Faça-me, Quero Ser Tua.
66 O Chefe e a Camareira: Dois loucos sem limites.
Notas iniciais
Estico-me sobre a cama ele segura-me as coxas. Com bastante dificuldade consigo alcançar uma camisinha sobre o criado mudo. Estico-a até ele.
—Toque-se... -sussurra ele se afastando, parando de pé, vestindo a camisinha.
—Carlos Daniel, eu...
—Apenas mostre-me como te deixei molhada. -Diz ele parado no meio do quarto.
Meus dedos trêmulos descem por entre meus seios e então os levo para o meio de minhas pernas. Afasto-as um pouco mais e fechando os olhos deixo que meus dedos passeiem por minha pele escorregadia.
—Isso... mostre... -incentiva ele quando passo os dedos por ali e abro-a para ele.
—Carlos Daniel... -abro os olhos, encarando-o. -Por Favor... -suplico com a voz sumindo.
—Você quer que eu te coma, meu amor? -diz ele dando apenas um passo a frente, os dedos da mão livre tocando meu joelho, afastando mais minhas pernas.
—Sim... sim, amor.
Ele curva-se sobre mim, as mãos apoiadas ao colchão, seu sexo coberto pela camisinha se esfregando onde tanto desejo.
Gemo contorcendo-me enquanto ele me tortura.
Seus olhos encaram os meus. Ele diz mil coisas em apenas uma mirada. Suas mãos me agarram com força e ele me vira, colocando-me daquele jeito que tanto me encantou: o peito sobre a cama, os joelhos apoiados, com a bunda no ar esperando que ele a toque.
Ele agarra minha cintura, agarra-me e enfia em mim de uma vez só, lá dentro.
Dói. Tento fugir de seu toque mas ele me segura.
—Assim dói... -murmuro com o rosto colado ao colchão. Não sei por qual motivo estou tão dolorida.
Ele sai de mim e então empurra tudo de volta, fazendo-me gritar.
—Ainda dói? -questiona puxando-me contra si.
—Sim... -falo sincera, sentindo tudo lá dentro doer, arder.
Ele faz de novo. Grito com a força que ele me atinge lá dentro e com a brutalidade que suas mãos agarram minha cintura.
—Quer que eu pare? -pergunta tirando quase tudo de mim.
Não!
Empurro o corpo contra ele. Seus dedos puxam minha pele e o escuto gemer se enterrando em mim outra vez.
Dói mas é maravilhoso. Não quero que ele pare. É aquele maravilhoso ponto em que a dor e o prazer se misturam.
Ele mete... uma, duas.. cinco, quinze vezes. Grito agarrada aos lençóis e ele me surpreende quando solta uma das mãos de minha cintura e toca então o centro de minha intimidade. Contorço-me empurrando contra ele, sentindo aquela dor virar uma onda gigante de prazer.
—Goza. Não segure... Vou te fazer gozar e depois você ainda vai me dar um pouco mais.
Minha Virgem de Guadalupe!
Ele aperta-me e gozo ao seu redor, perdendo-me... caindo...
Ele tira de mim com pressa, deixando-me sem nada entender e então meio segundo depois já está todo lá dentro... todo... somente ele. Sem camisinha outra vez.
—Você é gostosa demais... gostosa demais minha Paulina.
Ele empurra, socando lá dentro, alongando meu orgasmo. Ergo o rosto e pelas cortinas afastadas do quarto vejo o sol desaparecendo de encontro o mar.
Pense em uma combinação maluca? Aquela vista com essa sensação...
Ele mexe... mexe dentro de mim, me abre... me enlouquece... me machuca de um jeito delicioso. Não entendo o motivo de estar doendo tanto... fizemos isso tantas vezes já, de tantos jeitos...
—Carlos Daniel... -sussurro já fraca, perdida no seu toque.
—Isso Paulina... isso, meu amor.
—Te amo... te amo... te amo... -sussurro mirando o mar, deliciando-me com ele ali.
—E eu a ti... também te amo Paulina, também...
Chego ao ápice outra vez, sentindo inchar-se dentro de mim, explodindo lá dentro, enchendo-me com seu prazer, perdendo o controle em minha pele.
—Você... minha... -diz ele ofegante enquanto ainda tremo sobre a cama.
Carlos Daniel sai de mim e então deita-se puxando-me para seu peito. Aconchego-me a ele.
—Amo você, Louca Paulina. -Sussurra depositando um beijo entre meus cabelos.
Beijo seu peito e apago, perdida no cansaço que esse homem me causa sempre que fizemos amor como dois loucos sem limites.
.
.
.
No dia seguinte sou a primeira a despertar. Carlos Daniel dorme enlaçado em minhas pernas enquanto seu celular vibra sobre o criado mudo incessantemente.
Levanto ignorando o ruido e vou ao banheiro. Escovo os dentes, prendo os cabelos, e quando saio dali indo em direção ao closet em busca de uma roupa, travo frente ao espelho. Minhas coxas e minha cintura estão com hematomas.
Minha Virgem de Guadalupe! Fomos esse turbilhão todo ontem a noite? Reviso meu corpo. O pescoço aparenta vermelhidão. Suas mordidas aparecem em minha cabeça como um flash.
Arrepio-me por inteira e então entro no closet. Imediatamente observo as sacolas que deveriam estar na sala agora aqui. Isso significa que ele levantou depois que dormi e as trouxe para cá. Ah Esse Carlos Daniel...
Abro uma das sacolas e encontro as saias que escolhi.Coloco-as sobre a poltrona cor de rosa. Abrindo a outra, encontro praticamente uma saia de cada cor. Ali está uma azul bem escura, outra marrom...vermelha, outro tom de rosa... Uau.
Abandono as peças por ali e então volto para o quarto. Carlos Daniel ainda dorme, mas agora agarra o travesseiro que me pertence.
Quando ele desperta já estou com a mesa para o café arrumada. Ele encosta-se ao batente da porta e então encara meu corpo com um olhar pesado. Estou vestindo apenas uma calcinha e a camisa escura que ele usava ontem a tarde.
—Bom Dia. -Diz ele com a voz sonolenta. Largo a jarra do café e o observo caminhar até mim. Seu corpo sem delongas envolve-me com força e ele enfia o nariz entre meus cabelos.
—Bom dia... -digo-lhe acariciando a cintura. -Está tudo bem? -pergunto baixinho.
—Tive um pesadelo. Fazia tempo que não sonhava com meus pais. -Diz ele soltando-me, mirando-me agora nos olhos. -Você dormiu bem? -questiona como quem esquece o resto do mundo.
—Sim, dormi muito bem.
Ele desliza suas mãos por meu corpo e então quando segura minha cintura acabo temblando em suas mãos.
—O que aconteceu? -Pergunta ele quando me afasto de seu toque.
—Culpa sua. -Digo agarrando a jarra do café servindo nossas xícaras.
Solto a Jarra e seus dedos param na borda de minha camisa. Sua camisa, na verdade. Ele ergue o tecido e nem ouso me mover. Ele olha meu corpo e então encara meus olhos.
—Sinto muito. -Diz parecendo chocado.
Ah Carlos Daniel... não faça essa carinha! Ele me olha como quem tivesse me amarrado e me surrado até que eu desmaiasse.
Querido... aquilo foi de livre e espontânea vontade. E que vontade, tenho que confessar!
Seus braços envolvem-me mas ele não me aperta, apenas me toca suavemente.
—Se você não lembra, lhe recordo que não pedi que parasse em momento algum. -murmuro longe de sua mirada. Meu rosto cora.
—É, mas que ficaram uns belos hematomas, ah... foi. -Diz ele com um sorrisinho, beijando minha nuca.
Tomamos café sentados um ao lado do outro. Não podemos deixar de notar o bom clima em que estamos. Nossas miradas dizem mais que qualquer palavra. E bem, aqui estamos nós.
Quem diria, não é? A Camareira e o chefe.
Nunca imaginei que aquele homem que eu sonhara tantas noites poderia se tornar meu namorado. E não é que se tornou mesmo? E ainda diz que me ama! Além de dizer... demonstra. Estou vivendo no paraíso.
Fale com o autor