Feitos De Titânio - Interativa
2 Capítulo 1 - Criminosos
Notas iniciais
Aceitos:
Coraline Griffin
Yuripe Sayo
Ulliel Vanthon
Kaspar Ibrahim
Rurik Dostoievsk
Haley Amdusen
Ravenna Lionheart
Jonah Warren
*A ordem das batatas não alteram o purê* -WHAT?
Tá, vamos ao primeiro capitulo, plzzz leiam. Vão ter de ler todos os personagens pra entenderem, não só o de vocês.
Beijinhos
– O que houve com você? – Bree surgiu na porta do banheiro, atraída pelo grito da pessoa prateada que costumava ser sua amiga.
– Como vou saber? Eu... Eu... Como vou sair de casa assim? – Misty não podia pensar direito, e a única coisa que veio em sua mente foi como as pessoas a veriam assim. Ela seria levada a um circo de aberrações, como atração principal. – Como isso... Como?
Bree a analisou por alguns segundos. A melhor – e única – amiga de Misty era uma completa nerd. Ela sempre sabia mais do que os especialistas, e se havia alguém que pudesse dar uma resposta para Misty sobre o que estava ocorrendo, seria ela.
– Se isso não fosse completamente impossível, eu diria que sua pele absorveu a textura do seu bracelete. – Bree divagou, olhando o bracelete prateado que nunca saia do pulso de Misty.
– E o que eu faço? – Misty perguntou, sem acreditar muito em nada. Porém tinha de tentar tudo, afinal, sua pele era feita de prata.
– Pegue na minha mão. – Bree ordenou com sua voz imperativa, estendendo a mão para Misty. Insegura, Mistaya segurou sua mão, porém algo deu errado.
Ao invés de absorver a textura da pele de Bree, ela transformou a amiga em uma estátua de prata.
Sem conseguir se controlar, ela correu dali, não podia pensar em nada, apenas em se esconder. Matara a amiga? Seria presa? Era uma assassina? Não podia correr o risco, tinha de sair dali e rápido. Depois descobriria um modo de trazer Bree ao normal. Tudo ficaria bem.
Ou talvez não.
–––––x–––––
Um homem alto, de cabelos levemente grisalhos e um olho de vidro metálico quase idêntico ao real, caminhava pelas ruas do Distrito Americano de modo brusco e apressado, como se fugisse de algo. Na mão segurava uma estranha máquina cinza prateada, que emitia ruídos de bips a cada poucos minutos.
O homem caminhou até as partes mais obscuras do Distrito Americano, onde as casas noturnas governavam, e poucos carros anti gravitacionais chegavam. Alguns homens trajando capuz que lhes cobriam o rosto escondiam sua verdadeira identidade, provavelmente pessoas influentes que não queriam ser vistas em lugares tão promíscuos.
Andando rápido até um pensionato rústico para a época, com os muros descascados, e os letreiros tentando brilhar dizendo “Pensão da Mary, bem vindos”. O velho apertou o interfone do apartamento de número trinta e três, e esperou alguns segundos.
“Quem é?” Perguntou uma voz masculina, levemente sonolenta e irritada, pelo interfone.
– Abra filho, sou eu. – O velho murmurou, apressado.
“Engraçado. Você está preso no presídio de segurança máxima. Te visitei há cinco anos... Devo estar delirando.” A voz masculina levemente rabugenta murmurou como que para si mesmo.
– Abra isso logo, antes que algum robô rastreador me encontre! – O velho já ficava nervoso, e repensava se recorrer ao filho que não via há tanto tempo era uma boa ideia.
Para sua surpresa, o portão elétrico da pensão abriu, e o velho correu para dentro. Não assossegou-se enquanto não chegou ao quarto trinta e três, sempre olhando para os lados pronto para se defender de qualquer imprevisto. Era um homem paranoico.
Quando a porta se abriu, revelando um homem adulto de cabelos castanhos bagunçados e olhos sonolentos, o velho não se importou com todas as mudanças que o filho sofrera em todo este tempo. Desde que fora preso, há dezoito anos atrás, quando o seu filho tinha apenas dezenove, fora visitado apenas uma vez. E por que o filho precisava da senha do cofre principal. Não que ele tenha revelado, nunca iria deixar alguém em quem não confiava ter acesso a coisas tão importantes.
– Pai?! – O homem, que agora devia estar com trinta e sete anos, parecia tão assustado quanto um garotinho. Seus olhos azuis cristalinos estavam arregalados, e sua boca entreaberta. – Como fugiu da segurança máxima?
O velho passou pelo filho sem dizer nada, e se jogou no sofá, pela primeira vez respirando aliviado.
– Este lugar é seguro? – Ele perguntou apenas, aguçando os ouvidos. Por precaução, tirou do bolso uma pequena maquininha do tamanho do seu punho, e acionando um botão todas as tecnologias ao seu redor se desligaram. Isso provavelmente acabaria com qualquer tentativa de escutarem suas conversas.
– Você continua o mesmo, sempre pronto a me ignorar. – O homem disse, com uma mágoa contida transformada em um tom rouco de raiva. – Vamos lá, Senhor Adolf, me diga o que está planejando desta vez. Apagar o sol? Governar as tecnologias aquáticas? Implantar chips de controle mental na população? – Falou em um tom sarcástico e hostil, apertando os lábios em uma linha fina de rancor.
– Caleb, não fique tão irritado. Sabe que não tenho culpa... – O velho falou, parecendo cansado e... Velho. – Mas agora eu estou com algo grande, realmente grande. O motivo pelo qual fui preso.
Caleb franziu o cenho. – Não vai começar com essa ideia de mutações... Eu vi mulheres jovens e crianças morrerem. Foi um caos.
– Nem todos morreram, e eu posso provar. – O velho deu um meio sorriso vitorioso, mostrando uma máquina do tamanho de um tijolo, e fina como papel, onde um ponto vermelho no mapa apitava. – As mutações estão se manifestando. Precisamos apenas encontra-los.
– E por que eu te ajudaria com isso? – Caleb lhe encarou com uma sobrancelha erguida, esperando que ele o convencesse, mas duvidando.
– Por que você preza muito a família. – O velho parecia ter uma carta na manga. Sabia que Caleb não se importaria em deixa-lo aos lobos, ainda que fosse seu pai, mas tinha algo que o podia convencer. – Um deles é seu filho.
Caleb abriu e fechou a boca algumas vezes, sem entender.
– Lembra daquela garota que você não largava? Ficava me pedindo para salvá-la... Poupá-la... – O velho deu um risinho quase sádico. – E eu disse que pouparia. Porém não poupei.
– Desgraçado! – Caleb se jogou no homem, o segurando pela gola da camiseta branca. – Mentiroso!
– Calma, filho, vamos encontra-lo. Um teste de DNA e saberemos quem é. – O velho continuava com seu olhar psicótico. – Agora me solte, afinal, eu tenho um netinho.
––––––x–––––
Em plena madrugada de sexta feira, uma garota de cabelos castanhos escuros e olhos azuis cobalto estava algemada em uma delegacia. Portava-se com naturalidade, afinal não era a primeira vez, e o policial simplesmente mexia em seu computador virtual entediado.
– Coraline Griffin... – O homem alto, de pele morena escura e calvície total recitou o nome da garota entediado. – Eu já te dei muitas chances, mas agora realmente vou ser obrigado a te mandar para uma prisão. Pelos seus dados, hoje é seu aniversário de dezoito anos.
A garota assoprou a franja que caia em seus olhos, e o encarou com uma expressão vazia.
– Ah, vamos... Você sabe que o que fazemos é bom pra todo mundo. – Coraline suspirou fundo, irritada. – Hipócrita você. Aposto que gostaria de matar todos estes criminosos assassinos.
– Sim, mas eu não o faço. – O policial lhe olhou de soslaio, enquanto trocava mensagens com algum amigo, ou amiga. – Eu sempre respeito às leis, e este seu grupinho de justiceiros é tão criminoso quanto estes bandidos que caçam. Vocês descem a altura deles, matando e se deliciando com isso.
Cora se moveu desconfortável, as algemas a impedindo de bofetear o rosto arrogante do Tenente Willians. Ela preferia bem mais o Davis, ele lhe deixava sem algemas e sempre lhe servia cookies.
– É melhor do que não fazer nada, e ficar o dia inteiro se empanturrando de cookies e namorando virtualmente só porque é um tenente obeso e irritante completamente incapaz de conquistar as mulheres pessoalmente. – Cora desabafou, entredentes, com um olhar em chamas.
– Desacato. Iria ficar detida por três meses, e estou aumentando para três anos. – O policial falou apenas, disfarçando os nós apertados dos dedos, o único sinal que havia sido atingido pelas palavras da garota. Com robôs sentinelas, agora os policiais não eram tão úteis em campo, o que os fazia ficarem quase o tempo inteiro controlando as frotas de maneira virtual. E ganhando peso. E além disso... Os cookies eram deliciosos.
– Isso é tão injusto! – Cora se ergueu, a algema puxando seu braço. – Ninguém fica preso três anos por desacato!
Cora estava prestes a se descontrolar. Sinceramente, já perdera o controle no momento em que falou aquelas grosserias verdadeiras para o policial, porém agora sua vontade era chutá-lo.
– Você tem um advogado mocinha? – Tenente Willians cantarolou, divertido. – É, eu acho que não. Quando o carro chegar, eu peço para te levarem ao presídio. Vai se divertir muito. Cheio de garotas metidas como você.
Cora ficou em silêncio, guardando a raiva que sentia do policial. Respirou fundo algumas vezes, apenas para o aperto em sua garganta aumentar. Se sentia sufocando, e não parecia que a raiva estava fazendo isso. Perdeu o controle sobre as moléculas de seu corpo, e nem ao menos sabia como fizera isso, apenas sentiu-se derreter. Literalmente. O policial berrava algumas coisas, mas ela não escutou, estava torpe, parecia flutuar. Era como se tivesse se tornado névoa.
Lembrou do rosto das mães, um casal homossexual que a adotara, felizes e rindo. Ela estava morrendo? Lembrou então dos ladrões que invadiram o restaurante da família e destruíram tudo. Mataram Eva e Susan. A transformaram em uma justiceira vingativa.
Cora agora era tão leve quanto o ar. Ela era vapor.
Notas finais
Imagens:
Caleb (meu personagem) http://media.tumblr.com/tumblr_m2r29jKQkG1qajq0p.jpg
Coraline (Personagem da Steffy)
http://fc09.deviantart.net/fs70/i/2011/289/b/5/006_by_miiyazu-d4d25vh.jpg
Leu tudo? Então deixe um review e me deixe feliz!
Beijinhos ;3
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