Faça-me, Quero Ser Tua.
65 Novo uniforme de Trabalho
Notas iniciais
Completando meu plano, meus olhos brilham quando deparo-me com uma loja onde há uma mulher de saia social na vitrine. Paro observando-a enquanto espero que Carlos Daniel pergunte algo. Ele me observa uns instantes, olha o manequim e seus olhos retomam para meu rosto.
—Você gostou? -Pergunta finalmente. Aleluia!
—Sim... acho que gostaria de uma assim. -isso Paulina, isso ai!
—Quer experimentar? -diz parecendo um tanto confuso.
Balanço a cabeça concordando com a situação e pareço deixa-lo ainda mais confundido.
—Bem, vamos então.
Entramos loja a dentro e uma moça loira de cabelos longos mira Carlos Daniel com olhos de desejo. Agarro-o pelo braço e ele então me puxa beijando-me suavemente os lábios. O Sorriso estampado em sua boca apenas mostra o quão bobo ele está por me ter ali, louca de ciúmes. Como não os ter com um homem assim?
—Minha namorada adorou a saia da vitrine. -Diz ele envolvendo-me pela cintura.
Os olhos da loira brilham. Ela o observa e então encaro-a firme.
—É... sim, sim, claro. -murmura quando meus olhos encaram os seus. Tire. Esse. Olhar. Dele. Grito em silêncio.
A Garota se afasta rebolando e seguro-me para não agarrar Carlos Daniel ali mesmo, deixando-o que faça comigo o que quiser, apenas para o nosso prazer e pra essa moça ver com quem e o que estou lidando.
O que está acontecendo comigo?
Nunca fui ciumenta, nunca fui assim. Esse Homem me atormenta as ideias. Isso tudo por amá-lo tanto.
—Relaxe... -Diz ele beijando-me a nuca. -Como se eu pudesse ter olhos para outra mulher. -Sussurra acariciando meu ventre com a ponta dos dedos.
Minha nossa.
Aquele Calor... Aquele desejo todo apenas por estar assim... com ele... com seus lábios tão próximos.
—É bom mesmo, Senhor Bracho. -murmuro afastando-me com o sorriso mais travesso que consigo esboçar, caminhando em direção a moça que carrega uma pilha de tecidos.
Carlos Daniel senta-se em uma poltrona frente ao provador e observa tudo com tamanho gosto. Escolho cinco das saias. Duas pretas, uma chumbo, uma cinza e... uma rosa. Como uma namorada louca e ciumenta, largo minha bolsa no colo de Carlos Daniel e vou até o provador.
Coloco a saia preta e parece que foi feita para meu corpo. Já consigo imaginar-me com a camisa bordada do Hotel. Talvez, aquele salto lindo que Carlos Daniel me presenteou com ela.
Hm.
Ele precisa ver. Precisa, mas...
Enfio a mão por debaixo da saia e tiro a Calcinha, colocando-a no bolso da calça Jeans.
Saio do provador e a mirada de Carlos Daniel quase me devora. É somente uma saia, querido.
—Você está linda. -Diz ele encarando-me fixo. -Ficou perfeita em você.
—Acha que as cores que escolhi vão combinar? -Pergunto toda inocente, olhando para as saias sobre uma mesa.
—Depende com o quê. -Diz sem nada entender, uma das sobrancelhas erguidas.
Essa é a hora... Agora Paulina!
—Com meu uniforme novo de trabalho. -Digo paciente, como se lhe contasse que o céu é azul. -Acho que as camisas do Hotel ficarão ótimas com essa saia.
Os olhos de Carlos Daniel arregalam-se e seu lábios esboçam um sorriso vitorioso.
—Então você aceita? -sussurra com a voz temblando.
—Estou aceitando. -Digo Colocando as mãos na cintura.
Carlos Daniel levanta em um salto, minha bolsa esquecida sobre a poltrona. Ele envolve-me em seu abraço e então beija-me a têmpora.
—Obrigado, obrigado! -murmura.
Devolvo seu abraço e então ele se afasta.
—Quando é seu último dia de trabalho? -pergunta do nada.
—É... foi ontem. Somente tenho que passar por lá amanhã para assinar os documentos.
—Ótimo! -Ele se afasta de mim, caminhando daquele jeito sedutor até a moça parada ao caixa. -Vamos levar as saias que ela escolheu e mais...
Os dedos de Carlos Daniel tateiam sobre as peças na mesa e então separa algumas saias em um monte.
Volto ao provador e quando saio com minha calça Jeans nas mãos, usando a saia, ele já está no caixa fazendo o débito das compras. Agarro minha bolsa e caminho até ele como se fizéssemos isso todos os dias. Ele coloca minha calça junto com as roupas novas.
Ao lado dele, estão cinco sacolas brancas com letras azuis.
Com aquele sorriso que me destrói ele me encara e então agradece a moça, pegando as sacolas em uma mão e segurando a minha mão com a sua livre.
—Você estava com ciúmes mesmo? -pergunta ele quando passamos pela porta.
—Sim. -Murmuro sem nem ao menos observa-lo.
—Você com ciumes e eu querendo te foder naquele provador... que opostos! -murmura ele também com um sorrisinho que pego de canto do olho.
Ele...
Minha Virgem de Guadalupe!
—Obrigado. -Diz cortando minha respiração ofegante. -Obrigado por ter aceitado.
—Não me apavore... por favor. -suplico quando saímos do grande centro. Caminhamos tranquilos até o carro. -Sabes o quanto estou nervosa com isso.
—Eu também estou, mas já lhe disse que tudo vai ficar bem e que eles terão que nos engolir.
Não consigo evitar um sorriso. Seus dedos soltam minha mão para encontrar a chave do carro em seu bolso.
As sacolas são esquecidas no banco de trás do carro e ele abre minha porta.
—Sabe, por falar em engolir algo, estava aqui pensando em uma coisa que adoraria te fazer engolir...
Meu rosto cora. Ele empurra-me contra a lateral da Mercedes e então beija-me a boca. Meu corpo incendeia no mesmo momento.
Nem. Eu. Mesma. Sei. O. Que. Sou. Capaz. De. Fazer. Com. Ele. Tudo seria uma boa palavra, uma boa explicação.
Agarro seus cabelos, suas mãos mãos tateiam minha cintura.
—Você tirou...
—Sim, tirei. -Murmuro sem deixar que ele conclua a frase.
—Você está transformada em uma devassa. Me deixa louco e sempre assim... -Diz empurrando seu corpo ao meu, deixando-me evidente o que queres dizer. Sinto no mesmo instante sua ereção tocando minha barriga.
—Você me transformou nisso... -sussurro agarrando-o para outro beijo.
Ele se afasta quando estou ofegante outra vez, afastando-se tão rápido que me assusta.
—Entre no carro antes que eu faça amor contigo aqui. -Diz com a voz rouca.
—Há alguns minutos atrás você queria me... foder. Agora quer fazer amor de novo? -pergunto-lhe com o rosto vermelho, o desejo falando mais alto.
Entro no carro e então ele faz a volta as pressas, assumindo o volante.
—Você é minha droga, Meu vício.
.
.
.
Entramos no apartamento como dois lobos famintos. Ele fecha a porta com o pé e as sacolas são jogadas sobre o sofá sem nada mais importar.
Arranco seu blazer e agradeço mentalmente por ele não usar aquelas malditas abotoaduras no dia a dia quando tiro sua camisa. Ele tira minha roupa e geme contra minha boca quando encontra minha pele completamente nua. Atiro a sapatilha para longe enquanto ele me solta tira suas mãos de mim apenas parar abrir as calças e joga-las longe.
As roupas são esquecidas no caminho até o quarto, e assim que chegamos ali ele já me joga a cama com seu corpo sobre o meu, prendendo-me, beijando-me como um louco.
Ele me pega de surpresa, arranca-me um grito e a sanidade quando sem delongas se esfrega em mim e se enterra, lá dentro, lá no fundo, levando-me ao ponto da dor.
Ele não se importa.
Eu não me importo.
Estamos outra vez pele contra pele e é mágico, é enlouquecedor.
Ele mexe. Empurra lá dentro, lá no fundo.
Grito, agarro-o pelos cabelos, envolvo minhas pernas ao seu corpo.
Ele está dentro de mim... pele contra pele.
Somos dois loucos.
Não me importo. O quero, o desejo.
Ele beija-me a boca e então uma de suas mãos agarram meus cabelos, fazendo-me erguer o pescoço para que ele o beije.
Ele morde minha pele, contorço-me ao seu toque bruto.
—Nunca mais vou conseguir tocar outra mulher depois de você estar assim, gemendo enquanto te fodo, ou fizemos amor...-diz ele, as palavras pesadas, rápidas e ofegantes. -Sei lá o que estamos fazendo, só sei que não consigo parar... não quero parar... só quero você.
—Ouse tentar tocar outra... ouse. -murmuro irritada, sem confessar a ele que sinto o mesmo. Não existiria sem ele. Não poderia ser tocada por outra pele que não fosse a sua.
—Não poderia... não conseguiria. -Confessa ele mordendo-me o queixo, soltando meus cabelos. Meus olhos encontram os seus e ele me observa enquanto me perco contra ele.
Sinto sua pele quente, seu sexo latejando dentro de mim, implorando por libertação.
—Não quero gozar em você... não posso gozar em você de novo...
—Não pode ou não quer? -questiono sem saber o que pergunto, sem saber o que quero.
—Não posso. -Diz agarrando-me com uma força que chega a machucar-me. -Não consigo parar... não consigo.
Não me importo. Não me interessa mais nada. Ele está se perdendo em mim como acontece comigo sempre que ele me toca.
—Me deixe gozar na tua boca, deixe... deixe...-murmura ele mordendo-me o rosto.
Um calor que não sei de onde vem, empurra-o para longe e então ele se levanta enquanto me puxa pelos cabelos. Gemo quando sem delongas ele enfia tudo em minha garganta. Uma, duas, três vezes. Sinto meu gosto em seu sexo e é quase como chegar ao ápice somente com isso.
O quero... assim... sem pudores.
—Eu... eu... Porra Lina...
Ele enfia em minha garganta e então tira tudo segurando seu sexo com uma das mãos.
Das outras vezes pensei que ele faria isso, mas não. Não terminou nenhuma vez em minha boca... nenhuma.
—Abra a boca, abra a boca.... -pede com a voz pesada, as palavras saindo suplicantes. Faço como ele diz, procurando por seus olhos. Ele acaricia-se e então me encara.
Com um gemido rouco ele treme agarrado aos meus cabelos e meio segundo depois ele apoia seu sexo e minha língua. Seu prazer enche-me a boca, escorre quente por minha garganta. Seu sabor é estranho. Mas é dele... é o prazer dele.
Minha nossa...
Engulo tudo enquanto seus olhos encaram-me brilhantes.
Estou ofegante, excitada... e ansiosa.
Seus dedos soltam-se de meus cabelos e então ele acaricia minha bochecha, caindo de joelhos ao chão, frente ao meu corpo. Sua cabeça apoia-se aos meus joelhos enquanto ele respira ofegante.
Acaricio seus cabelos tentando entender o que acabamos de fazer. Minha nossa... Minha Virgem de Guadalupe.
Seu rosto se ergue, ainda ofegante. Seus dedos voam outra vez para meu rosto e ele então acaricia meus lábios.
—Deite-se. -Diz ele abandonando minha boca.
Faço como ele diz e então ele afasta minhas pernas, colocando meus pés apoiados a beira do colchão.
—Você é tão linda... tão perfeita. -Diz ele deslizando seus dedos por minhas pernas. -Quero te ouvir gemendo enquanto goza em minha boca, sim? -sussurra já dizendo-me o que acontecerá, como acontecerá.
Ergo os olhos para mira-lo e ele está ali, ajoelhado entre minhas pernas, observando minha feminilidade com devoção. Sua mirada em um pequeno instante encontra-se com a minha.
Seus dedos certeiros mergulham dentro de mim.
Gemo, agarro sua mão livre. Enlaço nossos dedos.
—Te Amo. -Diz ele mirando meu rosto enquanto contorço-me contra seus dedos.
—Ah, eu também te amo.. -murmuro ofegante antes de sua boca me atacar.
Caramba!
Seus lábios movimentam-se úmidos contra minha intimidade. Gemo em resposta as suas investidas. Quero... assim... assim...
Seus dedos entram dentro de mim, empurrando, desenhando círculos enquanto sua língua passeia deixando-me perdida, queimando.
Aquele Calor todo que se acumula dentro de mim quando ele me toca começa a ganhar vida. Ele sabe, sente, me conhece. Seus dedos saem de mim e então ele apenas me chupa com força. Seus dedos enlaçados aos meus me soltam e minhas mãos voam de imediato aos seus cabelos. Ele agarra-me as coxas com força, segura-me no lugar.
—Carlos Daniel... amor meu... assim... assim... -Gemo perdida, ansiosa. Tudo quente, tudo ardendo, tudo tão gostoso.
Ele puxa-me entre seus dentes e então sua língua rodeia aquele ponto tão sensível.
Explodo em um grito, gemendo, os olhos cerrados, agarrando seus cabelos enquanto minhas pernas parecem virar migalhas. Seus dedos cavam contra minha pele. Dói e é delicioso.
Minha respiração ofegante vai tranquilizando-se enquanto ele diminui a velocidade de seu ritmo, tocando-me com pequenos beijos.
—Pegue uma camisinha. -diz ele afastando-se apenas alguns centímetros de minha pele.
Nós vamos... de novo?
O Encaro e seus olhos escuros de desejo já dizem tudo.
Vamos outra vez!
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