a manhã inteira sem um beijo seu.

-Ora, me deixe em paz! – A morena esbarrou o ombro na outra, furiosamente. Emma sorriu e puxou a mão da mulher, virando o corpo dela rapidamente. Regina se desequilibrou em seus saltos altos e a loira lhe segurou pela cintura, colando os corpos em seguida.

-Apenas um beijo. –Emma quebrou o espaço pessoal da outra e tomou a boca da ex-prefeita. Regina tentou se desvencilhar, mas era impossível, os braços fortes da mulher lhe impediam de fugir, e ela mesma estava hesitante em escapar daquele beijo. A língua da loira já abria espaço, provando mais uma vez aquela boca quente e gostosa. Para aprofundar mais aquele ato, levou uma mão até a nuca da mulher e acariciou o local. Regina arrepiou-se completamente. O beijo durou intermináveis minutos. Até que o fôlego de ambas se perdeu. Emma soltou Regina e esta estava meio desorientada.

-Sua... Idiota! – Regina grunhiu, com raiva, mas a loira apenas sorria vitoriosa.

-Vai me dizer que não gostou do beijo?

-Odiei! Assim como odeio você!

-Ora, mas você encostou sua língua na minha...

-ARG! –Regina rodou nos calcanhares e caminhou apressada, para o carro. Emma deu gargalhadas e não pôde deixar de observar o corpo da morena por trás. Suspirou profundamente, sentindo-se quente só de observar aquelas curvas perfeitas.

-Cara... Eu amo demais essa mulher.

***

Na loja do Mr. Gold...

-Então, a que devo a honra de sua visita, vossa alteza? Veio testar a segunda poção do nosso acordo?

-Depois vemos isso, Gold. Quero falar sobre outra coisa. –Suspirou fundo.-A Swan tomou a poção do amor. –Foi direta.

-Hohou...-Ele sorriu, divertidamente. –Pelo jeito os planos saíram totalmente fora dos eixos.

-Saíram sim. –Ela dizia aborrecida, porém, sorriu logo em seguida. -Mas algo me fez gostar um pouco disso.

-E o que seria esse algo? A Swan caidinha por você?- O sorriso dele era malicioso.

-Não! –Gritou ela. Depois suspirou fundo, tentando manter a calma. -Ela foi na minha casa agora a pouco, disse que vai levar Henry de volta pra lá.

-Hum... O amor dela para com o filho tornou-se ódio. Era de se esperar. Por uma parte o plano deu certo. Então não tem porque você reclamar, Vossa Alteza.

-Tem sim! A Swan pensa que está apaixonada por mim!-Revoltou-se e continuou- Ela está dando em cima de mim e até...até...-Ficou vermelha de vergonha, ao lembrar da cena de minutos atrás.

-Lhe agarrou?-Riu Rumple. O homem estava adorando aquilo tudo.

-Droga! Isso é tão constrangedor. Não sei o que fazer!

-A majestade sabe que Henry desconfiará disso, certo? Assim como a família Charming, não é?

-Eu sei... Mas eu posso tentar contornar isso... Não posso?

-Bom, não vou fazer nada contra essa família, fiz um acordo com Encantado. Então você terá que dar um jeito nisso sozinha. Não tenho culpa se a Senhorita fez o plano dar errado.

-Que bela ajuda, Rumple...- Suspirou a mulher.

-Veja pelo lado bom, agora você terá seu filho de volta e a salvadora estará em suas mãos. Por amor as pessoas fazem tudo.

Regina arregalou os olhos e depois expressou um grande sorriso vitorioso.

-Eu não tinha visto por esse lado.

-Pois então. –Ele sorriu. –Ah, e me fale sobre a poção de velocidade. Não funcionou mesmo?

-O jantar saiu bem mais rápido que o normal naquele dia. –Sorriu Regina, lembrando da sua velocidade incrível. –Funcionou depois que minha pele voltou ao normal.

-Oh... Que maravilha!- Rumple esfregou as mãos uma na outra, sorrindo. — E agora vamos para outra poção?

-Agora...?- Regina fez uma cara de desespero.

-Tem algo a mais para fazer?

-Não. Mas estou com medo dos efeitos colaterais.

-Entendo. Porém, é o nosso acordo, certo?

-Ok. Ok. Vamos logo com isso.

Enquanto isso na casa dos Charmings.

-Você o que?!-Snow estava incrédula e totalmente pasma. Andava de um lado para o outro e seu marido tentava lhe acalmar.

-Foi o que você ouviu, Mary. Vou deixar Henry aos cuidados da Regina.

-Como você pode dizer isso com essa tranquilidade toda?!O que deu em você, Emma?!

-Não sei... apenas... não acho que eu seja uma boa mãe.

-Você É uma boa mãe!A felicidade de Henry é a prova disso!

-Vai ser melhor para ele. E Regina também precisa do Henry.

-Vai ser melhor para ele ou para você? Ao menos está pensando o que ele vai falar sobre isso? Já conversou com ele?!

-Não. Não conversei. Mas depois do colégio falarei com ele, ok?

-Você está cometendo um grande erro. Henry não vai gostar disso. Você sabe que ele ainda não se sente seguro com a Regina e ela não é de confiança, Emma!

-Já está decidido. Hoje ele irá para a casa dela e ponto final.

-Por que você está fazendo isso, filha?-Agora era David que perguntava.

-Por que... — Emma tentou buscar as palavras, mas estava completamente confusa.- Não sei...

-Regina tem alguma coisa a ver com isso! Aquela maldita!

-Não fale assim dela, Mary Margareth!- Esbravejou Emma furiosa.

-Mas oque...-Branca estava de boca aberta. Viu um ódio latente nos olhos da filha. Ódio pela sua própria mãe... Por causa da ex-rainha. –O que realmente deu em você...?

-O que deu em mim?-Sorriu Emma, furiosa. –Amor!

-Amor?!- Charming e Snow se exaltaram.

-Eu estou amando ela.

-Oh Deus...-Mary sentou-se na cadeira, com a mão na boca. David colocou uma mão no ombro dela, tentando acalmá-la. – Por que... Porque isso?

-Simples. Por que eu amo ela e pronto. O que há de errado nisso?

-Você ficou louca!

-Me poupe!- Emma caminhou furiosamente em direção à porta. –Esperava que vocês fossem me apoiar sendo meus pais.

-Apoiar uma insanidade dessas? Nunca!- Gritou Mary, vendo Emma sair pela porta e batendo com força a mesma. Charming viu a sua mulher em prantos. Ela colocou as mãos em seu rosto, já soluçando e sentindo as lágrimas descerem.

-Calma, amor. Vamos dar um jeito nisso.

-Ela só pode estar sob efeito de algum encanto ou maldição...

-Sim, isso está muito estranho. Emma parece ter enjoado do próprio filho e agora diz que está apaixonada pela Rainha Má... Isso não tem nada de normal, Snow.

-Vamos até o Mr. Gold. Ele deve saber o que está havendo!

-Vamos.

E então, Charming e Snow foram até a loja do Mr. Gold. Chegando em frente, viram a placa de fechado na porta.

-Está fechado. –Disse o príncipe.

Mary não se intimidou. Girou a maçaneta e entrou. Foi seguida pelo marido.

-Mr. Gold! Venha aqui, agora!

-Mary Margareth, acalme-se...- Pediu o marido, em vão.

Em instantes Gold surgiu.

-Ora ora, o casal Charming está aqui. –Formou-se um sorriso em seus lábios. –Estão com problemas visuais? Não viram a plaquinha na porta?

-Queremos falar com o senhor! Sobre Regina!

-Hm... Interessante.

-O que querem falar sobre mim?

Mary e David olharam espantados para Regina que surgia da porta por onde Gold havia surgido. E depois do olhar espantado, surgiu ódio em ambos.

-Você... O que está fazendo aqui, sua maldita?!-Gritou Snow.

-Veja bem como você fala comigo, Snow.- Regina ameaçou-a.

-Estou morrendo de medo. — Debochou Branca. E continuou-. Sei que está trapaceando de novo!- Mary se aproximava da morena e Encantado se colocou no meio.

-Acalme-se.

-Que se dane a calma! Já fiquei calma demais vendo essa mulher destruindo nossas vidas! Estou cansada disso!

-Você quer o que, querida? Me matar? Você é tão fraca. Mas venha e tente. — Regina a provocou.

-Sua... -Snow tentou dar mais um passo, mas seu marido lhe impediu segurando seu braço. –Me solta, David!

-Não. Não posso te soltar. Temos que conversar civilizadamente. Não rebaixe seu nível, Branca.

-Eu quero saber o que você fez com a minha filha!

-Eu? Porque diz isso?-Sorriu Regina, dando uma de desentendida.

-Primeiro ela diz que vai entregar Henry para você e depois...depois...-Snow pareceu totalmente confusa. A ex-rainha saboreou o “entregar Henry para você”–Disse que estava apaixonada por você! Isso é um absurdo!

Regina arregalou os olhos, depois ficou calada, sentindo uma pontada de vergonha, e Gold foi quem comentou.

-Hohou. A poção surtiu efeito mesmo.

-POÇÃO?!-Perguntaram os pais de Emma em uníssono.

-Droga, Gold...-Disse Regina, furiosa.

-O que? Só escapuliu sem querer.- Na verdade, Gold só queria ver o circo pegar fogo.

-Então é isso! Uma poção! Sua maldita! Desfaça isso agora mesmo!

-Nunca!-Retrucou a ex-prefeita. –Henry vai voltar a morar comigo, e eu não vou desistir de tudo por causa daquela idiota. Quero mais é que ela sofra bastante por mim. –Sorriu ela de forma sinistra.

-Ora sua!-Snow soltou-se das mãos de David e avançou em Regina. Tentou dar um tapa nela, mas a ex-prefeita segurou a mão da mulher e num pequeno impulso, fez Branca voar e seu corpo bater contra a porta da loja. Com o impacto ela batera sua cabeça, desmaiando em seguida. Charming correu até Snow e se ajoelhou diante dela.

-Branca!?!-Perguntou ele, desesperado. Snow não respondeu.

-Pelo jeito, a poção de força foi um sucesso. –Sorriu Gold e Regina sorriu também, olhando para sua própria mão.

-Adorei. Você é um gênio, Gold.

-Gold! Você quebrou nosso acordo! –Gritou David e olhou para Regina. –E você vai pagar por isso!-Charming levantou-se e correu até Regina, esta só esperou pela aproximação dele. Quando o homem iria lhe atacar, ela pegou-o pelo pescoço e o ergueu, facilmente, até a máxima altura que seu braço permitiu. Rumple apenas ficou vendo a cena, parado.

-Sr.Charming, não estou fazendo nada contra vocês. Desconte sua raiva na Majestade aqui. –Riu Gold.

-Que indelicadeza, querendo bater em uma mulher. –Debochou Regina, olhando para David e rindo. –Agora saiam daqui, antes que eu me aborreça. –Ela jogou o homem ao lado da sua mulher. David sentiu dor com o impacto contra a parede. Olhou para Regina e Gold.

-Vocês são uns monstros...-Grunhiu o homem. –Mas até monstros podem ser destruídos.

-Oh, que medo...-Ironizou a ex-prefeita.

-Char...ming...-Sussurrou Snow abrindo os olhos.

-Amor...-Ele pegou ela no colo. –Vamos sair daqui.

-Mas...

-Sem mas.

-Vão. Fracotes. –Riu Regina.

-Desgraçada...- Regina e Gold ouviram isso antes dos dois saírem pela porta.

-Adorei o showzinho. –Confessou Rumple.

-Eu amei. –Riu Regina. –Acho que eles não vão vir me encher a paciência, por um bom tempo.

-Ou será o contrario.

-É. Esses insetos são persistentes. Mas isso me diverte.

-Você sabe que não vou poder te ajudar mais contra eles, certo?

-Ok, ok. Afinal, você tem um acordo com Charming. –Regina revirou os olhos.

-Sim. E você sabe que não quebro meus acordos. –Ele sorriu, mas continuou. — E a propósito. Você ainda não se perguntou o porquê da poção do amor ter aquele efeito em Emma?

-Como assim?

-Queridinha... O efeito significa que ela nutria sentimentos por você, mesmo que estes estivessem escondidos dentro dela.

Regina arregalou os olhos e Rumple se divertiu em ver a expressão surpresa no rosto da mulher.

Eles ouviram a porta da loja se abrir novamente. O sino tocar. E a face de Bela surgir.

Regina olhou a menina vindo até eles e se recompôs.

-Srt. Mills...-Sorriu Bela, de forma gentil.

-Olá, Srt. French.

-Então, vossa majestade. Volte a qualquer hora ou dia para nosso último teste.

-Ok, Gold.

-Ah. E eu criei uma poção mais interessante. Então vou substituir a poção de resistência contra sono por essa que criei ontem.

-E qual poção você criou ontem?

-Isso você só descobrirá quando toma-la. Agora se nos der licença...

-Certo. Entendi. –Falou Regina, já se dirigindo até a porta e saindo pela mesma.

Regina parecia confusa. Seus pensamentos entravam em choque. Aquela revelação de Gold fora como um tapa em seu rosto.

Emma, antes da poção, já lhe amava?

A morena ficou completamente atordoada com aquilo. Em seu peito havia um misto de dúvida e até algo que não conseguia entender direito. Era um calor aquecendo seu coração. Ao constatar esse calor, sentiu-se tremer. Então olhou para o escritório de Archie. Uma vontade enorme de compartilhar tudo isso que estava dentro de si, lhe dominou. Ficou parada diante do consultório, então foi até a porta e bateu. Archie apareceu e sorriu de forma receptiva como sempre.

-Srt. Mills. Entre. –Disse dando espaço para a mulher.

Regina adentrou e ele fechou a porta. Ela estava completamente nervosa. E então sentou-se na poltrona.

-Acho que... não quero falar sobre isso.

-Bom, se a senhorita não está disposta a conversar hoje, apenas relaxe. Não precisa falar nada, ok?

-Se não é para não falar nada, porque diabos eu viria aqui então?

-Mas... a senhora quer falar ou não?

-Eu sei lá! Estou tão confusa...

-Me diga o que está lhe afligindo tanto.- Ele sentou-se na poltrona em frente a dela.

-Já sentiu como se seu coração fosse explodir por alguém? Mas esse alguém é uma pessoa pela qual você sente ódio?

-Mas tem certeza que é ódio o que você sente por essa pessoa?-Archie perguntou tranquilamente, mas viu a face da mulher ficar completamente pálida. –Regina, você está bem?

-Preciso ir!-Disse levantando-se em um pulo. –Isso não vai me ajudar em nada!

-Mas... –Ela se dirigiu rapidamente para a porta e saiu, deixando Archie confuso e atordoado. O homem ajeitou os óculos no rosto e suspirou fundo. Regina era a pessoa mais complexa com quem já tivera que lidar, tinha certeza.

Notas finais
Well... Cap sinistro '----'
Comentem, meu povo! *O*