Notas iniciais
Owww, queria dizer que estou muito feliz pelos comentários e pela linda recomendação da leitora Camolesii. Obrigada querida, pelas palavras *----*
Well... É uma pena que hoje vou ser apedrejada. LOL

Tá aí um capítulo que será o motivo para as primeiras pedras na minha estadia aqui no Nyah ♥
Adogo umas pedrinhas de vez em quando *----*
SóQueNão
hahaha

Emma estava vagando pela cidade, a pé. Quando vira Regina saindo do consultório de Archie e entrando no carro. Logo a loira correu para falar com a mulher, porém, esta já estava dando a partida no carro. Deu a louca na Swan e ela se jogou na frente do veículo da outra, fazendo a ex-prefeita levar um belo susto e colocar o pé no freio.

-ESTÁ LOUCA, SWAN?!- Gritou, saindo do carro e se colocando frente a frente à mulher.

-Louca? Por você sim. –Disse Emma, encostando-se no capô do carro e cruzando os braços. Emma observou a mulher de cima a baixo, mordendo o lábio em prazer.

-Porque está me olhando assim?-Perguntou a morena, completamente envergonhada.

-Desejo...

-Ora, vê se crie vergonha na cara, sua pervertida!- Regina protestou. Fazendo Emma dar risada.

-Não é questão de criar vergonha e sim de não poder controlar meus sentimentos.

-Que seja. Saia da frente do meu carro, não me atrapalhe.

-E se eu não sair? Vai passar por cima de mim?

-Duvida que eu faça isso?

-Talvez.- A loira levantou uma sobrancelha.

-Como você é impertinente...

-Te deixo em paz só se você aceitar sair comigo.

-Sair com você? Nunca. –Regina falou entredentes.

-Ah, você sabe que o Nunca é muito tempo, Gina.

-Não me chame assim. Odeio essa intimidade toda, sua inconveniente...

-Confessa que você gosta, vai.

Regina suspirou, já aborrecida. Passou a mão em seus cabelos curtos, como se isso lhe trouxesse um pouco mais de paciência e falou:

-Passarei por cima de você, Srt. Swan. –Ela foi até a porta do carro e a abriu. Mas Emma lhe impediu de entrar puxando seu braço, fazendo a ex-prefeita se virar de forma brusca.

-Onde pensa que vai sem me dar um beijo?

-Me solta!

E então a cena a seguir fora essa: Emma fez as costas da ex-rainha fechar a porta do carro, colou seu corpo contra o dela e segurou o queixo da morena. Aproximou tanto o seu rosto ao da outra que ambas as respirações entraram em combate. Uma era calma e a outra era frenética.

-Confessa que está querendo um beijo meu...-Emma aproximou mais ainda sua boca, fazendo os lábios das duas ficarem a milímetros de distancia. O desejo estava estampado nos olhos da Swan, nos lábios já vermelhos de excitação e em sua respiração pesada. Logo inclinou seu rosto para o lado, pronta para encaixar sua boca na dela.

-Emma...- Sussurrou Regina, pareceu pedir para ser beijada. A loira arregalou os olhos. Surpresa. A sensação de ouvir pela primeira vez a ex-prefeita falando seu nome fora inebriante, algo que aqueceu todo seu corpo e lhe fez sentir o coração bater descompassadamente. Com todas essas sensações, seus lábios tocaram vagarosamente os lábios de sua amada. Roçava-os de forma lenta e prazerosa por sobre os lábios da outra. Depois enfiou a ponta da língua por entre os dentes, acentuando ainda mais o beijo, fazendo a ex-prefeita suspirar profundamente.

Porém, como sempre, Regina despertou do transe.

-Como ousa?! –Separou seus lábios e desferiu um tapa no rosto da loira, fazendo a mesma colocar a mão no lugar onde fora ferido.

-Gina...

-Para! Para com isso!- Lágrimas de desespero rolaram pelos olhos da mulher. Ela entrou no carro, ligou-o e segurou o volante tremendo. –Eu te odeio... –Disse por fim, com a voz em um fio. Emma lhe olhou de forma triste e a viu sair dali, deixando a loira com um nó na garganta.

-Mas eu te amo... –A voz dela foi levada pelo vento, assim como sua alegria fora com Regina.

E as horas passaram. Henry já estava se preparando para o passeio do Luar. Era assim que ele chamou o passeio da noite anterior.

-Emma sumiu... –Disse ele triste. –E hoje quem me trouxe para casa foi minha mãe Regina. O que aconteceu, vó?

Mary Margareth estava de costas, preparando o jantar, seu peito se apertou. Não sabia nem ao menos como falar a verdade para o neto. Resolveu ficar calada. Mas o menino era insistente. Foi até ela e ficou ao seu lado, lhe olhando.

-A senhora parece triste...-Constatou ele- Não sei o que está acontecendo, mas eu tenho o direito de saber.- Disse de forma firme, parecendo “gente grande”, pensou Snow. Então ela parou o que estava fazendo e pegou na mão dele.

-Vem cá, querido...- Ele obedeceu e os dois sentaram no sofá. Mary suspirou profundamente e começou a falar.

-Emma estava muito estranha, não sabíamos o que ela tinha e...

Eles ouviram o barulho da porta rangendo e logo a face da loira mostrava-se na sala.

-Olá. –Disse ela, sorrindo sem ânimo.

-Emma!-Henry correu para abraçá-la, mas ela lhe afastou com suas mãos.-Emma? O que foi?-O coraçãozinho do menino ficou apertado, vendo aquela indiferença toda no olhar da mulher.

-Henry, você vai para a casa da sua mãe Regina. –Disse ela, sem nenhuma emoção.

- OQUE?! –Ele deu um passo para atrás, completamente assustado. –Porque isso?!

-Você deve passar um tempo com ela, garoto. Só eu cuidando de você não é justo.

-Emma... –Os olhos dele ficaram marejados, mas a loira não parecia se importar com isso. –Seu olhar... Você... Parece que me odeia agora.

-Não é isso...-Tentou se justificar, mas estava claro, ela o odiava, estava estampado em seu semblante e em seus olhos.

Henry não esperou ela falar mais nada, correu até a porta e saiu da casa. Mary o chamou, mas foi em vão.

Então ela foi até Emma e lhe atingiu a face com um tapa. A loira virou o rosto, deixando os cabelos tamparem seus olhos.

-Esse é o segundo tapa de hoje. –Emma voltou seu olhar para Mary, em seus lábios havia um sorriso que revirou o estomago de sua mãe.

-Você não vê, filha? Isso é por causa da poção que Regina usou em você! Por favor, tente acordar para a realidade! Você ama seu filho e seu amor por ela não é verdadeiro! Por favor... por favor, acorde...

-Não, Mary Margareth. Estou completamente acordada. –Emma nem ao menos ouvira a parte do “por causa da poção”. Snow segurou o rosto da filha com as duas mãos. Chorando ela disse:

-Tente lutar contra esses falsos sentimentos, por favor, filha.

-Está tudo bem, Mary. Sei bem o que estou sentindo. –Sorriu Emma e retirou as mãos da morena do seu rosto. –Preciso ir encontrar Henry e levá-lo até a mãe dele.

-Oh Deus... –Emma lhe virou as costas e saiu da casa, deixando Branca completamente arrasada.

***

O sol já estava sumindo no horizonte, dando um ar frio para aquele final de tarde. Emma dirigia devagar o seu fusca amarelo, dando atenção para todos os lados à procura de Henry. Foi então que ela viu o menino levantando-se do banco da calçada e Regina indo até ele. A morena limpou o rosto dele e o garoto abraçou-a, caindo no choro. Emma observou aquela cena, e algo em seu peito lhe dizia que estava tudo errado. Mas ficou confusa e balançou a cabeça. Viu Regina levando seu filho até o carro e indo embora com ele.

Emma ficou parada por um bom tempo naquele lugar, tentando imaginar o porquê de sentir que tudo aquilo era desconexo. Então com os pensamentos desregulados, foi para sua casa. Precisava de um bom banho para relaxar.

Quando chegou em casa, viu seus pais na sala. Snow estava com sua cabeça em cima das pernas de Charming e este, por sua vez, acariciava os cabelos da mulher. Snow sentou-se rapidamente quando viu Emma.

-Oi... –Disse Emma com um pequeno sorriso triste.

-Emma... Cadê ele?

-Regina o levou para casa.

Snow fez uma carinha de choro e balançou a cabeça em forma de reprovação. Depois abraçou Charming, passando a chorar no ombro do marido.

-Desculpe... eu não queria que fosse assim...

-Emma, vá para seu quarto. –Ordenou David, e a loira arqueou uma sobrancelha. Mas não protestou. Aquele momento estava tenso demais para qualquer protesto.

***

-Po...porque, mãe? Por que ela está agindo assim...?-Henry soluçava enquanto fazia perguntas para Regina. Esta acariciava os cabelos do menino. –De repente ela me odeia!

-Calma, meu amor... calma...- A mulher sentia um nó enorme na garganta, vendo seu filho em prantos. Questionara-se pela primeira vez se aquilo que ela estava fazendo era realmente certo.

-Dói tanto, mãe... dói tanto... –As lágrimas desciam livremente no rosto do menino, em um choro que parecia interminável.

-Meu amor. Vou preparar um lanche para você.

-Não quero. Não quero comer nada. –Disse ele, soluçando.

-Tudo bem...

-Me deixa sozinho, mãe.

Regina sentiu uma pontada no peito. Seu rosto se contorceu. Saiu do quarto, se dirigiu para seu próprio aposento. Trancou a porta e se jogou na cama. As lágrimas quentes macularam seu belo rosto. Sentia-se oca por dentro. Sua cabeça doía.

-Maldita Swan... –Sussurrou, entre soluços.

A noite chegou e Henry continuava chorando no quarto. Regina ia vez ou outra observar o menino, e quando o via naquele estado, seu coração se contorcia de desespero e dor. Pensou por instantes que seu filho iria superar aquilo. Que ele seguiria em frente e esqueceria sua outra mãe. Mas depois veio-lhe perguntas: E se isso não acontecer? E se estivesse lutando contra algo que não se apagaria com o tempo? Só estava sendo cruel com seu filho?

Essas perguntas lhe martelavam a mente. As lágrimas não paravam de descer. Até que a campainha tocou. Houve o frio na barriga e o coração começou a bater acelerado.
Outra pergunta veio em sua mente: Porque diabos se sentia assim toda vez que a campainha tocava?

Suas mãos gelaram e suas pernas estavam trêmulas.

Antes mesmo de sair pela porta do seu quarto, ouviu os passos apressados de Henry.

Logo depois ouviu as vozes dos dois soarem pela sala. Regina tomou fôlego, e desceu as escadas.

-Emma... Por favor... seja lá o que eu fiz para você, me perdoe...-Henry abraçava a loira e esta tentava se soltar.

-Para com isso, garoto.

-Por Favor! Você tem que se lembrar dos seus sentimentos por mim.

A loira suspirou profundamente.

-Olha garoto. Eu não sei o que está acontecendo comigo... Me perdoe... Mas só vou te machucar.

-Emma...- Henry começou a chorar. Regina viu aquilo, ouviu os soluços do menino e logo a dor apossou seu peito. Sentou em um degrau da escada. Colocou seu rosto em suas mãos e seus soluços chamaram a atenção dos dois que a olharam surpresos e assustados.

-Gina... –Os passos da loira foram ouvidos pela ex-prefeita. Ela subira os degraus, ficando em pé, olhando de cima para a outra.

-Fica...longe...-Ordenou Regina.

-Não posso... eu te amo.

Henry ouviu aquilo e arregalou os olhos.

-Emma... Você disse o que?

A loira olhou para ele, aborrecida.

-Que eu amo ela. Algum problema?

-Você... não pode amar ela. Isso está errado!

-Por que errado, moleque?!

-Por que há uns dias atrás você a odiava...

-Meu coração mudou, ok?

-Mãe... Olha para mim...

Regina obedeceu. Seus olhos estavam vermelhos e suas bochechas molhadas.

-Oh Gina... deixa eu limpar suas lágrimas. –Emma inclinou a mão em direção ao rosto da mulher, mas esta levantou-se de súbito e desceu as escadas, ficando diante de seu filho.

-Diga, meu amor... –Ela agachou e acariciou a bochecha dele.

-Me diga que você não tem nada a ver com isso. –Disse Henry firmemente, olhando sério para a morena. Mas esta desviou o olhar para o chão. Henry insistiu–Me diga...

-Não tenho...nada a ver com isso, filho. –Ela continuava a olhar para baixo. Então Henry colocou suas mãos no rosto dela e a obrigou a olhá-lo nos olhos.

-Diga de novo.

Regina não pôde conter as lágrimas. Abaixou a cabeça, se rendendo à culpa.

-Me perdoe...por favor... Me perdoe!

-Eu odeio você.

E a mulher arregalou os olhos. Viu o menino correr e sair pela porta.

-HENRY!!!- Seu grito ecoou pela sala, mas seu filho já estava longe dali.

-Gina...

-SAIA DAQUI!

-Gina...eu...

-Srt. Swan, isso o que você sente por mim é irreal, entendeu?!IRREAL!

-Não... Não duvide do meu amor por você, Gina. Por favor...

-Eu criei uma poção. A poção do amor. Mas era para o Henry. Eu queria que ele me amasse. Porém...- Suspirou ela. –Foi você que bebeu a poção por acidente! Swan, sem querer, eu lhe dei a poção do amor, entendeu?!

E no instante seguinte, um brilho rápido envolveu o corpo de Emma. Ela fechou os olhos e depois abriu-os, confusa. Piscou várias vezes. Sua expressão se tornou fria e logo em seguida tornou-se ódio.

-Não acredito. Você... me usou, Regina. Me fez odiar meu próprio filho. Fez Henry sofrer! Você tem noção do que isso significa para ele?!

-Eu... eu apenas...

-Cale a boca! Nada vai justificar isso o que você fez!

-Sei que errei, mas eu só queria ter o amor dele!

-Você é doente. Completamente doente. E só com uma maldita poção eu sentiria alguma coisa por você... –Mentiu ela — Você me dá nojo, Regina. Você é um monstro. Henry não merece uma mãe como você.

-Não fala isso... Por favor!-Suplicou Regina. Emma se aproximou dela, ficou bem diante da morena. Seus olhos tinham um brilho horrivelmente feroz. O ódio neles era quase palpável.

-Fica longe do meu filho... Fica longe da minha família. Fica longe de mim!-Ordenou a loira. A ex-prefeita sentiu seus olhos queimarem. Lágrimas quentes escorriam por seu rosto novamente. –Eu te odeio. — Falou a Swan por fim.

-Emma... – A loira virou as costas para ela. Regina sentiu suas pernas fraquejarem. Se entregou a fraqueza e caiu de joelhos no chão. Viu a Swan sair da sala e bater a porta com toda a força. A morena dobrou seu corpo para frente, encostou a testa no chão frio e seu choro era a única coisa que preencheu aquele lugar, pois se tornara vazio, completamente escuro e sem vida. Descobriu uma dor enorme ao ouvir as palavras duras de Emma. E pela primeira vez desde que conhecera a loira, quis que ela voltasse e que a perdoasse por seus erros. Mas isso não aconteceu...

Mesmo com sua dor, o orgulho ainda fora maior.

Notas finais
T-----T
Cap triste e chato, eu sei...
Mas, comentem um pouquinho pelo menos, tá bom? =(((
Beijoooos, meu povo ♥
Não me linchem *w*