Faça-me, Quero Ser Tua.

64 Planos dela: Em Andamento. Planos dele: Negativo. motivo: Falta de Xampu.


Notas iniciais
Oi Amorecos! Título estranho? Sim! Vocês vão entender! hahhaha Esse cap tem umas ceninhas mais relaxadas... espero que gostem. Obrigada por todos os comentários! Beijos... Desfrutem!

Quando meu turno se encerra, me despeço de meus colegas de trabalho e lhes comunico minha saída. Sem colete e uniforme, Saul não é o mesmo. Acho graça de sua mudança de comportamento. Ele fica triste com minha saída e diz querer me ver com meu remédio por aqui uma hora. Não posso deixar de rir. Quando saio finalmente da Boate encontro um Carlos Daniel sonolento encostado ao carro.

—Oi. -Diz ele caminhando até mim. -Bom dia.

—Olá. -sussurro abraçando-o sem delongas. Ele me envolve em seus braços e solta-me somente para sugar meu lábio com os seus. Beija-me brevemente e então se afasta, abrindo a porta do carro.

—Está tudo bem, querido? -pergunto a ele quando entramos no carro.

—Sim, só não consegui dormir, então fiz algumas pautas para a próxima reunião.

Ele liga os motores e então seguimos para meu apartamento. Quando entramos ali, o cansaço de Carlos Daniel parece se multiplicar. O que há com esse homem? Ele pega-me pela mão e então leva-me ao quarto. Parado ao lado da cama, ele tira a roupa e fica apenas de cueca, caminhando até mim em seguida. Seus dedos abrem os botões do colete, logo os botões de minha calça e aos poucos ele vai me despindo.

Quando já me tem somente de calcinha e completamente confusa, ele ajeita as cobertas e chama-me para a cama.

Deito-me ao seu lado e imediatamente ele se aconchega ao meu pescoço, envolvendo-me firme, suas pernas enlaçadas as minhas.

—Nunca mais terei o mesmo sono. E a culpa é sua que me acostumou a dormir com você. -murmura ele como uma criança de 4 anos.

—Digo o mesmo, meu amor. -sussurro depositando um beijo em sua cabeça, agora acariciando seus cabelos. Tão bom poder chama-lo assim de meu. -Então durma.

Algum tempo depois a respiração de Carlos Daniel se torna serena e por fim percebo que ele dormiu. O Cansaço me vence e acabo relaxando também, dormindo sentindo o toque bom de sua pele com a minha.

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Acordo sozinha na cama.

Sozinha outra vez.

Ah... não.

Sento-me com uma pressa que a muito tempo não tinha. No quarto procuro resquícios dele. Miro o chão. Suas roupas ainda estão ali. A chave do carro e a carteira desapareceram. São quase três da tarde.

Levanto um tanto zonza. Visto com certa pressa o roupão jogado ao lado da cama. Ainda estou com sono, mas preciso fazer xixi e comer algo. Que fome.

Vou ao banheiro e então vou procurar por algo dele. Onde deixei meu celular? Minha bolsa? Quando aproximo-me da sala escuto sua voz baixinha.

Alivio-me com sua presença, mas sua voz não parece muito bem. Não quero que ele pense que estou escutando sua conversa ou qualquer outra coisa. Caminho em direção a ele e suavemente passo a mão por seus cabelos, apenas para que ele saiba que estou ali. Rumo em direção a cozinha e então me coloco a fazer uma salada rápida para comer com tortillas.

—Será tudo segunda feira que vem. -Diz ele aproximando-se de mim enquanto tempero a salada. Seu peito cola as minhas costas e seu braço livre me envolve acariciando meu ventre. Tento não transparecer a sensação de desejo que me invade.

Ah, não. Estou com fome! Fome de comida, primeiramente.

—Sim, sim. -Continua ele na chamada. -Espero que tudo esteja impecável.

Afasto-me dele para sentar em um dos bancos. Ele segue-me e então senta-se ao meu lado. Seus dedos acariciam minha coxa enquanto finjo que nada está acontecendo.

—Sim, entendo tudo isso. Espero que toda a documentação esteja pronta a tempo, quero esse cara fora daqui. Tenho uma pessoa excelente para o substituir, mas ainda é só a possibilidade. -Diz ele ao telefone. Seus dedos param em minha pele e sei que ele quer minha atenção. O miro de relance e...

Oh Merda.

É sério mesmo. Ele enlouqueceu.

Seu olhar desprende do meu quando ele se irrita com algo na chamada. Vejo a expressão daquele homem que tanto amo desaparecer rapidamente.

Carlos Daniel levanta-se roubando-me uma tortilla e sai deixando-me sozinha, indo então para o sofá.

Ah, esse homem.

Fico ali, me entupindo de salada e tortillas. Que fome. Caramba. Que fome!

Fico pensando como direi a ele que não estou mais na boate e que amanhã passarei ali apenas para assinar os documentos de saida. Estou nervosa e ansiosa.

Como direi a ele? Não queria simplesmente olha-lo e dizer "Oh Querido, aceito ir ser a gerente de um de seus hotéis." Preciso de algo a mais.

Termino de comer e me ponho a lavar as louças que sujei para a tal salada.

Carlos Daniel aparece do além abraçando-me pela cintura quando lavo os últimos talheres. Ele afasta meus cabelos e então deposita um beijo em minha nuca. Minha pele inteira se arrepia.

—Vi no outro quarto que trouxe as coisas de sua antiga casa para cá. -Diz ele apertando-me mais forte.

Engulo em seco. É. Fiz isso com a dor dele não estar comigo. Foi horrível. Ainda não tive coragem de entrar naquele quarto depois que tudo veio para cá.

—É. Trouxe. -Digo-lhe baixinho.

—Estava aqui pensando... -murmura ele afastando o roupão de meu ombro. -Você está sem nada em casa. Sem comida, sem roupas... acho até que usei o resto do seu xampu ontem a noite.

Viro-me brevemente e encontro seus lábios segurando um sorriso.
Desligo a torneira. Um estralho me brota. É isso! Preciso tirar ele daqui e usar algo que ele não entenda para contar-lhe sobre o "meu aceitar."

—É, e com isso nem poderei lavar os cabelos agora. -Digo virando-me de frente para ele.

Ele ri e então agarra meus cabelos entre seus dedos. Sei onde ele quer nos levar. Também quero. Mas... tenho planos.

—Se vamos sair, preciso tomar banho. -Digo-lhe chamando sua atenção.

—Poderia ir com você, sabe... lhe ajudar. -murmura colando seus lábios ao meu queixo.

Ah Minha Virgem de Guadalupe.

—Claro que podia, mas você me deixou sem xampu e minha vingança será meu banho sozinha.

Solto-me de seus braços e saio andando pela casa, deixando sem dúvidas um Carlos Daniel bastante confuso para trás.

Seguro o riso quando por fim entro no quarto. Esse homem ainda vai me enlouquecer. Caminho para o closet encontrando uma troca de roupa e então quando me viro o encontro.

—Você vai mesmo me deixar de fora do seu banho? -Diz ele com uma carinha de menino que faz bagunça e não sabe como pedir perdão.

Controlo-me para não voar em seus braços.

—Sim. Temos que sair. -Digo passando por ele e indo para o banheiro.

—Podemos ser rápidos... -Sussurra seguindo-me.

Meu Deus. Que Calor!

—Eu sei, mas agora não. -sussurro também e entro no banheiro mirando-o por uma última vez antes de fechar a porta. Ele segue ali, como se estivesse pregado ao chão, sem nada entender.

Caramba.

O Que foi isso? Enlouqueci também?

Prendo o cabelo e então tomo um banho rápido. Aproveitando a confusão que deve estar meu maravilhoso namorado, já passo lápis nos olhos e batom ali no banheiro mesmo.

Quando saio ele está sentado a cama com a chave do carro em mãos.

Vou até ele e sem delongas acaricio seus cabelos com a ponta de meus dedos. Seu rosto se ergue e ele me encara sério.

—Estou de pau duro e louco pra te jogar nessa cama e te foder até você implorar que eu pare. -Sibila.

Minha nossa Senhora!

—Ou seja, -continua. -Vá se vestir, sei que não existe nada de roupa por baixo dessa toalha. Se queres sair, vista algo agora.

Que maravilha! O Jogo virou! É isso que ele me causa sempre que me toca. A necessidade de querer mais.

—Tudo bem. -Digo desenrolando a toalha de meu corpo e saindo as pressas nua para o closet.

Ouço Carlos Daniel respirar fundo. Mulher do mundo encantado, um, Homem das trevas, zero.

Visto um conjunto de Lingerie que encontro na gaveta e então ponho uma camisa mais social com calça Jeans e sapatilha. Ótimo. Nada de salto, nada de pele descoberta para ele tocar. Preciso ter o controle disso.

Saio do Closet e Carlos Daniel me mira de pé à ponta.

—Vamos? -digo-lhe pegando minha bolsa que por fim encontrei.

—Vamos... -Sussurra parecendo-me confuso.

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Carlos Daniel consegue convencer-me de irmos a um centro de compras no centro da cidade. Nunca entrei naquele lugar, mas já ouvi dizer que tem de tudo e que é caríssimo.Lá dentro quando chegamos a um supermercado, tenho de segurar meu riso ao ver Carlos Daniel empurrando um carinho de compras. Isso não é nada ele. Mas é meu.

Andamos corredores a dentro pegando tudo o que parece não ter em casa. Quando chegamos a ala dos produtos para cabelo e tudo mais, Carlos Daniel agarra um frasco igual o que eu tinha em casa e estende-me com um sorrisinho.

—Repondo minha dívida! -Diz entregando-me o frasco.

Seguro o riso mas então o olho com reprovação.

—Pagamento aceito. -Digo não conseguindo manter a pose brava, sorrindo para ele.

Quando por fim encontramos tudo o que procuramos por ali e nos dirigimos a um dos caixas para efetuar o pagamento de tudo, obrigo-me a reprovar Carlos Daniel em uma mirada quando ele saca a carteira para pagar as compras.

Abro a bolsa e sem demoras pago com meu cartão antes que ele diga algo.

Ele reprime um sorriso. Eu sei. Ele enlouquece quando assumo o controle da situação.

E sobre isso... acho que ele enlouquece independente da situação... na cama ou fora dela.

Seguro meu sorriso e então observo Carlos Daniel agarrando as sacolas com as compras. Ah esse Homem! Levamos as sacolas para o carro e então ele convida-me para darmos uma volta pelo lugar. Era exatamente isso que precisava!

Caminhamos de mãos dadas pelo lugar sem nos importarmos com nada nem ninguém.

Ali, somos apenas um casal que se gosta, que se ama e faz loucuras para tudo fluir bem. Somos tudo isso, mas no momento sou também uma mulher ansiosa, louca por contar tudo, desejando como louca que ele sorria daquele jeito e então me leve para casa... fazendo juntos aquilo que somos tão bons: amor.

Notas finais
E ai moçada? Paulina vai aceitar.. o CD vai amar isso. Mas... (adoro esses "mas") Será que essa atitude de ambos pode trazer consequências? Diz ae! Beijoooos! Comentem muito, e obrigada por estarem aqui. ♥