Faça-me, Quero Ser Tua.

56 O que fazer com esse amor?


Notas iniciais
Oi amorecos de minha vida! Como estão? Passando pra deixar esse cap tão decisivo da fic pra vcs... Sim, estamos chegando as épocas mais tristes e mais felizes! hhahhaha Não sou de deixar música pra capítulo, mas editando aqui acabou tocando Ha-Ash "Que Hare Con Este Amor" e confesso que acabei chorando :'( Bem, desfrutem!

Acordo com o despertador. Pois é, segunda feira. Mais três dias e meu amado estará novamente na cidade. Levanto da cama com esse pensamento. Ando pelo apartamento, observando como ele agora parece mais cheio. O sofá ficou lindo, e as cortinas então... perfeitas. A mesa de centro, a mesa de jantar... E, ah, claro... o jogo de cama cor de rosa que sempre sonhei. Nem posso acreditar. Contei a Carlos Daniel de tudo o que comprei. Ele parecia mais feliz do que eu. Isso me alegrou muito. Ele pediu que comprasse tudo na loja de um amigo dele, que se eu precisasse de algo mais, ele mandaria fazer. Encantei-me com os pequenos quadros que encontrei, onde pela primeira vez posso ter fotos espalhadas pela casa como sempre quis.

Dizer que estou no paraíso, seria uma grande verdade. Carlos Daniel disse que me ama... dormindo, mas disse. Ele se preocupa comigo, liga todos os dias... e me quer como louco. Somos um furacão juntos. E essa loucura do apartamento? Não posso negar que assustei-me bastante com tamanho orçamento que esse presente envolveu. Não é todo dia que alguém ganha um presente desses, não é mesmo? Acabei cedendo e aqui estou eu, encantada com tudo.

Tomo café na cozinha nova e exatamente 8:30hrs estou iniciando meu turno.

Por uma maravilha do destino, acabo não encontrando aquele infeliz em lugar algum. Um tanto agradecida, mas preocupada com o que ele pode estar aprontando, vou até a recepção e questiono Manu.

—O Gerente não está mais aqui? -pergunto baixinho.

—Ele está de licença, parece que a esposa está entrando em trabalho de parto... algo assim.

Como assim? Ele é casado e... faz aquilo tudo com as mulheres aqui do hotel? Ele não tem vergonha na cara?

—Você está bem, Lina? -Pergunta-me ela com a voz baixa.

—Estou sim. -Respondo-lhe no modo automático.

—Você está pálida.

—É, ainda não estou muito bem do resfriado. -Digo-lhe esboçando um sorriso. -Bem, vou trabalhar...

Nos despedimos e volto a fazer meu turno.

Não consigo parar de pensar em Carlos Daniel em momento algum. O que vou fazer, meu amor? Não posso simplesmente deixar esse infeliz agir. Saberia você, quem ele realmente é? O que ele quer que eu faça? Logo eu? Seria por estar contigo mesmo? Bem... ele não teria outro motivo para dizer-me aquelas coisas. Se bem que a primeira vez aconteceu algo, ele não sabia de nada. Me sinto confusa, apaixonada e sem saída. Só sei que não posso deixar que este louco tente algo contra Carlos Daniel.

Termino de retirar alguns lençóis da maquina de secagem quando três garotas passam por mim entre risinhos e murmúrios. Mas que...

Sei que falam de mim. Bem, as fofocas daqui não me interessam muito. Não é algo que eu queira me adaptar ou qualquer outra coisa, mas... deixo que falem enquanto eu simplesmente vivo. Se puder evitar, tudo bem, mas do contrário... deixo que falem.

Dobro os lençóis com paciência deixando meu pensamento voar, quando de repente entra Manuela e Raquel pela porta, dando-me um susto.

—O que aconteceu? -pergunto vendo a expressão estranha no rosto delas se formando.

—Sinto muito, Lina... -disse Raquel.

Sem nada entender, mirei Manuela e a questionei em silêncio. Como quem não sabe o que dizer, ela estendeu-me uma revista já aberta e foi ai que meu coração pareceu parar. Procurei rapidamente uma cadeira enquanto tentava absorver o que via. Manu quase esbofeteou duas garotas que passaram soltando risadinhas. Eu nada era capaz de fazer, de dizer. Nada era perceptível ao meu redor naquele momento.

As Lágrimas vinham com força total aos meus olhos, deixando-me sem saber se conseguiria pelo menos ler tudo o que estava ali.

"Na noite da última sexta feira, desembarcou em Miami, Carlos Daniel Bracho, o galã dono de uma das maiores redes de hotéis do planeta. O Bonitão que alegou estar a trabalho na cidade -quando questionado por nossos jornalistas,- foi visto na noite de ontem acompanhado por uma loira até então conhecida como Samanta Bertolucci, -sim, da rede de jóias Bertolucci- em um encontro nada profissional. A loira não perdeu tempo beijando-o frente ao hotel do moço. E que beijo! Horas depois, foram vistos no canto de um restaurante da cidade, degustando de um bom vinho. Os olhares brilhantes e sorrisos do galã se fizeram presentes por toda noite. Juntos saíram do local e ele a levou até uma residência em um bairro nobre.
Seria essa a nova conquista do grande Bracho? Ou seria mais uma das tantas diversões? Samanta estaria assumindo novo amor depois de tantos desencontros?
Segue abaixo fotos da noite do casal:"

Minha mente não queria entender o que acabara de ler e meus olhos se negavam a ver tais imagens.

Lá estava ele... sorrindo para ela, descontraído... logo, ela beijando-o e ele agarrado a cintura dela.

Cada pixel da imagem pareceu facas atravessando minha pele e indo direto para meu coração. Manuela tirou as páginas de minhas mãos e me esquivei levantando de onde estava.

Não... Não podia ser verdade depois de tudo... Não.

Sai correndo dali, ouvindo Manuela e Raquel estéricas atrás de mim. Me neguei a recuar e as pressas peguei minha bolsa e sai de lá, andando pelas ruas lotadas da cidade. As lágrimas escorriam sem parar pelo meu rosto. A dor era insuportável.

Ri de mim mesma... "como se ele fosse querer algo sério com você" gritou meu inconsciente.

Droga droga droga droga!

Andei, andei, andei... esbarrei em tantos corpos e só o que eu realmente necessitava naquele momento era me enfiar num buraco negro.

Cheguei até o apartamento e tudo o que eu olhava me lembrava ele... tudo. Tudo o que agora estava ali, ele pagou, mas eu escolhi pensando nele.

Eu mal conseguia caminhar assim... o choro não cessava. Como ele foi capaz de fazer isso comigo? O compreendi, dei meu corpo, minha alma, meu coração, minha vida pra ele... e ganhei em troca uma mentira que está me matando. Entrei trancando a porta detrás de mim e corri para a o quarto. Não tinha nada pior do que a dor que atravessava meu peito.

Queria simplesmente sumir do mundo.

Abri uma das gavetas do criado mudo e destaquei uma cartela de comprimidos. Agarrei a garrafa de água e engoli as inúmeras cápsulas.

Ele... como foi tão baixo... tão....ele mentiu tão bem..."não quero nenhuma outra pele"

Adormeci entre lágrimas, recordando todas suas palavras, me odiando por amar aquele imbecil. Adormeci tentando acreditar que acordaria e ele seria apenas um sonho como de tantas outras noites antes dele me tocar.

Não foi assim.

Na manhã seguinte, depois de um banho e uma xícara de café preto, peguei meus documentos, e segui para o hotel.

As lágrimas já eram algo de meu controle, pelo menos agora depois de dois calmantes.

—Paulina, você está bem? -perguntou Manuela correndo até mim assim que entrei pelo saguão do hotel. Tive de respirar fundo.

—Sim. -murmurei limpando a garganta e prosseguindo com a voz o mais serena possível. -Avise por favor o setor de recursos humanos que estou indo para lá?

Segui ignorando Manuela que dizia coisas sobre eu estar pirando e que ele não merecia isso. Apenas me virei para afirmar o que nem eu mesma não tinha certeza.

—Tudo vai ficar bem Manu. Só preciso resolver isso e sair daqui.

Tive de mentir coisas absurdas no RH para aceitarem minha demissão. Tive de inventar uma viagem de última hora por motivos de força maior. Sai pelos corredores dos funcionários, e só ouvi risadinhas de deboche atrás de mim.

Desgraçado.

Voltei para casa controlando o choro que gritava dentro de minha alma e assim que entrei no apartamento a realidade me chocou; bateu de frente com todos meus sentimentos. Eu queria aquele homem mais do que quisera qualquer outra coisa na vida.

"Desde que te toquei, nenhuma outra pele seria capaz de substituir a tua. Só quero você"

Como pode mentir tão bem? Como foi capaz de brincar tanto com o que eu sentia? Depois de tudo que fiz com ele... claro, quantas não fizeram o que eu fiz? Besta... burra... trouxa.

Tomei um banho quente, comi uma barra de cereal que estava perdida em minha bolsa, me tranquei no quarto, tomei alguns calmantes e tentei dormir. Pelo menos as horas de sono davam paz ao meu coração. Agora, horas de sono vagas... vazias... escuras... sem ele.

Notas finais
AI gente! Que doooor! E agora? O que fazer? Ai Dellss! Comentem, favoritem, recomendem... mandem mensagem no whats (51) 81406117 Email: daiandracastro@gmail.com Mandem pras amigas, espalhem! beijão