Faça-me, Quero Ser Tua.
21 Protegida.
Notas iniciais
Holaaa povo lindo, gostoso e sexy! ~~parei
Ah meu core! A escritora aqui está muito feliz, pois essa fic, tornou-se a minha história mais recomendada! ai meu deusuu!
Bem, grande beijo a Cla, e a Alene, que deram a 13ª e 14ª recomendação! gracias!
Bem, espero que gostem desse cap tanto quanto eu gostei!
Muitos beijos, e desfrutem!
Caminhei, caminhei, caminhei... e ainda estava longe. A Dor na minha mão espalhou-se por todo meu corpo, deixando-me com a cabeça latejando de dor. Eu não conseguia parar de chorar... a dor me consumia, e a tristeza também. Eu só queria chegar em casa, abrir a porta e encontrar minha mãe, me esperando... senti-la axariciar meu cabelo, dizendo-me que tudo ficaria bem... dizendo que ela cuidaria de mim.
De Longe, pude ver minha casa. Oh, graças a Deus. Caminhei um pouco mais, e quando cheguei frente a porta, quase perdi os sentidos, com tudo girando ao redor de mim. Desajeitadamente, consegui abrir a porta, e imediatamente corri até o banheiro. Minha respiração estava acelerada, e eu tremia muito... muito. Tirei as roupas apressadamente, segurando em minha garganta um urro de dor devido ao ferimento. Abri o curativo encharcado, e o corte estava vermelho. Ah que droga. Joguei as roupas e a bota em um canto do banheiro, e com pressa afastei a cortina do box, abrindo o registro do chuveiro, deixando a água quente cair sobre minhas costas... oh meu Deus... Lavei-me apoiando a mão ferida na parede, e foi quando fui virar-me, que a agua quente escorreu sobre o corte.–Ai, Droga! –murmurei tomada pela dor. Desliguei o chuveiro e enrolei-me desajeitadamente em uma toalha. Minha mão ardia, e a tontura que eu sentia não passava. Minha cabeça latejava, e parecia que eu ia desmaiar. Sequei-me um pouco as pressas, sentindo o frio que tomava conta da casa me congelar. Vesti uma calcinha de algodão, meias e meu pijama de inverno, -mangas longas, branco, com ursinhos cor de rosa. Minha dor de cabeça não passava, e o corte em minha mão estava estranho. Vermelho ao redor dos pontos, doendo pra caramba. Eu não tinha nenhum tipo de gaze ou faixa para ferimentos, mas não podia deixar aquele corte assim. Não conseguiria dormir com ele aberto. Fui até a parte da cozinha, e de uma das gavetas peguei um pano de secar louças. Na mesma gaveta peguei a tesoura, e desajeitadamente cortei uma tira longa de tecido. Foi complicado, bem complicado, mas consegui dar um jeito naquilo. Voltei para o quarto, e sem mais pensar, enfiei-me embaixo das cobertas, tentando achar forças para dormir. Porcaria.Meu pensamento encheu-se de imagens dele. Uma lágrima teimosa escorreu de meus olhos, quando as palavras dele latejaram dentro de minha cabeça.“Quando quiseres agir como uma mulher de verdade, obedecendo ao clamor de seu corpo, me chame. Terei prazer em desfrutar de ti... Escuta aqui, não tenho culpa de tudo o que passou. Não tenho culpa daquele maldito que te abandonou sem nem te tocar. Não tenho culpa da morte de sua mãe. Não tenho culpa por você estar sozinha nesse mundo fodido. Não tenho culpa de ser seu chefe, muito menos de querer você.”As lágrimas caíram de mim sem controle, e eu não conseguia controlar o choro. Que droga. Por que as coisas tem que ser assim? O Desespero me dominou, e toda aquela angústia de dias guardados caiu sobre minha cabeça. No fundo, minha vontade era de gritar, gritar, gritar, mas nada saia de minha garganta. Tudo em mim doía, principalmente meu coração. Não sei como... Nem quando, mas em algum momento entre meu choro incessante e toda a dor, caí no esquecimento do sono. ...Não sei que horas eram, só sei que uma dor enorme me atravessava. Mesmo sem querer, lentamente meus olhos foram se abrindo, e caí em realidade.Carlos Daniel...A Casa...Suas Carícias...O Apartamento...Seus Beijos...Suas palavras dolorosas... Que porcaria foi que eu fiz? Ai... minha mão... minha cabeça. Estava frio, muito frio, e o vento entrava pelas frestas das paredes. Olhei para a pequena prateleira ao lado da cama, sentindo meus olhos arderem, e no pequeno rádio relógio, vi que passava das 03:00hrs. A dor me consumia, e foi um mísero som que me tirou do transe de dor que eu estava. Alguém batia a porta. Oh Não... Mas... a essa hora? Assustei-me, dando um salto da cama, pensando que podia ser Filó. Vai que aconteceu algo? Tonteei ao levantar, e obriguei-me a apoiar-me na velha cômoda. Caminhei até a porta, mas rapidamente me dei conta de que poderia não ser Filó, e... –Quem é? –gritei próxima a porta, esperando obter resposta. –Abra Paulina, sou eu.Ah não... não... não...–O que queres aqui? Vá embora! –gritei com as lágrimas ardendo meus olhos mais uma vez. –Abra a porta Paulina! Depois podes gritar comigo, mas agora, abra a porta! –Gritou ele do outro lado. –Não! –e se ele me machucar? –Não!–Paulina, pare, abra a porta... Estás sem tomar as medicações. Abra a porta... por favor. Oh Droga... e agora? Ele tem razão... e... ah que droga! Por que não posso fechar os olhos e fazê-lo desaparecer de minha vida, de minha mente... de meu coração?Corri meus dedos pela tranca da porta, e quando ele disse bem próximo a porta “Lina,” abri a porta, e ele rapidamente saltou para o lado de dentro. –Mas que merda aconteceu? –perguntou ele com um tom bravo, segurando-me pelos braços. –Não... não me machuque... por favor... Meu choro caiu rapidamente e ele olhando-me fixo, puxou-me para seus braços, o qual me amontoei ali, em frente a porta, sentindo-me outra vez em um porto seguro. –Droga, eu não vou te machucar! –grunhiu ele depositando um beijo em minha cabeça.–Por que não me deixa seguir minha vida? –perguntei baixinho, enquanto ele esticava o braço para fechar a porta. –Depois conversaremos. –Disse ele afastando-se de mim. –Deite-se quieta.
O que? –Deite-se. Fiz como ele disse, baixando meu olhar e voando pra cama. Deitei-me embaixo das cobertas, deixando apenas meu rosto descoberto. Carlos Daniel caminhava de um lado para o outro no pequeno espaço, passando as mãos nos cabelos a cada segundo. Ele estava irritado. Vi quando ele tirou o celular do paletó, e rapidamente iniciou uma ligação. –James, traga cobertores, e uma sopa. Ah, uma garrafa do meu Whisky também. Ele desligou o celular e foi até o pequeno cômodo da minha cozinha. Pude ouvir o som de água, e logo ele caminhou até mim, com um copo d’agua e um comprimido. –Tome.Peguei o comprimido e o copo das mãos dele, sem mira-lo nos olhos. Ele esperou que eu tomasse o medicamento, e logo voltou para a cozinha, deixando o copo por lá, Encolhi-me embaixo das cobertas, e ele voltou até mim, sentando-se na beirada da cama. Não o mirei, tentando controlar os pequenos soluços que voltavam em minha garganta. Não queria dar o braço a torcer, não queria dizer a ele que estava me sentindo muito mal, muito menos que eu sentia algo sem controle por ele. Ele passou as mãos nos cabelos, e suspirando, levou sua mão até minha testa. Fechei os olhos, sentindo seus dedos frios de encontro a minha pele que queimava. –Porra, você está com febre. –Ele resmungou algo tirando as mãos de mim, e em seguida suspirou. –o remédio que tomaste irá baixar a temperatura. Ficamos em silêncio, e ele não parava de mirar-me. Eu sentia. Ergui meus olhos para ele, e quando meu olhar se chocou com o dele, ele parecia sofrer o mesmo conflito que eu enfrentava. Ele suspirou novamente, e de mansinho levou seus dedos para meu rosto, roçando as costas dos dedos ali. –Vai parar de agir como uma menina? –sussurrou.O que! Minha vontade de sentar sobre a cama, enche-lo de socos e dizer todos os inúmeros palavrões e ofensas que nunca disse, brotou em minhas veias, e tive de me controlar. –Olha Carlos Daniel, obrigada pelo comprimido, mas se vieste para insultar-me, pode ir para seu castelo mal assombrado. Minha vida tem fantasmas o suficiente. Não quero você como mais um. –Eu sei, e por isso que quero te conhecer. Sendo o homem das trevas, quem sabe posso exorciza-los? –disse sorrindo nas últimas palavras. –Você é um idiota. –murmurei enfiando-me embaixo das cobertas. –Eu sei. –disse firme. –Não parece saber. –rebati. –Tanto sei que estou aqui, cuidando de uma mulher que necessita de cuidados, mas que não quer assumir. –Engraçado, agora sou mulher. –Pare com isso Paulina. –repreendeu-me. –Eu? Eu parar? –rugi de raiva. –Você está me deixando louca, e eu que tenho que parar? Poupe-me de sua arrogância. –desabafei. –Você também está me deixando louco... em muitos sentidos. E creio eu que você poderia poupar-me de sua insegurança. –Insegurança?–Sim, Insegurança. Tens mais medo de ti mesma do que de mim. Seu medo não é entregar-te, não é ferir-se. Teu medo, e tentar suportar essas sensações que te invadem e não suportar. –Você não sabe nada sobre mim... –murmurei sem forças pra falar. Ele tinha razão. –Paulina Martins, 24 anos, virginiana, nasceu em 08 de setembro de 1991, na casa de sua falecida avó. Filha de Paula Maria Martins, e pai desconhecido. Estudou em escolas públicas, ganhou inúmeros concursos na escola, e formou-se sempre como a melhor da classe. –Disse ele com sutileza. Eu estava apavorada. –Quer que eu continue?–Como você...–Sou seu chefe. –interrompeu-me. –Mas... –Isso não importa. Uma pequena batida na porta, e ele deu um salto da cama. A porta se abriu, e James apareceu. Carlos Daniel deu passagem para ele, e James sorriu-me um pouco receoso. Sobre a mesa, ele largou uma caixa térmica azul, e a garrafa de Whisky. Para Carlos Daniel, entregou uma coberta enorme, que parecia ser a do quarto que dormi na casa dele. –Obrigado. –agradeceu ele levando James para fora. Assim que outra vez estávamos sozinhos, ele abriu as portas dos armários e pegou uma tigela. Abriu a caixa térmica, e pegou uma sopeira –inox ou prata- que largou rapidamente sobre a mesa, parecendo estar quente. Ele tirou da caixa uma concha, e sem demoras encheu a tigela com sopa. Da Gaveta, pegou uma colher, e caminhou até mim, estendendo a tigela.–Coma.–Não. –rebati depressa. –Coma Paulina, você precisa. –Não quero. Não estou com fome.Ele bufou e exasperado suspirou em seguida. –Não tem que fazer isso por mim. Tem que fazer isso por você mesma. Está doente, será que não enxerga? Pare de marra e coma. Com raiva, -muita raiva- mas fome –muita fome- eu sentei-me a cama e peguei a tigela dele. Dediquei-me a.. Oh que delícia. A. Melhor. Sopa. Da. Minha. Vida. Enquanto eu me acabava com a sopa de legumes, Carlos Daniel serviu um copo de whisky –um de meus copos, aqueles nada apropriados para a bebida- e voltou-se para mim, sentando outra vez na beirada de minha cama. Eu comia a sopa em silêncio, quando ele limpou a garganta mirando-me. –Me dê uma provinha? –disse baixinho. Pude ver o resquício de um sorriso ali. Larguei a colher dentro da tigela, e a estiquei para ele. Sorrindo, ele balançou a cabeça em negação. Ok né. Puxei outra vez a tigela para próxima de mim, e quando ergui a colher com o creme fumegante, ele abriu os lábios. –Sério isso? –perguntei quase incrédula. Ele... não...–Seríssimo. Agora, deixe-me provar isso. Ele abriu os lábios outra vez, Oh Meu Deus. –Não vai querer que eu faça ‘aviãozinho’? –me atrevi. –Não é necessário. –riu. Mesmo um pouco aturdida, levei a colher para ele, que de bom grado esticou-se para saborear o creme. –Hum... –disse quando eu tirei a colher da boca dele. –Bom. Baixei meus olhos, olhando para minha tigela, e rapidamente terminei de comer. Tive de guardar dentro de mim o resquício de um sorriso. Carlos Daniel tirou a tigela de mim, largando-a dentro da cuba da pia. Ele voltou para próximo de mim com o cobertor em mãos. –Deite-se. Fiz como ele disse, sem lutar, desarmando-me. Ele jogou o cobertor sobre mim, e sentando-se na beira da cama, tirou as meias e os sapatos, em seguida, o blazer e o suéter –já não estava com o colete. Eu tentava pensar em algo... mas... o que?... ah não... mas...Ele aproximou-se de mim, e levantando-se, puxou as cobertas, destapando-me. Ele sentou-se ao meu lado, e quando foi deitar –em minha cama de solteiro, onde eu também estava deitada- eu obriguei-me a falar.–Mas o que você está fazendo? –murmurei com a garganta falha. –Ué, vou dormir. –disse como se isso fosse a coisa mais simples do mundo. –Mas... eu... não, você...–Ah Paulina, pelo amor de Deus, vai dizer-me que nunca dormiu com um homem? Achei que meus olhos iam saltar da cara. Como dizer a ele? ‘oh eu nunca dormi com um homem. ’–Oh... você nunca dormiu com um homem. –disse ele um tanto surpreso. –Bem, -sorriu- para tudo tem uma primeira vez, e fico feliz em saber que serei o primeiro a dormir com você.OH MEU PAI AMADO! Uma tão simples frase, e cheia de significados. Movi-me inquieta na cama, e ele segurou-me ali. –Pare de agir como uma menina. –Falou mirando-me nos olhos. -Apenas vou deitar-me com você. Deitar para dormir. Pare de pensar que sou um monstro. Acenei em concordância como um bonequinho, e então, ele deitou-se ao meu lado, tapando-nos. Confesso que confiava nele para aquilo. Eu tremia –e não era devido ao frio. Quando eu menos esperei, ele virou-me de frente para si, olhando em meus olhos. –Você está bem? –perguntou quase inaudível. –Um pouco. –respondi inquieta. –Confie em mim. –Tanto confio que estás em minha cama. –oh merda. Tenho que parar de falar sem pensar! Porcaria!–Bem... –disse ele surpreso enquanto meu rosto pegava fogo. –Concordo.–Paulina, promete que irá parar de fugir de mim? –disse em um murmúrio. Oh Meu Deus... Se ele quer, vamos para a ala das verdades.–Promete que irá parar de me assustar?–Eu te assusto? –perguntou com os olhos arregalados. –Mais do que o necessário. –Promete?–Promete?–Eu prometo. Vou controlar o homem das trevas que vive em mim. –disse ele com um pequeno sorriso. Eu não pude conter um pequeno mover nos meus lábios, também sorrindo. –Eu também prometo. Mas tens que parar com isso. –Parar com isso?–É. –eu tinha que dizer. -De me pressionar, de querer... hum... –meu rosto pegou fogo. –Você Sabe. Preciso de tempo para assimilar tudo isso. –Prometo mais uma vez. –disse ele sorrindo daquele jeito... oh meu...
Ficamos em silêncio por alguns minutos, mirando um nos olhos do outro. E foi ai então, que ele suspirou e disse:–Não gosto de te ver assim. –falou cerrando os olhos com força.–Assim? –Assim. Doente.–Você nunca me viu doente. –murmurei sem pensar. Nunca me viu doente, mas está cuidando de mim apenas como minha mãe e Filó faziam. Apenas elas se preocuparam alguma vez comigo. Bem, e Célia. –Nunca vi. Estou vendo agora e espero nunca mais te ver assim. Ah meu Coração...–Agora está tarde. Você tem que descansar. –disse olhando-me seriamente.–Não sei se conseguirei dormir. –afirmei com meus olhos nos dele.–Por quê? –perguntou piscando algumas vezes.–Você. –disse quase sem som algum. Ele sorriu. –Pode descansar. Eu irei cuidar de você. Assim como na noite passada.–Obrigada. –sussurrei mirando seus olhos, que tinham uma cor diferente. Ele sorriu para mim, levando seus dedos até minhas bochechas. –Durma... -sussurrou–Estou tentando... –murmurei baixinho. –Vou ajudar-te. Ele iniciou leves movimentos com seus dedos sobre minhas bochechas, acariciando-as. Seus dedos passearam por ali, depois sobre minhas pálpebras, sobre meu nariz, e em seguida meus lábios. Uma carícia leve, mas que para mim, estava sendo guardada no fundo da alma. Eu e ele ainda precisávamos conversar, mas já não havia mais raiva, nem brigas... apenas... não sei. Perdi-me com o tempo, sentindo seus dedos sobre minha pele, deslizando... e acariciando...e não sei quando foi, mas em algum momento, eu cai na perdição do sono, sonhando com homens de espadas na beira do mar, o cheiro de sopa no local, e mulheres enroladas a cobertas –Mulheres que sentiam-se protegidas.
Notas finais
E ai, o q acharam? Espero que tenham gostado, e q eu mereça coments.. jiji
Beijos e Las Amo.
Ah, Feliz Aniversário Mariane.
Beiijos meninaaas! (e meninos, se tiverem kkk)
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