Faça-me, Quero Ser Tua.

44 Você é minha confusão, minha loucura, minha perdição.


Notas iniciais
Uia. Oi pessoas. Tudo beeeem? Mazah, acabei de sair do hospital, mas passei de volta no trabalho só pra usar o wifi e postar pra vcs. Capítulo um tanto.. divertido, esclarecedor, e confuso! hahaha E aos poucos, Paulina vai se libertando, e Carlos Daniel se vai deixando amar. Desfrutem deste capítulo! Las Amo!

Dedos correm entre meus cabelos. Não quero despertar. Reconheci sua carícia desde o primeiro toque. Ele acaricia meus cabelos, alternando entre minha nuca e as madeixas. Ele se aproxima de mim, e então beija minhas costas, apoiando-se ao meu lado.

Não quero abrir os olhos, mas sei que hora ou outra, terei de encara-lo. Que seja agora, então. Viro-me sobre as almofadas, deitando-me de bruços, e então direciono meu rosto para ele. O Observo brevemente. Seus olhos estão pesados. O cabelo, úmido e bagunçado.

—Agi por impulso, sinto muito. -diz baixinho, acariciando agora as curvas de minha bochecha.

Fico calada. Ele sabe que estou confusa. Poxa, ele seria tão insensível ao ponto de não perceber?

—Você está brava comigo? -pergunta quase que em um murmúrio.

—Não.

—Então por que está assim?
Ele larga sobre a beira do deck, um copo de Whisky quase vazio. Fico pensando no que responder. Necessito falar, mas não posso revelar a ele o que realmente estou sentindo.

—Estou confusa. -digo me movendo, abraçando uma das almofadas menores.

—Confusa com o quê?

Ele ergue a coberta que me cubro, e tirando a almofada que abraço, ocupa o lugar dela. Seus braços me rodeiam, e sua cabeça se apoia sobre meus seios.

O Abraço também. Minhas mãos correm em seus cabelos, em sua nuca. Beijo o alto de sua cabeça, procurando na minha imensidão de pensamentos, como prosseguir com isso tudo.

—Converse comigo, Lina. Me diz o que está te atormentando. Sou eu, o problema?

—Não Carlos Daniel... não é você. -Digo rapidamente. -Eu apenas estou confusa com a grandeza dessa nossa loucura.

—Loucura?

—É. -murmuro, pensando no que falar de fato. — Fico perdida, e nossa... De um dia pro outro ficamos juntos, e você ai, todo autoritário, todo me cuidando... eu, eu... -acabo por suspirar. -Eu não esperava isso de ninguém e nem agora. Você me confunde.

Carlos Daniel suspira também.

—Agi por impulso aquela hora. Poxa, eu estava todo nervoso, deixando que você me tocasse e mostrasse como gosta, e ai você parece nem estar ali... fiquei todo estranho.

Engulo uma gargalhada.

—Você nervoso? Poxa digo eu, Carlos Daniel. Tudo o que sei, disso que você faz, do que nós fazemos, foi você quem me ensinou. Só conheci contigo, e você me conhece bem, como você mesmo diz.

—Eu sei, mas sempre achei que você gostasse mais de carinho do que de foda. E ai, quando vou te dar carinho, você trava. Ora, travei junto!

Não posso conter meu riso. Mas é um riso nervoso. Carlos Daniel me abraça e morde a curva do alto de meus seios.

—Poxa, pare de rir. -Murmura aconchegando seu corpo ao meu.

—Bem... -retomo minha postura, e quase sem coragem, me ponho a falar algumas verdades para ele. -Carlos Daniel, eu nem sei como chamar isso que temos, mas nunca imaginei ter isso com ninguém. Confesso que sempre fui a favor dos carinhos, e que sim, eles me agradam, e todos os momentos que tive contigo assim, foram maravilhosos. Mas... também não posso dizer que não gosto quando... hm, quando fazemos do seu jeito. É diferente, e... e... é bom.

—Você gosta, é? -diz ele erguendo o rosto para me olhar.

Encaro seu rosto, ele contem um sorriso.

—Ah, Carlos Daniel... -puxo seu rosto a mim, para que possa me esconder.

—Você me deixa com vergonha.

—Hm... fico tranquilo em saber que você gosta. E um tanto... excitado.

—Já?

Ele não contem o riso e eu solto-o de meus braços para esconder meu rosto vermelho com as mãos. No fundo, quero rir também, mas a vergonha ainda é maior.

—Com você, sempre quero mais.

Carlos Daniel rola o corpo sobre o meu, e então beija cada uma de minhas mãos, fazendo-me tira-las do rosto. Abro os olhos, e o encaro fixamente. Seus olhos estão com um brilho diferente, nunca os vi assim.

—Me desculpe, ok? Entendo nossa bagunça, mas como disse, quero fazer dar certo... nunca deixe de me falar o que sente, ou qualquer outra coisa.

Seus olhos me fascinam. Observo seu rosto e então o acaricio. Primeiro sua bochecha, Mandíbula, e agora seus lábios. Ele beija a ponta de meu dedo, e então, abaixa seu rosto sobre o meu, beijando minha boca.

Eu amo você, mesmo não querendo... eu amo você, mesmo negando a minha mente, o que meu coração já sabe a bastante tempo. Pronuncio as palavras somente em minha mente, desejando que um dia possa dizer mirando em seus olhos.

...

Assim que desperto, a primeira coisa que recordo é que Carlos Daniel irá viajar em algumas horas. Ontem, ao contrário de muitas outras noites, apenas dormimos um com o outro, abraçados, sem maldade alguma. Levanto-me da cama cuidando para não desperta-lo, mas acaba sendo em vão.

—Onde vai?

Viro-me para ele, que por incrível que pareça, fica lindo acordando. Bem, ele fica lindo de qualquer jeito. Isso é quase um abuso da beleza humana.

—Tomar um banho. -murmuro voltando a cama, sentando-me ao seu lado.

—Posso ir com você?

Ele sorri daquele jeito todo dele, e sabemos que aquilo não vai ser apenas um banho.

Pois é, e não foi. O que não fizemos noite passada, ele fez comigo ao despertar. Não trocamos palavra alguma, apenas nos deixamos um sentir o outro, e logo deixamos também que o prazer nos fizesse de refém.

Acabávamos de tomar café quando ele me pegou pela mão, levando-me ao seu escritório.

—Pois Bem, Senhorita... -Diz sentando-se em sua mesa, apontando para que eu me sente em seu colo. O Encaro, e desafiando, dou a volta na mesa e sento-me em sua frente.

Ele morde os lábios como quem trama algo. Me atiço.

—Então. Se eu fosse fazer como gostaria, você ficaria aqui em casa sem ir ao hotel. Mas, como sei que não vai cumprir com isso nem que eu lhe ofereça minha cabeça em uma bandeja de prata, vou apenas te pedir que se cuide por lá.

Sorrio internamente com suas palavras. Homem das trevas mais uma vez no comando. Até que ele passou um bom tempo adormecido.

—Aqui.

Ele estende-me um envelope branco, que sem cerimônias o abro, ficando completamente perdida ao que ele me mostra.

—Carlos Daniel... eu...

—Não, por favor. Vou me sentir melhor. Não gosto de muita coisa que se passa naquele hotel, e enquanto não puder mexer naquilo, te peço que pelo menos use isso.

Carlos Daniel me entrega dentro do envelope um cartão magnético dourado e branco, com meu nome e a Logo do Hotel. Conheço esses cartões. Com ele, tenho acesso a toda a área do hotel, como se fosse hospede, o mesmo acesso que ele tem e não funcionária.

—Carlos Daniel... sou funcionária do hotel, não hospede.

—Eu sei, sei sobre isso, mas não gostei das piadinhas contigo da última vez, e espero mesmo que se precisares, use o cartão. Me sentirei melhor.

—Você não tem limites mesmo. -digo mais para mim do que para ele.

—Ainda bem que você sabe e não os testa. E... tem mais uma coisa.

—Pois Diga, já estou preparada para o que vier. -debocho com uma piscada de olho. Ele morde os lábios outra vez.

—James irá lhe buscar e lhe trazer todos os dias. Qualquer coisa que precisares, peça a ele, que no mesmo instante lhe fará.

—Carlos Daniel... não acha que está sendo um tanto exagerado?

—Exagerado? -Diz movimentando-se em sua cadeira. Os dedos voam aos lábios, e desejo no mesmo momento, aquela carícia em minha pele. Quase perco o foco.

—É. -afirmo. -Trabalhei ali um bom tempo, antes de lhe conhecer, e nunca tive problemas. Tanto que, se não fosse aquele corte e tudo mais, talvez eu nunca soubesse que você não era um simples hóspede.

Sorrimos um para o outro. Acho que ele também recordou tal dia. Fico com o rosto ardendo, apenas de lembrar... Mas logo, retomo ao foco de nossa conversa.

—Ok... me rendo aos seus malditos pedidos, mas por favor... não envolva mais meu emprego com nosso... nosso... hm, essa coisa entre nós.

Ele levanta de sua cadeira, e de imediato, para em minha frente, acariciando meus cabelos da nuca. Levanto-me frente a ele, e sem que ele diga nada, me aproximo e o beijo. Beijo seus lábios, e não resisto ao seu toque, sabendo que logo ele irá me deixar sozinha novamente. Envolvo meus braços em seu pescoço, e ele não demora a me abraçar forte, apertando meu corpo com o seu. Nossos beijos ganham uma proporção maior, e não consigo parar.

Ele me empurra contra uma das estantes de livros, e então me ergue em seus braços, apoiando-me ali. Ele me pressiona e já o sinto para mim. O quero... mas...

—Carlos Daniel... aqui não...

—Mas que raio! -bufa descontente. -E Eu já estou duro de novo...
—Eu sei...-murmuro enrubescendo, quando ele desliza a boca por meu pescoço e morde a curva de meus seios. -Mas Cacilda está na casa, e... se ela nos pega aqui?

—Não seja por isso...

Ele me solta, bruscamente e então se afasta, saindo da sala. Regressa em rápidos segundos, fecha a porta atrás de si, e então caminha a passos largos até mim. Seu corpo me empurra outra vez contra a prateleira e então me ergue em seus braços novamente, apertando-me, puxando meu vestido para cima.

Apoio-me aos seus braços, sentindo o calor de seu corpo, a necessidade criando vida, a vontade como prioridade. Empurra seu quadril ao meu, sinto seu sexo pronto pra mim, implorando pra que façamos aquilo que somos tão bom juntos.

Ele, sem parar de me beijar, larga-me em minhas pernas bambas, e então, abre seu cinto e fivela, tirando seu sexo ao meu alcance. Ele pega minha mão, que bagunçava seus cabelos, e segurando-a firme, me faz o envolver.

Gemo em sua boca. Sinto seu sexo duro e palpitante latir contra minha mão. É enlouquecedor. Movimento minha mão, sentindo sua textura, e então, ele me faz o soltar, erguendo meu vestido, tirando minha calcinha rapidamente.

Fico ali de pé, o vendo pegar um preservativo no bolso da calça, e quase não evito um sorriso. Esse homem tem um estoque de camisinhas no bolso de cada roupa? Ele veste o objeto de látex e nem tenho tempo de pensar.

Desta vez, ele não me ergue em seus braços. Apenas apoia-me a estante, erguendo uma de minhas pernas até sua cintura. Gemo ansiada, quando ele esfrega seu sexo a mim, deixando-me mais molhada ainda, querendo-o mais.

Ele me olha nos olhos. O encarro agarrada ao seus braços por sobre tanta roupa. Ele beija minha boca, calmamente, e então me penetra fazendo-me gemer contra sua boca. Ele geme comigo, e então empurra fundo, ao ponto da dor. Afasto-me dele em busca de ar, ele sorri brevemente, mas logo fica sério, puxando-me para mais. Beija-me uma e outra vez, e então começa realmente a se mover contra mim. Nunca fizemos desse jeito, e a sensação é de que minha perna a qual me apoio vai se transformar em água, levando-me ao chão.

Carlos Daniel não me dá trégua. Não tenho tempo de pensar em controlar as sensações que me invadem quando ele começa a realmente se movimentar, tirando tudo de mim e colocando lá dentro de novo.

—Você está toda molhada pra mim... -murmura aproximando a boca do meu ouvido.

Agarro-me ao seu corpo, sentindo suas palavras tocarem-me da mesma forma que suas mãos o fazem. Ele, com uma delas, firma minha coxa, e a outra passeia por meu corpo.

—Gosta quando fico falando coisas pra você, não é?

Nada digo. Minha pele fala por mim. Fico totalmente molhada, e acabo por arrancar um gemido de satisfação da boca dele.

—Louca pra gozar, não é mesmo? -diz beijando minha boca.

Ele não espera. Leva sua mão até meu seio, e o aperta, arrancando agora de mim, um gemido rouco. Alucinada, agarro seu corpo, o puxo pela roupa, quase implorando em silêncio que faça mais forte. Ele parece me entender, e como ele mesmo diz, agora começa a meter de verdade dentro de mim.

Tremo inteira, sentindo aqueles espasmos aparecerem em minha pele.

—Diga-me quando estiver chegando lá... eu vou saber, mas quero ouvir da sua boca.

Engulo em gemido, apoiando minha cabeça na estante, e quase sem me dar conta, o encarro, vendo todas as expressões que seu rosto criam, enquanto me faz sua. Os olhos fixos a mim, a boca em uma linha fina e concentrada. Foco total. Sério, inteiro ao que faz. Começo a perder o controle, e deixando de mira-lo, fecho os olhos, sentindo meu corpo o envolver mais forte.

—Vou gozar... -murmuro com as palavras voando de minha boca enquanto ele mexe dentro de mim. -Vou gozar...pra ti, Carlos Daniel... eu...

—Puta que Pariu! -grunhe tomando-me rapidamente em seu colo. Seu sexo me toca de forma profunda e grito com a sensação.

—Sh, quietinha... você vai ter que gozar quietinha. -diz empurrando seu quadril ao meu.

Meus braços o envolvem, aperto-o contra mim. Escuto seus sons, gravando-os na mente rapidamente. Me apoio a ele. Abraço seu corpo, e quando acho que estou no limite, ele me empurra naquele abismo tão perfeito, levando-me ao ápice. Não consigo segurar os sons de minha garganta, e imediatamente, ele acelera seu ritmo.

—Sh... quieta! -Diz concentrado.

Explodo ao seu redor, sentindo meus músculos tremerem contra sua pele, e não demoro a senti-lo também. Tonteio.

—Vou gozar... isso Paulina, isso... vibra pra mim.

Tremo em seus braços, sentindo como seu mover dentro de mim me alucina, e quase como um segundo ápice, ele explode dentro de mim. Os sons voam de sua boca, como voaram da minha, e imediatamente, calando-o, puxo seus cabelos, acomodando sua boca na curva de meu pescoço. Grito extasiada, quando sua boca se abre e seus dentes me mordem forte, calando os sons de seu prazer. Bem, do nosso prazer. Maravilhoso Prazer.

...

Diferente das outras vezes, hoje Carlos Daniel insiste para que eu vá com ele até o aeroporto. Me arrumo rapidamente para acompanhá-lo, e não posso dizer que sua ida não mexe comigo, pois seria mentira. Antes de descer do carro, ele me beija profundamente, calmo, como quem grava o sabor de minha boca. Faço de mesma forma.

Ele, afastando-se, coloca a mão no bolso do terno e me entrega um aparelho celular.

—Bem, quero estar em contato contigo... e a qualquer hora, para o que precisares... é só me ligar. O número está ai.

—Carlos Daniel...

—Sem mais. Isso é por mim, não por você. Qualquer coisa, não deixe de me ligar.

—Tudo bem... -digo perdida.

Ele se aproxima e deposita um beijo rápido em minha boca, acariciando minha bochecha.

—Sentirei falta de você.

—E eu de ti. Boa viagem.

Ele desce do carro, e fico observando, ele partindo diante da entrada do aeroporto.

Mais uma vez, ele se vai e eu fico aqui, sozinha e cheia de questionamentos internos. Minha cabeça se encontra em uma confusão infinita, mas esse sentimento novo e intenso, me faz capa de esquecer qualquer outra coisa, e simplesmente ama-lo. Mesmo que eu tenha que fazer isso em Silêncio.

Notas finais
Eita caray. E agora? hmmm, cap fofinho! hahhaa Bem, não posso deixar de agradecer a dona Lais, ou Afrodite, pela linda recomendação! hmmm, e pelo gostinho de pão de queijo! Obrigada por acompanhar e gostar da história. Beijão pra você, com gostinho de chimarrão! hahah... E então, moças... o que acham que teremos daqui uns dias? beijos a todas!