Notas iniciais
Oi gente, capítulo novo para vocês. Sério, está ficando cada vez mais difícil escrever essa história. Tem muitos detalhes a considerar. Hoje coloquei um personagem novo pra facilitar a minha vida. Espero que gostem... Boa leitura!

“– Aspen, se estiverem precisando de mais um quarto, eu cedo o meu. America e eu não precisamos de dois.

Depois disso, Aspen nos lançou um sorriso malicioso, minha filha correu ao encontro de outras crianças da idade dela, e todos nós apenas desconsideramos os problemas a nossa volta e nos permitimos ter um momento de paz.”

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Durante o jantar, eu posso dizer que tivemos uma pequena experiência de vida sem castas: As criadas apareceram para nos servir, mas eu as dispensei e disse que elas não precisavam se preocupar em servir a ninguém, além de a elas mesmas. Antes do jantar, pedi para colocarem algumas mesas que tínhamos em casa no quintal e as criadas colocaram toda a comida ali. Na hora de comermos, não tinha ninguém mais ou menos importante, apenas uma fila de pessoas que se serviam da forma que quisessem para se sentar onde quisessem e conversar com quem quisessem. Sem exceções nem mesmo para Maxon, eu ou Nicole, o que ficou comprovado pelas trinta pessoas na nossa frente.

Tudo bem, tivemos que exercitar nossa paciência, mas compensou quando reparamos a admiração de todos.

Durante todos esses anos vivendo como alguém importante, jamais me esqueci de como era ceder parte da minha comida para meus irmãos mais novos, de como era ajudar meus pais a levar dinheiro para casa, ou de como era fazer as tarefas domésticas. De certa forma, aprendi a levar esses valores comigo. Abrimos mão de um privilégio que beneficiaria a poucos, em prol de um ato que satisfaria a muitos.

É claro que eu sei que é a função das criadas nos servir e que elas não estariam fazendo nada demais já que vão receber pelo seu trabalho, mas foi uma experiência válida pelo vislumbre de uma sociedade mais igualitária. Tenho esperança de que num futuro recente, as criadas que nos servirão farão isso apenas pelo emprego e não porque nasceram para nos servir. Tenho esperança de que o nascimento não definirá o que haveremos de ser pelo resto da vida.

Eu disse “haveremos de ser”?

Estou passando tempo demais com Maxon. Parece que os costumes da realeza enraizaram um pouco em mim também. Meu caráter carrega permanências da vida na Cinco e mudanças da vida na Um. Sorri com o pensamento. Eu gosto de ser como sou.

Muitas horas depois do jantar, fomos com Nicole para o quarto dela. Maxon se sentou na cama e ela se deitou, apoiando a cabeça no colo do pai, apenas para tê-lo acariciando seu cabelo quase que instantaneamente. Peguei o meu violino e toquei para os dois, com a intenção de fazer com que Nicole dormisse e de impressionar meu noivo. Como nossa filha estava cansada, não demorou a cair no sono; Maxon a ajeitou na cama delicadamente e fomos em direção ao meu quarto.

Fui pegar uma roupa mais confortável para dormir e me assustei ao encontrar as roupas de Maxon no meu closet.

– Maxon, como suas roupas vieram parar aqui? – Perguntei colocando a cabeça para fora da porta.

– Pedi um favor para umas criadas depois do jantar. – Ele deu um sorriso torto. Tentei imaginar a cena e percebi que Maxon estava recordando o momento. Acabamos rindo juntos, eu da imaginação, ele da memória.

– Então quer dizer que você estava falando sério quando disse que só precisávamos de um quarto? – Fingi inocência.

– Vai dizer que não gostou da ideia? – Respondeu minha pergunta com outra pergunta e eu fiz cara de indignada.

– Maxon Cálix Schreave, eu sou uma moça de família. O que as pessoas vão dizer quando souberem que eu divido o quarto com um homem que não é o meu marido? – Ele sorriu e veio em minha direção.

– Vão dizer que ele é um homem de sorte. – Respondeu me puxando pela cintura, mas eu o empurrei e fechei a porta do closet gargalhando.

Troquei de roupa no closet mesmo e depois que sai, Maxon entrou. Voltou apenas com uma calça de moletom e sem blusa.

– Está tentando me seduzir? – Perguntei.

– Está funcionando? – Sorri e me virei na cama, ficando de bruços, para provocá-lo. Maxon bufou e me empurrou – Vamos, chegue pra lá, eu quero deitar também.

Ele se deitou e eu logo rolei para o lado dele, que me abraçou. Ficamos apenas assim por um longo tempo até eu quebrar o silêncio.

– Eu não consigo acreditar que ainda ontem eu estava na Itália.

– Nem eu consigo acreditar que tomei o café da manhã de hoje no palácio. Aconteceu tanta coisa.

– Não me entenda mal, mas eu até que gostei do dia de hoje, sabe? Tirando a parte do meu pai estar num hospital e de você ter sido deposto, aconteceram várias coisas boas hoje.

– Sei o que quer dizer. Foi um dia interessante, apesar de tudo. – Dei um sorriso ao pensar no segundo pedido de casamento que Maxon me fez.

– Tem alguma parte favorita?

– Definitivamente, eu tenho. – Ele respondeu olhando para mim com um sorriso malicioso e me beijando impetuosamente logo em seguida. Não hesitei em corresponder.

O que posso dizer? A noite foi longa!

Quando acordei na manhã seguinte, Maxon ainda dormia, comigo aninhada ao seu corpo. O relógio marcava seis e meia da manhã e a luz do sol adentrava pela janela. Beijei Maxon para acordá-lo e ele abriu os olhos sorrindo.

– Senti saudades do meu despertador favorito – murmurou.

– Acorde. Temos muito que fazer. – disse já me levantando da cama enrolada num cobertor.

Maxon suspirou pesadamente e se sentou, mas não fez o mínimo esforço para levantar.

– Não sabia que você é tão enérgica de manhã. Você dormia como uma pedra e acordava sonolenta. — Comentou.

– Normalmente sou assim, mas estamos bem longe de uma situação normal. – Repliquei – Vou tomar banho. Quer vir?

Não precisei perguntar duas vezes.

Quando descemos para o café da manhã encontramos Aspen conversando com um homem que reconheci como um dos conselheiros. Acho que é o de Sumner, ou seria o de Hondurágua? Não me lembro. Ele se levantou assim que nos viu.

– Addae? Não esperava vê-lo aqui. – Maxon reassumiu sua postura de “hora do trabalho”.

– Majestade. – Cumprimentou – Rainha America, é um prazer imenso revê-la. – Sorri gentilmente o meu habitual “sorriso de assinatura”, que é quando eu não estou com a mínima vontade de sorrir, mas as boas maneiras me forçam a isso.

– Há muito tempo não me chamam de Rainha, Lord Addae, e desde ontem não chamam Maxon de Majestade. Mas também é um prazer revê-lo. E a julgar pelo seu cumprimento, devo acreditar que o senhor não concorda com a deposição de Maxon, correto?

– Correto. Explicava agora mesmo ao General que desejo me aliar à sua causa. E se me permite dizer, Illéa nunca deixou de vê-la como Rainha.

– Agradeço as palavras, mas poderia nos dizer como soube do que estava acontecendo por aqui?

– Tenho certeza de que Addae responderá a todas as suas dúvidas, America, mas antes vamos nos sentar. – Maxon disse educadamente e depois se dirigiu ao conselheiro – Por favor, perdoe-nos a falta de poltronas.

Devidamente acomodados nos sofás da sala, o conselheiro retomou o assunto. Addae... Tenho quase certeza de que esse é o de Sumner.

– Na verdade, majestade, todos já sabem do que está acontecendo por aqui. A imprensa não descansa, senhora.

Ah! A imprensa, é claro. Assim como o palácio e a mansão da família da ex-atual-rainha Amberly, a mansão da minha família também possui muros e portões altos. Qualquer desertor entra. Qualquer pessoa que esteja com uma câmera ou com um gravador fica do lado de fora. Mas não os impede de ver as pessoas que entram, nem os impediu de me ver fazer compras em um mercado no centro para um batalhão. Como foi que eu não tinha pensado nisso antes?

– E o que o impulsionou a vir, Lord Addae? O que deseja conosco? – Perguntei.

– Majestade, eu sou casado. Me casei através de um arranjo que meus pais fizeram em minha adolescência com uma Dois fútil e arrogante. – Me perguntei o que aquilo tinha a ver, mas continuei prestando atenção sem interromper sua narrativa – Mas eu fui um homem apaixonado e amei uma mulher, uma criada. Quando dei por mim, ela estava presa, eu tinha uma filha na casta Oito e minha posição social e o meu status não me permitiram fazer nada. Por milagre, minha filha sobreviveu à infância e eu a ajudava como podia, mas não foi o suficiente. Numa semana que eu saí de Sumner para Angeles por causa de uma convocação do até então Rei Clarkson, ela ficou com muita fome e roubou algumas frutas. – Ele parou por alguns instantes, controlando sua respiração e eu percebi que ele estava à beira das lágrimas – Ela foi chicoteada e perdeu muito sangue. As feridas infeccionaram por causa do lugar lúgubre em que ela estava e ela morreu sem assistência. E então a senhora apareceu com suas ideias de integração e dissolução das castas. Eu a apoio, majestade, sempre a apoiei. Pela minha filha, eu vim aqui prestar os meus serviços.

Quem estava à beira das lágrimas agora era eu. Era simplesmente impossível não pensar na minha filha enquanto ele falava na dele. E eu teria morrido se tivesse acontecido algo semelhante com Nicole.

– Eu estou realmente comovida, Lord Addae, e com uma tendência enorme a acreditar em suas palavras, mas, por favor, explique-me o porquê eu deveria fazê-lo. Não quero ser rude, entenda-me, mas por que eu deveria acreditar em qualquer coisa que o senhor dissesse?

– Porque é verdade, America. – foi Maxon quem respondeu – Addae me apoiou desde o início. Quando você foi deposta, a maioria dos conselheiros queria que eu me casasse de novo. Addae vetou essa proposta instantaneamente. E também é verdade que ele foi importante para que eu conseguisse tirar algumas de suas ideias do papel. – Convencida da honestidade dele, cessei de fazer perguntas.

– Pois então, seja bem-vindo! É um prazer tê-lo conosco. – Estendi minha mão para que ele pudesse apertá-la, mas ele levou-a aos seus lábios e depositou um beijo respeitoso ali.

– O prazer é todo meu, senhora...

– Mas eu tenho uma condição: – O interrompi e Maxon me olhou confuso – Nada de “senhora”, “Lady”, “Rainha” ou “Majestade”, apenas America. E eu o chamarei apenas de Addae.

– Aceito suas condições, America. – Respondeu sorrindo.

– Então temos um acordo. – Sorri de volta.

– Enfim, que tipo de serviços veio prestar? – Aspen se manifestou pela primeira vez desde que Maxon e eu entramos na conversa.

– A garantia de que Sumner, ou pelo menos boa parte, não será afetada pela propaganda de Clarkson, que tem uma visão completamente pejorativa de Maxon. E informações de dentro do palácio. Ninguém desconfia de que eu esteja aqui já que eu dei um jeito de despistar até os repórteres acampados ali fora e só sou esperado no palácio à tarde.

– Acha que consegue fazer algo por minha mãe? – Maxon perguntou.

– Aí já é mais complicado. Ela está trancada no terceiro andar e o quarto que disponibilizaram para mim é no segundo. Além disso, ela é vigiada dia e noite. Acho que o máximo que posso me arriscar a fazer é colocar uma carta por debaixo da porta durante a troca de turnos. Qualquer coisa a mais vai ser muito perigosa e eu posso estragar o disfarce.

– Acha que consegue ir até a porta o quarto dela duas vezes? – Aspen perguntou.

– Não no mesmo dia, mas sim. Por quê?

– Mandaremos uma carta por você e junto com o envelope enviaremos papel em branco e caneta. Antes de colocar a carta por debaixo da porta escreva uma nota com o dia e a hora que passará de novo esperando a resposta. Pode fazer isso? – Maxon parecia grato e ansioso ao mesmo tempo. Estava preocupado com a mãe tanto quanto eu estava com meu pai, mas tinha coisa demais acontecendo até para nos abatermos com a situação deles. Precisávamos nos manter fortes.

– Posso tentar.

– Seja cuidadoso.

– Serei.

– Já que está aqui, por que não aproveita para contar o que está acontecendo no palácio? – Perguntei.

– Clarkson convocou os conselheiros das trinta e cinco províncias para uma reunião hoje e declarou urgência, mas mesmo que não tivesse feito isso, depois que todos soubemos da deposição de Maxon, ouso dizer que nenhum de nós faltaria. Como eu disse, sou esperado no palácio apenas a tarde, isso por causa do horário da reunião. Se alguém me questionar quanto ao tempo que levou o meu percurso, invento algum imprevisto no caminho.

– Já foram informados sobre o assunto da reunião? – Aspen perguntou, provavelmente percebendo que Addae começara a devanear.

– Ainda não, mas imagino que seja para restituir o posto dos conselheiros que Maxon destituiu. – Explicou para Aspen e logo em seguida se dirigiu a nós também – Em Sumner não param de chegar as gravações dos discursos de Clarkson onde ele explica as “fraudes” cometidas pelo filho. Todos os conselheiros destituídos estão do lado dele e confirmam tudo o que ele fala, exemplificando com histórias absurdas, que ninguém que já tenha convivido minimamente com você, Maxon, poderia acreditar.

– Então a situação deve estar crítica nas províncias, porque era raro que Maxon saísse de dentro do palácio. Poucos súditos conviveram minimamente com ele – Aspen comentou com uma aparência de frustração.

– Quero dizer que ontem ele deve ter passado o dia quase que inteiro na frente de uma câmera. Tenho medo é do que ele irá fazer hoje, na sala de reuniões.

– Essas gravações chegaram a ir ao ar? – Maxon estava tenso ao meu lado.

– Não em Sumner. Teoricamente eu não deveria poder controlar quando o Jornal Oficial passa ou não na minha província, já que as imagens são transmitidas diretamente para os filhos e filhas de Illéa, sem antes passar por nenhum tipo de emissora televisiva. Mas digamos que eu, por acaso, tenha um conhecido que consegue interceptar o sinal antes que o Jornal seja transmitido em Sumner e que, por acaso, fui eu quem financiou seus estudos e seus equipamentos. Como eu poderia supor que ele teria uma dívida de gratidão e de muito dinheiro comigo? – Perguntou com falsa modéstia e já com um sorriso no rosto.

Aspen e eu nos entreolhamos, e percebi visivelmente que o interesse dele pelo apoio de Addae apenas aumentava.

– Mas e nas outras províncias? – Maxon continuou em sua postura rígida sem perceber a troca de olhares entre Aspen e eu.

– Receio que tenham ido ao ar, sim. – Addae respondeu.

– Addae, acha que esse seu conhecido se aliaria à nossa causa se pedisse? – Perguntei.

– Eu não preciso pedir, porque ele te venera desde a época da Seleção. Ele era só uma criança na época, mas é seu maior fã. Se eu mencionar seu nome, ele aparece aqui em Angeles no mesmo dia.

– Pois então mencione meu nome. Precisamos de alguém como ele.

– Falarei com ele. Sugiro que escrevam a carta para a Lady Amberly, daqui a pouco terei que ir ao palácio.

– Farei isso. – Maxon levantou-se – America, tem algo que queira dizer a ela?

– Diga que tenho saudades dela e de chamá-la de mãe. Diga que estou ansiosa para apresentá-la à Nicole.

– Tudo bem – Ele concordou.

– Maxon, seja cuidadoso com o que escreve. Não dê detalhes sobre nós ou o que está acontecendo por aqui. Explique que temos que ser bastante superficiais para o caso de algo dar errado e a carta cair em mãos erradas. – Completei.

Maxon subiu às escadas em busca de papel, caneta e privacidade. Aspen e eu continuamos conversando com Lord Addae.

– Addae, confesso que estou curiosa para saber como entrou aqui sem que os repórteres o vissem.

– General Aspen me ajudou. – Arqueei uma sobrancelha para Aspen, ele apenas deu de ombros – Não foram vocês quem mandaram construir essa mansão, estou correto?

Estranhei o rumo da conversa, mas assenti.

– Está. Minha família recebeu esta mansão assim que eu fui coroada.

– E não existem esconderijos como no palácio, existem?

– Não, não existem.

– Mas existe uma saída pelo subsolo, por uma passagem pelo porão. A arquitetura desta mansão é bem semelhante à arquitetura da minha, o que confirmou que tinham sido desenhadas pela mesma pessoa. Obviamente não é uma coincidência, já que a maioria das propriedades de nobres em Illéa foi construída na mesma época, com dinheiro público.

– Como tinha certeza de que encontraria a passagem? – Perguntei abismada.

– Não tinha, mas entrei em contato com o General para que a procurasse. Ele encontrou, e agora estou aqui.

– Isso é realmente impressionante, mas como sabia de tudo isso?

– Tenho certeza que você já explorou a biblioteca do Palácio. Há muitos anos encontrei um registro sobre História das Grandes Construções de Illéa. Um livro realmente fascinante, mas que jamais encontrei em outro lugar. Pedi o livro à Clarkson logo nos primeiros anos de seu reinado e, como ele não tinha nenhum interesse naquele livro em particular, atendeu ao meu pedido. Se soubesse parte das coisas que ele contém, jamais teria me dado. Mas creio que tenha sido sua salvação, porque não imagino o estrago que poderia ter acontecido se um rebelde se apoderasse desse livro.

– E o que o livro contém, Addae? – Perguntei, cada vez mais interessada em suas palavras.

– Tem uma parte do livro destinada exclusivamente à arquitetura do Palácio. Digamos apenas que eu tenho um meio de descobrir onde fica cada canto escondido daquele lugar. Quando li sobre isso percebi a causa de jamais ter encontrado um exemplar dele. Aquele livro é único e está em minha posse.

– Poderia nos mostrar? – Aspen perguntou, consternado com todas as possibilidades que um único livro poderia nos proporcionar.

– Infelizmente, ele ficou em Sumner e eu devo permanecer em Angeles. Mas acho que posso dar um jeito.

– Por favor, faça isso. Seu apoio acabou por se mostrar muito valioso, Lord Addae. – Aspen cumprimentou-o

– Eu faço questão de que as castas acabem em Illéa, General. Pela minha filha, eu já disse, farei tudo o que estiver em meu alcance para ajudar.

– E eu o agradeço imensamente, Addae. Por Illéa, sim, mas principalmente pela minha família e pelos direitos da minha filha que Clarkson usurpou.

– Ah! A princesa Nicole. Ainda não tive a oportunidade de conhecê-la. – Addae comentou.

– Só um instante. Nicole, já pode sair de onde está escondida. – Chamei e ela desceu a escada.

– Como sabia que eu estava ouvindo, mãe? Nem meu pai viu que eu estava ali quando passou.

– Eu sou sua mãe. Sei das coisas. E depois eu e você teremos que conversar sobre isso, mocinha.

Ela abaixou a cabeça. Eu conheço a filha curiosa que tenho. Nicole logo se recuperou da futura bronca que sabe que vai levar e olhou para Addae.

– Lord Addae, é um prazer conhecê-lo. – Cumprimentou-o com um leve aceno de cabeça e um sorriso. Ele tomou sua mão e beijou-a.

– O prazer é todo meu, princesa. Estou realmente encantado. A senhorita é uma jovem muito bela.

– Muito obrigada. O senhor é muito gentil. Sinto muito por sua filha e agradeço por toda a ajuda que o senhor ofereceu à minha família. Jamais me esquecerei do que está fazendo por nós.

Addae ficou impressionado com os modos dela. Nicole sabia ser tão gentil que, até quando aprontava, as pessoas a admiravam. Aconteceu a mesma coisa com Kiah, anos atrás na Itália.

Enquanto Addae a examinava, Maxon desceu com um envelope em mãos.

– Não pude escrever muita coisa, para não correr riscos. Espero que tudo dê certo. Não quero prejudicar minha mãe.

– Serei cuidadoso, Maxon, não se preocupe. – Addae respondeu – Bom, agora devo ir. Com licença.

Aspen o acompanhou até o porão e Maxon ficou sem entender.

– Por que eles foram para o porão?

– Longa história. Já ouviu falar sobre o livro “História das Grandes Construções de Illéa”?

Continua...

Notas finais
Gente, considerem que Addae já é idoso, tudo bem? Ele tem praticamente a mesma idade que Clarkson e não se esqueçam que esse capítulo se passa cerca de dezessete anos depois do casamento da America e do Maxon e eu daria uma idade aproximada de uns quarenta e poucos anos para ele naquela época. Considerem uns sessenta anos para Addae. Só pra vocês imaginarem o personagem. O que acharam do capítulo??? Beijos e até breve.