Fic 1 - Poção Do Amor

9 Devolva o que é meu


Notas iniciais
(Depois do Capítulo 8 - A Verdade.)
Camolesii comanda a multidão furiosa de leitoras.
-Ela está ali! Vamos pegá-la!
-Gente... sem violência, por favor.-Pediu uma das leitoras. Elas capturam Soll.
-Sem violência, certo?E sem dor. OK. Tragam a maçã!
-Nãaao. A Maçã Almaldiçoada não!!! - Grita a Soll, desesperada.
-Coma.
-Não!
-COMA!!!
-Ai ai ai, SOCOOOOOORROOOO!

hahaha, espero que gostem do Cap! Feliz Dia Dos Namorados, meus amoooores ♥

Enfim, outro dia se iniciava.

Emma e Henry encontravam-se ainda arrasados, magoados e decepcionados. Chegaram a pensar que Regina havia mudado, mas não. Tudo provava que ela estava pior. Mais obsessiva, mais controladora, mais trapaceira... Enfim... Regina não sabia conquistar um coração de verdade. Sempre estava a usar magias ou meios baixos para ter o que queria. Mas Emma chegou a acreditar na morena. Chegou a acreditar que elas poderiam conviver pacificamente. E agora, a sensação era de ter sido usada. De ter sido uma marionete nas mãos da ex-prefeita. E as lembranças em sua mente, aquelas lembranças de quando o efeito da poção estava a funcionar, aquelas sensações arrebatadoras... Os toques na morena, os lábios macios e quentes dela, aquela voz rouca chamando seu nome, aquela beleza incrível. Emma a teve, ao menos um pouco, em suas mãos. Porém, tudo não passou de um plano louco de Regina. Ela só pensava em ter seu filho, a qualquer custo. Mesmo que isso custasse o coração de alguém.
E a vítima fora Emma.
Mas, para o azar de Regina, ela perdera seu filho e sua marionete. O efeito da poção acabou, finalizando aquele joguinho de xadrez irritante, onde a morena era a Rainha e os outros eram seus peões.

Emma pedira para David lhe substituir, naquele dia, na delegacia. A loira não estava em condições de trabalhar, sua cabeça estava quase para explodir. Nem ao menos dormira direito. Passou a noite e a madrugada pensando em tudo o que aconteceu.
Tinha raiva da morena. E tinha mais raiva ainda de si mesma, por querer ir até ela e dizer que estava tudo bem, que lhe perdoava apesar de tudo. Porém, seu orgulho ainda era enorme. Não seria manipulada de novo. Não daria a ex-rainha o prazer de tê-la de volta, em suas mãos. Afinal, a poção perdera o efeito, podia controlar seus sentimentos novamente e controlar a situação. Precisava fazer Regina se dar conta de seus erros. E era isso que faria. Nem que para isso seu coração tivesse que pagar o preço.

Após alguns minutos, Henry desceu as escadas, com sua mochila nas costas. Ele parecia muito triste e sério. Eram raras as vezes que ele ficava daquele jeito.

Emma suspirou fundo. Henry estava tão feliz há alguns dias. Regina estragara tudo. A confiança do menino não seria conquistada tão fácil de novo.

Mary surgiu, com sua bolsa e alguns livros em mãos. Iria para seu trabalho, junto com Henry, mas ver os dois naquele estado, principalmente Emma, que estava com lágrimas nos olhos, lhe partira o coração. Ela olhou para o garoto e falou:

–Henry, querido, me espere lá fora, terei uma pequena conversa com sua mãe, ok?

–Ok, vó... – Ele se encaminhou até a porta e saiu.

E quando Mary falaria algo, para confortar sua filha, o celular da loira tocou.

Emma olhou no visor e viu o número de Regina. Engoliu em seco aquilo. Mary percebeu a expressão de dúvida no semblante da filha.

–É ela, não é? Emma... Pelo amor de Deus, não dê mais uma chance a ela. Você viu o que aconteceu...

–Eu vou atender. –Disse e depois atendeu. Ouviu apenas soluços do outro lado e um barulho parecido de carro. – Regina?

Emma... eu... queria pedir desculpas. Sei que estão magoados comigo... Mas estou arrependida.

–Olha, Regina. Você continua fazendo a coisa errada. Fazendo e fazendo. Nunca para. Dessa vez, porém, você foi longe demais. Seu filho está arrasado. Ele achava que você tinha mudado e olha o que você fez!

Eu sei... eu...

–Dessa vez, eu não te perdoou. – Emma foi tão fria que até se surpreendeu consigo mesma.

Certo, eu entendo... Adeus. – Regina disse. A loira arqueou uma sobrancelha. O que seria aquele adeus, cheio de dor e de certeza?

–Regina...?- A ex-prefeita desligara o celular. Emma sentiu seu coração ficar apertado. Depois de alguns minutos, arrependeu-se de suas palavras. Retornou a ligação.

Não ouviu meu Adeus, Srt. Swan?– Foi seca.

–Eu...

Estou saindo da cidade.

–O QUE?!

Não posso... viver em Storybrooke, sendo odiada pelo meu filho... e... – Ela hesitou.

–E?

Esquece. Apenas me deixe ir, enquanto estou com coragem.

–ESPERA!

E a morena desligou. Emma tentou ligar novamente, mas estava indisponível. Regina desligara de vez o celular. A loira se apavorou. Quando sairia dali, Mary lhe impediu, segurando sua mão.

–Emma... Não! Não vá! – Pediu ela, vendo toda a dor na sua filha. Aqueles sentimentos nos olhos azuis. Aquelas lágrimas. – Você... a ama?De... De verdade?Sem... a poção?- Era óbvia a resposta. Mas Mary queria ouvir da própria boca da filha.

-Sim. Eu a amo. – Suspirou a Swan.- E... eu não sei se vou aguentar isso... Eu... preciso dizer isso a ela... – Emma sentiu as lágrimas descerem. – Mas... Ela já deve estar longe... eu...

–Por Deus... – A morena suspirou fundo, esfregando a mão desocupada no rosto — Eu nunca pensei que diria isso...mas... Vá, filha. Vá atrás dela. Ainda há tempo. –Ela soltou Emma.

–Oh! – Emma abriu um sorriso enorme e abraçou sua mãe.

Depois não demorou e correu para fora dali e entrou em seu fusca. Quando tentou ligá-lo, para sua fúria, frustação e ódio, o carro não pegou.

–POHA! POHA de FUSCA! – Bateu várias vezes no volante. As lágrimas desciam sem controle. Suspirou fundo, tentando manter a calma. Em seguida, teve uma brilhante idéia. Pegou o celular e ligou para seu pai.- DAVID! DAVID! PRENDA A REGINA!

–Meu Deus, Emma... O que houve?!

–Ela está indo embora com algo que é meu!!! A PRENDA!A PRENDA! A PRENDA!!!AGORA!!!

–Para onde ela está indo?!

–Para fora da cidade! VAI!

–OK!

***

Regina, que estava dirigindo devagar, devido às lágrimas que lhe dificultavam a visão, ouviu aquela sirene e depois viu a viatura pelo espelho. Arqueou a sobrancelha, levando o carro para o acostamento. Parou e suspirou fundo. Viu o homem se aproximar, pelo retrovisor.

–Regina, você está presa.

–Mas oque...

–Saia do carro. – Ordenou David.

–Por Deus... Não podemos nem sair da cidade em paz?! – Exclamou revoltada. Mas obedeceu. E saiu de seu carro. Encostou-se na lataria e cruzou os braços, olhando séria e aborrecida para o assistente da Xerife Swan.

–Houve uma acusação de furto.

–Furto?! Quem fez a maldita acusação?! E por que eu furtaria algo?! Tenho tudo o que quero, não preciso roubar nada, droga!

–Se acalme. A vítima já está a caminho...

Outro carro foi avistado ao longe. Vinha tão rápido que Regina arqueou uma sobrancelha.

–E excesso de velocidade, pode?

–Nesse caso, pode.

E a morena bufou de raiva. Podia muito bem, jogar alguma mágica em David e fugir dali. Mas uma parte de si queria estar ali, presa. Talvez estivesse feliz por estar sendo acusada de roubo, talvez... fosse melhor ficar atrás das grades. Ao menos estaria respirando o mesmo ar de seu filho e de...

–Swan?- Ela arregalou os olhos, ao ver a Xerife saindo do tal carro, seguida de Ruby. – Ora, para quê dois Xerifes e uma loba? Quem fez essa maldita acusação?!

–Eu... Eu que a acusei de roubo. – Confessou a loira, ficando, finalmente, diante dela.

–Ora, Srt. Swan. Que calúnia! E o que roubei?! O que roubei de você?!- Ela estava indignada. Por que logo a loira estaria lhe impedindo de ir embora? Por que logo ela? Era isso que Regina se perguntava.

–Você roubou meu coração. E levaria toda a minha felicidade junto de você... Eu quero essas duas coisas de volta, Gina.

–O... oque...? Oque...est...- Emma lhe impediu de falar, de esbravejar, de lhe esbofetear, pois segurou as mãos da mulher e dominou sua boca, com todo o seu desejo, com toda a sua vontade. Um beijo sem poção. Sem nenhum tipo de encantamento. Apenas com amor. Com paixão. Com todo seu carinho.

Ruby sorriu, vendo aquilo. Em seu coração houve uma grande felicidade. Emma amava Regina. E não importava de quê jeito a morena tentasse esconder, ela também a amava. Estava estampado nos olhos chocolates dela. E ainda mais depois daquele beijo. As duas sem fôlego. Olhares cheios de paixão. Era inegável que o sentimento era recíproco.

–Estou sem efeito de poção alguma, Gina. – Emma sorriu. A morena estava completamente vermelha. Olhou para os dois. David parecia tão mais chocado que ela.

–Ora, Srt. Swan... Eu... – E Emma lhe calou com outro beijo. David colocou uma mão na face. Ruby depositou uma mão no ombro dele. Os dois, que estavam segurando vela, foram para a viatura.

Então, depois de alguns minutos, as duas estavam sozinhas. Emma, percebendo o “a sós”, tomou a liberdade de ousar mais. Colou seu corpo totalmente no de sua morena, encostando-a ainda mais no carro — como se isso fosse possível- lhe dominando completamente. Regina não conseguia protestar, nem falar, pois quando começava, era interrompida por Emma. Mas depois, não havia fôlego que durasse para sempre. Os lábios separaram-se.

–Vai querer...protestar...ainda? – Perguntou a loira, ofegante.

–E... adianta? Eu... desisto. –E foi a morena que enlaçou os braços em volta do pescoço da mulher e tomou seus lábios em um beijo quente e apaixonado. Passaram-se longos minutos nisso. Até que, o fôlego se perdera novamente, Regina suspirou, aborrecida. – Droga... Como isso foi acontecer?

–O que?

–Eu me apaixonar pela mulher mais irritante da face da terra?

–Ora, o amor simplesmente acontece. – Emma sorriu amarelado. Regina revirou os olhos.

–Eu... não queria ir embora... – Confessou. Sua expressão passou a ficar entristecida e cabisbaixa.

–Então não vá. Fique aqui comigo e com Henry.

–Será que ele vai me perdoar?

–Gina... – Emma sorriu e segurou no queixo da morena. – Você fez tudo por amor. E... Bem, de forma desastrada, você ganhou outro amor. Sabe... Eu te amo...

–Eu... –Ela tentou falar. Mas ficou hesitante e envergonhada. Para Regina, falar aquela frase, depois de tanto tempo, depois de tanto sofrimento, era algo muito complicado e difícil de se fazer.

–Shhh... Não diga nada. Sei que não me ama ainda, mas vou fazê-la me amar com o tempo.

–Não... O mais complicado é que eu te amo, Emma... Eu te amo... – Ela encostou a testa no ombro da loira.

–Você me ama... –Emma sorriu feliz, saboreando a sensação de ser correspondida. – E o que tem demais nisso?

–Tenho medo... Medo de perder as pessoas que amo. Essa é minha sina.

–Gina... –A loira levantou o rosto da mesma e aqueles olhares profundos se encontraram. – Você não vai me perder. Estarei com você, eternamente. Apenas me permita ficar ao seu lado. Construiremos uma família. Me permita te fazer feliz... Eu quero te fazer feliz. Já basta o tamanho do sofrimento que você já deve ter passado na vida. Quero apagar todas as memórias ruins e lhe dar memórias felizes e eternas.

–Você me promete?

–Eu prometo com toda a minha alma e com todo o meu ser. Prometo que seremos felizes. Eu, você, Henry.

–Vou acreditar em você... Swan.

–Acredite.

***

As horas passaram. Regina estava terrivelmente nervosa. Emma combinara de levar Henry até a mansão, para ele conversar com a morena.

Então, quando a campainha tocou, o coração dela quase deu um salto para fora do peito. Engolira em seco aquilo. Foi até a porta e abriu-a. Deparou-se com aquele sorriso lindo e aqueles olhos azuis brilhantes, cheios de alegria e promessas boas.

–Emma... –Ela sorriu. Olhou para baixo – Querido... – Seu menino estava sério. Ela abriu espaço e os dois entraram. O garoto sentou-se no sofá.

–Bom, deixarei vocês a sós. – Disse a loira.

–Não. Fique, Emma. –Falou o garoto. Regina ficou incomodada com aquela frieza toda na voz dele.

–Se quer assim, tudo bem, boy. –Emma sentou-se. A morena permaneceu em pé, inquieta. Nunca se sentira tão nervosa antes.

–A senhora ia nos deixar para trás. – Começou ele. Regina ficara surpresa com aquilo. E a poção? – Isso... é bem mais imperdoável do que a poção! –Ele falou. Seus pequenos olhos rapidamente embargaram-se. – Como... Como a senhora teve a coragem... de pensar em nos abandonar?!

–Querido...eu...

–Emma... Emma me disse que ama a senhora... –Ele tentou limpar as lágrimas. – Então... nós dois seríamos abandonados... dessa forma tão cruel?!-O menino desabou-se em lágrimas. Regina foi até ele, ajoelhou-se e tentou limpar o rostinho do garoto. Ele estava hesitante em deixa-la fazer aquilo. Então a mulher apenas o fitou.

–Acha que eu seria tão fria a esse ponto, Henry? Acha que eu não estava chorando, boa parte do caminho até onde David me parou? Por que acha que ele conseguiu me parar? Eu estava dirigindo a 20km/hr! Eu... Eu estava deixando meu coração para trás... Não conseguia nem ao menos respirar direito... Acha... Acha que eu estava indo... Por que eu queria ir? Quando eu os vi saindo daqui, com aquele ódio todo, meu mundo desabou... E... meu mundo ainda está caído em vê-lo assim, com raiva. Mas não o culpo, pois sou uma péssima mãe...

–Não... A senhora me deu todo o amor que eu precisava. Me desculpe por ter sido tão infantil. Talvez... Se eu não tivesse sido tão cruel... Eu teria evitado tanto sofrimento.

–Oh, meu anjo, não diga isso... Já passou.

–Me perdoa mãe...

–Não tem porque me pedir perdão, meu amor. Vem cá. — Os dois se abraçaram. Emma sorriu, emocionada com a cena. Sua Regina estava feliz. E aquilo era como uma realização para ambas. –Eu amo você. E amo Emma. Demorei para entender e achar esse sentimento, mas enfim, tive que ser presa para voltar e pegar meu coração de volta. – Os três riram.

–O vovô que lhe parou?

–Sim... Devo isso a ele.

–UAU! Vovô é um herói! Ele é muito bom para fazer finais felizes!

–Bom, garoto... Quem fará o final feliz dessa gata aqui, sou eu.

–Hey! Serei eu!

–Ahahaha. Vai sonhando, Boy!

–Não! Eu que vou fazer o final feliz de vocês duas!

–Queridos... Nós faremos nosso final feliz. Ou melhor. Um final não. Um para sempre. Um para sempre feliz...

–É isso aí!!!

Então a felicidade se instalou naquela casa. Apesar das tribulações. Das dúvidas. Das tristezas. Das lágrimas. Finalmente houve um momento de paz. E o melhor de tudo, as duas descobriram um amor eterno, aflorando cada vez mais, em seus corações cheios de esperanças.

Um amor, que ganhara um empurrãozinho de uma poção mágica, que precisara de uma ajudinha de um certo assistente de Xerife, e que era firmado naquele momento em família.
Um amor...

Sim. Um amor verdadeiro. Aquele amor de conto de fadas.

Aquele amor que dura para sempre.
Um amor eterno.
Um amor lindo.

♥ ♥ ♥

Notas finais
(Leitoras mais Felizes com o Final do Cap)
-Até a Ruby apareceu! *----*
-Posta mais???=DDD
-Er... Vai ter mais só amanhã.
-Só... Amanhã?
-Sim, amanhã ^^"""
-Matem-na!
-Linchem ela!
-A Maçã!
-Ai ai ai, SOCOOOOOORROOOO!

hasuhsauhashsa, gente, comentem!
Aff, pior que a formatação ficou toda doida. Ainda não sei postar direito aqui T-T
Espero que isso não tenha atrapalhado a leitura de vocês. e-e
Bjoooos