Faça-me, Quero Ser Tua.
25 Respondendo-o sem palavras, apenas com os sons do prazer.
Notas iniciais
Não podia acreditar que ele realmente teve a coragem de mandar chamar-me. Depois de tudo o que houve, eu realmente estava confusa. O queria de uma maneira desesperadora, com ânsias, vontade, e sim... luxúria.
Nesses 20 dias que se passaram, sem que eu tivesse noticias dele, os sonhos mais pervertidos do mundo tomaram conta de minhas noites. É complicado assumir isso, mas desejei que grande parte deles virassem realidade. Os sonhos dolorosos, -que me perturbavam depois da morte de minha mãe- foram embora, sendo tomados por sonhos quentes, ao qual eu acabara por acordar completamente suada no meio da noite. E o pior de tudo, eu não me via no sonho... via apenas o que ele fazia comigo. Cada expressão sua, vivida em um mundo desconhecido, me acompanhara pelo restante do dia, e durante a noite, eram recriadas novas cenas, que me tomavam como prisioneira das mais loucas paixões.
Eu não sabia o que pensar depois do momento em que Manuela chamou-me e tudo pareceu parar. Sabia bem, que se ele me tomasse em seus braços, eu estaria completamente perdida, e não teria como escapar. Necessitava senti-lo, mesmo sendo fora de tudo o que pensava. Minha mente implorava para que eu desse uns tapas nele, e dissesse aquela pequena frase “Saia da minha vida” para que ele sumisse. Mas meu corpo, ansiava para que eu pronuncia-se “Faça-me, quero ser tua.”
Assim que terminei os lençóis, levei-os para os quartos respectivos e desci pelo elevador de acesso, com as pernas trêmulas e as mãos suadas. Como eu iria encara-lo sem que aquelas imagens dos sonhos dominassem meu pensamento? Eu estava completamente escabelada com o uniforme amarrotado, -devido a tanto serviço- e ainda teria de vê-lo. O Elevador parou, e assim que as portas se abriram, meu coração começou a bater acelerado. Sai da caixa metálica sem saber se minhas pernas suportariam o peso do resto de meu corpo.
Caminhei pelo corredor da lavanderia, e tudo estava deserto. Estávamos próximo ao horário de saída, e me surpreendi pela calmaria do local. Desajeitadamente, passei pelo hall do hotel, e assim que Manuela me viu, perdeu a coloração do rosto.
Ela caminhou até mim, com passos largos, e segurando-me por um dos braços me puxou para trás do balcão. Nos abaixamos como duas crianças que fazem arte, escondendo-nos de quem quer que passasse por ali.
–Que Demora! Pensei que não iria! –sussurrou-me ela enquanto olhava-me surpresa.
–Se eu não for, sei que ele virá atrás de mim. –bem, isso é verdade.
–E... irá vê-lo... assim?
–Manu, ele não se preocupa com minha aparência, e sou apenas mais uma, você sabe. Quanto menos motivos para me procurar ele tiver, melhor. –confessei com meu coração apertando. Eu realmente não sabia se era isso que eu queria.
–Você é louca. Pense... ele te conheceu assim... ele vai surtar ao ver-te.
Oh Deus... ela tinha razão.
–Mas vá! Vá antes que ele se irrite! –murmurou ela levantando-me por um braço. –Boa sorte amiga, e lembre-se do que conversamos.
Acenei em concordância, equilibrando-me nas minhas pernas que viraram gelatina. Parei frente a porta, e com os dedos trêmulos, girei a maçaneta. Abri a porta lentamente e meus olhos voaram para o chão. Baixei meu rosto, sentindo o calor crescer em minhas bochechas quando lembrei de um de meus sonhos... o dele beijando minha pele nua contra a porta.
–Sente-se senhorita. –disse ele com aquela voz firme, e ergui meus olhos, vendo-o sentado atrás de sua mesa.
Oh Deus. Ele estava mais lindo do que nunca... o cabelo úmido, a barba perfeitamente esculpida, desenhando um cavanhaque que... oh Deus. Ficou mais lindo do que pensei ser possível. Ele estava divinamente lindo, e... droga! Assumo! Queria aproximar-me.
Caminhei com as pernas bambas até as cadeiras frente a sua mesa, e esquivei-me para uma delas, sentando-me o mais educadamente possível. Ele nem ao menos ergueu seus olhos até mim, e continuou com os olhos fixos em algumas folhas sobre a mesa. Eu continuava ali, mirando de relance o que ele fazia, tentando controlar os impulsos nervosos que me dominavam. Ele, largando alguns papéis, levantou seus olhos para mim e encostou-se em sua cadeira de couro. Baixei meu olhar, mirando a pequena cicatriz em minha mão, lembrando-me de como ela aconteceu.
–Como foi esses 20 dias? –disse-me ele com a voz rouca, de uma maneira que sua sonoridade me fez arrepiar.
–Bem... –limpei a garganta, evitando de mira-lo. –Tudo bem. –conclui trêmula.
–E Sua mão? –falou-me movendo-se em sua cadeira, fazendo o couro ranger.
–Está b...bem. –gaguejei sentindo as ondas sonoras baterem de encontro a minha pele.
–Ótimo. –concluiu ele mirando-me de uma forma completamente tentadora.
Ergui meus olhos, e imediatamente fui tomada pelo encontro de sua íris com a minha. Aquele calor tão insensato, ao qual só me dominava quando estava perto dele, começou a se criar, fazendo minhas bochechas corarem. Desviei meus olhos, sentindo o rubor descer por meu pescoço, e logo senti que minhas coxas tencionavam-se uma contra a outra. Deus, o que é isso?
Sai dos pensamentos que tentavam se acomodar com as sensações que meu corpo produzia diante dele, quando aquele belo homem, levantou de sua cadeira e deu com apenas dois passos a volta na mesa. Seu corpo parou diante de mim, e temblei por tê-lo tão perto. Oh Céus...
Ele, deixando-me com esse corpo traiçoeiro em migalhas, inclinou-se sobre mim e agarrou com suas mãos espalmadas minha cintura. Ergui meus olhos, e quando ele mirou-me, escutei o som da cadeira onde eu estava sentada ruir, e me deparei estando nos braços dele.
Seus braços firmes me envolveram, e na primeira puxada de ar que meus pulmões buscaram, me senti perdida com aquele cheiro másculo que ele exalava. Deus... esse homem me domina. Suas mãos quentes, puxavam-me mais para si, enquanto as minhas sem muita saída espalmaram-se sobre o peito dele, sentindo o movimento de sua respiração acelerada misturando-se com as batidas de seu coração.
–Senti falta de te sentir assim Paulina... –sussurrou ele baixando seu rosto sobre o meu. Senti minhas pernas virarem água em um quarto de milésimo, e tomando realidade virei meu rosto, fugindo de seus lábios. Que ilusão.
Sua boca tocou a pele nua de meu pescoço, e minhas mãos tentaram empurra-lo para longe. Aquele homem, todo formado em músculos, me puxou mais contra si... e acabei desistindo.
–Sh... deixe-me aproveitar-te.
–Não... –murmurei rapidamente, atropelando meus pensamentos. –Não devo.
–Não deve mais queres, não é? –sussurrou-me beijando minha pele, correndo uma de suas mãos para minhas coxas, e logo agarrou uma de minhas nádegas em sua mão. Deus! Seu toque firme me fez gemer sem piedade, e ele sorriu contra minha pele, passando seus dentes pelo desenho de meus ossos. Sua boca bem preparada roçava-se por minha pele, e não consegui querer outra coisa que não fosse ele continuando aquele ato. Todos meus pensamentos sobre negar-me a ele desapareceram apenas com o toque de seus lábios, e aquela garota com medo do tão famoso “fazer amor –ou simplesmente transar-“ já estava adormecida.
Ele passou suas mãos por toda extensão de meu corpo, e gemi em resposta quando ele flexionou os joelhos e baixou seu rosto entre nós, beijando próximo aos meus seios. Mirei o rosto dele tão próximo de lá, e assim que ele ergueu seus olhos sobre mim senti o poder de seu olhar diretamente com meus instintos.
–Diga que queres... –murmurou levando aquela mão que passeava por meu corpo até meus seios, desabotoando meu uniforme.
–Eu... não sei. –murmurei queimando por esconder dele a verdade. Droga. Meu real medo batel na minha cara como uma bofetada, e foi ai então que entendi tudo: Meu medo não era dormir com ele, era de simplesmente... perder a virgindade.
–Teu jeito de negar-se a mim me enlouquece, e juro-te que não irei sossegar até te ter gozando ao meu redor.
Suas Palavras sujas adentraram o mais profundo do meu íntimo e apenas gemi, aceitando o que ele me propunha. Baixei meu rosto, tocando sua testa a minha, e foi ai então que ele esticou-se roçando seu corpo ao meu totalmente, deixando-me na ponta dos pés. E então o mundo parou.
Ele mirou nos meus olhos, com nossas respirações se misturando, seu cheiro impregnando na minha alma, e como tantas vezes ele fez, busquei aqueles lábios tão macios e dominadores que me eram entregues.
Ele não se surpreendeu. Levou sua mão para minha nuca e me puxou para mais perto, e mais, e cada vez mais. Nesse momento questionei a teoria de dois corpos ocuparem o mesmo lugar no espaço, e queria mandar essa teoria por água abaixo, e só aceitaria se fosse com ele.
Seus dentes roçaram-se com minha pele ao ponto de arder, e sua língua inundou-me do seu tão desejado sabor. Ele me beijou ávido, mordendo minha boca, desviando seus lábios vez que outra, chupando a pele de meu rosto, e sem medo o correspondi, perdida... cada vez mais perdida nele.
Esparramei meus dedos por seus cabelos, puxando-o mais junto e ele gemeu contra mim, empurrando-me contra a primeira superfície que meu corpo esbarrou: uma bancada de arquivos.
Meu corpo se esgueirou ali para cima, e ele me empurrou mais forte, sentando-me com presa. Sua mão que segurava minha cintura correu em minha coxa e a ergueu, levando-a ao seu quadril. Gemi segurando seu rosto, e ele de imediato levou seus dedos para entre minhas coxas, tocando minha intimidade de forma quase brutal.
–Oh Droga, Carlos Daniel... eu não sei... –murmurei tentando encaixar o prazer que ele me propunha com as razões que me dominavam.
–Não sabe o que? –questionou me mirando enquanto meu corpo me traia correspondendo a suas carícias.
–Se quero que continue... se quero que... –não consegui concluir. Seu toque me impedia de falar o que quer que fosse.
–Doce Paulina... se não quisesse, nem teria atendido ao meu chamado. Queres isso tanto quanto eu... e sinta....
Ele deixou aquela palavra vaga, e então gemi alto em seus braços, segurando seu rosto firme em minhas mãos quando ele passou seus dedos por debaixo do tecido de minha calcinha e me acariciou. Movi-me ao seu toque, tomada por mais uma sensação desconhecida que ele me concedia. Ele apenas riu, baixando seu rosto, mordendo meu pescoço. Seu riso ecoou na sala, e com dedos ágeis ele movimentou-os por minha pele molhada. Seu olhar travou onde seus dedos em tocavam e gemi de forma descontrolada, caindo no abismo daquele prazer.
–Viu? Isso responde por você.
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