Notas iniciais
esse capitulo ficou realmente mais curto :c peço perdão por isso, mas por uma boa razão que explico nas notas finais. Boa leitura :3

Abriu os olhos.

Estava novamente no deserto.

Rey ainda segurava suas mãos. Estava tão assustada quanto ele.

Olhou para trás: os rebeldes seguiam recuando.

Não haviam passado mais dos que alguns segundos.

E num piscar de olhos, um grito lhe fez voltar o olhar para ela: estava caindo em seus braços. Num impulso, abaixou-se para pegá-la e apoiá-la em pé.

— Rey?! O que houve?!

Ela ergueu o braço esquerdo, mostrando a mancha de sangue que aos poucos tingia suas roupas de vermelho: um tiro.

Um stormtrooper próximo, olhava-os, com sua arma já abaixada. Num impulso furioso, apertou seu pescoço de longe, fazendo-o sufocar e agonizar. Soltou-o assim que percebeu que não se movia mais.

Voltou a olhar para Rey, que chorava e gemia de dor em seus braços. Abaixou-se, agachando no chão, e a segurando nos braços:

— Rey, fala comigo! – começou, com uma das mãos, a tentar estancar o sangue – Rey, por favor, fala comigo!

Ela não conseguia fazer nada além de chorar. Havia acertado próximo às costelas. Olhou para os lados, desesperado. Finn o encarava, furioso.

— Finn, vamos! – disse Poe, já fora de sua nave, puxando-o para a Millenium Falcon.

— Eu não vou deixá-la com aquele monstro! – ele gritou – MONSTRO!!

Não conseguia responder àqueles insultos, sua maior preocupação era ela.

Algumas naves rebeldes já haviam saído do planeta quando o barulho dos canhões pôde ser ouvido por todo o deserto: Estavam a postos.

— Não, não, não, não, NÃO! – entrou em desespero. – Não pode ser agora! Não! Rey, aguente firme, por favor!

Olhava desesperado para todos os lados em busca de ajuda. Não podia perdê-la agora, não desse jeito. Não tinha como correr a tempo, não tinha como salvá-la. Não conseguia mais conter o que sentia.

Sentiu um doce toque em seu rosto.

— Ben.. – sua voz era fraca em meio ao choro – Por favor, faça alguma coisa... – ele a ouvia com atenção – Por mim...

Sua mente ferveu com aquele pedido.

Tinha que fazer algo.

Ouviu um barulho.

Os canhões haviam sido disparados.

Finn, Poe e os demais já fechavam seus olhos, esperando por sua inevitável morte.

Os raios vermelhos cruzavam a nuvem de areia, indo direto para aonde se concentravam os últimos representantes da Resistência naquele planeta.

Então, tudo se tornou silêncio.

Finn e Poe, de olhos fechados e braços à frente de seus rostos, ainda esperavam pelo impacto, mas nada havia os atingido ainda. Assustado, mas confuso, Poe Dameron arriscou abrir os olhos. Por entre seus braços pôde ver algo parado no ar. Desceu seus braços, encarando incrédulo a cena à sua frente.

— Finn... – disse, tocando o ombro de seu companheiro, que também abriu os olhos.

Os lasers disparados dos canhões estavam estáticos no ar.

E no chão, logo abaixo deles, estava Kylo Ren, urrando, com um braço estendido e o outro segurando Rey. Estava usando todas as forças de seu corpo para mantê-los ali.

— O QUE?! – Finn gritou.

— V-Vão embora! – sua voz era ríspida e rouca. Precisava se concentrar em manter os tiros parados.

Ainda à porta da Millenium Falcon, Leia Organa olhava para seu filho. Sabia que era ele ali, segurando aqueles lasers e ordenando que fugissem. Seu coração se aquecera ao ver a cena e um sorriso brotou em seu rosto.

— Vamos, entrem! – deu os comandos para os últimos rebeldes que ainda não haviam embarcado.

— M-Mas e Rey?! – Finn gritava. – Precisamos tirá-la dali!

— Confie em mim, Finn. Entre.

Revoltado, voltou a olhar para sua amiga. Seu olhar foi retribuído, seguido por um gesto, indicando que fosse.

— Eu vou ficar bem... – foi o que conseguiu ler de seus lábios, à distância.

— Nós vamos voltar, Rey.. Não vamos te abandonar, eu juro! – disse Poe, fazendo um sinal para sua colega, e puxando Finn para dentro da nave, permitindo então que a Resistência pudesse enfim deixar aquele planeta.

Entre o breve fechar das portas, mãe e filho se olharam por uma última vez.

Ela sorriu para ele.

Uma lágrima escorreu por sua cicatriz.

Soltou os tiros, que explodiram na areia, agora vazia.

Apoiou-se em seu braço, agora caído, enchendo seus pulmões de ar, buscando se recompor. Virou seu olhar para Rey, que respirava ofegante.

Ela o olhava diferente. Havia um brilho diferente em seu olhar, algo intenso, puro e vibrante, nada semelhante a seus olhares costumeiros. Abaixou-se e deixou que sua testa encontrasse a dela.

Eu vou cuidar de você, Rey. – pensou.

Eu sei...

Olhou-a corado.

Recebeu um doce e tímido sorriso de volta, que logo que desfez.

— SAIAM DA FRENTE, INÚTEIS! – berrou, entrando de volta no destroier da Primeira Ordem com a rebelde dos braços. Hux vinha ao seu encontro.

— O que raios foi que aconteceu lá fora, Kylo Ren?!

— Não te devo satisfações, patife. – o ruivo acompanhava suas passadas largas e aceleradas rumo à ala médica da nave.

— E que história é essa de trazer uma rebelde ferida a bordo?!

Parou.

Encarou-o.

— Você ficou louco, Ren?!

Furioso, abriu uma das mãos, fazendo com que o corpo do general colidisse com uma parede a metros dali.

— Vá se foder. – e voltou para sua rota.

Alguns soldados apareceram para ajudar Hux a se levantar, que grunhia feito um cão raivoso.

Não tinha mais dúvidas de que Kylo Ren estava louco. Estava cedendo. Se Snoke estivesse vivo, certamente o colocaria em seu lugar. Ren era um líder fraco e omisso, e precisava de alguém para lembrá-lo de seu papel, ou então tomá-lo.

— Maldito.

Notas finais
bom, a razão dele ter sido menor, é que muitos acontecimentos que poderiam estar encaixados nesse capitulo, pra mim, fazem mais sentido que aconteçam depois. Por isso, e porque eu não queria simplesmente encher linguiça pra vocês, esse capitulo é menor. :c espero que me perdoem bom, já desejo de imediato boas festas e um feliz ano novo a todos, porque nao sei se posto o proximo capitulo antes da virada @-@