Felipe e Felipa Em Nove Meses

7 Capitulo 7 – Enfermeira


Notas iniciais
Oi gente, assim um comentário, mesmo sendo negativo não ia fazer mal.

— Então ele vai andar de cadeira de rodas. – Sra. Russell disse tirando conclusões e completamente preocupada.

Felipa afirma tomando mais um gole do café que eles prepararam pra ela.

— É uma pena. Lembro quando Corey nasceu, estávamos recém-casados e fomos ver o bebezinho do Russo, ai eu decidi querer ter filhos, Corey cresceu e teve tanto problemas... um garoto tão bonito. – Sr. Russell recorda e fez uma cara de quem tivesse se perdido. – Desculpa, eu realmente não sei aonde eu queria chegar.

— Tudo bem Sr. Russell, eu entende. – Felipa diz o olhando compreensiva.

— Aí o seu irmão virou tipo um incapaz né? – Eliza diz sentando na cozinha comendo uma maçã.

— Eliza! Que coisa feia a se dizer. – Abigail diz batendo no braço da menina.

— Ai, não foi isso que eu quis dizer. – Ela se desculpa e Felipa aceita as desculpas. – É que você sabe que quero ser medica, ou enfermeira que seja, eu quero cuidar de pessoas, salvar vidas... aposto que seus pais vão querer um cuidado para o fruto negro da família Hun. – Ela disse cômica e Felipa fica meio retraída com a animação da menina. – Vai, fala com eles, eu posso cuidar de Corey e posso ate tornar ele melhor, ele é frio, cinzento e eu sou colorida e feliz. Acredite vou fazer bem a Corey Hun. – Ela diz persuasiva.

— Não entra na dela. – Trish disse tocando de Felipa.

— É, eu aprecio o seu entusiasmo Eliza, mas se meus pais quererem um cuidador pra Corey tenho certeza que eles vão escolher alguém com muita experiência e qualificação, e se não, alguém bem forte e disciplinado. – Felipa lamenta e Eliza não dá o braço a torcer.

— Isso é detalhe, eles não precisam saber que eu estou terminando o terceiro ano. A gente pode dizer que eu sou um gênio e que ele não vai ser meu primeiro paciente; — Ela diz sorrateira.

— Você sabe que seus pais estão aqui não é. – Seu Roger disse surpreso com a ideia da sua filha.

— Você é uma maluca! – Trish exclama.

— Eliza, os Hun viram você nascer, são inteligentes e tenho certeza que sabem a sua idade. – Abigail disse colocando biscoitos na mesa.

— Eles não falam com a gente a cinco anos, a não ser a Felipa, que tenho certeza que não conversa com os seus pais sobre nós, a gente diz que eu adiantei uns anos fiz um breve curso, sou boa e procuro experiência... Qual é, vejam o lado do Corey, não acham que ele vai se retrair caso ele fique por ai andando com um cara chato dizendo o que ele não pode fazer, vai ser muito estranho. Mas se ele andar comigo, eu uma pessoa muito legal e bonita, vai ser muito melhor. – A menina estava animada como se isso já estivesse resolvido.

Felipa não pensou só em como o seu irmão precisava de alguém em que ajudasse ele no dia a dia, mas ela pensou em como a vida dele iria mudar completamente, o seu quarto fica no segundo andar, ele não poderia mais subir as escadas, ele não poderia mais sair como saia... Corey era uma pessoa difícil, e ela sabia que seria uma fase bem difícil.

— Eu acho que seria uma boa ideia. – Felipa disse depois de um tempo pesando as possibilidades.

— Ehhhh!! – Eliza comemora com uma dancinha agitada.

— O que? Felipa você pensou nisso direito. – Patrícia disse muito surpresa que Felipa havia aceitado.

— Se seus pais deixarem, eu posso convencer meus pais e Corey.

— Mas é claro que eles vão deixar. – Eliza disse olhando os pais que se mostravam relutantes. – Mãe, Pai.

— Eu não sei, isso soou como desonestidade, e isso não é comigo. – Sr. Russell da sua opinião e Eliza tenta protestar, mas ele logo emenda. – Porém, não vejo o que perder com isso, Russo já não é muito meu amigo, e você ganharia experiência. Eu topo. – Eliza soltou um gritinho e sacudiu Felipa.

— Serio? – Abigail disse e Roger afirmou convicto. – T bom, você pode cuidar de Corey.

— EIHHHHH. Graças A Deus, muito obrigada. – Eliza disse abraçando os pais.

— Vocês piraram. – Patrícia disse achando tudo uma grande barbaridade.

— Qual é Trish, fique feliz pela sua irmãzinha. – Eliza disse apertando as bochechas da mesma.

Felipa ria internamente da Família e da festa que Eliza fazia, e ela voltou a pensar na estratégia para convencer seus pais...e Corey.

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— Vai Mãe, a Charlie pode ficar na creche do hospital. – Felipe queria sair com Zac na noite do fliperama, porem a sua Mãe estava de plantão no hospital, ela era enfermeira e não havia ninguém para ficar com Charlie.

— Negativo, ela já passou da idade da creche do hospital e eu não posso dar jeito, leve Charlie para o fliperama, ela parece gostar de jogos. – Hannah estava muito atolada no hospital naquela noite e Felipe ficava seguindo ela do lado para o outro. – A não ser, que tenha bebida e garotas. – Ela levantou a sobrancelha para o menino.

— Claro que não mãe, a gente só vai jogar. – Ele disse parecendo ofendido da mãe ter pensado nisso.

— Então não tem problema em levar a Charlie. – Ela disse esperta.

— Mas...

— Põe essas luvas e pega aquela bandeja ali. – Ela cortou ele.

— Por que eu terei que colocar luvas? A senhora vai me deixar espetar uma agulha em alguém. – Ele diz começando a se animar enquanto seguia a mãe pelos corredores do Lima Central Hospital.

— Obvio que não, eu tenho que tirar sangue de um paciente agora, e não me sinto confortável em deixar você sozinho enquanto eu faço isso, eu podia te mandar embora mais não adiantaria, e as luvas, é só pelo ambiente esterilizado. Agora fica calado enquanto eu faço isso. – El deu as ordens enquanto eles entravam no leito. – Olá Corey.

Ao ouvir o nome, para Felipe, soou extremamente familiar, então ele logo ligou que aquele era o tal irmão de Felipa que estava mal. Um leve desconforto de está no mesmo cômodo viu subitamente.

— Olá Hannah, vou levar outra furada? – Ele perguntou meio simpático, porem estava tão pálido e desanimado que era como um fantasma fazendo graça.

— Só vou coletar um pouquinho mais do seu sangue. – Ela disse sorridente colocando um elástico azul no braço direito de Corey.

— E quem é esse? – Corey perguntou curioso, pois Felipe o olhava como um animalzinho ameaçado e retraído no canto da sala depois de entregar a bandeja a sua mãe.

— Ah, esse é Felipe, meu filho. – Ela disse concentrada no que estava fazendo.

— Tudo bem cara? – Corey disse amigável, realmente ele estava se esforçando para continuar no bom humor, mais a verdade é que ele queria está em casa, com suas pernas funcionando e jogando um bom jogo de tabuleiro, sozinho.

Felipe apenas deu o mesmo sorriso amigável, obedecendo as ordens da sua mãe de permanecer calado.

— Ele está meio chateado por que queria sair com amigos, mas tem que cuidar da irmã. Você lembra que eu havia lhe falado da pequena Charlie. – Ela conversa enquanto enchia o segundo tubo de sangue.

— Ah, sim, a adoradora de filmes. Mas se serve de conselhos, eu ficaria com a irmãzinha, por que depois elas crescem e a gente não pode mais ficar de olho sem parecer inconveniente ou antiquado. — Corey diz nostálgico lembrando de vários dias em que ele teve que assumir as rédeas e fazer Felipa esquecer dos problemas de casa.

— Oh Corey, muito obrigada, já estava ficando sem paciência.- Ela disse e os dois riram, mas Felipe continuo com a cara de poucos amigos. – Mas cadê a sua irmã? Faz um tempo que não a vejo. – Ela perguntou retirando a agulha do braço dele.

— Ah ela deve esta com a amiga ou convencendo os meus pais a darem a bronca só quando eu sair daqui. – Ele disse meio sem graça. – Você iria gostar da minha irmã Felipe, ela é o tipo que todo cara baba, mas eu não deixaria você chegar perto dela mesmo. – Corey brinca com ele, que da um sorriso amarelo.

“Tenho quase certeza que não” – Felipe pensou.

— Prontinho meu lindo, acho que daqui a mais ou menos meia hora passo aqui para trocar o seu soro e ver se você comeu a comida que trazem, esta começando a parecer um fantasma, meninas não gostam de Gasparzinhos.

— Pode deixar. Até mais Felipe. – Corey se despedi do menino.

— Até Corey. – Felipe fala pela primeira vez. – A irmã dele é uma insuportável. – Felipe diz depois dele e da mãe saírem do quarto dele.

— O que? A Felipa? Aquela menina é um doce, ela é a única da família que vem aqui desde ontem quando Corey chegou aqui. E confia em mim, ela esta aguentando muita coisa. – Hannah disse entregando as amostras de sangue para outra enfermeira. – Deixa isso no laboratório pra mim, obrigada.

Felipe de inicio se surpreendeu, mas depois lembrou que se tratava da Felipa que ele conhecia, ou que pelo menos achava que conhecia.

— Mãe, estamos falando da Felipa Hun, ela é uma riquinha mimada, não teve eu aguentar nada a não ser o peso da sua poupança, mas até que o irmão parece gente boa. – Ele disse encostando-se ao balcão.

— Que grosso meu filho, e o irmão dela, bem realmente ele é simpático, mas é um garoto um tanto problemático, ele ainda não quis falar o que trouxe ele aqui, mas esta paraplégico e vai iniciar um tratamento contra drogas, um garoto bom, eu espero que ele consiga. – A mãe de Felipe falava com peso, ela já tinha se afeiçoado a Corey e temia por ele. – Mas você, pode ir embora, estou cheia de coisa pra fazer e você é minha babá.

— Okay, estou indo.

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— Corey. – O som da voz grossa e bruta acordou Corey de um cochilo e ele se deparou com o seu pai e sua mãe pela primeira vez desde que estava no hospital.

— Pai, por favor, estamos em um hospital, o senhor e mãe podem fazer isso quando ele estiver em casa, o senhor vai poder gritar a vontade, mas agora não. – Felipa pede segurando os braços do pai.

— Russo, olha o vexame – Melissa diz incomodada com os olhares. Que a família recebia fora do quarto.

Sr. Hun suspirou pesado chegou perto do filho e pegou forte em sua nuca e o obrigou a olhar bem nos seus olhos.

— É melhor ficar bom logo, por que quando você sair daqui terá que me ouve. Pelo amor de Deus Corey, pensei que você era um homem, mais não passa de um drogado que a droga da sua mãe colocou na minha vida. – Ele disse frio e baixo. Corey sentiu as palavras pesadas que ouviu e que ainda terá de ouvir. Um medo, um desgosto, uma raiva queimou na sua espinha e no seu estomago, mas ele não podia fazer nada.

Russo saiu dali rápido, Melissa fitou os filhos com um olhar vazio, não era amor, não era raiva, era simplesmente nada, e depois saiu, e Felipa perguntou se ela estava sóbria, e se estivesse logo ela não estaria mais.

Felipa se aproximou de Corey e sentou na sua cama e segurou sua mão. Eles não diziam nada, mas a ligação dos irmãos Hun era forte e não precisavam de palavras. Eles podiam estar distantes, mas sabiam que podiam contar um com o outro.

Felipa olhou pra porta e lá estavam Dr. Nelson e a sua sombra Dr. Avery, e um pouco mais atrás estava um policial. Felipa voltou seu olhar para Corey que parecia um tanto assustado.

— Eles querem saber o que aconteceu. – Ela disse, Corey tinha evitado falar, mas agora não teria como.

— Tá, eu vou contar...

Notas finais
Vocês estão ai?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.