Faça-me, Quero Ser Tua.
52 Viciados e Atormentados. Uma relação nada Explicável.
Notas iniciais
A Campainha da casa toca. Saio correndo como uma louca, descendo as escadas rapidamente. Abro a Porta e encontro um James carregando várias sacolas.
—Minha nossa! -Agarro algumas de suas mãos, enquanto ele entra na casa.
—Onde as coloco, Senhorita?
—Podes colocar sobre a mesa de jantar...
James entra na casa, largando as sacolas sobre a mesa, um tanto... nervoso.
—Quanta coisa!
James lança-me um olhar de "eu que o diga!" Não contenho um sorriso a ele. Parece ser um jovem bastante sincero e leal a Carlos Daniel. Gostaria de saber como esses dois se conheceram.
—É... desculpe minha ousadia, senhorita, mas... gostaria de desejar-te um Feliz Aniversário.
A face do moço cora.
—Muitíssimo obrigada, James. De coração.
Ele sorri, baixando o rosto, e então dá um passo atrás.
—Então... já vou indo. Venho buscar a Senhorita as 19:30hrs.
—Obrigada James, estarei esperando-te.
Fecho a porta enquanto James vai embora. Corro para as sacolas... o que esse homem está aprontando?
Abro uma delas e dou de cara com uma caixa de sapatos... Louboutins! Carlos Daniel enlouqueceu! Eu... nunca poderia pagar por isso!
Ele...
Caramba! Meu Deus! Abro a caixa deparando-me com um sapato preto, lindo, brilhante... aquela clássica sola vermelha, digno de capa de revista.
Minha nossa!
Abro outra caixa, encontrando um vestido maravilhoso. O Vestido de um vermelho sangue deixa-me com os olhos arregalados. Aquele tecido de um vermelho opaco, deixa-me totalmente sem fala. É maravilhoso. Carlos Daniel não tem limites.
Agarro as sacolas desajeitadamente e então subo para meu quarto. Já são 16hrs e quero estar o sonho dele esta noite.
Tomo banho, perfumo toda a pele ansiando por suas mãos em mim.
Saio do banho, e inicio o cabelo. Imediatamente lembro das dicas que Manu me deu, e começo a prender o cabelo em meio coque, deixando o pescoço completamente a mostra.
Volto para o Quarto, reabrindo uma das caixas, vestindo a maravilhosa peça vermelha. É magnífica. Pare que... não sou eu! Que mulher linda é aquela no espelho? Em uma das sacolas, encontro uma paleta de maquiagens... esse homem pensa em tudo! Ele... como...
Me pergunto mentalmente por qual motivo ele faz isso por mim. Será que... não... impossível.
Abro as maquiagens e começo a aplica-las. Desenho os olhos em um traço preto bem marcado, deixando a boca praticamente sem cor.
Calço os sapatos e percebo que ainda há algumas sacolas lacradas.
abro uma delas, e encontro então um par de luvas longas. Luvas! Luvas similares aquelas que usei no baile!
Ele... será que... recordou o que fizemos lá, e o que fizemos aqui hoje pela manhã?
As largo sobre a cama, e quando abro a última sacola, encontro uma caixa de joia. Ai Meu Pai!
Abro, meu coração parando... a respiração acelerada. Sobre as jóias, um pequeno bilhete.
"Você é mais do que imaginas. Isso não é nada comparado ao que você representa a mim. Te daria as estrelas somente por capricho. Carlos Daniel Bracho"
Ai.
Meu.
Deus.
Retiro o bilhete dali, e então encontro... minha nossa! Um colar lindo... lindo... lindo. É de prata, e cheio de... Rubis. Junto, um par de brincos...
Caramba.
Um tanto tonta, caminho até o espelho e coloco as jóias, e então, as luvas. Pareço realmente outra mulher. Muita gente não me reconheceria assim.
O Vestido parece marcar cada curva minha. Os saltos me deixam com pernas deslumbrantes, que no caminhar, marcam no tecido. Estou... encantada comigo mesma.
As horas voam. Encontro meu celular e verifico as horas. 19:20hrs. James chegará em 10 minutos. Arrumo as sacolas vazias no closet, junto as caixas, guardando a carta de Carlos Daniel e o bilhete das jóias em uma gaveta separada.
Desço as escadas, e assim que James chega, meu coração começa a pulsar mais forte. Ele pisca várias vezes, vendo-me sair da casa.
—Boa Noite, James. -O cumprimento com um aceno de cabeça. Ele trava, abrindo minha porta.
—Boa noite, Senhorita. Estás... deslumbrante.
—Obrigada. -murmuro com o rosto corando. Uau.
Seguimos pelas ruas da cidade, e fico um tanto surpresa quando James estaciona na garagem daquele apartamento que um dia eu e Carlos Daniel estivemos. Recordo como se fosse hoje.
James abre a porta para mim e surpresa ele me leva até o elevador.
—Está entregue, senhorita. Tenham uma boa noite.
—Muito Obrigada, James. Aproveite sua noite, também. -murmuro já dentro da caixa de aço.
As portas se fecham, e no mesmo momento começo a sentir minhas batidas cardíacas acelerando. Minha respiração ecoa em minha cabeça. Estou nervosa.
Quando as portas se Abrem, ali está ele. Parado, deslumbrante e...
—Boa noite, Minha Princesa.
Saio do Elevador, meus olhos colados nos seus, minha ansiedade virando calor.
—Boa noite, Meu Homem das trevas.
Seus olhos me encaram, miro sua face com o calor tomando minhas bochechas. Seus dedos se esticam a mim, e pacientemente entrego os meus a ele, cobertos pela luva. Ele me acaricia puxando-me para perto de si.
—Você está... fascinante. Linda, linda, linda... e minha.
—Obrigada.
Ele aproxima-se de mim, cauteloso, colocando cada uma de suas mãos ao meu rosto, segurando-o.
—Você fica linda vestida assim, mas não existe visão melhor que minhas camisas em você.
Meu rosto cora, e então ele puxa-me para sua boca, tocando nossos lábios em um mísero beijo.
—Vamos? -sussurra ainda colando sua boca a minha.
Balanço a cabeça em concordância, e então ele me entrega seu braço. Envolvo o meu ao seu, e então seguimos ao corredor, encontrando a porta do apartamento. Ele, mirando meus olhos, gira a maçaneta, abrindo a porta, deixando-me sem palavras.
—Carlos Daniel...
Entro no apartamento, carregado de velas e de pétalas de rosas brancas. Uma cozinha foi instalada ali, observo brevemente. As rosas espalhadas também ao chão, leva-nos para o centro do apartamento, onde algum tempo antes deitamos sobre almofadas e quase fizemos amor. Uma mesa está maravilhosamente posta, com um lindo arranjo de rosas sobre ela também.
Ele dá a volta por mim, puxando a cadeira para que eu me sente. Sento-me, agradecendo-o em um sorriso e então ele sai da minha visão, regressando com duas taças de champanhe.
—Por Você. -Diz ele entregando-me a taça, erguendo-a para que façamos um brinde.
"Por esse sentimento tão avassalador." Penso, chocando minha taça com a dele.
Ele senta-se frente a mim, e em meio segundo está procurando minhas mãos sobre a mesa. Entrego meus dedos a ele, que os envolve e fica agarrado ali, acariciando-me sobre a luva. Ficamos em silêncio, apenas escutando uma leva melodia que toca distante, alguém tocando piano suavemente.
—Não sei como agir. -Diz ele, baixinho. Mirando meus dedos.
—Com o quê? -pergunto, largando minha taça e segurando seus dedos também.
—Com isso. Preparei mentalmente por dias essa noite. Procurei fazer algo para surpreender-te, e no fim das contas, só o que desejo é te ter por mais tempo, sem ter que ir pra qualquer lugar.
Meu coração pulsa freneticamente. Entendo-o. Eu também.
—Você está com fome? -Pergunta ele, calmo, mirando agora meus olhos.
—No momento, não. -respondo-lhe.
—Gostaria muito de fazer amor contigo. Agora.
Sua confissão me surpreende. Não consigo pronunciar nada. Minha respiração que começava a tomar um ritmo normal, volta a ficar acelerada.
Carlos Daniel levanta, seus olhos ainda de encontro aos meus, nossas mãos ainda em contato. Mantenho-me quieta, parada frente a ele enquanto sinto cada pedacinho de minha pele arder em desejo por ele. Seu braço rodeia minha cintura e então ele me abraça pelas costas,, acariciando meu pescoço com a ponta de seu nariz.
Respiro de forma entrecortada, sentindo seus lábios tocarem meus ombros, meu pescoço.
—Quero você... -sussurra ele me meu ouvido, respirando pesadamente ali.
Soltando-me de seus braços, a única coisa que consigo fazer é envolver meus braços em seu pescoço, mirar-lhe os olhos e concordar.
—E eu a ti.
No mesmo instante, sua boca cola a minha, e baixando-se, ele me ergue em seus braços, arrancando um gemido abafado de minha garganta.
Comigo pendurada a ele, andamos pelo apartamento pouco iluminado, e de repente ele me larga ao chão, agarrando meu rosto entre seus dedos.
—Não sei o que fizeste comigo...
Ah Carlos Daniel... nem eu... você me deixa maluca....
Deslizo minhas mãos por seu terno, tirando seu paletó, largando-o ao chão. Ele solta-me apenas para que eu solte sua gravata e então abra os botões de sua camisa. Minhas mãos, antes que eu pense, apenas o desejam e correm por seu peito como loucas, sentindo cada milímetro de sua pele arrepiar por onde toco.
Ele estica as mãos a mim, e cuidadosamente tiros suas abotoaduras, uma por uma, colocando-as em seu bolso da calça. Voando sobre mim, ele beija-me a boca, tirando a camisa, jogando-a longe. Suas mãos tocam-me minuciosas. Seus dedos correm por meus ombros, e suavemente ele arrasta meu vestido por meu corpo. Ele cai, como se ele o ordenasse, fazendo um círculo ao redor de meus pés. Saio dali, e Carlos Daniel simplesmente engole em seco, observando minha pele vestindo luvas, sapatos Louboutin, jóias, e mais nada.
—Minha nossa... você...
Ele não completa a frase. Parada frente a ele, agarro suas mãos e as levo para meu corpo, deixando que ele me toque como bem queira. Ele agarra meus seios, segurando-os firmes, e então provoca meus mamilos com os polegares, até os ter duros com pedra em suas mãos.
—Paulina... Meu Deus!
Ele se afasta, apenas para mirar-me mais distante. Um rubor que já é familiar ao meu rosto, aparece por um breve segundo, mas então ele caminha até a cama e me chama para ela. Lençóis vermelhos como meu vestido cobrem a cama carregada com pétalas de rosa. Brancas... brancas como as da sala.
Deito-me ao centro da cama e respirando fundo o observo dar a volta na cama. Ele para, tira o resto de suas roupas e então vem junto a mim, deitando sobre meu corpo.
Ofego quando seu peito nu toca meus seios.
Ele Deita sobre mim, e imediatamente sua boca cola a minha. Não temos tempo para nada que não seja nossas carícias, nossas corpos juntos... nossa pele se tocando... assim.
Ele me estimula... beija meus seios, me faz arrepiar lugares que nem sabia serem capaz. Engulo um gemido quando ele arrasta os dedos por meu corpo e então afasta minhas pernas, puxando cada uma delas para sua cintura, uma de cada lado. Tremo ansiosa, quando de debaixo dos travesseiros ele puxa um pacotinho de preservativos. Com um sorrisinho, ele passa o plástico laminado em meus lábios e imediatamente entendo seu recado. Agarro a beiradinha dele com os dentes e então ele puxa, fazendo a embalagem se romper e a camisinha cair entre meus seios.
Ele ri, e então baixa beijando minha boca.
—Você está tão linda assim... tão... gostosa...
Ele afasta seu corpo do meu, deixando-me ofegante a ansiada. Observo seu rosto enquanto sei que ele veste o preservativo. Seu corpo retoma o meu, e sinto então ele roçar seu sexo exatamente onde quero, onde desejo.
—Você, sempre tão receptiva a mim... tão molhada, minha princesa.
Gemo ao seu toque, sentindo seu sexo esfregar-se a mim, sentindo sua boca beijando a minha.
—Estou com pena de fazer isso agora... -Diz ele mordiscando meus lábios.
—Pena? -sussurro sem nada entender, devolvendo o mordiscar em seu lábio.
—Tinha uma noite maravilhosa programada para você. -murmura erguendo meu rosto para poder mordiscar meu queixo.
Ah Carlos Daniel... minha nossa! Ele empurra, apenas um pouquinho do seu sexo ao meu, o suficiente para deixar-me ofegante, com a pele esperando por ele, o corpo querendo mais.
—Estando nos teus braços, assim, qualquer noite é perfeita. -repondo-lhe, acariciando seus braços.
—Paulina...
Ele geme meu nome fechando os olhos, balançando a cabeça em negativa, e com um golpe forte entra dentro de mim. Solto um grito, agarrando minhas mãos a ele, praticamente esquivando minha intimidade dele. Quem diria... uma dor tão bem vinda. Ele me preenche. Todo lá dentro, e me sinto no paraíso.
Meu corpo geme contra o seu, tremo por inteira, ansiando por mais.
Ele me entrega exatamente o que peço, mesmo sem nada dizer. Seus Braços me erguem, envolvendo-me com força, prendendo-me. Minhas pernas rodeiam sua cintura, enquanto nossas bocas cravam uma batalha uma contra a outra, duelando, gemendo... implorando.
Ele solta-me, apoiando-se a cama, ficando olhando-me daquele jeito, como quem espera que eu faça algo.
—Sonhei tanto em te ter assim... tantas vezes...
—Carlos Daniel... por favor... -murmuro sentindo aquele calor aglomerando em meu ventre.
—Mas já, meu bem? -questiona-me ele entre os dentes cerrados, agarrando um de meus seios em sua mão.
—Sim... já... -repondo-lhe, entregue. -Por Favor... deixe-me...
Fecho os olhos, entregando-me a aquela sensação tão intensa, apenas sentindo e sentindo...
—Paulina... olhe.. olhe pra mim.
Meus olhos se abrem no mesmo instante, e então ele tomba sobre mim, agarrando minhas pernas com força, puxando-as para seu quadril. Ele segura firme uma delas, enquanto mexe... empurrando... metendo... lá dentro... dentro de mim.
—Olhe Paulina, olhe nos meus olhos. -Sussurra-me com sua iris negra encarando-me fixa.
—Isso Paulina, isso é o que sou contigo. Você me deixa assim, louco, maluco de desejo, e... o que você está fazendo com meus sentimentos, hein? -pergunta enquanto o desejo só aumenta... só cresce.
Meus olhos encaram aquele homem que se move sobre mim, e por um momento, quase posso ouvir de seus lábios coisas que somente ouvi em meus sonhos. Ele se mexe, empurrando forte, lá no fundo e encarando-o, levo minhas mãos para seu rosto, agarrando-o.
Sentimentos tão intensos, ali, com os olhos nos olhos, nossas bocas a centímetros, parecem criar uma proporção incontável.
—Carlos Daniel, eu... eu estou... eu...
Antes que eu termine a frase, ele me interrompe.
—Não precisa dizer coisas que nós dois já sabemos, coisas que... não precisam ser ditas. Agora, abra essas pernas lindas pra mim, que quero te sentir gozando ao meu redor.
—Ah, Carlos Daniel! -grito quando ele agarra com força minha coxa, uma força ao ponto da dor. Uma dor que me penetra e se acumula ao meu ventre.
—Goza, minha Paulina, goza olhando pra mim...
Minha mirada encara a sua, e com uma última estocada, forte, lá onde gosto, me derramo ao redor dele, sentindo o peso de seu olhar sobre mim, observando cada tremer de meu corpo ao atingir o ápice. Busco sua boca, e ele me entrega seus lábios onde me delicio e deslumbro-me com a intensidade disso que fazemos.
Ele, tirando seu sexo de dentro de mim, vira-me de costas e então, deita sobre mim, prendendo-me e deixando-me segura nos em seus braços.
—Você vai me enlouquecer.
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Carlos Daniel, depois de encher minhas costas de beijos e mordidas, levanta-se pedindo que eu fique ali. Ele veste apenas a cueca, e sai andando pelo apartamento, presenteando-me com o magnifico contemplar de sua pele.
Ele regressa um tempo depois, carregando uma bandeja com comida e a garrafa de Champanhe.
Ele larga a garrafa sobre o criado mudo, e a bandeja ao meu lado, recheada de coisas gostosas. Hmmm!
Ali, vejo aquela carne que outro dia ele preparou para nós, em sua casa, que assava enquanto ele tirava os grampos do meu cabelo.
Sento-me a cama, observando que há somente um prato ali.
—Você não vai comer? -pergunto em um sussurro.
—Vou roubar uns pedaços do seu prato... -diz sorrindo, servindo as taças de champanhe novamente.
—Nada elegante o senhor... -sorrio para ele, colocando a bandeja no colo, cortando um pedaço de carne. A Levo a boca, enquanto observo Carlos Daniel encarando-me.
—O Que foi? -pergunto de boca cheia. Nada elegante.
—Estou... preocupado com algumas coisas...
Carlos Daniel? Contando-me isso? Caramba! Nem hesito em perguntar.
—Com o quê, por exemplo?
—Bem... -ele limpa a garganta, observando o liquido na taça. -Minha irmã ligou-me dizendo que minha avó não está muito bem. E que... Bem, meu irmão anda atormentando-a. Isso não é bom pra ela. Acho que... que Rodrigo não aceita que ela goste mais de mim, e que eu tenha mais dinheiro que ele... essas coisas.
Engulo a comida que cai como uma bomba em meu estômago.
—...Não o entendo. Sempre fomos melhores amigos, eramos muito além de irmãos... Mas ele nos estragou de uma forma irreparável. É doloroso. -Ele respira fundo, mas ai então leva sua mirada de encontro a minha. -Mas isso é o menos importante. O Que me atormenta no momento, somos nós.
Puta merda. Largo a bandeja ao chão, ao meu lado da cama, e então puxo um dos lençóis para cobrir-me. Carlos Daniel no mesmo instante larga sua taça ao lado da minha e da garrafa, e então me puxa para seus braços, acomodando-me ao seu peito. Ele respira fundo e então quando toco seu peito, ainda com as luvas, ele as puxa de minhas mãos, deixando-me agora somente com as jóias e os sapatos. Acaricio seu peito, sentindo suas batidas cardíacas de encontro ao meu rosto. Ele suspira outra vez, os dedos deslizando em minhas costas.
—Diga, Carlos Daniel...-sussurro, colada ao seu peito. -O que te atormenta sobre nós?
Ele engole em seco, o peito enchendo-se de ar.
—Eu sempre, em toda minha vida, sempre dei prioridade ao meu trabalho. Sempre. Mas agora... você me deixa sem... sem rotina.
—Eu? -murmuro quase sem voz. Ele me aperta em seus braços.
—Sim, você. Bem, eu... terei que viajar na quarta feira a noite.
Suas palavras me pegam de surpresa. De novo?! Mas...e... ah que droga.
—O Engraçado disso é que pela primeira vez em todos esses anos... não quero ir.
Não evito minha surpresa. Como que... Meu corpo relaxa colado a ele. Ele também me quer.
—Não? -digo.
—Não, não deixando você aqui. Não sem poder levar-te junto, e na próxima vez que eu for por tanto tempo, você irá comigo nem que eu tenha que te colocar no avião no meu colo.
Ele não segura o riso, e então me abraça forte, forte rolando sobre mim logo em seguida. Fico presa por seu corpo, suas mãos segurando-me forte.
—Eu não sei como prosseguir com isso. -Diz mirando-me os olhos, os seus carregados de uma escuridão desconhecida. — Nunca quis tanto uma mulher como quero você. Teu corpo é meu vício, teu beijo me embriaga e não quero nenhuma outra pele que não seja a tua.
—Não me iluda com coisas improváveis. -resmungo sentindo os olhos ardendo, a garganta secando.
Sua mão voa imediatamente para minha garganta, segurando-a pra que eu fique com a mirada colada a sua.
—Não te iludiria nem em mil anos. Só quero você Paulina, só quero... te ter assim. E a merda disso tudo, é que não sei se já quis alguma coisa na vida tanto quanto quero a ti.
Seus dedos soltam-me aos poucos e então ele se acomoda sobre mim, beijando minha boca, o redor de meus lábios...
—Você me enlouquece. Estou perdidamente viciado em você.
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