Feito de Mim
4 Capítulo três.
Notas iniciais
Oe minna, desculpem-me pela ultra demora. Estava revisando a história inteira
Enfim, espero que gostem deste capitulo E deixem reviews, onegai. :]
Eu notei o tom de seriedade que ela usava em sua voz rouca. Andei até ela, sentando-me ao seu lado sob sua ordem. Ela me olhou, um sorriso tímido brotando em seus lábios.
- Não acha que a dúvida do primeiro dia ainda existe dentro de você? -parei para pensar um pouco, logo assentindo. — Está na hora de você entender alguns detalhes.- Acho que sim... -abaixei a cabeça, preparava-me para ouvir toda aquela história.- Olhe em meus olhos e diga-me o que você quer que isto seja. -levantei o olhar, mordendo o lábio inferior e uma lágrima escapou de meus olhos.- O meu refúgio, a vida que eu sempre quis. -ela tocou minha mão e sorriu.- Então é isto que ele será.- Como assim? -eu realmente estava confusa.- Estamos em você, queridê. Seu mundo, seu sonho. Somos todos parte de você. -ela acariciou a palma de minha mão.- Então, por que eu estou aqui? -esperava que eu recebesse uma resposta imediata e tão clara quanto antes, mas não foi isso que eu obtive.O silêncio dela marcou-se por exatamente dois meses. A primavera durava ainda mais tempo do que as outras estadias das estações. Steffany não saia de perto de mim por nem um segundo sequer. O único que me dizia, era que eu, de alguma forma, saberia o tempo certo que aquela tortura me causaria. Eu tinha certeza que não, sabia que era impossível.- Sei que você acha que não, mas isso é real. -suspirou. A primeira frase coerente que ela dizia em todo aquele tempo, exatos dois meses depois de uma conversa.- Por que não quer me responder mais nada? -perguntei com a voz somente aguentando-se em um fio, quase perdendo-se no canto dos pássaros.- Você ainda tem tempo. Anos, talvez. Precisa entender primeiro o que se passa fora de você, para depois saber o que está dentro.A primavera custava a passar e o silêncio dela, que voltava a fazer parte de meu cotidiano estava ainda mais intenso. Nem o som de sua risada abafada já não se ouvia mais. Depois de acordar, ela me levava pela mão até a cozinha. Tomávamos café juntas, sem nenhum diálogo. O período da manhã era marcado por desenhos animados. À tarde, saíamos de casa e passeávamos pelos campos ao redor da casa.Descobri que além de campos e da casa, ali também havia cidade. Tão deserta e obscura quanto meu próprio quarto nos primeiros dias. Não existia cor, alma viva ou algo que desse alguma felicidade ao restante do mundo. Mas, ele estava ali e eu ficava feliz por isto.Mais um mês e ela disse que eu estava livre de toda aquela pressão. Eu não entendi, mas mesmo assim ignorei. O relógio marcou nove horas da noite quando eu senti-me cansada e fui para a cama. As horas passaram correndo, eu acordei rapidamente.Mas, não estava em meu quarto, nem em minha casa. Fransies não estava lá, não era a mesma coisa. Minha mãe era quem encontrava-se ao meu lado, não Steffany. Esta olhava-me com pesar, balançando o corpo para frente e para trás, cansada.- Mãe... -murmurei, ela direcionou o olhar rapidamente para mim. Chorou convulsivamente, apertando-me em um abraço caloroso, ainda mais gostoso que qualquer abraço daquele mundo esquisito. - Filha, pensei que você estava morrendo. -franzi a testa. Morrendo, eu? -Minha menina, amanhã iria completar cinco meses que você está assim. Se não fosse por sua respiração, Dr. Thomas já teria mandado que eu a enterrasse.Fiquei pasma, arregalando os olhos. Eu realmente estava dentro de mim todo aquele tempo? Abracei minha mãe, entendendo e compartilhando o sofrimento dela. Minha vida estava voltando ao normal. Para minha felicidade, minha mãe já havia superado há muito tempo a situação inicial. Meu pai havia sumido do mapa com outra mulher, praticamente obrigando minha mãe a sustentar a casa, o que ela fazia com esforço.Minha madrinha continuava nos ajudando. O garoto por quem eu havia me apaixonado tinha se mudado de cidade, ido embora para a cidade grande. Bruna tentara falar comigo mais algumas vezes, eu a ignorara. Eu estava mais relaxada, o mundo sendo modificado todos os dias por meu olhar. Fiquei muito tempo sem nunca mais ouvir falar em Lian, Anna, Sir Benedito e Steffany, apesar de lembrar deles todos os dias. O que mais me fazia falta era a companhia de Lian e Fransies, sentia falta daqueles dias divertidos que eu passara com eles.
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