Felipe e Felipa Em Nove Meses

6 Capitulo 6 – Minhas pernas


Notas iniciais
Oi Gente! Esta aqui mais um capitulo de F&F. Ainda está lendo isso aqui? Vá ver o que esta acontecendo.

Felipa acelerava o carro, ela nunca tinha sido tão irresponsável no transito, ao chegar no hospital, respirou fundo e adentrou.

Ela deu uma olhada na sala de espera e logo avistou seus pais, Melissa estava sentada de pernas cruzadas mexendo distraidamente nas unhas, Russo sacudia a perna impaciente e passava as mãos pelos seus cabelos grisalhos.

Felipa suspirou e foi até eles.

— Alguma noticia? – Ela perguntou preocupada.

Os pais da menina a olharam e se levantaram incrédulos pela aparição da menina.

— O que você faz aqui? – Russo disse zangado.

— O quê? Acham mesmo que eu ia deixar meu irmão aqui? Sozinho? – Ela pergunta cruzou os braços, não baixando a voz para os pais.

— Olha o respeito menina. – Melissa diz apontando o dedo para Felipa.

— Tire esse dedo da cara da minha filha, Melissa. – O pai de Felipa fala empurrando brutamente a mão da mulher.

— Achei que era minha também. – Ela diz com os olhos carentes, porem firme na sua posição.

— Felipa, você deverei está na escola. – Russo diz ignorando o comentário da sua mulher.

— Eu estava, mas May me enviou uma mensagem avisando que tinham encontrado Corey. – Ela explica.

— Empregada enxerida. – Melissa fala olhando pra outro canto, não era brincadeira falar que ela era mais dócil bêbada.

— Não fale assim de May, ela me conhece, e sabia que eu queria ser informada, enquanto vocês não iriam me dizer nada do que está acontecendo. – Ela cerrou os olhos para os pais.

Antes que eles respondessem, um medico se aproximou

— Sr. E Sra. Hun, Corey ainda está em cirurgia, porém o Dr. Nelson, verificou que houve algum impacto que Corey recebeu na medula espinhal, e esse resultou na interrupção dos estímulos nervosos para os membros inferiores. – O medico diz com uma cara de comoção, certamente om pena do paciente, que tinha quase a sua idade.

— O que esse quer dizer? – Melissa pergunta meio angustiada.

O Medico Jovem, a baixou a cabeça e coçou a barba rala e depois voltou a família.

— Eu sinto muito, mas Corey está paraplégico.

Assim que o medico explicou Felipa soltou um suspiro pesado e cobriu o rosto com as mãos, em sua mente ela repetia varias vezes “ Que Droga, Que Droga” pensando no estado do irmão.

— Mas como assim? Ele teve perda total dos movimentos das pernas? Ele pode receber algum tipo de tratamento? Há algum jeito de reverter por que se for dinheiro, fique sabendo que não há problema. – Russo falou firme quase implorando para que o medico resolvesse tudo em um passe de magica.

— Bem, isso não tem como vermos agora, só quando ele acordar ou quando fizermos exames mais detalhados. Mas se for irreversível, esse status foi causado por um corte transversal da medula ou alguma doença cógnita incorrigível, mas se for reversível, quer dizer que houve somente uma compressão medular. – O medico explica. – Mas seja como for, o essencial para paciente como Corey é o acompanhamento e apoio familiar. Ele com certeza acordara confuso e depois que perceber que não consegue mexer as pernas, isso com certeza piorara. – Ele aconselha e Felipa logo promete que dela o irmão recebera tudo acompanhamento.

— Se for reversível, quantos meses de tratamento ele tem que fazer para voltar a andar? – Pergunta dessa vez, Melissa.

— AH, isso depende, depende muito. Podem levar meses ou até anos. Cada caso é isolado. Bem, eu voltarei para a cirurgia e eu levarei novidades quando puder a vocês.

— Muito obrigada, Dr. Avery. – Russo agradece e o medico se distancia.

A Família se senta dessa vez com Felipa no meio deles.

— Do que vocês sabem? – Felipa pergunta depois de um tempo.

— Bem, não muito. Falaram-nos que ele estava com vários ferimentos superficiais e outros graves, ele chegou tento uma parada cardíaca que logo foi controlada, depois o Dr. Nelson viu o traumatismo craniano e o levou para uma craniotomia de emergência e... ah, ele foi encontrado de trás de uma escola do fundamental. – Sr. Hun contou a filha enquanto encostava a cabeça na parede de olhos fechados. – Nos disseram também que, se tivessem demorado mais um pouquinho, em uma hora dessas nós já devíamos está planejando o enterro de Corey. Esse menino só me decepciona.

Felipa pôs a cabeça entre as mãos suspirando e pensando aonde o irmão havia se medido para conseguir parar no hospital.

— Eu vou estar lá. – Felipa afirma e seus pais prestam atenção nela. – Quando ele acordar, eu vou estar lá, vocês não. – Ela levanta a cabeça e repete decidida.

— Mas não é você que decide isso. – Sra. Hun fala.

— Sim, sou eu. Vocês ouviram o Dr. Avery, ele vai esta confuso. Vocês nem sabiam que Corey não aparecia em casa a dois dias. Se vocês querem o pedido, eu farei, mas se vocês não permitirem não fara diferença. Então, por favor, Corey não precisa de vocês discutindo entre si ou com ele. Deixa, que eu entro. – Felipa se empoe e implora.

— Tudo bem. Tanto faz mesmo. – Russo fala voltando a encostar a cabeça na parede.

— Um homem? – Zac pergunta enquanto surpreso quando Felipe lhe contou.

— Sim, quer dizer, era homem, se era jovem não sei, mas Charlie disse que ele parecia até já morto.

— Credo... Sabe, ouvi aquela trigêmeas safadinhas da classe de química que o irmão de Felipa estava no hospital e que estava batendo as botas, será que foi esse que foi encontrado? – Zac pensou.

— Num sei, talvez não... – Os dois ficara lá, jogados no sofá pensando na possibilidade até que Felipe pergunta curioso. – Trigêmeas safadinhas? Como assim?

— Você sabe, aquelas meninas peitudas que ficam com os mesmos caras... ao mesmo tempo. – Uma afeição pervertida toma conta do rosto de Zac e os dois caiem na risada.

— Bebe um pouco de água Felipa. – Trish diz estendendo um copo de água para ela. Felipa o pega e toma um gole. – Quanto tempo ele está em cirurgia?

— 4 horas. – Ela toma mais um gole. – Você acha que houve alguma complicação? – Felipa pergunta preocupada.

— Não, eu li que essas cirurgias levam de 3 a quatro horas. – Trish tentada despreocupar. – Devem está quase acabando.

— É, pode ser.

— Nossa, você já viu quanto medico gatinho tem aqui. – Ela disse dando uma olhada nos médicos que trilavam por ali. – Mais nenhum é tão bonito quanto o Collins. – Trish suspira.

— Fala serio Patrícia, esquece esse garoto, é um desperdício do seu tempo. – Ela diz cansada bebendo mais um pouco da sua água.

— Eu sei, mais por algum motivo aquele par de olhos castanhos e aquela boquinha bem desenhada me desconcentram. – Ela confessa e Felipa revira seus olhos.

— Que nojo!

— Seus pais são tão esquisitos. – Trish observa – Olha só, Sr. Hun está assediando aquela pobre enfermeira enquanto a sua mãe tá recendo bronca daquele outro enfermeiro por fumar aqui dentro. – Ela disse com um ar cômico.

— É, não vão ganhar o premio de pais do ano. – Felipa concorda e as duas riram. – Como o meu irmão vai viver em uma cadeira de rodas? Nem sabíamos a onde ele estava, ele vai enlouquecer. – Felipa pensa.

— Calma, talvez ele volte a andar, e depois, ele tem uma ótima irmã. – Trish sorri pra ela e Felipa se conforta.

Então Felipa observa o Dr. Avery e o Dr. Nelson vindo na sua direção.

— Nossa que gato. – Trish sussurra e os pais de Felipa se aproximam.

— Corey teve uma assistolia durante a cirurgia, mas essa foi controlado, ele está bem e acordara daqui a alguns minutos, as lesões e ferimentos já foram tratas e suturadas pela equipe e agora é só esperar a recuperação e classificar a paraplegia dele, e também, esperar ele contar o que aconteceu. – Dr. Nelson explica a condição agora.

— Vocês podem ver ele agora. – Dr. Avery explica.

— Só eu vou. – Felipa diz dando um passo a frente.

— Você não quer eu vá com você. – Trish pergunta e Felipa nega.

— Obrigada, mas é melhor não. – Ela se aproxima deles. – Vamos.

Os médicos consentem, porém Dr. Avery não deixou de estranhar que só mente a filha do casal se moveu pra ver o outro filho, mas achou melhor não comentar.

Eles levam a menina até onde seu irmão se encontrava internado, quarto 2324, eles a deixaram a vontade a deixando sozinha com Corey, enquanto eles apenas observavam fora do quarto.

Corey abriu os olhos com calma, ainda meio sedado, ele primeiro enxergou muito embaçado, ele piscou mais uma vez depois ele viu uma pessoa em pé se aproximando e demorou a entender que era sua irmã.

— Corey, como você se sente? – Felipa pergunta tetando manter a calma.

Corey sentia dores, Corey sentia dor de cabeça, Corey sentia aquela coisa no seu nariz o ajudando a respirar, mas ele logo se deu falta das pernas. Corey não sentia suas pernas.

— Eu não sinto minhas pernas. – Ele disse atordoado.

— Eu sei, calma, me diz se você tá bem. – Ela tenta tirar o foco dele das pernas.

— Felipa, eu não sinto minhas pernas.

— Calma Corey. – Ela pedi. – Eu posso explicar.

— Eu não sinto minha pernas! – Ele começa a ficar nervoso e tentar levantar para ver se elas ainda estão lá. — Ai Meu Deus! O que tá acontecendo? — Ele pergunta entrando em Desespero.

— Corey olha pra mim. – Felipa tenta fazer-lo a fitar

— Eu estou vendo elas, mas eu não estou sentindo. – Ele começa a chorar e Felipa também deixa liberar algumas lagrimas.

— Corey, calma, por favor, se acalma, você pode arrebentar alguma sutura. – Ela pedi passando a mão no alto das costas deles.

— Ah Deus, eu não sinto minhas pernas. – Ele chora como uma criança se deitando derrotado no ombro de Felipa.

— Eu sei, eu sei. – Ela disse passando a mão leve pela sua cabeça que estava cheia de curativos.

— Por que deixaram ela passar por isso sozinha? – Dr. Avery pergunta com pena da cena que via a menina passar.

— Não sei Avery. Mas isso deve ser uma família completamente desnaturada. Corey Hun é viciado em Cocaína.

Notas finais
Comente por favor, me ajude a melhorar.