Faça-me, Quero Ser Tua.
42 Magia transformada em Carícia
Notas iniciais
"Acordei com os lábios de Carlos Daniel deslizando por meu rosto. Estávamos frente a casa dele. Frente as escadas.
Ele acariciou minha boca, e então saiu do carro, dando a volta, abrindo-o pra mim. Sonolenta, fiz menção de sair do veículo, mas seus braços rapidamente me envolveram erguendo-me em seu colo. O abracei sem protestos, e então entramos na casa. Ele levou-me até seu quarto, e suavemente largou-me sobre a cama.
—Não durma... Vou encher a banheira.
Como se eu tivesse escolhas...
Deitei-me de bruços, e assim que ele regressou, abriu meu vestido, tirou minhas meias longas... As luvas...
Girou meu corpo. Abro meus olhos. Vejo os seus. Está escuro. Mas, nada importa. Envolvo meus braços em seu pescoço e aconchegando-me ali, ele nos ergue e seguimos para o banheiro.
Entro na água enquanto ele tira suas roupas e segundos depois está junto a mim. Ele ajeita-se em minhas costas, e com carinho, apoio-me nele. Minha cabeça em seu ombro, minhas costas em seu peito... Seus braços me envolvendo. Ele me acaricia debaixo da água quente, sem maldade, apenas carinho. Meu ventre, minhas coxas, meus seios...
—Relaxe... Durma, se quiseres... -murmura depositando um beijo sobre meus cachos. E por falar neles...
—E meu cabelo? -murmuro já sonolenta.
—Logo ao despertar, soltamos. Está lindo assim, e ainda vejo sua nuca, seu pescoço...
Seus lábios me tocam... Deslizam sobre a pele úmida e quente. Relaxo. Seu toque me estremece quando seus dentes acariciam o lóbulo de minha orelha, agarrando o brinco entre eles. Suspiro baixinho. Meu corpo se arrepia. Um simples toque dele... Uma imensidão de detalhes e sensações. Meus músculos tencionam. Apoio minhas mãos sobre as suas... Ele as desliza por meus seios. Os envolve. Cabem perfeitamente nas mãos dele. O sinto tremer.
—Vamos dormir? Você precisa descansar. -diz beijando meus ombros, logo me afastando suavemente para que possa levantar.
Levanto-me também. Meio sem entender nada... Mas o faço. Ele envolve-me em uma toalha, e com a sua já na cintura, caminhamos até o quarto de mãos dadas. Com outra toalha, ele seca meus ombros, pescoço e rosto. Ele deposita um beijo em meu ombro, e então caminha até o closet. Regressa segundos depois vestindo uma cueca apenas, e acabo por mira-lo por inteiro, enquanto carrega algo.
De terno... Ele é sensacional... Mas assim... Ai meu Deus!
Ele se aproxima, tira a toalha de meu corpo, deixando-a ao chão, e segurando minha nuca, me puxa, me beija, me envolve.
Meu corpo toca o dele, e imediatamente fico completamente arrepiada. Meus seios se entumecem. Ele afasta a boca da minha, beija meus ombros, abaixa o rosto e suavemente deposita um beijo no alto de cada um de meus seios.
Ele recua um passo atrás e então sorri, carinhoso. Ele ergue meus braços, e descubro então que aquele tecido em suas mãos é uma camiseta. Veste-me, e me puxa para a cama. Ele de cueca, e eu apenas de camiseta. Que homem doido.
Ele se aconchega em minhas costas, me envolve, me abraça. Sinto-me protegida e sua.
Adormeço naquele sono bom, onde apenas descanso, e acabo por não ter ele em minha mente. Afinal, ele está ao meu lado.
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Desperto. Estou sozinha na cama. Parece ser tarde. Sobre o travesseiro de Carlos Daniel, um pequeno bilhete. "Estou na cozinha. Não vista nada além do que já está em você. Desça."
Ai Meu Deus.
Levanto-me da cama, caminho receosa até o banheiro. No Espelho, observo que a camiseta cobre quase até minhas coxas. Repenso meus atos de ontem à noite, e todas as outras vezes que eu e Carlos Daniel estivemos juntos. Debaixo dessa camiseta, não existe nada que ele não tenha visto... Nada que ele não tenha tocado.
Decidida, escovo os dentes, e desço as escadas.
Encontro Carlos Daniel picando cenouras.
—Bom Dia. -murmuro ao entrar na cozinha. Ele para o que faz, e caminha até mim.
—Bom Dia. -responde-me apoiando as mãos a minha cintura. Tremo. -Dormiu bem?
—Sim. Apaguei totalmente. E você?
—Também.
Seus polegares acariciam minha cintura. Suavemente, ele desliza as mãos pelas laterais de meu corpo, até chegar à beirada de minha camiseta.
—Vejo que leu meu recado.
—Sim. -digo tão baixo que acredito que ele não escutou.
—Então sente-se enquanto termino nosso almoço.
Sento-me observando-o. Ele volta a picar as cenouras, e logo alguns outros legumes. Ele veste apenas uma calça jeans. Está de costas para mim. Tenho espaço o suficiente para observa-lo. Seus músculos definidos nas costas deixam-me com água na boca. A cor de sua pele me causa arrepios.
Perdida, com o simples fato de mira-lo, cruzo minhas pernas, anseio.
Carlos Daniel coloca os legumes no forno com algum tipo de carne, e então secando as mãos em uma toalha de papel, caminha até mim.
—Vamos soltar esses cachos?
—Agora?
—Sim... –responde pegando-me pela mão, deixando-me de pé frente a si. -Vamos brincar um pouquinho, também.
Tremo inteirinha.
—Apoie-se na bancada, vou soltar seu cabelo...
Minhas mãos imediatamente param a beira da bancada, e carinhosamente ele desliza as mãos pelo meu corpo. Suspiro quando ele acaricia um de meus seios, o suficiente para deixa-lo completamente entumecido.
Seu corpo para trás do meu, ele me puxa, um passo atrás. Meu corpo fica inclinado. Suas mãos correm em minha bunda. Ofego quando ele toca minha pele completamente nua, e então ele se afasta. Uma de suas mãos firma meu quadril, enquanto a outra começa a tirar os grampos de meu cabelo. Cada grampo que ele tira, uma mecha de meu cabelo é liberta.
Em um simples movimento, ele toca seu corpo ao meu, e sinto no mesmo instante, seu sexo completamente duro por debaixo da calça Jeans. Anseio mais. Desejo esse homem. Engulo um gemido, e então, mais uma madeixa de cabelo cai aos meus ombros. Seus dedos firmam em minha cintura, mas quando mais um grampo é retirado, ele deixa sua mão correr por mim, e a leva para entre minhas pernas. Quase que automaticamente as afasto, e acabo por arrancar um suspiro de aprovação dele.
Seus dedos correm por minha intimidade, e gemo ao seu toque, jogando a cabeça para trás. Ele por fim, solta o último grampo de meu cabelo, e aquela cascata de cachos cai sobre meu ombro. Seus braços me envolvem, e então ele me aperta forte, seu corpo contra o meu, fazendo-me sentir seu sexo pronto, preso naquele monte de tecido.
—Toda molhada... Pronta pra mim.
Um de seus braços me aperta firme, segurando-me no lugar... Já o outro... Seus dedos passeiam por mim, e quase grito quando ele mergulha um dedo dentro de mim, bem devagar. Seu dedo desenha um círculo. Ofego. Quero mais. Quero que ele sinta isso...
Contorço-me ao seu toque.
Ele me puxa para trás e caminhando comigo colada a si, leva-nos para a bancada onde cortava os legumes. Rapidamente, sem tirar aquele dedo de mim, seu braço livre joga os objetos de sobre a bancada dentro da pia. O som ecoa dentro do ambiente, e em um estalo lembro-me de seu escritório quando ele fez algo similar.
Seu toque desaparece. Minha respiração acelera. Ele me empurra sobre a bancada, e então acabo por debruçada sobre o móvel.
—Fique assim... e relaxe.
Ele ergue minha camiseta até o meio das costas, e então me acaricia... massageia minha pele... me provoca. Escuto ele abrir o Jeans e então, dois segundos depois, ele acaricia minha bunda, calmo, apenas deixando que minha pele queime.
Arqueio-me. As mãos espalmadas sobre o mármore.
—Gosta, não é? Gosta que eu lhe toque?
Ele não me dá tempo de responder, quando seu sexo completamente duro e descoberto, roça sem piedade ao redor de minha pele, em minhas coxas, mas não exatamente lá.
Sua pele quente me atiça. Gemo seu nome, ele pulsa contra mim, e quero logo, quero que pare de me torturar e me tome como sua.
—Quando pensares em ter pudores comigo... recorde isso... recorde como gostas quando te toco, quando te acaricio... quando te fodo.
—Carlos Daniel... -murmuro enquanto seus dedos seguram meu quadril, e seu sexo parece tentar acalmar-se me tocando.
—Quer que eu toque você? Quer que eu te foda, ou que façamos amor?
Tremo com suas palavras, engulo em seco, sem saber o que dizer. Ele então bate seu sexo contra minha bunda e gemo alto, virando o rosto para mira-lo.
—Faça como desejares. -Pronuncio quase sem voz. Apenas sentindo seu toque.
—Droga...
Seu murmúrio me desconcerta, então acabo enrubescendo. Ouço o som do preservativo se rompendo, e em um momento rápido, ele se roça a mim, exatamente onde meu desejo queima, onde necessito dele. Tremo sobre a bancada, e automaticamente minhas pernas ameaçam se fechar. Ele nem pensa duas vezes, e quando menos espero me penetra de uma vez só, fazendo tudo arder, queimar, incendiar.
—Porra... tão apertadinha... tão molhada... tão quente... e minha.
Já tonta, exalando desejo, empurro meu corpo com o dele, e ele geme. Agarra firme minha cintura, deixando-me na posição que ele quer, para fazer comigo o que bem entender. Gemo uma e outra vez, quando ele quase tira tudo de dentro de mim, e logo me penetra forte, pegando-me exatamente onde gosto, onde me rendo a ele, onde ele me conhece como ninguém.
—Sabe, temos que almoçar, ou seja, é bom que goze rápido, porque se queimar o cordeiro, eu irei comer você como almoço. E ai, você vai ter que aguentar até que eu fique satisfeito.
—Então faça... -murmuro sem voz, sem mira-lo.
—Ah é? Criou voz? Estás ficando safada, senhorita... e estou adorando isso.
Ele diminui seu ritmo, me provocando, e então, quase tira tudo de mim, deixando-me em ruinas.
—Sim... Carlos Daniel... mais... por favor... -sussurro as palavras, ofegante, o cabelo sobre meu rosto, as mãos sobre a bancada, o corpo rendido a ele.
—Pede... Pede mais uma vez Minha Paulina, pede pra que lhe faça gozar...
Ele mete fundo. Me preenche, me deixa louca de desejo por ele... mas logo diminui, e minha pele entra em desespero. Tento me movimentar contra ele, mas suas mãos me seguram no lugar. Ele ri, debocha de minha aflição.
—Pede... -murmura entre os dentes cerrados...
—Por Favor... faz... continua... -digo ofegante, as batidas cardíacas descompassadas.
Ele ri, mas não se move do jeito que gosto. Apenas entra e sai de mim, me torturando, me levando ao limite e depois me negando.
—Vai Carlos Daniel...-me entrego aos seus desejos... -Me faz gozar... por favor.
—Agora sim... agora sim... -murmura empurrando fundo dentro de mim, fazendo-me temblar, arder, ir ao paraíso. Uma de suas mãos voa exatamente entre meus cabelos, segurando-os firme, impedindo qualquer movimento meu.
Agora, suas duas mãos me prendem, e não quero fugir dali nunca. Ele me segura, se move forte e rápido, naquele movimento de dentro e fora, me enlouquece, me faz gritar, me faz perder a noção de tudo.
—Assim Minha Paulina... vem, goza comigo... és minha. Vem.
E ele não precisa dizer duas vezes. Me contorço, sentindo a maneira como ele me toma, e imediatamente, minhas pernas tencionam. A Plenitude se aproxima. Sinto meus músculos arderem, minha mente girar, nossos sons se misturando... E só consigo deseja-lo mais. Sua mão segurando meu quadril... seus dedos puxando meus cabelos...
Ele insiste... Forte... f Profundo...
—Assim... -murmuro perdida, atingindo o prazer completo, quando ele grita meu nome, levando-me junto com ele.
Ele sai de mim imediatamente, sem dar-me tempo de recuperar a respiração, e sem demoras, me vira, me puxa, me beija. Minha boca na sua, insistente, mas suave... Acalmando meus desejos, acalentando aquele sentimento solitário que a cada dia mais cresce em meu peito.
Se afasta, sorri. Acaricia meu rosto e meus cabelos. No mesmo instante, um apito nos tira daquela carícia.
—Bem... eu tinha programado o forno para desligar sozinho... Mas isso não quer dizer que tenha escapado de mim, senhorita.
Não contenho o riso. Ele também.
—Já volto... -sussurra beijando minha testa, acariciando meu rosto.
Meu Deus... o que foi isso?
Ele sai da cozinha, e eu fico ali, atônita. Segundos depois ele regressa, vestindo a mesma calça e uma camisa vermelha. Ai Senhor... Esse homem é sensacional. E estou chegando a conclusões que não gostaria sobre esse sentimento.
—Você está bem? -pergunta-me aproximando-se.
—Sim... Estou. -digo mirando seus olhos escuros... o cabelo bagunçado.
—Bem, vou servir as coisas para nós. Pensei em comermos no Jardim, o que acha?
O Jardim é lindo, e sem dúvidas será agradável.
—Sim, acho que será ótimo. Eu... só, irei trocar de roupa... Volto logo.
Com o rosto corando, vendo o sorriso cafajeste de Carlos Daniel.
Subo as escadas, e rapidamente me arrumo. Meus cabelos estão compridos, bem mais que estava acostumada. Agora os cachos estão perfeitamente bagunçados. Não mexo neles. Visto um short jeans simples, escuro. Uma blusa Rosa, apenas para não perder o costume. Fico de pés descalços.
Assim que desço, já o vejo pela janela da sala, arrumando as coisas no Jardim. Caminho até ele, que imediatamente sorri, sentando-se em uma das almofadas do grande deck. Sento-me ao seu lado, e logo ele me estende um prato já servido, com tudo que gosto, exceto essa carne.
—Você vai gostar da carne. É macia, e o sabor é inigualável.
Oh Homem, tenho medo de quando lê meus pensamentos.
Sentamos um frente ao outro, com os pratos no colo, parecendo crianças, e devoramos nosso almoço. Carlos Daniel em momentos assim não se parece nada com o homem de terno engravatado que conheci. No fundo, ele é um menino simples, bem criado, que apenas teve barreiras maiores que suas pernas.
Terminamos de comer, e ele levanta para levar a bandeja até a mesa. Em passos largos, como quem não quer me deixar sozinha, ele entra na casa e regressa com mais algumas almofadas, uma coberta, e uma caixinha. Que caixinha é essa?
Ele joga as almofadas em um monte, se deita sobre elas, e me puxa para si, acomodando-me ao seu peito, abrindo a coberta sobre nós. Ficamos ali, cobertos, mirando o vento nas árvores e o canto dos pássaros. Parece um momento mágico, até que...
—Amanhã terei de viajar, e quero ter a certeza de que vai ficar bem. -murmura acariciando meus cabelos. Suspiro, sem saber o que dizer. Ele ainda está ali, comigo em seus braços, mas não quero nem pensar em o ver partindo.
—Claro que vou. Pretendo ir para casa, e amanhã também trabalho, e com...
—Paulina... -me interrompe, fazendo-me mira-lo. -Gostaria que ficasse aqui.
—Não começa Carlos Daniel. Eu tenho minha casa, minhas coisas...
—Eu sei que tens, e sei o quanto és independente. Mas não me leve a mal, aqui não lhe faltará nada... terás conforto e tudo que precisares. Estás até sem água quente em casa...
—Mas... -tento protestar, mas ele nem deixa.
—Eu sei, mas por favor... Fique aqui.
Afinal? Como discutir com esse homem? Não consigo... Seu olhar sempre me vence.
—Ok, tudo bem.
Ele me puxa mais forte e envolve-me com carinho. Apoio-me ao seu peito, e sentindo suas batidas cardíacas por sobre o tecido da camisa, recordo de quando ele colocou minha mão por debaixo de sua camisa, dentro do carro...
Deixo minha mão deslizar por seu abdômen, e vagarosamente enfio meus dedos por debaixo de sua camisa. Seus músculos tencionam com meu toque, mas não recuo. Ele suspira quando espalmo minha mão sobre seu peito.
—O que fazes exatamente? -pergunta em um murmúrio.
—Apenas sentindo.
—Sentindo? -move-se para me olhar nos olhos.
—Sim, Sentindo e lhe fazendo um carinho.
Ele engole em seco. Repenso minhas palavras. Acredito que tenha ultrapassado alguma barreira imaginária sem perceber. E tenho razão. Mas, quando penso em tirar minha mão de seu peito, ele rola sobre mim, prendendo-me debaixo dele.
Nossos olhares se encontram. Ele apoia-se apenas a uma das mãos, e com a outra, puxa a gola da camisa, a tirando por sobre a cabeça.
—Pois então, continue me dando carinho.
Ele deposita um beijo rápido em minha boca e logo, deita sua cabeça sobre minha barriga, deixando seu corpo entre minhas pernas. Demoro uns segundos a raciocinar, mas rapidamente, começo a acariciar seus cabelos e ombros, alternando entre eles. Surpreendo-me quando ele abraça as laterais de meu corpo, mas não me acanho, continuo a desfrutar de sua companhia e do momento mágico que regressou.
Perco-me acariciando-o, e me ponho a pensar mais uma vez em como minha vida mudou. Recordo de minha mãe, de todos os momentos bons ao seu lado, e de nossa união eterna. Lembro-me de Manu, que me ajudou tanto, e que já faz dias que não conversamos direito... Recordo até de Osvaldo, tentando pensar o que ele acabou fazendo da vida. Penso em tia Filó, que não a vejo a mais de um mês.... E claro, penso nele. Em tudo o que ele era, foi, e agora está sendo comigo.
Quando volto à realidade, e o observo, Carlos Daniel está relaxado sobre mim, com a respiração leve. Ergo meus olhos, e noto que dormiu. Carlos Daniel Bracho, o dono da rede de hotéis a qual trabalho como camareira, acaba de dormir com minhas carícias após termos... Hm, como ele diz, fodido em sua cozinha, e almoçado a beira da piscina.
É.
O Mundo dá voltas.
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