Feito de Mim

5 Capítulo quatro.


Notas iniciais

é, chegamos ao último capitulo, hoho.

posto mesmo sem reviews, algum dia alguém lê xD

próximo: epílogo.

obrigada a quem leu e comentou!

Era meu aniversário, naquele dia eu completava catorze anos, quando eu comecei a ver vultos por toda a casa. Estes vultos me eram tão familiares, que nada me causava medo. Eu sabia que era o meu refúgio libertando-se de mim. Sentia a presença constante de Steffany em meu quarto, ninando-me. Anna sempre aparecia e fazia-nos companhia. Eu não podia as ouvir, mas sabia que ambas cochichavam sobre mim e eu sabia que bem no fundo de minha alma, eu reconhecia tudo o que elas falavam.
Tinha muita vontade de voltar algum dia àquele mundo. Não para permanecer, somente para matar a saudade. A saudade daqueles que eu realmente amava como amava a mim mesma. Mais do que qualquer coisa. Eles eram parte de mim.
Faziam dois meses então que eu havia feito catorze anos e começado a ver e sentir a presença de todos. Pude ouvir novamente o silêncio daquele mundo ecoando por minha mente. Era o meu desejo, soando feliz e me fazendo ressuscitar naquela antiga cama que era minha paixão. Apenas um dia, seria apenas aquele.

- Bem-vinda de volta ao lar, meu amor. -Anna saudou-me. Corri para abraçá-la. Todos estavam lá.
- Lorenna, queridê, vejo que aprendeu muito com bem pouco. -sorriu-me Steffany, vindo ao meu encontro. -Hora de conhecer seu interior, o seu mundo.

Olhei enfim para todos eles, que sorriram para mim e levaram-me em direção ao bosque que agora estava completamente dominado por morangos. Sentamos em círculo, Fransies em meu colo, pedindo por atenção e carinho, estava com saudades.

- Primeiro. -Anna começou. -Você só passou esse tempo conosco por estar tomando o seu caminho errado.
- Você estava correndo de sua vida. -quando Anna pausou, quem continuou por ela fora Sir Benedito. -Aquilo era tudo muito errado. Fugir da sua história não adiantaria nada.
- Tentamos mostrar a você como você seguiria. Acho que conseguimos. -Lian sorriu em seu mesmo jeito bobo de ser.
- Ah, minha menina... Você teria vivido do mesmo jeito que viveu aqui por si só se não estivesse vindo para o seu mundo. -Steffany finalizou.
- Você aprendeu vivendo, agora você aprendera um pouco mais ouvindo.

Eu permaneci ouvindo atenta todos eles falarem, um pouco de cada. Finalmente vinha a explicação. Com tudo aquilo, eu conhecia o meu erro e dali em diante saberia viver. A explicação de todos os meses não viera com palavras ditas e sim escritas. Todos eles entregaram-me juntos uma carta. Eu a li com gosto, interessada em conhecer tudo o que deveria.

\" Lorenna Gomes, nossa vida neste tempo que vivemos com você foi ótima. Ótima para todos aprenderem um pouco com todos, principalmente você. Aqui esta em resumo a sua vida conosco, por vários meses. Esperamos que nos entenda. Felicidades em sua nova vida, suas estações.
Tudo começa com o outono. Você foi mimada, um erro que sua mãe cometeu quando você era pequena. Você cresceu errada, isso você não percebeu.
O inverno chega logo após isso. Você chorou, você sofreu, enfrentou os problemas encolhida, fruto de todo o mimo recebido.
Com a chegada do verão, você decide esconder toda a tristeza dentro de si e ser feliz pelo tempo que lhe durasse o momento.
A primavera já seria mais rígida com você. Ela seria a vida ignorante que você teria até hoje caso tivesse continuado a vida sem nenhuma interferência.
Queremos do fundo de nosso único coração que apartir de hoje você aprenda a viver com o carinho lhe entregado aqui e com o queixo erguido, sem se deixar abater por nada.
Que você confie cada vez mais em nós, possa entender o caminho de seu coração até o seu mundo, que aprenda a entrar e sair sem precisar de tempo ou qualquer um sentimento, seja ele qual for. Nunca esqueça de nós e do aprendizado que teve aqui. Lembre-se de que quando você aprender a conviver com o caminho de sua mente aberto para si mesmo, possa nos visitar com frequência.

Sua família que faz parte de você, Lian, Benedito, Steffany e Anna. \"

Eu entendia tudo, enfim. Tudo aquilo era o conselho do futuro que eu teria daqui há muitos anos. Era um aviso de minha alma para que eu entendesse o que eu viveria. Não era à toa que aquele mundo era ótimo em todos os seus sentidos. Afinal, ele era o nosso mundo. Era bom o bastante para ser maravilhoso e maravilhoso o suficiente para ser meu. Cheirando a morango, era tudo o bastante para ser Feito de mim.

Owari.