Faça-me, Quero Ser Tua.

63 Proposta decente.


Notas iniciais
Oi amores! Estou aqui, outra vez... para confundir vocês! kkkk Se liguem ai, detalhes importantes no capítulo. Beijinhos a todas que comentam, que tagarelam no Wpp, no FB, e td mais. #LasAmo Desfrutem!

Tomamos Banho juntos entre sorrisos, beijos e mordidinhas. Ele sai dali e deixa-me sozinha com a intensão de terminar o que fazia para comermos. Recordo aquele cheiro maravilhoso que preenchia a cozinha quando acordei.

Saio do banho pouco tempo depois. Visto um conjunto de lingerie e o roupão. Com a toalha ainda nos cabelos vou para a cozinha e encontro a bancada posta com um jogo americano. O pego servindo os copos de suco.

—Vou ficar mal acostumada a ti. -sussurro aproximando-me de seu corpo, envolvendo suas costas com meu abraço. Apoio minha cabeça a ele que larga a jarra e acaricia meus dedos.

—Acabou descobrindo meu maior segredo. -diz puxando-me para sua frente. Beijo-o suavemente e então ele se afasta arrastando um dos bancos para que me sente.

Sento-me frente ao prato já servido. É algum tipo de macarrão em concha com molho colorido de vegetais. Está bonito. Parece gostoso.

Experimento e delicio-me com aquilo. Está realmente maravilhoso. Carlos Daniel sabe realmente cozinhar.

—Está delicioso. -digo dando outra garfada ao prato.

—Fico bastante contente em te ver comendo. -Fala mirando-me fixo. Seu garfo cai esquecido. -Você está muito magra.

Meu apetite desaparece automaticamente. Estou magra por não conseguir engolir um grão sem chorar depois de tudo o que aconteceu. Apoio o garfo ao prato e tomo um gole do suco. É Laranja. Pois é, Carlos Daniel... não consegui dormir, não consegui comer, não conseguir viver bem sem você.

Apenas... sobrevivi. Ele fala de mim, mas também parece mudado depois do que aconteceu.

—Você também não é o mesmo depois do que passou em Miami.

Ele que voltava a comer larga o garfo novamente e seus olhos encaram os meus.

—Foi um inferno ficar sem você. -Acaba dizendo por fim, baixando os olhos para seu prato.

—Digo o mesmo a ti.

A Comida simplesmente tranca em minha garganta, mal consigo comer depois dessas recordações dolorosas. Termino de comer praticamente engolindo tudo sem nem mastigar. Tomo um gole do suco e consulto o relógio.

São 6 da tarde.

Agarro meu prato vazio e largo-o na pia, depositando as costas de Carlos Daniel um suave beijo sobre a camisa preta.

—Obrigada, meu amor. -digo segurando o choro e então saio dali indo para o quarto. Preciso me arrumar... preciso esquecer que ele beijou outra mulher. Ainda bem que só a beijou. Mas... aquelas fotos nunca mais vão sair da minha cabeça. Nunca mais. São coisas que não quero recordar nunca mais.

Entro no Closet pegando meu uniforme e uma calça Jeans quando vejo Carlos Daniel sentado a cama, mirando-me.

—Você está bem? -pergunta ele com os cotovelos apoiados aos joelhos.

—Sim, só... não gosto de lembrar dos últimos meses. -Digo sincera. Ele levanta balançando a cabeça em negativa e então me abraça pelas costas, caminhando comigo até um dos espelhos do closet.

—Não pense mais nisso. Não pense. -Diz encarando meus olhos pelo reflexo. -Sei o quanto foi doloroso. Também sofri com tudo isso, mas... agora estamos aqui, estamos juntos e... você agora é minha namorada.

Ele sorri pra mim e não consigo esconder minha alegria em suas palavras. Pois é, somos. Agora somos namorados.

—Lina, aconteceu uma coisa... -Diz ele ficando sério de repente.

Viro-me e encontro seus olhos fugindo dos meus. Ele segura-me pela mão e nos leva até a cama. Sentamos lado a lado e ele apoia minha mão em sua coxa e vice versa.

—Minha avó ligou enquanto você dormia. -fala encarando o chão. -Disse que o aniversário de minha irmã é na sexta-feira agora, na Capital.

Meu coração murcha. Ele vai... viajar de novo? Não consigo dizer nada e ele acaba por levar sua mirada a minha. Ele suspira.

—Fazem alguns anos que não vou a nenhuma dessas festas, mas esse ano vovó insistiu muito. Queria realmente ir. Não vejo meus sobrinhos há um bom tempo e gostaria que minha avó te conhecesse. Assim como minha Irmã.

Meu coração bate acelerado. O Encaro sem saber se entendi...

—Irei somente se você for comigo. -Completa.

—Carlos Daniel, trabalho sexta, sábado e domingo a noite. -digo envolvendo seus dedos com os meus.

—Bem, sobre isso que também queria falar...

—Ah Não Carlos Daniel.. você não vai se meter no meu emprego! -Digo levantando-me da cama já irritada.

—Somente me escute. -Fala sem nem se mover. -Houve algumas complicações no Hotel daqui e no de Madri. Por lá já resolvi tudo, mas por aqui ainda não. Aconteceu a denúncia de uma das camareiras de que o gerente estava falando coisas audaciosas a ela. Averiguei tudo e realmente foi verdade. Ele será demitido dentro de duas semanas.

Engulo em seco. Ele está falando de Henrique? Preciso confirmar isso! Minhas mãos começam a suar. Tento parar quieta.

—Ele parecia bastante desagradável. -Digo com desdém. -Como de chama mesmo? -pergunto sentindo as mãos formigarem.

—Henrique. Henrique Brecaumont.

É ele! Engulo em seco e por fim respiro. Ele vai desaparecer com a mesma intensidade que apareceu. Respiro aliviada por um momento até que Carlos Daniel prossegue.

—Com isso gostaria de te reativar na empresa, mas agora como Gerente.

O quê!?

—Carlos Daniel, você enlouqueceu?

—Claro que não. -Diz ele rapidamente enquanto me sento sobre a cama outra vez. -Você sabe que é capaz disso. Estarei eu e toda minha equipe ao teu lado para o que precisares. Você irá trabalhar em horário comercial, terá os fins de semana praticamente todos livres... e ainda ganhará bem.

—Carlos Daniel, eu...

—Paulina, nada contra seu trabalho, mas você trabalha em um horário bem difícil e daqui uns dias estaremos mal nos falando. E também tem Henrique. Se não conseguir um substituto para seu cargo, terei de segura-lo na equipe mais um tempo. Não pretendo fazer isso e a pessoa mais qualificada é você.

Um nó desce por minha garganta. Eu, novamente no hotel? Como Gerente? Henrique por fim sairia dali e não teria o risco de fazer com outra garota o que fez comigo.

Respiro fundo. E se eu aceitar?

—Eu não precisaria fazer uma entrevista ou qualquer outra coisa para ganhar essa vaga? -digo mirando-o de relance.

—Sou o dono daquilo tudo, Paulina. Minhas ordens querendo ou não, devem ser acatadas. A unica coisa que não me pertence mais é meu coração que agora é seu.

Engulo em seco, as mãos suando. Ah Carlos Daniel... como faremos isso funcionar?

Recordo num flash as coisas que Henrique me disse e tudo o que passou com as garotas na lavanderia.

—Você sabe que poderei não ser aceita por lá. Agora... -limpo a garganta.

—Sou a namorada do chefe.

Ele sorri e então morde o lábio. Seus olhos me encaram firmes.

—Eu sei, mas estou contigo para todas essas horas. Quem quer que te desacate, pode ser demitido com um estalar dos seus dedos. Sou teu namorado. Espero ser mais que isso. E... eles terão que nos engolir.

Não evito um sorriso.

Ele enlouqueceu. Enlouqueceu. Trabalho com Sônia e tenho que ver com ela como faria para sair.

—Quando começaria no hotel? -digo em um suspiro, rendendo-me ao seu convite.

—Pensei que poderíamos passar o fim de semana na casa de minha Avó, e na segunda-feira gostaria que me acompanhasse em algumas reuniões na Capital mesmo. -Diz tranquilo como se estivesse tudo isso anotado a um bloco amarelo. -Você poderia começar na Segunda-feira seguinte. Henrique será demitido na Sexta-feira que vem.

Respiro fundo outra vez. Não me cruzaria com ele. Não teria de aguentar sua presença e o medo que ele representa. Mas ainda trabalho na boate.

—Você esperaria que eu conversasse com Sônia sobre isso? -Digo levando meus dedos para sua nuca, acariciando aqueles cabelos escuros.

—Com quem? -pergunta confuso.

—Minha Chefe.

—Claro que sim, meu amor.

Ele sorri e então se levanta pegando-me pela mão. Quando me ponho de de pé, suas mãos pousam tranquilas em minha cintura.

—Espero que tudo dê certo. Serei com isso o homem mais feliz dessa cidade.

—Ah é? -digo apoiando minhas mãos aos seus braços, colando meu peito ao seu.

—Sem dúvidas. Vou adorar te ver de uniforme social. Ainda mais podendo despir-te no final de cada turno. -Diz aproximando-se de minha boca, pegando meu lábio entre seus dentes.

—Você é um pervertido. Só quer meu corpo. -sussurro depositando um tapa em seu braço. -Vou pensar nisso tudo.

—Você ama esse pervertido. E é claro que não! -Diz sério. -Quero mais que sua pele. Quero você inteira, meu amor. Amo você. E pense bem.

Ele me beija com carinho. Sua boca cobrindo a minha, suas mãos puxando meu corpo contra o seu. Minhas mãos sentem seus músculos debaixo da camisa, minha boca desfruta de seu gosto. Afasto-me consciente de que preciso trabalhar.

—Realmente amo você, -digo acariciando sua barba que começa a aparecer. -Mas preciso ir trabalhar.

Ele se afasta dando-me espaço, erguendo as mãos em sinal de rendição. Sorrio e então termino de me arrumar.

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Amanhã é meu dia de folga e assim que chego a boate, aproveito os minutos livre e chamo Sônia para conversar. Ela me leva para a mesma sala em que fui contratada e então espera que eu diga algo.

—Recorda o homem que estava por aqui na Sexta-feira? -pergunto-lhe.

—Sim, o dono do seu coraçãozinho... -Sorri ela. -O que tem ele?

—Bem... nós... namoramos agora, e... ele quer que eu volte a trabalhar com ele. -Digo despejando as palavras. Estou nervosa. Como essas palavras são encaradas a outra pessoa?

—E? -acrescenta ela deixando-me com as pernas bambas.

—Eu quero, mas estou confusa. Você me deu trabalho e confiou em mim esse mês inteiro. Gosto de trabalhar aqui, mas avaliando os prós e contras, trabalhar no hotel teria grandes benefícios.

—O que ele faz, Paulina?

Meu rosto cora. Ah, Droga...

—Ele é dono de uma rede de Hotéis... -murmuro quase sem voz.

—Hm... -murmura ela também.

Acabamos ficando em um silêncio e percebo que ela espera que eu diga algo a mais.

—Carlos Daniel viaja muito e trabalhando aqui vamos acabar mal nos falando dentro de uns dias.

—Quando pretende sair? -Diz ela respirando fundo.

—Quinta-feira. -Digo tentando-me manter séria. -Sei que está em cima da hora, e que... pode ficar difícil pra Senhora, mas... não é só por mim e por ele que estou fazendo isso, acredite.

Sônia sorri, parece feliz ao me ver tão nervosa.

—Paulina, vou lhe contar uma breve história... -Diz e então levanta-se parando frente as cortinas. -Há muitos anos atrás existia um quiosque na praia. Era grande o espaço, as pessoas que o frequentavam eram todas de classe alta. Acontecia festas e pequenos shows ali. Uma moça trabalhava como garçonete, levando os pratos até as mesas, limpando as bagunças no fim da noite. Ela acabou se apaixonando pelo seu Chefe. Depois de muitos desencontros da vida, ela acabou aceitando aquele sentimento ao descobrir que ele queria com ela mais que um encerramento de noite na cama. Eles se casaram ali mesmo, numa grande festa na beira do mar.

Meu coração bate acelerado. Puta Merda! Não sou a única que se apaixonou pelo chefe nessa vida.... graças a Deus!

Sônia senta-se novamente.

—Essa moça era eu, e meu chefe foi o homem que mais amei na vida.

Minha virgem de Guadalupe. É sério isso? Estou em choque... em choque e muito feliz.

—Não deixe que te julguem por isso. Não deixe que nada atrapalhe sua felicidade só por ele ter uma conta bancária maior que a sua. Todos que me julgaram quando casei com Ricardo, hoje beijam o chão que eu piso. A Vida dá voltas, Paulina... muitas voltas. Deixe que o amor sempre fale mais alto. Deixe sempre... nunca esconda seus sentimentos desse homem.

As lágrimas já escorrem de meus olhos quando ela termina de falar. Vejo que com ela não é diferente. Seco as lágrimas enquanto ela tira os óculos e me observa.

—Quero que você seja muito, muito feliz Paulina. Pelo pouco que te conheço, já me cativou.

Não consigo deixar de sorrir. Que bom!

—Senhora, muito obrigada por tudo, por tudo mesmo. Não tenho palavras para agradecer por tudo que me disse e que fez por mim. -falo sincera, mirando-a nos olhos.

Sônia suspira e então mira o relógio.

—A Boate abre dentro de 10 minutos, Paulina. Faça seu trabalho enquanto ainda está aqui. Você pode passar aqui terça-feira a tarde para assinar os papéis de sua saída. Tudo bem?

—Certo, Senhora. E mais uma vez, muito obrigada por compreender. -Digo levantando-me da cadeira, caminhando em direção a porta.

—Não imaginas o quanto te compreendo. Agora vá.

Notas finais
E ai amores? Que tal? Carlos Daniel pirou de vez? Paulina vai realmente aceitar fazer tudo isso para livrar todos de Henrique? O que isso pode custar? Comentem! Beijosss! Até o próximo capítulo.