Feitos De Titânio - Interativa
3 Capítulo 2 - Monstros & Monstros
Notas iniciais
Seilá porque quis explicar isso. '-'
Tenham paciência com o aparecimento dos personagens. Ia colocar outro nesse, além do Ulliel da Evil Plushie, mas eu estou de castigo e só posso entrar fim de semana. (Estou aproveitando que minha mãe foi pra faculdade). Digamos que estou com uns problemas com os professores... (Tenho uma professora tão demoníaca, que eu passo a aula imaginando modos de esfaqueá-la com o lápis de modo que ela morra com muita dor) ~ Viajei.
O próximo capitulo (do fim de semana) será maior. E quando um personagem aparece, ele aparece em todos. (Como a Cora...) Então... Aguardem.
Distrito Europeu
Um rapaz muito alto, de pele negra e um corpo atlético que utilizava dredds nos longos cabelos, caminhava pelo depósito de sucatas eletrônicas carregando um saco um tanto pesado. Depois de ter se livrado da vida de mordomias que tanto desprezava, um negro no Distrito Europeu, adotado pelo Primeiro Ministro apenas para – além de agradar a esposa que não podia ter filhos – subir sua imagem diante da mídia. Porém Ulliel nunca se encaixara naquele mundo, e por vezes era esquecido e desprezado.
Passou por muitas coisas antes de finalmente, aos dezesseis anos, se tornar independente. Acabou por ir ao depósito de sucatas eletrônicas, um bom lugar. Conseguia algum crédito – nos dias atuais dinheiro de papel não existia, cada pessoa tinha uma espécie de cartão eletrônico com todo dinheiro que possuía – vendendo algumas sucatas reaproveitáveis, além de ter uma família formada por jovens e até crianças miseráveis que viviam precariamente daquele lado do Distrito. Ele era como o guardião deles, o protetor. Qualquer problema, ele quem resolveria. E seus métodos não eram algo muito civilizado.
Ulliel estava saindo do Depósito, levando as preciosidades mais recentes que encontrara para um comprador local que pagava bem por restos aproveitáveis. Ainda que este comprador usasse os restos eletrônicos para criar mecanismos rebeldes que utilizava pra confrontar o governo ditador, era assim que Ulliel se alimentava. Se fosse preso por isso... Paciência.
Estava caminhando descontraído, em um ambiente que muitos poderiam considerar perigoso, quando algo, ou alguém, bateu de frente com ele, derrubando todas as sucatas da sacola.
- Ei, olha por onde anda seu... – Ele começou, mas foi paralisado pela imagem que viu em seguida. Aquilo parecia um ser humano. Uma garota. Mas tinha a pele completamente cinza.
- Sinto muito, mas está escuro e eu não te vi. – A garota tentou se desculpar, parecendo atordoada.
- Porque eu sou negro? – Ele alfinetou, sem conseguir resistir a ver o modo como a garota ficava desconfortável com a afirmação. Era divertido a importância que davam a raça e cor. Ele não se importava em ser praticamente invisível estando no escuro trajado de preto. Era até útil. Ele quase riu com a reação exagerada, só não o fez porque estava mais preocupado com a situação de ter um alien em sua frente.
- Sinto muito se não posso discutir sobre racismo e blá blá blá agora, mas se consegue ver – Ela acenou para o próprio corpo, irritada. – Estou com problemas maiores no momento.
Ulliel apenas a analisou de cima a baixo. – O que você é, um alien? Sempre soube que veria um de vocês antes de morrer...
- Eu não sou um alien! – Ela gritou fazendo muxoxo. – Na verdade... Não faço ideia do que seja.
Aquilo realmente era intrigante. Ulliel esticou a mão em um impulso de tocar sua pele para ver se era real, mas a garota se afastou como se fosse vítima de uma doença contagiosa, batendo em uma rocha sólida bem atrás dela.
- Ai! – Reclamou, recuperando a compostura para perceber que agora sua pele prateada fora substituída por um tipo rochoso. – Merda.
- Então... Aonde vai assim? – Ulliel não resistiu à pergunta, um tanto ríspida. Mas afinal, ele sempre soava ríspido, mesmo sem querer.
- Preciso me esconder até descobrir uma forma de me curar disso. – Ela suspirou. – Pode me ajudar a encontrar um lugar nesse lixão?
- É um depósito, não um lixão. – Ulliel reclamou. – E eu nem te conheço.
- Prazer, Misty. – Ela deu um sorriso um tanto assustador, esticando o braço para depois rapidamente encolhê-lo, lembrando-se de algo. – Não me toque se não quiser virar uma estátua viva.
Ulliel apenas a encarou, analisando-a e se seria confiável. Ou ao menos se mostraria perigo. Foi quando uma sensação horrível se apoderou dele, como se seus ossos se movessem.
- O que está fazendo comigo? – Ele gemeu, se dobrando sobre o corpo de modo a evitar a dor. – Pare!
Misty se desesperou. – Eu não estou fazendo nada! Você está bem?
- Ótimo. – Falou de modo sarcástico, sendo atingido por mais uma onda de dores.
- Céus... Você é algum tipo de lobisomen? – Misty perguntou de modo curioso, encarando as feições do rapaz mudarem para algo... Monstruoso. Será que ele pegara a doença dela? Os sintomas podiam mudar de uma pessoa a outra.
- O que está dizendo? – Foi a última coisa que Ulliel conseguiu pronunciar, antes da dor obriga-lo a desmaiar.
Distrito Americano
Adolf, o cientista fugido do presídio, e seu filho Caleb, estavam caminhando rapidamente – Caleb tinha de correr para alcançar os passos ansiosos do seu velho – em direção a algo que Adolf apenas dissera ser um milagre.
- É uma sorte as suas habilidades se manifestarem tão perto! – Adolf comemorara, saindo as pressas de casa para encontrar seu alvo.
Depois de caminharem por quase toda cidade, em plena noite, despistando qualquer robô sentinela que pudesse os localizar, chegaram a um campo de beiseball extinto. Costumava ser um, até as crianças resolverem brincar de beiseball em jogos de realidade alternativa.
Quando estavam perto de onde o bipe da máquina soava mais estridente, Caleb viu uma garota caída no chão de terra, completamente nua. Tirou o casaco e logo a cobriu, sem graça de encarar alguém em um estado tão vulnerável. O seu pai logo a alcançou, murmurando palavras desconexas em um tom entusiasmado.
- Não acredito, realmente estão vivos e bem... – Adolf sorria tanto que seu maxilar parecia que iria romper.
Tirou uma outra – como Caleb chamava – geringonça tecnológica da mochila que tinha nas costas. Era uma espécie de computador, porém uma pequena agulha podia ser vista. O velho espetou a garota com isso, e na tela do computador apareceram todas as informações sobre ela.
Além de acordar a vítima.
- Ai! – Cora gritou, acordando com uma baita enxaqueca e poucas recordações. – Onde estou? E... ONDE ESTÃO MINHAS ROUPAS?
A garota parecia prestes a surtar, se cobrindo com o sobretudo que Caleb lhe forrara, e se afastando.
- O que aconteceu? Vocês me... Estupraram? – Ela perguntou assustada, começando a entrar em pânico. – Não, peraí, não falem. Seja lá o que fizeram, eu prefiro não lembrar... Céus, será que peguei alguma doença... Eu vou matar vocês se eu tiver pego alguma doença. Não, espera, vou matar vocês de qualquer maneira. – Cora falava de maneira tão rápida que nem parecia respirar, e Caleb começava a ficar assustado.
- Não garota, entendeu errado. – Caleb ergueu os braços em rendição, tentando interromper as palavras que a garota vomitava com uma velocidade imensa. – Não te fizemos nada, achamos você desse jeito.
Cora não pareceu acreditar. Adolf que se mantivera em silêncio, os olhos pregados na tela do computador, falou pela primeira vez.
- Capacidade de controle das moléculas, levando-as para qualquer estado, seja sólido, líquido ou gasoso. É a cobaia XX 21. Não me surpreenda que logo esta tenha conseguido se manter... Logo esta. Sempre teve uma genética mais resistente. Muito adaptável. Um tanto explosiva. – Adolf repetia para si mesmo, sem se importar com o olhar estranho que a garota lhe lançava.
- O que ele está dizendo? – Cora perguntou a Caleb, esquecendo por um momento de seu estado.
- Eu não tenho ideia. – Caleb murmurou, tentando acompanhar as palavras do pai. Nunca fora inteligente, e nem muito esforçado.
- Ah, ela acordou. – O velho saiu de seu transe, lembrando-se dos seres humanos presentes. – Sou Adolf, e esse meu filho Caleb. E você?
Cora o encarou desconfiada. – O que quer de mim?
- Você é especial, minha querida. Posso te provar... O que você fez para vir parar aqui? Transformou as moléculas do corpo? – Adolf a analisou por alguns segundos. – Te darei todas as respostas que quiser, se vier comigo.
Notas finais
Capitulo sem revisão, então me avisem qualquer erro por review, ok?
Beijos e me mandem seus lindjos reviews.
Até fim de semana! o/
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