Faça-me, Quero Ser Tua.
18 Rosas / Mulher do mundo encantado / Não sou pra você
Notas iniciais
Oiii! viram? qd to com a net, as coisas vão melhor! kkkkk
Obrigada a quem comentou o ultimo cap (mesmo sendo poucas ;/ ) Espero que esse tenha mais.
Espero q gostem do cap... ele terá alguns enigmas, que serão revelados com o decorrer da história ~~que será longo.
Desfrutem...
Algo apertava meus punhos, forte, não conseguia me soltar. Tentei mover minhas pernas mas estavam imobilizadas. O que esta acontecendo? Tentei levantar-me da cama, mas era impossível. Tentei gritar, mas minhas palavras não tinham som. Com brutalidade, alguém agarrou minha coxa e afastou minhas pernas uma da outra. Não! Não! Dedos ávidos correram por minha virilha e outra vez tentei mover-me sobre a cama. Não... por favor, não! Tentei gritar mas um tapa forte me fez tontear, e o choro caiu em meu rosto. O toque brusco que antes me apavorava afastou-se, e entre as trovoadas, ouvi o som de um cinto se abrindo, em seguida, botão e zíper. Não... Não... Por Favor... não!
–Paulina! Paulina! Acorda! Paulina, me escuta, sou eu! Paulina! Sou eu, Carlos Daniel! Acorda!Em um sobressalto, meus olhos se abriram e chocaram-se imediatamente com Carlos Daniel. Estávamos em uma escuridão quase total. Ele olhava-me fixamente e estava assustado. –Oh Droga, você esta bem?–Me solta... –solucei entre o choro que caiu sem demora de meus olhos. As lágrimas desesperadas saiam sem controle e tudo parecia tão real. Me debati nos braços dele, e ele pressionou-me mais forte. Não... não me machuque... –Sh! Paulina, Estou aqui! Sh, Calma, foi só um pesadelo, um pesadelo!Um Pesadelo! Carlos Daniel moveu-se ao meu lado e acendeu o abajur, revelando-me o quarto da casa dele. Os fatos da noite vieram a minha mente e dei-me conta do que aconteceu. A luz que iluminava pouquissimamente o quarto vinha do banheiro que tinha a porta um tanto afastada. Carlos Daniel sentou-se ao meu lado passando a mão por meu rosto, secando minhas lágrimas que caiam sem trégua. –Hey, o que houve? –perguntou-me baixinho puxando meu rosto, buscando meu olhar.–Foi horrível. –murmurei com as imagens do pesadelo tomando minha mente outra vez. Não... vão embora! O choro sem controle veio outra vez e Carlos Daniel puxou-me para os braços dele, colando meu rosto ao seu peito. –Deu... Pronto... Estou aqui agora. Foi só um sonho ruim. Seus dedos adentraram entre meus cabelos e suavemente ele me acariciava, tentando tranquilizar-me. O Cheiro dele era incrível. Tinha um cheiro amadeirado e ao mesmo tempo refrescante. Canela e menta, seria uma boa combinação. Afundei meu rosto em seu peito, e tentei esquecer do mundo. Estava cansada demais para preocupar-me com tudo. Fazia dois meses que minha mãe morreu, e nesses dois meses, todos os tipos de pesadelos me assombravam. Vez que outra, eu sonhava com Carlos Daniel assim que eu dormia, mas no meio da madrugada, os “sonhos ruins” mandavam minha tranquilidade embora. Nunca fui assim, nem quando criança, e agora... é esse inferno todas as noites. Carlos Daniel movimentou-se melhor sobre a cama e puxou-me para mais junto dele. Abri meus olhos e vi que ele –pelo meu senso- tinha se encostado na cabeceira. Ele moveu-me próximo de si e me amontoei ao seu lado, quase como uma menininha de seis anos. Apoiei-me melhor sobre o peito dele e ele envolveu seu outro braço em meu corpo... uma sensação de proteção que a longos dias esperei. Esperei desde a morte de minha mãe, quando disse que Deus mandaria alguém para me proteger. Será Ele? Não... ele é tão... obscuro. Será Você, homem das trevas?Hum... ainda está frio. As cobertas estão quentinhas... hum... bom. Mas que horas são? Mesmo não querendo, abri meus olhos... o quarto estava escuro, e apenas uma fresta na cortina mostrava que ainda chovia. Droga! O Pesadelo, Carlos Daniel... Droga! O que eu fiz?! Dei um salto na cama e assustei-me ao vê-lo sentado na beira da cama.–Sh... –murmurou. –Oi. Carlos Daniel sorriu brevemente e esticou as mãos para mim, uma com um comprimido e a outra um copo d’agua. –Você está bem? –perguntou-me baixinho.–E...Estou. E... Obrigada. –Olhei para ele que parecia estar cansado. O que houve além de... Passei as mãos no rosto e tirei o copo d’agua e o comprimido da mão dele, engolindo-o. Carlos Daniel desviou seus olhos de mim, e sentou-se curvado, mirando o chão. Ele não parecia bem, e... depois do que houve ontem, e na madrugada...–E você? –murmurei com minhas cordas vocais falhas. –Bem. –Ele levantou o olhar para mim, e esticando a mão, tocou meu rosto. –Conseguiu descansar depois do pesadelo? Meu rosto corou completamente e lembrei-me melhor do que houve... dormi sobre seu peito. Não posso negar, dormi melhor do que a anos. Acenei em concordância e ele fez o mesmo movimento. Carlos Daniel caminhou até o guarda roupa e o observei. Ele vestia uma calça e sapatos sociais –apenas para variar- com um suéter de lã e um colete. Ele abriu as portas do móvel e o vi observando o interior. Dali, tirou algumas peças de roupa e voltou em minha direção. –Coloque isso. Está bem frio. -Carlos Daniel entregou-me um casaco, uma calça jeans e uma blusa de lã. Mas... não posso me levantar... assim... estou com aquele, aquele pijama.. e.. –Carlos Daniel? –chamei-o de mansinho. –Diga-me... –respondeu indo outra vez em direção ao guarda roupa.
–Poderia dar-me licença? Queria vestir-me... e... o.. o.. o pijama...–Se queres... tudo bem, apenas irei pegar umas botas pra você. Só acho que não recordas o que me disseste durante a madrugada, e nem como dormiu. O que eu disse? O que eu fiz!–Tudo bem Paulina, aqui. –Ele largou ao lado da cama um par de botas de montaria, junto com um par de meias. –Te espero na cozinha. Não demore. Carlos Daniel aproximou-se de mim e segurando meu rosto, depositou um beijo em minha testa. Ainda com a boca em minha pele, sussurrou o que nunca esperei.–Mulher do mundo encantado. Ele, simplesmente, virou-se e foi para a porta, saindo do quarto, fechando-a. Céus! O que.. o que foi isso? Mulher do mundo encantado? Que papo é esse?Levantei-me as pressas e caminhei até o banheiro. Fiz minha higiene matinal e a frase de Carlos Daniel não saia de minha cabeça... Mulher do mundo encantado? Vesti a blusa de lã branca e o casaco cor de vinho. A Calça jeans era mais grossa do que pensei, e logo meu corpo aqueceu-se. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e voltei para o quarto. As botas que ele deixou para mim eram marrom, marrom bem escuro. Calcei-as e fui, saindo do quarto. Desci a escadaria e fui em direção a cozinha. Uma das portas estavam abertas, e esperando encontrar Carlos Daniel, assustei-me ao ver uma senhora.–Olá, desculpe-me por assustar-te. Imagino que o Menino não te avisou sobre mim, não é mesmo? –disse a senhora baixinha. –Olá... e... ele não me disse nada. –murmurei sentindo meu rosto corar. Ele me disse que ficava aqui sozinho e, tem gente por aqui.–Carlinhos foi a estufa, disse para espera-lo aqui. Ele volta logo. E... ah, ia esquecendo. Sou Cacilda, cuido da casa para o Menino. Na verdade, sou cozinheira na Mansão Bracho, mas venho aqui vez que outra para ajuda-lo. E essa casa fica muito desativada, precisa de cuidados. Carlinhos? Menino? Isso tudo é novo.–O que desejas para o Café, senhorita? –perguntou-me enquanto ia em direção ao fogão.–Carlos Daniel já escolheu? –perguntei-a quase em um sussurro.–Sim. Escolheu panquecas de mandioca com mel. Panquecas de Mandioca com Mel? Será que é bom?–Pode ser o mesmo. Eu... posso ficar aqui? –Claro, a casa é sua. Uau. Na verdade, eu não devia nem estar aqui... mas. Tenho que esclarecer isso tudo com ele. –Menos de um século. Isso é bom. –disse ele sorrindo caminhando em minha direção. –Está linda. Eu nem o vi entrar. De onde ele saiu? Carlos Daniel surpreendendo-me, levantou sua mão e entregou-me uma rosa. Uma rosa cor de rosa! Linda! Não pude conter meu sorriso.–Pra você, Mulher do mundo encantado. –Sorriu abertamente. –Obrigada, é linda. –A Rosa é linda, e muito perfumada. Mas quero descobrir o que é isso de Mulher do mundo encantado. –Venha Paulina, Vejo que você e Cacilda já se entenderam. Ela já te contou de quando coloquei fogo na cozinha? –Olhei espantada para ele. –Vejo que não. Vamos para o escritório antes que a história comece. Cacilda, voltamos logo.Carlos Daniel sorriu para Cacilda, tirou a rosa de minha mão –largando-a na bancada- e pegando minha mão, arrastou-me para fora da cozinha. Realmente, ele ama arrastar as pessoas. Passamos pela sala, e paramos frente ao cômodo que vi entreaberto ontem. Carlos Daniel retirou uma chave do bolso, e rapidamente abriu a porta, levando-me para dentro. A primeira coisa que notei foi o cheiro do local. Tinha cheiro de madeira e flores. Muito bom. Havia uma enorme estante cobrindo toda a parede, e estava repleta de livros de todos os tamanhos, e cores. Ele, despertando meu “observar” levou-me para uma grande mesa de madeira, e ali, arrastou a cadeira para que eu me sentasse. Sentei-me, e ele, parecendo não querer me soltar, encostou-se na mesa, deixando uma das pernas no ar. Seu olhar estava baixo e ele não mais parecia o homem que a pouco tempo presenteou-me com uma rosa. O tremor começou a percorrer meu corpo, e quando ameacei tirar minha mão da sua, ele segurou-me, levando seu olhar até mim. –Paulina, quero apenas deixar-te claro o que disse ontem. Não quero que pense que quero... hum... abusar de você. Não é isso. Quero apenas... Eu... Carlos Daniel ficou pálido frente a mim. Sua respiração acelerou-se, e largando minha mão, levantou-se caminhando até a janela. Movi-me na cadeira, e inquieta, também levantei-me.–Eu apenas... quero passar uns dias contigo. E Juro, minha intensão não é só sexo Paulina. Como você mesma disse, poderia ter quem quisesse pra isso, mas tem algo que... Ele passou as mãos nos cabelos e virando-se para mim, ele parecia estar com medo.–...Fique essa semana comigo, e se disseres não para qualquer coisa que eu te proponha, não irei insistir. Quero te levar pra sair, mostrar-te lugares belos, e se quiseres, comer sanduíches e morangos outra vez no meio da madrugada.Ele parou olhando-me nos olhos, mas eu não conseguia nem pensar. Ele queria mesmo que eu ficasse aquela semana com ele. O que esse homem viu em mim? EU! Eu! Não sou ninguém...–Por que eu? –murmurei baixando meus olhos, não poderia mais mira-lo. –Como assim? –perguntou dando um passo a frente.–Por que eu? Podes escolher qualquer mulher para passar a semana contigo, qualquer uma. Eu sou só sua funcionaria... Por que eu?–Paulina, eu não saio por ai, escolhendo mulheres para passar dias comigo. Você realmente quer saber a verdade?Ele ainda pergunta-me isso? É obvio que quero saber a verdade.–Claro que a verdade.–Eu não sei o que me passa contigo. Depois de ontem, depois que te beijei... E depois da maneira como dormiu em meus braços, e a sua confissão na madrugada, eu...–Eu dormi com você?! Confissão na Madrugada? –perguntei assustando-me. O que eu disse a ele, o que eu fiz?–Acalme-se. –Disse ele estendendo a mão para mim. –Você dormiu abraçada em mim, e se destapava a todo o momento. Liguei o aquecedor, e acabei deixando que ficasse descoberta. E acabou, antes de dormir profundamente, disse que sou seu homem das trevas. O que! Eu.. Eu não fiz isso.. eu... Ah, o pijama... E eu disse isso? Eu... ah droga, o que foi que eu fiz? Não creio...–Disse mesmo? –disse eu virando-me de costas para ele, escondendo meu rosto completamente vermelho. Droga, droga, droga... –Disse. Você quer saber tudo o que aconteceu ontem?Quero? Será que quero? Ah Meu Deus, o que eu disse a ele? O que eu fiz com ele? Carlos Daniel caminhou para mais próximo de mim e antes que eu pudesse pensar em me afastar, ele estava próximo de mais. Ah não, proximidade... Deixa-me sem rumo. Ameacei dar um passo a frente e Carlos Daniel pegou-me de surpresa, abraçando-me pela cintura. Tentei soltar-me de seus braços, mas ele apertou-me mais contra si. Seu rosto repousou sobre meu ombro e um milhão de calafrios correram por minha espinha. Virei meu rosto negando qualquer carícia e assim ele soltou-me, percebendo que eu não estava bem. Realmente, eu gostaria de ficar no seu abraço, mas... não é assim. Não pode ser assim. –Eu perguntei se estava se sentindo melhor, e respondeu-me dizendo que sim. Apenas. Vi que já estava sonolenta, mas dei-te outro comprimido para dor, por causa do corte. E então, quando te deitei outra vez em meus braços, você suspirou algumas vezes, e antes de pegar no sono, disse meu nome e que sou o seu homem das trevas. Foi isso. –Desculpe, -disse virando-me de frente para ele, mas sem olha-lo. –Desculpe por atrapalhar seu sono. É que depois da morte de minha mãe, tenho alguns pesadelos, e... Desculpe-me. –Hei, não tem que se desculpar por nada. Sabe, quando meus pais morreram tive muitos pesadelos. Acontece. É só uma fase ruim. E não atrapalhaste meu sono. Eu nem tinha dormido ainda. –disse caminhando outra vez em minha direção. –E como está sua mão?Baixei meus olhos para minhas mãos e mirei o curativo. Não tinha mais dor, e também não parecia inchado. –Está tudo bem. Eu Acho. –Deixe-me ver.Carlos Daniel deu mais um passo a frente e pegou meu punho, virando minha mão para que pudesse mirar o curativo. Ele tocou a ponta de meus dedos descobertos e logo olhou-me nos olhos. –Não está inchado, e se não dói, está tudo bem. Agora sente-se, ainda temos que conversar. Sentei-me na cadeira com minhas pernas tremendo mais que vara verde. Parecia que estava sendo julgada por um crime. Jesus...Carlos Daniel fez a volta na mesa outra vez e sentou-se, mirando-me nos olhos. Ameacei desviar meu olhar e ele suspirou fazendo-me mira-lo novamente. –Primeiro, pare de pensar que quero te fazer Mal. Nunca. Segundo, esse teu jeito de menina, de garota inocente... tem algo em você que me faz querer te conhecer melhor. Acredite, eu não iria dizer isso para te levar para a cama. Se eu quisesse apenas levar-te para a cama, eu diria.
–Espere! –disse eu interrompendo-o. –Ontem me pediu que passasse a noite contigo, mesmo depois de tudo. Pelo Amor de Deus Carlos Daniel, não posso dar-te o que queres! A Única coisa que queres de mim é... é sexo! E não posso, entenda. –Sim, eu pedi. E não nego que sinto um desejo louco de te ter entregue a mim. Você é linda, e... tantas coisas. E por que achas que não pode dar-me o que quero? Sua voz firme, seu autocontrole que nunca desaparece, suas expressões quando fala comigo, seus olhares. Tudo me enfeitiça. Ele não entende... não sou mulher para ele. Não posso entregar-me. Ele... droga. –Olhe-me... não sou o tipo de mulher que poderia te dar o que queres. Não posso. Olhe pra você, olhe para mim... Somos completamente opostos. Levantei meu olhar para ele que me mirava fixamente, observando cada palavra minha.–Talvez por isso, estou te pedindo para que fique. Por que tu és o contrário de mim. Carlos Daniel levantou-se de onde estava, e fazendo meu coração acelerar mais ainda, deu a volta na mesa outra vez, parando frente a mim. Ergui meu olhar para mira-lo, e ele estendeu a mão a mim. Olhei para ele receosa, ele percebeu e pegou minha mão sobre a mesa, levantando-me para ficar a sua frente. –Olhe-me... Eu também não sou o tipo de homem que todos dizem. E você, pode sim dar-me o que quero. Podemos ser opostos, mas nosso encaixe é exato. Ele piscou e seu olhar abriu-se escuro... cheio de luxúria. Baixei meu olhar para não perder-me em sua mirada, mas ele envolveu-me a cintura com um de seus braços. Fechei meus olhos para não mira-lo, se eu o olha-se... não sei o que poderia acontecer. Seu toque pressionou-me mais fortemente e engoli em seco ao senti-lo tocar-me assim. –Sinta... apenas sinta. –sussurrou-me antes de aproximar seu rosto do meu tocando sua bochecha a minha. –Seu cheiro... seu toque... é veneno pra mim, e quero que saiba disso, e nunca esqueça. –Não posso... não posso. –murmurei virando meu rosto, fugindo de seu toque. –Pare de falar com a mente. Deixe que as sensações que seu corpo produz falem por você. Carlos Daniel levou sua mão livre para minha nuca e ali a firmou, movendo-a para que seu rosto ficasse colado ao meu. Tentei recuar, mas seu toque firme impediu-me. E no meu mais profundo... eu não queria recuar. Queria apenas dizer a ele os motivos que me levam a negar tudo que ele me faz sentir. Queria beija-lo, dizer a ele que tenho medo, dizer que não posso me apaixonar, mas que desejo ser dele. Desejo, sim, desejo... Me movi em seus braços e ele pressionou-me mais a si. Nossos corpos pareciam estar envoltos a uma bolha, e naquele mundo só existia nós dois. –Diga que sim. Diga que vai ficar comigo essa semana. –sussurrou-me com a boca próxima ao meu ouvido. Ah Céus... eu não posso. Tudo isso vai contra todos meus até então conceitos. Ele vai brincar comigo, vai fazer o que bem queres, irei entregar-me, e logo ficarei sozinha e ferida. Ele vai machucar-me, e por amor já sofri demais. Confundo-me com esse sentimento que cresce em mim. Algo diferente, distinto de tudo. Meu simples respirar próximo a ele é uma operação difícil, e... não sei mais o que fazer.–Diga Paulina, não me deixe assim... –disse ele roçando seus dedos ao meu corpo, seu rosto ainda junto ao meu. –Você ira me machucar... eu sei. –murmurei sentindo as lágrimas pinicarem meus olhos... ah não. –Não irei. Peça-me o que for, e irei ouvir-te. Seja qualquer coisa. Diga que sim, diga logo...Minha mente clamava por deixa-lo ali, e desaparecer da frente dele. Ela dizia que eu estava errada, dizia tudo o que eu já previa... Mas meu corpo –e talvez meu coração- imploravam por aquele sim sair de minha boca. Eu queria. E agora, depois de tudo, tudo, tudo, eu tinha a certeza, eu queria ficar ali com ele –mesmo decepcionando-me mais tarde. Movi-me outra vez nos braços dele, e com minhas mãos já espalmadas em seu peito, afastei nossos corpos pouco a pouco. Eu tinha que mira-lo nos olhos, e sei que assim teria certeza do que era certo –ou necessário- se fazer. Ele não soltou minha cintura, permaneceu com aquele braço pesadamente ali. Sua outra mão –que estava em minha nuca- correu para a outra sobre minha cintura, e assim, afastei apenas nossos rostos um do outro. Carlos Daniel tinha os olhos fechados, e quando percebi, fiquei um tanto surpresa. Confesso. Ele lentamente abriu os olhos e seu olhar escuro se encontrou no meu. Permaneci com meu olhar ao dele, e minhas batidas cardíacas tomaram um susto, batendo aceleradas. –Tenho Medo... –murmurei com meus olhos aos dele, sentindo-os pinicar outra vez. Se ele soubesse as coisas que passei... –Não tenha. –sussurrou olhando-me fixamente. Senti uma angustia enorme correr por meu ser, e naquele instante, desejei mergulhar meu rosto ao pescoço dele outra vez. Talvez ali meu anseio desaparecesse, e eu ainda não sei mais como reagir. Carlos Daniel moveu seu rosto para mais próximo do meu, e logo desviou seus olhos para mirar meus lábios. Fechei meus olhos e ali encontrei a resposta que buscava. Tinha que agir. eu precisava agir logo.Abri meus olhos e ele elevou seu olhar até mim. Nos encaramos e ele pareceu estar tão confuso quanto eu. Minhas mãos já apoiadas a ele, o afastaram, deixando-o com a testa franzida para mim. Ele suspirou dando um passo atrás, distanciando-se. Nervoso, vi ele levar uma das mãos até os cabelos, bagunçando-os. –Tudo bem... –sussurrei com minha voz ao mínimo. Respirei fundo, e certa de minha decisão, minhas palavras voaram. –Ficarei esta semana com você.Enquanto meu coração batia descontrolado e minhas mãos moviam-se nervosamente uma a outra, ele entregou-me o olhar mais puro do mundo e logo, um sorriso que jamais tinha visto. Aquelas malditas borboletas resolveram dar piruetas em meu estômago, e antes que me desse conta, ele puxou-me em seus braços, abraçando-me com força. Seu rosto encaixou-se ao meu pescoço e senti o ar quente de seus pulmões tocar minha pele. Ouricei-me, como tantas outras vezes. Algo tão simples e ao mesmo tempo tão devastador. Ele me enlouquece. –Obrigado. Não vou fazer com que te arrependa. Carlos Daniel depositou seus lábios sobre minha pele extremamente ouriçada e um calafrio percorreu minha espinha com seus lábios quentes tocando-me ali. Uma de suas mãos correu por minhas costas e ele a levou até minha nuca, firmando-a. Seu rosto afastou-se dali, e quando aproximou sua boca da minha, levei meus dedos entre nós e toquei seus lábios.–Espere... –murmurei sem forças para detê-lo. Ele abriu os olhos parecendo surpreso, e olhando em minha íris, pediu para que eu prosseguisse. –Vamos com calma... Por favor. –Implorei sentindo um nó formar-se em minha garganta. –Tudo bem. –Disse-me antes de passar a língua nos lábios. –Faremos do jeito que desejares. –sorriu. Respirei aliviada e ele lentamente foi soltando-me de seus braços. Afastei-me, mas meu mais profundo gritava para que eu ficasse ali sentindo seu calor. –Vamos tomar café, mulher do mundo encantado. Quero levar-te a um lugar.
Notas finais
E ai? curtiram? mereço comentários? o q vcs acham q vai rolar no prox cap? espero a opinião de vcs! beijooos!
#Comentem, #Favoritem #Recomendem #MeSigamNoTT @DaiandraC
beijooooooooooooooooos
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