Felizes... para sempre?
16 - Algo como isso
Notas iniciais
– Se Clarkson tem um exército, eu posso conseguir outro. Eu posso tomar o palácio. Mas não vai adiantar de nada se o povo te odiar. – America e eu nos entreolhamos, mas ela quebra o silêncio.
– Então... Qual é o plano?
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– Então... Qual é o plano? – Perguntei.
– Temos que pensar em tudo. – Aspen fala revezando entre olhar para mim ou olhar para Maxon – Primeiro passo: Reconhecimento. Precisamos saber o que Clarkson está fazendo: quantos soldados ele ainda tem, qual o turno deles, onde eles mantêm a ex-rainha Amberly, tudo; depois, temos que saber o que nós temos: quantos soldados desertaram do palácio, se algum deles é infiltrado, como está a situação nas outras províncias, quais nos apoiam, quais não, e se May, Nicolleta ou Kiah vão nos ajudar. Segundo passo: Chamado. Clarkson já está tentando usar a opinião pública, precisamos dela também. Vão ter que explicar ao povo exatamente o que está acontecendo e convencê-los de que o trono foi usurpado. Para isso, vamos precisar de repórteres leais a nossa causa em todas as províncias, e se conseguíssemos achar alguém que consiga interromper o Jornal Oficial para o pronunciamento de vocês seria ótimo. Chamem quantos puderem para nossa causa. Terceiro passo: Proteção. Precisamos tomar cuidado para que quando eu for tomar o palácio, vocês dois, Nicole e sua família, Meri, principalmente seu pai, que está inconsciente, fiquem seguros. Quarto passo: Ataque. Não dá pra especificar esse passo antes de dar o primeiro. Depois veremos se é melhor uma linha ofensiva clara ou um ataque mais furtivo. Quinto passo: Agradecimento. Vocês vão ao Jornal Oficial agradecer ao digníssimo estrategista e Guardião da Família Real, Aspen Leger, porque ele foi brilhante, corajoso, perfeito, simplesmente demais e um verdadeiro Herói Nacional. – Terminou se gabando.
– Sua humildade me comove, Aspen. – Ironizei.
– Eu disse que tínhamos que pensar em tudo. – Replicou.
– Mas esqueceu de uma coisa. – Suspirei.
– O que? – Maxon perguntou confuso.
– Um problema mais urgente: como é que vamos sustentar esse batalhão que está ali no meu quintal? Se vão ficar aqui, precisam, no mínimo, ter o que comer e onde dormir. E, além disso, se o ataque e a vitória não forem imediatos, precisaremos pagar seus salários. Essas pessoas têm família, precisam do dinheiro. E, me corrijam se eu estiver errada, não vamos poder contar com o cofre real para isso. – Expliquei, esperando que algum deles me dissesse o que fazer, mas não tinham resposta.
Depois de um tempo em que estávamos apenas olhando um para o outro, Aspen opinou.
– Esses homens já sabiam de tudo isso quando vieram para cá. Se estão aqui, é porque querem lutar pelo que acreditam. Ninguém pediu que viessem, ninguém contratou seus serviços. Teoricamente é cada um por si. – Disse, mas nem ele parecia muito convencido da sua teoria.
– Sim, mas se for cada um por si, vai chegar uma hora em que suas necessidades pessoais vão falar mais alto do que nossa luta. Vão acabar desertando. – Maxon disse, com uma expressão de cansaço.
– Pois bem, — falei, me levantando – eu vou até o mercado no centro comprar mantimentos pra hoje e amanhã, pelo menos. Se for para uma semana, tenho que comprar o mercado inteiro.
– Você não vai ao centro, sozinha. – Maxon interviu, levantando-se também.
– Não sei se percebeu, mas têm uns trezentos soldados no meu quintal. Vou ficar bem, não se preocupe.
Já estava quase na porta, quando me lembrei de um detalhe.
– Aspen, quando for falar com os soldados, deixe claro que se um deles matar Clarkson, a pena continuará sendo de morte. Ele deve ser capturado e levado a julgamento. Pode ser o que for, mas ainda é da realeza. – “E pai do Maxon”, eu tive vontade de completar, mas não o fiz. – Não será assassinado como um qualquer.
Maxon olhou para mim com admiração. Quando nossos olhares se cruzaram, fiz questão que soubesse que isso é por ele. Apesar de tudo, não se anula o valor da palavra PAI numa pessoa.
– Vou me lembrar disso. – Aspen assegurou.
Minha ida ao mercado foi rápida, tranquila e silenciosa, mas as compras em si demoraram o dobro do tempo que deveriam. Assim que fui reconhecida, ou seja, assim que tirei os pés do carro, todas as pessoas num raio de um quilômetro vieram falar comigo, me cumprimentar, tirar fotos, pedir autógrafos, dar conselhos e perguntar sobre o que estava acontecendo em Illéa.
Uma senhora, nos seus setenta anos, que disse se chamar Marina, foi quem mais me comoveu, ao chegar perto de mim chorando, segurar minhas mãos e dizer “Sentimos sua falta, minha rainha. Mas eu sabia que voltaria, eu avisei pra todos. Sempre acreditei na minha rainha. Agora que está aqui, tudo vai se resolver, eu sei que vai. Porque minha rainha é a mulher mais forte de toda Illéa. Eu disse, eu avisei”, segurou meu rosto entre suas mãos frágeis e cálidas e me deu a sua benção.
Onde estavam meus guardas? Olhando admirados. Eu não sei quanto às outras províncias, mas Angeles não está perdida para nós. Marina avisou a todos e eu acredito nela.
Depois de encher, literalmente, o carro com comida, voltamos para a mansão dos meus pais e ainda bem que eu não trouxe só pra hoje, porque tem mais gente no meu quintal do que quando eu saí.
Passando por eles, percebi que não eram apenas soldados. Havia muitas criadas, mordomos e outros funcionários que eu não reconheci. Era impossível que qualquer um não parasse de fazer qualquer coisa que estivesse fazendo para me ver passar. Parece que eu sou a figurinha nova da coleção. Alguns – uns cinquenta – se ofereceram para me ajudar a carregar a comida para a cozinha e eu, obviamente, aceitei. Também tive que comprar panelas, pratos, copos, talheres e outros utensílios de cozinha.
Digamos apenas que eu gastei uma pequena fortuna hoje. Nessas horas, me lembro de agradecer por ter me tornado Um, — e embaixatriz de Illéa na Itália e conselheira real da Regina Nicolleta –afinal, minhas economias não eram tão singelas assim. Eu disse para Lucca Montanari que não tinha como ajudá-lo financeiramente, mas a verdade é que eu não quis gastar todo o dinheiro que investi pensando em minha filha para pagar uma dívida de jogo. Parece egoísta, sei disso. O fato é que eu poderia me dar ao luxo de fazer compras como essas várias outras vezes.
As criadas que vieram do palácio se juntaram às criadas da minha família para preparar o jantar de todos. A intenção era voltar para o lanche da tarde, mas demorei demais no centro. Por que será?
Quando entrei em casa, Maxon e Aspen continuavam na sala, mas agora Kota, James e Gerad estavam lá também. Sobre Kota, saber que os anos se encarregaram de dar um jeito nele é o suficiente.
– O que estão fazendo? – Perguntei enquanto me sentava no sofá da sala ao lado de Maxon.
– Resolvendo os problemas urgentes. – Aspen respondeu.
– Colocamos as crianças nos quartos de hóspedes que restaram. Alguns trouxeram barracas e montaram lá fora. Achamos algumas tendas no porão, que já foram montadas para as mulheres. Todas as almofadas, poltronas, bancos e tapetes da casa estão lá fora também. A única coisa para sentarmos que ficou dentro de casa foram os sofás daqui da sala. – James explicou.
– Estamos dando um jeito, Ames. – Maxon segurou minha mão. Sorri.
– As crianças nos quartos de hóspedes... Quem são?
– Filhos dos desertores. — Gerad respondeu simplesmente. Meu irmãozinho, atualmente, é o solteiro mais cobiçado de Illéa. Fiquei imaginando as criadas fofocando sobre ele e me lembrei da época em que ouvia Anne, Mary e Lucy, falando dos Soldados Thompson, Dales e Leger. E onde estamos agora?
– Falando em crianças, onde está minha filha? – Perguntei.
– Ajudando às outras crianças. Distribuindo alguns travesseiros e cobertores. – Foi Kota quem falou desta vez. Há alguns anos, ele sofreu uma desilusão amorosa, por uma garota que estava de olho apenas no dinheiro e no número dele. Exatamente como ele era antes. Agora ele é mais fechado e, mesmo que não precise, se concentra na sua arte. Deve estar sendo difícil receber tantas pessoas em casa.
– Gente, eu não sei vocês, mas vou tomar um banho. O jantar vai sair daqui a pouco. – Comentei, já a caminho da escada. Só consegui ouvir um “Está esperando o que?” antes de alcançar o topo.
Repassando meu dia, resolvi fazer logo a minha parte e ligar para Nicolleta.
– Alô. Nick, é a Meri. Preciso de ajuda.
– É claro que precisa. Por que não ligou antes, criatura? Já estava nervosa com as notícias que chegaram à Itália.
– Maxon foi deposto, sim, mas estamos tentando recuperar o trono dele. Preciso saber se pode fazer alguma coisa para me ajudar. – Falei rapidamente, querendo chegar logo ao ponto.
– Muito pouco. May já foi avisada sobre a deposição; na verdade, foi ela quem me falou. Disse que, assim que soube, tentou enviar alguns soldados ingleses para proteger sua família, mas Illéa está fechada.
– Fechada?
– Sim. Portos, aeroportos, rodovias no norte e no sul, tudo fechado.
– A mansão da minha família tem um heliporto. – Sugeri.
– Se fosse apenas isso, daríamos um jeito, America. – A senti hesitar e me dei conta que estava acontecendo mais do que ela queria me contar.
– O que aconteceu, Nicolleta? – Perguntei também hesitante.
– O avião com os guardas ingleses, ele foi abatido antes de entrar em Illéa. A mensagem ficou clara: “Ninguém entra e ninguém sai. Quem tentar morre”. Sinto muito.
A linha ficou silenciosa. Estava tentando assimilar as palavras de Nicolleta. Percebi a verdade: estamos por conta própria. Ainda assim insisti.
– Mas e a Aliança? O que Clarkson fez não é um ato de guerra?
– Teoricamente sim, mas você sabe da política italiana, America: eu só posso entrar em guerra por uma causa considerada digna pelos italianos. Minha Aliança com Illéa é comercial e, como recentemente conseguimos uma nova Aliança no Extremo Oriente, a ruptura do contato entre nossos países não vai abalar a Itália. O povo não quer uma guerra desnecessária.
– E quanto a May e a Kiah? – Perguntei.
– Na Austrália, um país pode romper uma Aliança quando for desvantajosa, desde que seja previamente avisado. Clarkson foi astuto, America. Ele já tinha planejado isso. O aviso chegou à Austrália no mês passado. Óbvio que ele inventou meia dúzia de desculpas em nome de Maxon, mas ainda assim, Kiah não foi diretamente ofendida. Ela não pode fazer nada.
– E May? Ele explodiu um avião com soldados ingleses. Pelos céus? Onde que isso não é uma declaração de guerra?
– Sim, mas o simples fato de May estar enviando esse avião com soldados armados até os dentes já foi considerado uma declaração de guerra. Sua irmã fez o que fez por conta própria. Se ela fosse esperar o apoio dos parlamentares, uma intervenção demoraria semanas para acontecer. Agora eles acham que ela foi uma total irresponsável, que agiu como uma filha de Illéa e não como a rainha da Inglaterra. Além disso, ela não é como eu. Não pode resolver assuntos de guerra, porque não é a governante legítima. Eu sou a rainha porque meu pai foi rei, ela é rainha porque se casou com um príncipe herdeiro. Alexander é quem deveria intervir, mas apoiar May agora o deixaria em uma situação complicada com seus parlamentares.
– Eu não pediria por isso. – Admiti – Alexander já teve que pagar uma fortuna ao canalha do Lucca. Não posso pedir que se prejudique por nossa causa.
– Ainda tem algo que eu posso fazer. – Nicolleta afirma e eu me permito ter um pouco de esperança.
– O que?
– Posso emprestar dinheiro. Consiga soldados illeanos e eu envio o dinheiro para pagá-los; quando Maxon estiver de volta ao trono, me devolve. Não posso fazer nada muito além.
– Nicolleta, obrigada, obrigada, obrigada. Não sabe o quanto isso nos ajuda.
– Mas ainda tem que conseguir os seus soldados, America. – Ela acrescentou provavelmente me achando precipitada em minha animação.
– Isso não é problema, não se preocupe.
– Não é problema? O que quer dizer?
– Quero dizer que nesse exato momento devem ter umas quatrocentas pessoas no meu quintal, Nick. Muitos estão desertando do palácio e não param de chegar. – Expliquei.
– Isso é excelente, Meri! – Nicolleta exclamou – Então Clarkson está ficando mais fraco?
– Não, isso não. Ele tem muitos aliados influentes dentro do país. Ele repõe cada soldado que deserta para o nosso lado.
– Não dava pra esperar menos desse homem. – Ela murmura – Mas ter os soldados já é um começo.
– E ter alguém para financiá-los é um alívio. – Admito.
– Tudo bem, tenho que ir, Meri. Me avise de tudo o que acontecer aí.
– Pode deixar. Obrigada Nick.
– Agradeça ao Maxon por reabrir os bancos internacionais em Illéa. Depois acertamos os detalhes de tudo. Tchau.
– Tchau. – Desliguei o telefone.
Fui para o banho enquanto pensava nisso. Com exceção da França, todas as Alianças que Illéa possuía antes do meu casamento com Maxon eram militares. E como o Tratado do Comércio entre Illéa e França envolvia muito mais produtos do que dinheiro em si, não havia transações monetárias internacionais.
Com a Aliança da Itália e da Inglaterra, que eram comerciais, Maxon criou projetos para reabrir os bancos internacionais, que datavam da época dos Estados Unidos da América. Mas o estopim para que os projetos se concretizassem se deu três meses depois da minha deposição. Aspen sempre enviava dinheiro da Itália para ajudar a família e desde que o sigilo sobre isso fosse mantido, nada aconteceria, mas ainda assim, o dinheiro foi roubado no caminho. Maxon ajudou a família dele aquele mês e no mês seguinte, Aspen já estava depositando o dinheiro em um banco na Itália, que era recebido de forma segura em Illéa.
Sorri com o pensamento. Maxon sempre encontrava um jeito para cuidar de nós mesmo quando estávamos separados por um oceano.
Saí do banheiro, já vestida e apenas secando meu cabelo, quando ouvi uma batida na porta.
– Entre.
Foi o próprio Maxon quem atravessou a porta, como se tivesse sido atraído pela força dos meus pensamentos.
– O jantar vai sair em meia hora. – Arqueei uma sobrancelha.
– A casa está cheia de criadas e é você quem vem me dar a notícia?
Ele deu de ombros e se aproximou.
– Aspen foi falar com os soldados recém-chegados, perguntar o que estava acontecendo no palácio quando saíram. – Suspirou – Também não sei como vamos dar conta de tanta gente. – admitiu.
– Pois eu sei. – Ele me olhou surpreso.
– Como?
– Falei com Nicolleta hoje. Não podemos esperar muita ajuda de fora do país, mas ela ficou de emprestar o dinheiro que precisarmos para pagar os soldados.
– Sério? Me conta essa história direito. Quando você falou com ela? – Falou rapidamente sem me dar uma pausa para responder.
– Sim, é sério. Conto a história quando estivermos todos juntos para não precisar ficar repetindo toda hora. Falei com ela assim que subi para o quarto e antes de entrar para o banho.
Maxon ficou um tempo em silêncio me encarando. Já estava ficando estranho até ele se aproximar de mim e sussurrar no meu ouvido.
– O que seria de mim sem você? E o que acha de continuarmos aquela conversa que estávamos tendo na sala mais cedo?
– Não disse que o jantar vai sair em meia hora? – Perguntei sorrindo.
– Sim. Significa que não dá pra perdermos tempo.
E atacou meus lábios enquanto me levava em direção à cama sem encontrar resistência da minha parte. Estávamos ambos precisando um do outro, explorando um ao outro, nos conhecendo de novo, matando a saudade.
Maxon estava sobre mim me beijando enquanto nossas mãos travavam uma batalha com nossas roupas. Eu parei de me mover e interrompi Maxon, que ficou extremamente confuso e aparentemente decepcionado. Ele me encarou e eu sorri.
– Eu sabia que você não tinha vindo pra me avisar do jantar.
Ele sorriu de volta e então, recomeçamos o que eu tinha interrompido. Eu apreciava cada momento junto a ele, desde a sincronia da nossa respiração até o toque de nossas peles desnudas. É simplesmente inacreditável que tenhamos conseguido passar tanto tempo afastados um do outro. Um erro que, se depender de mim, não vai se repetir.
Depois de algum tempo, menos do que eu gostaria, estávamos nos vestindo para descer e jantar. Jantaríamos todos no quintal hoje e seria muito estranho se Maxon e eu resolvêssemos não aparecer.
Antes de sairmos do quarto, Maxon me puxou para um beijo cheio de desejo. Relutante, nos afastou instantes depois.
– America, eu sei que já é bem óbvio que eu nunca mais vou permitir que você se afaste de mim outra vez, mas eu quero deixar claro que quando tudo isso acabar, quando voltarmos para o nosso palácio, você voltará a ser a minha rainha. Minha. Você aceita? Aceita se casar comigo outra vez? – Lançou-me um olhar intenso.
– E que escolha eu tenho? Você já disse que não vai permitir que eu me afaste de novo, — brinquei antes de olhar para ele e continuar a falar com todo o sentimento que emanava de dentro de mim – e nem eu iria querer me afastar. É claro que eu aceito me casar com você outra vez. Eu te amo.
– Eu também te amo. – Respondeu com um sorriso genuíno e juntou nossos lábios novamente. Senti algo deslizar pelo meu dedo durante o beijo. Quando o oxigênio se fez necessário e nos afastamos, percebi que era o anel do nosso casamento, agora sendo usado como anel de noivado. Maxon usava o dele também.
Sorri exultante e, com nosso compromisso selado, descemos abraçados para o jantar.
Recebemos mais olhares do que o comum quando aparecemos no quintal e Nicole correu até nós com os olhos brilhando.
– É verdade que eu vou ter um irmão? – Perguntou e eu fiquei estática. Que história é essa?
– Quem foi que disse isso? – Foi Maxon quem perguntou, mas ele não estava paralisado como eu. Estava até sorridente.
– Tio Aspen. Vocês demoraram. Ele disse que vocês deveriam estar tentando me dar um irmão.
Maxon me lançou um olhar de compreensão e diversão. Nicole foi para o outro lado dele, que a abraçou também. Eu sorri e respondi à minha filha, já caminhando para um banco que cederam para nós.
– Algo como isso.
Eu olhava para os dois, admirada. Minha filha estava contente com a minha resposta e Maxon parecia nos reivindicar para si, nas palavras dele, éramos as mulheres de sua vida. Imersa em pensamentos, não percebi quando chegamos onde Aspen estava, até que a voz de Maxon me despertou.
– Aspen, se estiverem precisando de mais um quarto, eu cedo o meu. America e eu não precisamos de dois.
Depois disso, Aspen nos lançou um sorriso malicioso, minha filha correu ao encontro de outras crianças da idade dela, e todos nós apenas desconsideramos os problemas a nossa volta e nos permitimos ter um momento de paz.
Continua...
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