Faça-me, Quero Ser Tua.
19 Necessidades e incertezas... uma contra a outra.
Notas iniciais
Oi povo lindo do mundo encantadoo! ijiij...
Como estão???
Bem, cap quentinho pra vcs!
Desfruteeem!
~~aviso q vai demorar um pouquinho pra chegar o tão esperado cap da história... maaaaaaaaaaaaaas, como sempre, eu sei compensar beeem.. muahahaha... e sem dúvidas, vai valer a pena!
Muchos besos!
Desfruteeem!
Carlos Daniel parecia estar contente depois do que decidi, e pegando-me a mão, guiou-me para a cozinha. –Bem, desta vez não fui arrastada. Entramos no ambiente e ele logo levou-me até um dos bancos. Sentei-me ali e ele se sentou ao meu lado. Cacilda, que pelo que vi estava terminando as panquecas, virou-se para nós e sorriu. Olhei para sobre a bancada e a rosa que a pouco ele me deu, estava ali. Era realmente linda. Carlos Daniel olhou para mim e virei-me para ele, devolvendo o sorriso.
–Esse casaco ficou lindo em você. –disse aproximando sua boca de meu ouvido. –O-obrigada... –murmurei gaguejando. –Vejo que gostou da rosa. –disse retomando seu lugar. –Sim. É linda. Obrigada. –Levei minha mão até a bela flor, e quando peguei-a, dei-me conta de que ela morreria caso eu nada fizesse. Nesse momento, me lembrei de quando eu estudava, e das flores secas que guardava em meu caderno. Adorava fazer isso. Era uma maneira de eternizar a beleza das flores. Elas ficam secas, mas parecem continuarem vivas. Uma ideia invadiu minha mente, e mesmo receosa, coloquei-a em prática. Aproxime-me de Carlos Daniel, assim como ele fez anteriormente e baixinho sussurrei:–Posso pedir-te algo?–O que quiseres. –sussurrou olhando-me nos olhos. –Poderia conseguir-me um livro? –perguntei com minha garganta seca. –Claro. Do que queres ler? Fiquei feliz por ele não hesitar. Sorri com sua pergunta. –Não... –murmurei entre um riso. –Amo ler, mas não quero-o para isso. Carlos Daniel olhou-me com a testa franzida em confusão, e mostrando a rosa para ele, prossegui. –Não ria. –pedi apontando o dedo para ele. Carlos Daniel ergue as mãos em rendição, e sorri. –Queria colocar essa rosa entre as páginas do livro, para que ela...–Serio que você quer fazer isso? –perguntou-me parecendo assustado. Cacilda virou-se para nós e sorriu balançando a cabeça em negativa. Eu e ele olhamos para ela, que logo voltou-se a sua tarefa. –O que tem de mal? –murmurei completamente receosa. –Não. Não é isso. –Disse-me sorrindo. –Pode escolher o livro que quiseres no meu escritório. Fique a vontade. –Obrigada. –agradeci um pouco confusa por sua expressão anterior. Por que ele espantou-se quando disse que colocaria a rosa no livro?Cacilda, tirando-me de meus pensamentos, largou frente a nós as panquecas quentinhas. Logo, trouxe um pequeno vasilhame com mel. Vi que Carlos Daniel olhou para meu prato igual ao dele e sorriu mirando sua refeição. Ele ergueu o olhar para mim e seu sorriso alargou-se. Devolvi o sorriso e dei de ombros. –Aposto que será a melhor panqueca da sua vida. –disse-me antes de pegar o vasilhame e colocar o líquido espesso sobre sua refeição. –Assim espero. –sorri para ele. –Quer que eu coloque pra você? –perguntou-me com o vasilhame em uma das mãos.–Por favor. –agradeci para ele. Comíamos em silêncio, e ele tinha razão. Era a melhor panqueca que eu tinha comido em minha vida! Ótima! Durante o desjejum, Cacilda serviu-nos de suco de laranja, e estava tudo muito bom. Cacilda, com a permissão do homem das trevas saiu da cozinha e deixou-nos a sós. Assim que terminamos de comer, Levantei-me do banco e peguei nossos pratos. Carlos Daniel olhou-me confuso, e quando fiz menção de leva-los a pia, ele me impediu.–Cacilda fará isso mais tarde. –Disse levantando-se, caminhado em minha direção. Carlos Daniel tirou os pratos de minha mão e os largou sobre a pia. Ele virou-se, e agarrando minha mão, levou-me em direção a porta. -Agora vamos, quero mostrar-te uma coisa... Antes de sairmos, o parei e peguei a rosa que ele deu-me. Ele sorriu e levou-me para o corredor. Pensei que ele me levaria para o escritório, mas não. Subimos a escadaria, e desta vez fomos para o lado contrário aos quartos. A casa era enorme e quando paramos em uma das portas, vi Carlos Daniel tencionar.–Quero mostrar-te algo. Faz muitos anos que não entro aqui, nem os empregados. Deve estar uma bagunça, mas... sinto que preciso fazer isso. Santo Deus... o que há por detrás dessa porta? E por detrás desse medo que ele parece sentir?Carlos Daniel tirou de um dos bolsos uma chave cor de bronze, toda torneada. Nela, havia um pequeno chaveiro. Uma Rosa vermelha semiaberta. Parecia ser de metal, ou algum material assim. Ele colocou a chave na fechadura e segurando minha mão, o senti temblar. Pressionei meus dedos aos seus, e ele imediatamente virou-se para mim. Algo que representava muito a ele estava atrás daquela porta, e ele parecia estar com medo do que estava por vir. –Não consigo... –murmurou-me tirando a chave da fechadura. –Tudo bem, tudo bem. –disse a ele antes dele virar-me para si. Carlos Daniel sorriu ainda cabisbaixo, e sem dizer-me nada, segurou firme em minha mão, arrastando-me para outro lugar. Descemos as escadas e ai então fomos para o escritório. Entramos ali ele me levou até a parede coberta por livros. –Pode escolher qualquer um deles, fique a vontade. –disse soltando minha mãoLembrei-me de quando minha mãe ensinou-me como secar as flores. Lembro-me bem, de que a primeira vez que tentei, a flor despedaçou-se. Sorri com a recordação, lembrando-me que quando ela mostrou-me, usou uma bíblia para que eu guardasse a flor. –Tens alguma bíblia por aqui? –perguntei a ele que estava ao meu lado, parado com as mãos nos bolsos da calça. Carlos Daniel ficou pálido de uma hora para outra, deixando-me preocupada. Seu olhar baixou-se, e ele pareceu recordar algo. –Você está bem? –murmurei aproximando-me dele.
–Sim... É só...coincidência demais... –Ele passou as mãos sobre o rosto e suspirando profundamente, olhou-me nos olhos. –Já escolheste o livro? –Pode ser esse. –disse eu pegando um livro qualquer. Desviando meus olhos dos dele, abri o livro em uma página qualquer, e ali, cuidadosamente coloquei a rosa entre o livro, fechei-o em seguida e Carlos Daniel mirava-me como se estivesse recordando algo. O que se passa com esse homem? Desviei minha atenção dele e coloquei o livro no lugar onde estava. Olhei para a Lateral do mesmo e me surpreendi ao ver o nome. Romeu e Julieta. Meu primeiro romance trágico. Hum... Muito apropriado para a ocasião.Carlos Daniel mirando-me ainda daquela forma estranha, pegou em minha mão e arrastou-me para fora do escritório. Nossa, será que ele faz isso com todo mundo ou é apenas a mim que ele gosta de arrastar? Tive por um momento de conter meu riso. Esse homem é completamente estranho, e algo me faz quere-lo de uma forma ainda mais estranha. Acho que vou enlouquecer. Ele levou-me pelas escadas e em seguida em direção ao quarto que passei a noite. Surpreendi-me ao entrar e estar tudo organizado. Cacilda. Hum. Carlos Daniel guiou-me até o guarda roupas e abrindo-o, puxou de lá um cachecol. Com um olhar sério e os lábios tencionados, ele soltou minha mão e envolveu o cachecol em meu pescoço. –Lá Fora está bem frio. Vamos dar uma volta. Ele segurou minha mão ferida e após mirar o curativo levou os olhos a mim. –Tudo bem aqui? –Sim, -disse baixinho. –Não dói. Carlos Daniel pareceu esboçar um mínimo sorriso e olhando-me segurou minha outra mão, levando-me para fora do quarto. Descemos a escadaria e ele deu um leve sorriso para Cacilda. Eu a olhei e sorri abertamente. Por incrível que pareça, eu me sentia um tanto feliz. Ele abriu a enorme porta de entrada e uma forte rajada de vento bateu de encontro ao meu rosto. Estava realmente muito frio, mas já havia parado de chover. Descemos a escadaria externa rapidamente e o Carro negro já estava a nossa espera. Carlos Daniel abriu a porta e em seguida eu entrei, logo, ele também. Ele sentou-se ao meu lado e passou seu braço por sobre mim puxando-me para junto dele. Ele mirou James pelo retrovisor e fez um mísero sinal para ele. James acenou em concordância e logo o carro começou a mover-se. A Curiosidade começava a tomar conta de mim, e o frio que senti ao sair da casa desapareceu. Seu calor me aquecia. Carlos Daniel acariciava meu braço em suaves movimentos, e minha vontade era olhar para ver sua expressão. Contive-me, e permaneci mirando o curativo em minha mão. Já não existia mais dor, e com seu toque sobre mim, protegendo-me, deixei que meus pensamentos viajassem para o lugar onde minhas dúvidas moravam. Ele sentado ao meu lado, mantendo-me presa a si, parecia fazer-me algum pedido em silêncio. Provavelmente, o único pedido que ele poderia me fazer, era um já conhecido... Para que eu fosse para a cama com ele. Confesso que estou disposta a arriscar todos meus conceitos, e cumprir todos os meus medos... Eu não sei quando, nem se realmente terei coragem... Só sei que quero ser dele, e admito que tenho mais medo de mim do que de qualquer outra coisa. Quero pertencer a ele, mesmo sabendo que o sonho dele ser meu pode jamais existir. Lembro-me dos surtos de Célia quando tinha 18 anos, e os da Laura, da Camila... Os surtos que elas tiveram quando começaram a namorar; lembro-me que elas sempre perguntavam “E Você e o Osvaldo Lina? Ele já te levou pra cama?” Sempre morri de vergonha de falar isso para elas, ainda mais depois de quatro anos de compromisso e eu nunca tive coragem –ou vontade?- suficiente para deixa-lo prosseguir. Hoje a situação é completamente diferente. As coisas mudaram muito, e... Talvez eu esteja enlouquecendo. Tirando-me de minhas lembranças e questões particulares, Carlos Daniel moveu-se ao meu lado, e aproximando a boca de meu ouvido cochichou:–Quando me deixará beijar-te? –perguntou-me com a voz baixa, mas cheia de... Oh, Deus... –E...E.. eu não sei... –murmurei sentindo minhas bochechas esquentarem, e um formigar subiu por meus seios. –hum... –grunhiu ele com um mísero sorriso, que acabei vendo pelo canto do olho. –Espero que seja logo. Estou louco pra sentir seu gosto outra vez. Ah Carlos Daniel, eu também... Mas... Ah Céus... Não me olhe assim. Virei meu rosto para ele, e parecendo-me conhecer a uma vida toda, ele passou a língua nos lábios daquele jeito fascinante. Seus olhos mirando fixo aos meus, pareciam devorar-me, e a sensação que seu mísero olhar provocava em mim... Era simplesmente sem explicações. Quando menos esperei, ele envolveu minha nuca com sua mão que me abraçava, e carinhosamente puxou-me para próximo dele. Seus lábios aproximaram-se dos meus, e ofeguei tamanha a proximidade. Como sempre, minha respiração tomou um rumo entrecortado, e o simples fato de respirar pareceu uma maratona. Ele puxou meu rosto para mais próximo ainda, e não me contive, acabei fechando os olhos. O Pequeno momento de ansiar seu beijo, era algo que estava se repetindo há horas... E céus... Eu queria... Como queria. Ele moveu-me, guiando-me para o que ele desejava, e o fato de estar sendo comandada como ele fez ontem pela manhã, despertou-me mais do que esperei. Ouvi-o suspirar, e suavemente levou seu rosto para mais próximo do meu. Sua bochecha colou a minha, e deliciosamente sua barba raspou minha pele, enviando arrepios para... Lá. Deus... Controle-se Paulina!Ele fazendo o que melhor sabia –me torturar- colocou seus lábios bem próximos da minha orelha, e abrindo os lábios, deixou que o ar quente de seus pulmões me tocasse. Segurei o ar dentro de mim e pareceu que o mundo parou. Ele moveu sua pele a minha, e beijando-me abaixo da orelha, sussurrou:–Disse a você que iriamos com calma... Mas é tão difícil ficar perto de ti sem poder... Sem poder te tocar.Sua voz baixa, mas cheia de encantamento acendeu em mim uma... Não sei... Uma chama até então nunca acessa, e pareceu mover meu interior completamente. Queria tanto... Mas... Céus... Não posso... Não podemos ir assim, tão depressa. Sei que não é a primeira vez que ele me tem assim, desse jeito, mas... Ah...–Não faça isso comigo Carlos Daniel... Não sei se... Por Favor... –pedi com minha voz em um tom tão baixo, que fiquei na dúvida se ele me ouviria. Seu Sorriso de encontro a minha pele foi como faísca, e quando seus lábios quentes e úmidos correram por minha pele, suprimi um gemido em minha garganta, e juro que quase não pude engoli-lo. Sua voz baixinha, ao pé de meu ouvido, saíram lentas e delicadas...–Eu sei do que tens medo. Sei que tens medo de não suportar, e acabar fazendo o que seu corpo te implora.Ah... Não fraqueje... Paulina... Mantenha-se firme. –Tens Certeza? –murmurei eu sem nem mesmo acreditar nas palavras que saíram de mim. –Mais do que tudo. Carlos Daniel correu sua outra mão até a minha, que estava próxima a minha coxa. Seus dedos agarraram os meus com sutileza, e com rapidez guiou-os para seu peito. Senti seu calor na palma de minha mão e mesmo com nossas roupas de inverno, eu pude sentir o latir de seu coração, acelerado como o meu. Sua mão me guiando, levou a minha até a borda inferior do suéter dele, e ofeguei sabendo de onde eu estava próxima... Não.. ele não teria coragem... ou teria?Seus dedos, -sem soltar os meus, -levantou a beirada do suéter dele, e levemente, ele levou meus dedos para baixo do tecido de sua roupa, e... Deus do céu. Minhas unhas rasparam contra a pele dele e engoli em seco, vendo-o tencionar sobre seu toque em minha nuca. Ele pressionou sua outra mão contra a minha, e a palma de minha mão espalmou-se sobre o abdômen dele... Ah... Quente... e... forte... e... Latente... e... eu não poderei suportar isso. Tentei retirar minha mão de debaixo da dele, mas ele pressionou-me mais forte, mandando que meu toque ficasse por ali. Ele guiou minha mão por sobre sua pele, e suavemente a levou mais a cima. Deus... vou convulsionar. Meu corpo inteiro tremeu e meus dedos de encontro a pele dele pareciam ser um só. Uma sensação incrível, parecendo.. ter sido criada para mim. Entreabri meus lábios, a procura de ar, e quando ele guiou meus dedos mais acima, senti uma fina camada de pelos tocarem meus dedos... e Ah... eu não pude controlar. Um quase inaudível gemido saiu de minha boca, e os dedos de Carlos Daniel automaticamente moveram-me mais a cima. Cada curva de seus músculos debaixo de minha pele, era algo que confesso ter sonhado muitas vezes, mas assim, concreto, parecia ser mil vezes melhor, e confesso, era.
Carlos Daniel se moveu no banco, e tirando lentamente minha mão de seu corpo, afastou sua boca de minha pele, levando sua testa a colar a minha. Senti a velocidade do carro diminuir, e percebi que estávamos parando. Sua respiração acelerada ficou de encontro a minha, e quando pensei em me afastar, ele pressionou-se contra mim, dizendo com a voz rouca.–Meu corpo chama pelo teu... e o que mais desejo, é que me ouça.Uma de minhas batidas cardíacas pareceu falhar, e imediatamente ele se afastou de mim. O carro no mesmo instante parrou, e como em um salto Carlos Daniel pulou do veículo. Ele puxou-me pela mão, e logo sai também. Não acreditei na visão que tive quando sai do veiculo. Estávamos na areia da praia, e em frente a minha casa.–Venha, me mostre sua casa.
Notas finais
E ai? mereço comentários?? Quem sabe.. uma recomendação?
Ah, e por falar nisso, Grande beijo para a Dara, que recomendou minha fic! obrigada meu amoour! Esse cap foi pra vc!
Beijos, e deixem suas opiniões e ideias nos comentários!
Sempre de Vocês... Escritora Saliente - Dai
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