Fic 1 - Poção Do Amor

6 Efeito da Poção


Notas iniciais
Uiii, tá aí um cap bem clichê e, na minha opinião, bem legal o/
=D

–E então, prontos para a caminhada?-Perguntou Emma sorridente. A loira conseguira sair mais cedo do trabalho para ir junto com os dois, pegando Regina de surpresa novamente.

–Estou pronto! E você, mãe?-Os olhos de Henry brilhavam.

–Também estou pronta. –Falou a morena séria. Ela segurava sua bolsa na mão.

–Pra quê a bolsa?

–Estou levando garrafinhas com água, caso dê sede em você, querido. — A poção estava em uma das garrafas. O plano anterior era dar a água para seu filho antes que Emma os acompanhasse no passeio, mas a loira saíra mais cedo da delegacia. Porém, isso não seria problema. Daria a água para Henry do mesmo jeito.

–Bem precavida. — Disse Emma.

–Ao contrário de você, Srt. Swan, eu penso no bem estar de Henry. –Regina abriu a bolsa e pegou um cachecol. –Tome, querido. Pelo jeito vamos enfrentar muito frio.

–Ainda bem que falei para você vir com dois casacos, ein, garoto.

–Sinceramente, achei exagero. Mas estou bem quente. Poderia enfrentar uma nevasca se fosse o caso!

–Eu também penso no bem estar dele, Vossa Alteza.

Henry deu uma risadinha e Emma sorriu para ele, deixando uma Regina bem brava.

A lua estava radiante, e quanto mais os três andavam, mais seu brilho parecia crescer diante deles. Andavam calmamente, como se a noite fosse eterna.

Enfim, depois de vários e vários minutos de uma caminhada que parecera tão longa, chegaram à ponte. O brilho das estrelas se tornou hipnotizante. Regina segurava nos ferros de proteção e olhava para o céu, seus olhos se perderam lá. Emma sorria para Henry, lhe contando alguma coisa, o menino perguntava algo para a morena, mas esta parecia em outro mundo.

–Mãe?- Henry lhe chamou a atenção e enfim a ex-rainha dirigiu seu olhar para ele.

–Oi, querido.

–Você está chorando...

Regina arregalou seus olhos e tocou seu próprio rosto, constatando as lágrimas e tratou de limpá-las.

–Você está bem, Regina?-Perguntou Emma preocupada, mas esta levou um olhar frio da ex-prefeita.

–Estou ótima, Srt. Swan. –Grunhiu.

–Pois não parece...

–Já disse que estou bem. Ok?

–Certo, certo. — Emma disse revirando os olhos.

–Tem certeza que está bem, mãe?

–Estou sim, querido, não se preocupe. –Ela fingiu um sorriso e os dois a deixaram em paz. Na verdade, Regina estava pensando em como seria bela sua vida depois que seu filho tomasse a poção. Só de pensar em ser amada por ele, seu coração se enchia de felicidade. E seus olhos lagrimavam de emoção. Era tudo o que ela mais queria. Ser amada.

Depois de vários minutos com o silêncio de Regina e as brincadeiras de Emma e Henry, a ex-rainha os olhou.

–Já está tarde, melhor voltarmos.

–Poxa... –Dava para notar o tom de desanimo em Henry.

–Fica assim não, garoto. Amanhã te trago novamente!-Emma lhe bagunçou os cabelos.

–Sério?

–Sério!

–Legal!-Sorriu ele genuinamente. –Vamos apostar corrida até a mansão da mamãe?

–Será que você aguenta? Não vai tropeçar no próprio pé?

–Claro que não!

–UmDoisTrêsEJá!-Falou Emma já correndo.

–Ah! Não vale!-Gritou o garoto correndo atrás da loira. E foi assim que Regina os viu, correndo com a luz da lua lhes mostrando o caminho de volta. A mulher suspirou fundo.

Pudera confessar que Emma fazia Henry feliz, se não fosse tão orgulhosa para dizer isso a si mesma.

Não demorou muito para que os dois parassem, se apoiassem em seus próprios joelhos e ofegassem exaustos.

–Corremos só um pouco e já estamos cansados!

–Estou com a garganta seca...-Disse Emma, ofegante. Regina finalmente chegou até eles. –Não seria má idéia se me desse um pouco da sua água, Regina...

–Também quero, mãe!

–Er...ok...- Regina abriu a bolsa, e puxou a primeira garrafinha. Mas esta veio acompanhada de uma chave. O objeto caiu no chão, e desajeitadamente Regina tentou pegá-lo, mas sua bolsa virou, fazendo rolar a outra garrafinha de água e alguns objetos. A garrafa rolou até o pé de Emma.

–Uau, a garrafinha veio até mim. –Disse a loira se agachando e pegando a garrafa. Destampou-a.

–Espere...!-Regina ordenou. Recolhera os objetos que haviam caído e depois sentiu Henry pegar a outra garrafinha de sua mão, a morena lhe olhou assustada. O menino destampou e virou a garrafa em sua boca. Os dois davam goles na água. Regina olhava de um para o outro, procurando pelo pequeno risco preto em uma das garrafas. Mas as mãos deles impediam-na de ver o tal sinal. E logo Emma e Henry esvaziaram as garrafinhas. Regina ainda olhava ansiosa para as garrafas.

–Nossa! Agora sim estou revigorada!-Disse Emma.

–Eu estou pronto para uma nova corrida!

–Que tal algo melhor?

–Oque seria?

–Futebol até chegarmos em casa!

–Legal!-Henry jogou a garrafa no chão e Emma jogou a sua também. Era uma cena bem engraçada de se ver, Regina olhando para as garrafas e os dois dando chutes ao mesmo tempo, depois eles chutavam para todos os lados e enfim, já não dava mais para saber quem estava chutando a garrafa de quem.

–Já chega! Estou cansada disso. -Disse Regina lá atrás, estressada. Ela passou pelos dois que chutavam as garrafinhas e depois eles a olharam.

–O que foi, mãe?-Henry foi até ela e pegou em sua mão, demonstrando sua preocupação. Coisa que deixou Regina surpresa.

–Estou cansada, filho.-Lançou-lhe um pequeno sorriso.

–Não gostou do passeio?-Perguntou ele triste.

–Não é isso... Me perdoe. Já está tarde e fiquei cansada.

–Tudo bem. Já estamos chegando. –Sorriu ele de forma gentil.

–Bom, rapaz. Vamos deixar sua mãe descansar. –Emma sorriu para ele e este sorriu de volta.

–Certo! Amanhã podemos repetir. Nós três vendo a lua de novo.

–Vou pensar nisso com carinho, meu amor. –Regina lhe acariciou o rosto e eles chegaram em frente a mansão.

–Está entregue, Srt. Mills. –Riu Emma.

–Sim. Obrigada por me trazerem aqui.

–Somos cavalheiros!-Sorriu Henry orgulhoso.

–Cavalheiros? Nossa! Me senti um Macho alfa agora. -Gargalhou Emma e Regina lhe olhara séria, com uma sobrancelha erguida, fazendo Emma desmanchar o sorriso. –Bem... vamos Henry?

–Vamos. –Ele virou-se de costas. Regina fez uma carinha triste e Emma viu isso antes de virar-se também. Mas ele de repente as surpreendeu. Rodopiou nos calcanhares e abraçou Regina. –Brigado por ir ao passeio com agente, mãe...

–Oh...-Emma viu os olhos de Regina ficarem marejados e sorriu em seguida. Os olhares se cruzaram e pela primeira vez houve harmonia neles. –Eu é que agradeço, meu anjo...-A morena beijou a testa do filho e sorriu.

–Tchau, mãe!-Ele soltou-se dela e pegou na mão de Emma.

–Tchau, filho...

–Boa noite, Regina.

Esta não respondeu, fazendo Emma ficar meio desnorteada. Os dois foram para o carro e partiram. Regina estava deslumbrava. Ainda podia sentir o abraço terno de seu filho. Sorriu de forma feliz e emocionada.

Se soubesse que seria assim, tão fácil, teria feito logo.

A ex-prefeita foi para seu quarto, quase flutuando de tanta felicidade. Logo tomou um banho quente, vestiu uma camisola preta e preparou-se para dormir. Mal via a hora de amanhecer e ver seu filho novamente. Agora ele iria querer ela sempre por perto, ela tinha certeza disso. Vencera aquela batalha contra a mulher de madeixas loiras.

Respirou fundo e inalou o aroma de sua própria felicidade, até que prendeu o ar com o susto. A campainha tocava. Voltou a respirar, agora com dificuldade. A ansiedade e curiosidade lhe apossaram.

Mil pensamentos vieram em sua mente. E o primeiro deles fora: Henry voltou e quer ficar aqui comigo!

Colocou um Robe de seda também preto, enlaçou-o em sua cintura e saiu correndo. Desceu as escadas. Parou titubeante perante a porta, suspirou fundo, já sorrindo e girou a maçaneta.

Viu aquelas madeixas loiras e aqueles olhos azuis que pareciam tão enigmáticos. Regina olhou para os lados, procurando por seu menino.

–Onde está Henry?-Perguntou a morena.

–Deixei-o em casa. Regina... eu...

–Você o quê, Srt. Swan?

–Eu isso.

Emma puxou Regina pela cintura, fazendo a mulher se desequilibrar e colar-se em seu corpo. A ex-prefeita arregalou os olhos, pasma. E quando ia lhe proferir palavras de ofensa, foi interrompida por um beijo voraz e intenso. A boca de Emma dominou a sua completamente. Lhe deixando sem nenhum tipo de proteção. A língua da loira abria caminho ligeiramente entre os dentes da outra. E seria um momento perfeito, cheio de uma paixão latente, se a morena se sentisse do mesmo jeito. Em meio ao arregalar de seus olhos espantados, e a realidade lhe apossando com força, jogou Emma bem longe com sua magia. A loira caiu no chão de forma abrupta.

–Nunca mais faça isso, SWAN!-Gritou Regina da porta, esfregando a mão em seus lábios recém maculados por um beijo quente.

–Droga... isso doeu... –Emma colocou uma mão no chão e se apoiou nela, levantando-se devagar. –Ai, minhas costas... –Dizia enquanto colocava uma mão em suas costas.

–O que Diabos pensou que estava fazendo?!-Perguntou Regina gritando.

–Desculpa. Não queria te assustar...-Disse Emma, já se recuperando da dor nas costas e dando alguns passos em direção à Regina.

–Não se aproxime!-Ordenou a morena.

–Vamos conversar...

–Fique aí! Ou então...

–Vai me transformar em uma lagarta? Ou me matar com uma fumaça roxa?Ah! Ou chamar a policia? –Sorriu a loira divertida. –Saiba que prometeu ao Henry que não usaria magia... Ele não ia gostar nadinha de saber disso.

–Você não se atreveria a contar...

–Não?-Sorria Emma, com seus olhos brilhando. Regina nunca vira aquele brilho nos olhos da loira. Mas já vira em outros olhos. Parecia...

Desejo. Um desejo enorme. Aquilo lhe fez quase tremer.

–Vai embora, Srt. Swan. Vá!

–Não. Não antes de você me dar um beijo.

–NUNCA!

–Então nunca sairei daqui.

–Maldição! O que diabos fiz para merecer isso?!

Regina se viu completamente aturdida. A poção. A maldita poção... Porque justamente fora Emma quem tomara? Porque diabos fora logo ela?!Parecia estar tudo sob controle, mas não imaginava que teria o tal passeio e que a Swan teria sede e que beberia a água com a poção no lugar de Henry. Maldita Swan. Era isso que se passava em sua mente, que agora doía de tanta raiva e pavor.

–Vai, Regina. Você não tem outra escolha. Ou me dá um único beijo, ou usa sua magia para me matar, pois só saio daqui morta. –Emma dava pequenos passos em sua direção.

–E se eu te matar, meu filho me odiará...

–Isso mesmo. –Swan lançou-lhe mais um sorriso. -E então?

Regina pensou em falar logo sobre a poção. Contar a verdade e o efeito se quebraria. Mas depois, como explicaria isso para Henry? Que a poção era para ele, mas que Emma tomou por acidente? E se quebrasse o efeito falando para Emma sobre a poção, o que a loira diria? Que Regina queria que a Swan se apaixonasse por ela a troco de quê?

A ex-prefeita sentia sua cabeça latejar, olhava para baixo, massageando suas têmporas. Mil perguntas lhe passaram pela mente, mas estas perguntas viraram pó quando a loira finalmente a alcançou e se aproveitou de sua distração. Levantou o rosto da morena e juntou os lábios junto aos lábios de Regina, deixou-a completamente desarmada. Com o corpo, Swan começava a empurrar a ex-prefeita contra a parede ao lado da porta. O beijo acentuou-se, cheio de volúpia por parte da loira, a língua dela já adentrara a boca da outra. Regina tentou empurrá-la com as mãos, mas Emma apenas lhe imprensou mais contra a parede. A loira levantou a mão, segurando o queixo da morena e tentou forçar a fazê-la abrir mais a boca para acentuar mais o beijo. Vendo que Regina continuava relutante, abaixou a mão e escorregou-a pela barriga dela por cima do pano macio de seu robe preto, fazendo a outra sentir um frio enorme no estomago, depois a mão da loira ultrapassou os limites do umbigo e foi mais para baixo. Regina abriu os olhos, assustada com a aproximação perigosa da mão da mulher. Interceptou-a, segurando a mão da loira e tentou se soltar novamente. Emma separou seus lábios dos dela e a fitou, de maneira intensa.

–Se entregue para mim... –Sussurrou no ouvido da morena, esta se arrepiou.

–Nunca...- Relutou-se novamente. Emma, com muita força, virou a ex-prefeita de costas para si e encostou o rosto dela contra a parede. Com uma perna afastou as cochas de Regina. –Srt...Srt.Swan...pare...-Sua voz era um paradoxo ao que ela pedia. Esta estava mais para uma suplica de “continue” do que qualquer outra coisa.- Estamos...em frente a minha casa...por favor...pare.

–Quer ir para um quarto? Eu também quero.

–Não!

–Então, continuemos aqui mesmo...-Emma segurava os pulsos da outra apenas com uma mão, dando uma de xerife. E a outra mão descobria uma parte do ombro da mulher a sua frente.- Você... é linda. –Inclinou-se e beijou a pele desnuda. A ex-rainha soltou um gemido involuntário e aquilo foi quase como um choque para si mesma. Suas forças e suas defesas voltaram com toda a potência. Logo após isso, Emma foi envolvida por uma magia que lhe impedia de se mover. Regina desencostou-se da parede e jogou a outra no seu lugar. Emma se encontrava presa na parte sólida, tentando inutilmente soltar-se.

–Você... vai se arrepender por isso, Srt. Swan. — Ameaçou-a com seus olhos faiscando de raiva.

–Regina... Estou louca por você... Me solta, vamos continuar isso na sua cama...

–Não! Você está louca mesmo!-Esbravejou ela. –Vá para sua casa, por favor. Não vê que isso é insano? Você vem até aqui e me agarra a força e ainda quer que eu faça parte dessa sua fantasia maluca de pervertida?

–Gina...

–Que raios de Gina?!Droga!- Emma voou novamente, dessa vez bem mais longe, quase no portão. –Vai embora!

E a morena fechou a porta, mas pôde ouvir a última frase da loira que soou abafada.

Até... amanhã, minha...Rainha!- A voz saiu cortada, parecia estar com dor por causa da queda. Regina estava encostada na porta, escorregou na madeira e sentou-se no chão. Sua pulsação era frenética em suas veias, seu coração batia tão rápido que tinha medo de saltar do peito. Nunca antes sentira ele bater tão forte...

Talvez fosse seu desespero, ou até nojo, ou algo do tipo.

Ela balançou a cabeça. Tentando apagar de seus pensamentos essas coisas confusas. Foi para seu quarto, totalmente fora de si.

Uma fúria invadiu seu peito e um medo enorme lhe consumiu. Mal via a hora de poder falar com Rumple e pedir ajuda. Aquilo saiu completamente do seu controle.

Notas finais
Regina relutante como sempre. hahahah

Enfim, me digam o que acharam do cap!
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