Faça-me, Quero Ser Tua.
38 Palavras de efeito.
Notas iniciais
Carlos Daniel ligou para a recepção do hotel e mandou chamar-me, dizendo que não sabia que hora iria chegar. Disse-me que James me esperaria fora do hotel. Fiquei um pouco confusa, ele parecia preocupado, e o pior, eu estava louca de saudades dele.
Fazia 3 dias que estávamos sem nos ver, e nesses 3 dias, eu dormi na casa dele. Não sei como irei olhar para ele depois do que houve, não depois de tudo. Ele deixou seu trabalho de lado por um surto meu de solidão, e isso deixou-me feliz, mas também um tanto desconcertada. Nesses dias, trabalhei no hotel normalmente, mas confesso que os olhares das outras camareiras sobre mim estavam deixando-me incômoda. Nunca fui de preocupar-me com o que os outros pensam de mim, mas agora, sinto-me quase ofendida com uma simples mirada.
Assim que sai do hotel, James me esperava com um casaco em mãos, ele me olhou, e um pouco receoso, disse-me um ‘boa noite’, esticando-me o casaco.
–Senhor Bracho mandou-me trazer, disse que você sempre esquece. Oh Homem das trevas. -Obrigada James, e ele tinha razão.
Vesti o casaco, reconhecendo-o como aquele primeiro casaco, sim, aquele do nosso primeiro beijo, aquele que ele tirou para envolver-me... aquele. Envolvi-me ao tecido, e James abriu a porta para que eu entrasse. Não sei se poderei me acostumar com isso. Entrei no carro, e absorvida ao cheiro dele impregnado no casaco, James deu vida aos motores.
Seguimos pela cidade, e logo reconheci que estávamos indo para a Casa de Carlos Daniel. Chegamos a casa, e após dar boa noite para James, -dizendo-o que ficaria bem, que não precisava ficar ali, que depois eu falaria com Carlos Daniel sobre isso- ele, mesmo receoso, foi para sua casa. Subi as escadas e fui para o quarto dele. Precisava disso. Tomei um banho demorado, tentando saber como poderia mira-lo quando ele chegasse. Vesti uma das camisolas que ele me presenteou e logo coloquei o robe por cima. Desci as escadas, e fui para a cozinha... Deus, que fome. Deve ser porque mal consegui almoçar. Não posso esquecer-me de agradecer a Manu pelo café hoje à tarde. Foi minha salvação. Procurei algo pela cozinha, e acabei me rendendo apenas a um sanduíche. Na geladeira, havia suco de laranja. Servi um copo e sentei-me na bancada, tentando comer. Mesmo com a fome que me consumia, foi bem difícil de engolir algo. Parecia que havia um nó em minha garganta, e a comida não descia. Tomei o copo de suco, e depois de organizar o que baguncei na cozinha, fui para o escritório. Precisava esfriar minha cabeça. Precisava parar de pensar nele. Peguei um livro qualquer para ler, mas não dava, não consegui me concentrar em frase nenhuma. Revirei inúmeros livros, mas não dava, não conseguia.
Já enojada –e ansiada por esperar- fui para o quarto que ele preparou para mim. A noite começou a dar o ar da graça, e logo começou a ficar mais frio. Vesti o enorme casaco de Carlos Daniel, e esperando por ele, fui até a janela do quarto, pensando que poderia vê-lo ao chegar. Os minutos passaram... as horas... e ele não chegou. Acabei descendo até a cozinha. Aqueci um copo de leite, que tentei toma-lo o mais lentamente possível. Eu estava cansada, mas não queria dormir, não queria nada antes de falar com ele, e de saber o que iriamos fazer com essa vida que estávamos levando. Lavei o copo e fui para o quarto outra vez. Assustei-me ao ver que já se passava da meia noite. Fui mais uma vez para a Janela... e nada, nada, nada.
O sono começou a tomar conta de mim, e não suportei mais. Arrumei a cama, enchendo-a de cobertas, tirei o casaco dele e o robe, e devagarzinho, enfiei-me entre as roupas de cama. Logo, fiquei aquecida, e não demorou até que os primeiros sinais do sono chegassem. Eu não conseguia parar de pensar nele. E se tivesse acontecido algo? E se ele tivesse mudado de planos, e não viria hoje?
Acabei adormecendo com o pensamento das expressões dele... desde aquele sorriso que me fascina, até seu olhar que me enfeitiça.
.
.
.
Senti um pequeno frio em minhas costas, mas não me preocupei, encolhi-me no meio das cobertas, mas logo, senti o calor voltar, agora mais forte. Senti em minha nuca, um leve respirar, e automaticamente meu coração acalmou-se. Ele estava aqui. Bem. Seguro. As mãos dele envolveram minha cintura, arrastando-me para perto dele. Movi-me acomodando meu corpo ao dele, que pressionou seu rosto entre meus cabelos. Minha vida pareceu recuperar os sentidos quando aquela voz rouca, com apenas uma palavra, soou mansinha próxima ao meu ouvido.
–Oi.
Devagar, soltei-me dos braços dele, virando-me para vê-lo. As cortinas que estavam afastadas deixaram a luz da noite cobrir a pele dele, e tudo pareceu o melhor dos sonhos.
–Oi.
Carlos Daniel olhou-me no fundo dos olhos, e suavemente seus dedos me puxaram outra vez para si. Ele colocou uma de suas pernas entre as minhas, e deixei que se acomodasse a mim. Ele suspirou, e aquele simples ato tomou conta de meu coração.
–Senti falta disso.
–Disso? –como assim? Ele suspirou mais uma vez, e mirando meus lábios, sussurrou:
–De você.
Oh Homem Das trevas... -
Eu acho que temos que conversar. –gritou meu lado racional.
–Acho que isso pode esperar. –murmurou levando uma de suas mãos para minhas coxas. Ah Meu Deus do céu... será que... eu... não vou resistir.
–Carlos Daniel, não é assim que as coisas funcionam. –tentei argumentar.
–Lina, escuta: Amanhã, conversaremos do que você quiser, mas agora, tem apenas uma coisa que eu realmente quero fazer.
Olhei para ele, buscando alguma resposta. Mas nada. Ele mirou meus olhos, e vi aquela íris negra ser tomada pela cor da madrugada. Ele levou seus dedos para meu rosto, e suavemente tocou meus lábios, invadindo-me por aquelas ondas de calor já conhecidas. Minha respiração falhou, e minhas batidas cardíacas deram aquele salto gigantesco, deixando-me tonta. Carlos Daniel empurrou seu corpo ao meu, e suavemente rolou sobre mim, prendendo-me a ele.
–Foi disso aqui que senti falta, disso...
Apoiei minhas mãos ao peito dele, a espera de tudo o que estava por vir. Minhas mãos espalmaram-se sobre a camiseta dele, e vi que engoliu em seco quando minha mão parou sobre seu coração que batia descompassado, acelerado como o meu. Ele, sem deixar de me mirar no fundo dos olhos, passou a língua nos lábios, e suavemente aproximou sua boca da minha. Seus lábios se acomodaram aos meus e aquele encaixe que me fazia ir para outro mundo, aconteceu. A boca dele buscou-me faminta, e entreguei a ele a fome que também me consumia.
Beijei-o com... sim, com a saudade que tomava conta de mim, beijei-o com aquele amor que nascia cada dia mais em meu peito, e deixei que ele me tomasse como bem desejasse. Sua língua pediu permissão a mim, e o fiz, deixando que seu sabor me fizesse de sua refém mais uma vez. Ele me beijava faminto, e quando empurrou forte seu quadril ao meu, senti seu desejo latir entre nós. Ele levou uma das mãos até minha coxa, e parecendo estar tão nervoso quanto eu, usando os dedos trêmulos, ele afastou minhas pernas encaixando-se entre elas. Ele empurrou-se de encontro a mim, e ah, por favor.
Seu corpo se moldou ao meu e suprimi um gemido levando mais forte minha boca de encontro a ele. Meus dedos correram pelas costas dele e pressionei-os quando ele passou os seus por minhas coxas, procurando o elástico de minha calcinha.
–Lina, -disse ele ofegante, afastando bruscamente sua boca da minha. –Não estou conseguindo me controlar. Não quero te machucar.
–Tudo bem, está tudo bem. –murmurei eu, tentando achar as forças do meu alto controle. Deus... não se controle Carlos Daniel... sim, faça como desejares.
–Senti falta de você.
Aquelas míseras quatro palavras, aquela sonoridade que esperei ouvir, saíram da boca dele meigas, e cheia de um poder que eu não conhecia.
–Eu também senti. –falei perdendo as forças enquanto ele levava a boca por meu pescoço. -muita.
Gemi arqueando-me quando ele me mordeu firme, entre o limite da dor e do prazer.
–Preciso te sentir. –murmurou erguendo-se para me mirar. Encarei-o, sentindo o peso daquelas palavras, e sem hesitar, ergui meus lábios e o beijei. Beijei uma e outra vez, até que ele se apoiou sobre os joelhos, afastando-se de mim. Ele ficou entre minhas pernas e agarrou a borda de minha camisola. Ergui meus braços e ele tirou a peça de mim. Ele mirou-me por um mísero segundo, e tirou a camisa, tombando pesado sobre mim. Gemi ao sentir o peito forte dele de encontro aos meus seios nus, que imediatamente se ouriçaram, ficando duros como pedra. Ele apertou-se contra mim, e senti a umidade de entre minhas pernas cada vez maior.
–Lina, tudo bem? Acho que...
–Sh... está tudo bem. –eu o interrompi, sentindo a necessidade de seu toque.
–Minha? –perguntou-me agarrando um de meus seios entre os dedos.
Sobre sua pergunta... eu nunca tive tanta certeza.
–Sim. –respondi fechando os olhos, perdida nas carícias.
Carlos Daniel ajoelhou-se as pressas outra vez, e sem demoras pegou sobre o criado mudo uma embalagem de preservativos. Ele parou frente a mim, e eu, sabendo o que ele faria, fechei os olhos, apenas ansiando. O som do preservativo se rompendo, alucinou-me, fazendo minhas batidas cardíacas ecoarem em minha cabeça. Os dedos dele tocaram o elástico de minha calcinha, que facilmente deslizou por minhas pernas quando ele a puxou. Facilitei a retirada da peça e outra vez ele tombou sobre mim, agora, sem nada que impedisse um ao outro de se sentir por inteiro. Ele levou seus dedos por entre minhas pernas, e conhecendo-me tão bem, esfregou-os contra mim. Escutei aquele gemido de satisfação sair dos lábios dele, e agarrei-o pelas costelas quando ele tirou seus dedos de mim, esfregando seu sexo ao meu. Gemi, e ele me puxou para um beijo, movimentando lentamente seu corpo sobre mim, calando com sua boca todos os sons de prazer, desejo e ansiedade que me possuíam.
Eu não pude acreditar, mas minhas pernas começaram a tencionar, e os músculos de meu ventre espremeram-se, e ele não parava, e eu não podia me controlar... Gemi afastando minha boca da dele, procurando por ar, tentando achar uma maneira de suportar tudo isso. Ele se movimentou sobre mim mais algumas vezes, e sim... eu estava chegando lá. Meu corpo estava completamente sensível, e eu não fazia ideia se poderia devolver minha razão. Pressionei minhas mãos as costas dele, sentindo os espasmos congelarem minhas pernas, mas foi ai então, que ele parrou de me beijar e mordiscar, e mirou-me nos olhos.
–Abra mais as pernas, quero te amar.
Ofegante e tentando assimilar as três últimas palavras, meu corpo assimilou as quatro primeiras, e abri-me mais para ele. Me movi ao favor de nosso prazer, mas minha mente não conseguia parar de repetir: "Quero te amar, quero te amar, quero te amar."
Fale com o autor