Faça-me, Quero Ser Tua.

41 Jantar e Baile de Gala, a Noite.


Notas iniciais
OIIII Nem vou falar muito, pq daqui a pouco vcs me matam... kkk Enfim, obrigada por não desistirem desta história, e saibam do fundo do coração, que meu coração palpita só de lembrar dos planos que tenho pra ela! Não desistam! Aqui, o Jantar... Desfrutem bem!

Apavorada seria uma boa palavra para definir como eu me sentia com esse tal jantar. O Dia havia chegado e eu estava surtando. Uma moça chamada Nora cuidava de minha maquiagem enquanto um jovem um tanto peculiar cuidava de meus cabelos. Não pude deixar de rir quando o queixo dele caiu ao Carlos Daniel chamar-me de princesa. E ele percebeu, e ainda beijou-me antes de sair do tal salão. Várias outras mulheres arrumavam-se ali, dispersas entre penteados, unhas e maquiagem.

–Ouvi boatos de que o Bracho irá acompanhado no tal jantar... será verdade?

Uma moça de cabelos ruivos e peitos gigantes, impossíveis de não perceber, pronunciou a tal frase a uma outra moça, a qual riu e pareceu achar graça.

–Eu duvido. Ele parece um homem cheio de caprichos. Não se prenderia a qualquer uma.

Engoli em seco, mas nem me movimentei da cadeira. O que será que ela realmente quis dizer com isso?

Pensei em dizer algo, ou especular o cabelereiro sobre o que ele saberia, mas fui tonteada pela visão de Carlos Daniel entrando no salão. O burburinho diminuiu enquanto ele largava algumas sacolas pardas sobre um sofá, e então veio até mim, sorrindo daquele jeito.

E como dizia a música ambiente, “me deixei levar.” Pedi licença ao cabelereiro e maquiadora e girei meu corpo na cadeira, parando frente a ele.

–Hm, -gemeu baixando seu rosto sobre o meu. –um coque. Tão tradicionalista... –sorriu beijando brevemente meus lábios, mirando meus olhos em seguida, e pude ver na escuridão daqueles olhos, a fome.

–Gostou, pelo menos? –murmurei esticando meus dedos até seu cavanhaque.

Mirei de canto do olho, as duas moças de queixo caído e olhos arregalados. Acho que elas ficaram um tanto... impressionadas, eu diria.

–Se Gostei? –Ele riu mordendo os lábios. –Terei o imenso prazer de soltar mecha por mecha dele... como não gostar?

–Carlos Daniel! –Protestei em um sorriso, beijando-o novamente.

Ele afastou-se sorrindo, e sentando-se ao lado das sacolas que trouxe, se pôs a ler um jornal, pacientemente.

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Assim que terminaram meu cabelo e maquiagem, Carlos Daniel conduziu-me para sua casa entre sorrisos e olhares sorrateiros. Carlos Daniel deixou-me no tal quarto que seria meu, e foi para o seu, pedindo que eu o esperasse.

Quinze minutos, talvez menos, e ele regressou.

Meu...

Deus...

Oh...

–O que foi? –Perguntou-me se aproximando, largando uma caixa sobre a cama.

–Nada. –Disse sem pensar.

Ele vestia um terno preto, com o que parecia ser pequenas listras em um relevo. A camisa branca, quase gelo, e a gravata preta, de mesmo tom do terno. Sapatos perfeitamente lustrados. Abotoaduras... E aquela barba daquele jeito... o cabelo... Deus devia me amar muito para entregar-me isso para contemplar.

–Paulina, está tudo bem?

–Sim... Está... só que... você está muito... bonito.

Gaguejei as palavras mirando-o nos olhos, e parecia que alguém ateou fogo as minhas bochechas...

–Você parece constrangida...

Ele riu se aproximando de mim, tomando minhas mãos entre as suas.

–Dentro daquela caixa, tem tudo o que precisas para esta noite. Eu adoraria ajudar-te a despir essa roupa, mas... ia acabar ficando por aqui, e certamente... chuparia tua pele inteira... Então... –Limpando a garganta, ele sorriu, enquanto eu começava quase em instinto a imaginar tal cena. -...coloque as joias, o sapato, e depois de puxar o vestido até os seios, me chame que o fecho em você. Se eu lhe ver nua agora, adeus Jantar.

–Tudo bem... –murmurei sem voz, apenas movendo os lábios.

Minha boca ficou seca instantaneamente, e sorrateiramente, ele se aproximou, baixando o rosto sobre o meu. Seus dedos correram por minha boca, meu queixo, e suavemente ele o ergueu, mantendo minha pele exposta ao que ele quisera. Apoiei-me aos seus braços, quando vagarosamente, seus lábios correram ali, beijando meu pescoço, me ouriçando, provocando.

Seus lábios acenderam o calor de seu toque, e gemi quando ele baixou seus lábios para o vale entre meus seios. Sua língua correu a curva de um seio, raspando na borda entre a camisa e minha pele, e não pude me conter...

–Carlos Daniel...

–Sh... não quero estragar sua maquiagem... –murmurou contra minha pele, abrindo com seus dedos habilidosos os botões da minha camisa. –Quero te beijar...

–Eu retoco o batom depois.

–Tentador...

Suas mãos correram em meu corpo com tamanha volúpia, e trêmulas, me abraçaram forte,

–Mas...Não.

Carlos Daniel beijou meu seio, e afastou-se deixando apagar-se bruscamente o calor que ele me causou.

–Arrume-se. Ou não sairemos daqui.

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O Carro que James conduzia, estacionou lentamente e então minhas batidas cardíacas pareceram congelar.

–Está Pronta? –Perguntou Carlos Daniel acariciando meus dedos com os seus.

–Não sei... estou nervosa.

Ele sorriu, levando meus dedos até sua boca.

–Eu também.

Não tive tempo de pensar muitas coisas a mais, quando a porta se abriu e Carlos Daniel saltou do carro, dando-me sua mão

E lá vamos nós.

Desci do carro, e dando-me o olhar que eu necessitava para manter-me firme, ele enlaçou seu braço ao meu, e adentramos ao salão já lotado.

Minha nossa.

Havia pessoas de todas as idades ali. Mulheres bem vestidas, refinadas, e homens belos, engravatados. Uma música clássica preenchia o ambiente, e durante um bom tempo, seguimos cumprimentando convidados.

O Jantar seguiu-se.

Mulheres miravam-me com o olhar de minucia, e eu tentei ao máximo não me importar.

–O que te passa? –Perguntou Carlos Daniel parando ao meu lado, envolvendo um de seus braços a minha cintura.

–Me sinto um tanto deslocada, só isso.

Fui sincera a ele, falando de minhas emoções e tal sensação de estranhamento. Ele sorriu, e quando baixei os olhos, ele ergueu meu queixo usando o indicador.

–Não faça essa carinha. E acostume-se. –Disse-me acariciando meu queixo. –Você está divina. A Mulher do mundo encantado, uma vez vestindo as trevas.

Sorrimos um mirando o outro, entendendo tal citação, e fomos interrompidos com o início do Baile.

Carlos Daniel deu-me seu lado, e então seguimos para a pista. Receosa, ele passou-me o olhar mais confiante possível, e como se fizéssemos isso a vida toda, meu corpo parecia deslizar nos braços dele enquanto ele me conduzia, bailando perfeitamente ao som da música. Nossas miradas se encontravam, e pareciam pedir para que o mundo parasse e pudéssemos ficar ali, daquele jeito. Ele sorriu, e colando nossas faces, fizemos de um momento em conjunto... algo só nosso.

Entre um drink e outro, a noite estendeu-se, e passava das três da manhã quando os últimos convidados se despediram. Meus pés pareciam inchados, mas já não mais doíam. Carlos Daniel caminhou até o bar de mãos dadas comigo, pegando então mais uma dose de uísque. Perdi as contas de quantos drinks tomei.

–Quer beber algo mais?

–Não. Nadinha. Já bebi demais.

–Enfim, acabou... -suspirou Carlos Daniel soltando o nó de sua gravata. -Essas festas acabam comigo. -Murmurou sentando-se na beira do palco, enquanto alguns rapazes tiravam seus instrumentos de lá.

–Então por que as realiza? -Tive de questionar. Se fosse tão ruim não as faria.

–Negócios são negócios. É necessário. -Respondeu-me sem muito pensar. Em seu rosto pude ver o desdém. Era apenas aparências.

–Meu único motivo bom para esta noite era ver-te com esse vestido. -Sorriu-me travesso. -Acho que te transformei em uma mulher das trevas.

Deixei que meus olhos percorressem o vestido e todo o modelito. Realmente poderíamos juntos entrar para um livro de fantasia. O preto era de um tom sem vida, opaco. As pedras ao decorrer do tecido davam um volume a mais, a vida que o preto lhe tirava. Eu estava realmente impressionada.

–Você está tão linda. Venha cá. -Pediu-me ele estendendo sua mão para mim. Em poucos passos eu estava ao seu lado, e ele não hesitou ao puxar-me para entre suas pernas, envolvendo-me em seus braços, abraçando minha cintura.

Sem pensar -ou pedir permissão- tirei uma das longas luvas e acariciei seus cabelos. Ele suspirou acomodando sua cabeça ao meu ventre e ali ficamos um bom tempo, apenas sentindo a presença um do outro.

–Senhor...

–Sim. -Bufou Carlos Daniel afastando-se de mim, soltando-me relutante. -O que há?

–A equipe de som já removeu todo o equipamento. Deseja algo a mais?

–Não Philippe, era isso. Estão todos dispensados.

Ele não esperou o rapaz dar meia volta para puxar-me para a mesma posição que estávamos anteriormente.

–Continue... estava muito... agradável. -Pediu acomodando-se a mim.

Minhas mãos correram em suas madeixas morenas e me perdi no tempo. Mesmo depois de saber tudo que sei, de ver tudo que vi, de sentir o homem das trevas que vive dentro desse homem calmo que agora me abraça, é tudo muito difícil de acreditar.

–Estou realmente exausto, mas não vou perder a oportunidade de tirar esse vestido de você e ainda te foder bem gostoso.

Meu consciente despertou rapidamente e baixei meus olhos para mira-lo. Seus olhos brilhavam com desejo e tudo em mim tremeu em antecipação.

Aquelas mãos firmes voaram para minha bunda e ele a pressionou firme. Puxei seus cabelos entre meus dedos... a sensação era de puro prazer.

Rapidamente ele me virou, posicionando-me de costas, e sucumbi quando seus dedos quentes deslizaram pela pouca pele nua de meus ombros.

–Linda. Linda. Linda. -Ele suspirou enquanto vagarosamente abriu o zíper do vestido.

Em poucos segundos, o tecido amontoou-se em meus pés. E ali fiquei eu: ofegante, apenas com um conjunto de cinta liga e calcinha... completamente ansiosa.

–Vire-se.

Virei-me sem o olhar, mirando o chão. Minha pele ardia e parecia que ele não se importava.

–Tens um corpo fabuloso. Olhe para mim.

Ergui minha mirada até a sua e foi difícil até respirar.

–É difícil manter o controle quando se tem um corpo como o teu a disposição.

O encarei um tanto nervosa e ele sorriu, cafajeste. Suas mãos rapidamente soltaram os botões da calça social e meu olhar parou direto lá, onde seu desejo por mim era visível. Sem pressa ele acariciou seu membro ereto por sobre a cueca escura e eu arrepiei. Esse homem me excita. E como excita.

–Gosta? -Perguntou me encarando. Mas meus olhos só viam onde sua mão acariciava.

–...Se eu pedisse... o colocaria na boca?

Ele passou os dedos pelo elástico da cueca e sem cerimônias a baixou, revelando todo seu desejo. Sua mão o envolveu e eu pude sentir a cor do meu rosto mudar, e minha respiração imediatamente acelerar, a necessidade me dominando...

–Responda. -Rosnou.

–Sim... -murmurei sem mais pensar. -O faria.

Ele gemeu em aceitação, e estragando minha visão tirou o paletó, achando dentro dele uma camisinha.

Ele sabia que isso aconteceria. Prevenido, pelo menos.

Meus olhos se encontraram com o dele, e o vi fechar os olhos entreabrindo os lábios ao vestir o objeto de látex.

–Deixe-me te tocar... -disse puxando-me para si.

Eu que estava quase congelada frente a ele, atónita, dei um passo à frente e ele me firmou com uma das mãos na cintura. A outra, voou para meu seio e seus dedos beliscaram meu mamilo. Gemi em resposta a tamanha sensação. Oh meu Deus, quero esse homem dentro de mim.

–Carlos...

Ele mal me deixou falar seu nome quando sua mão deslizou para minhas coxas e seus dedos adentraram debaixo do tecido molhado.

–Do jeito que eu gosto. -Apreciou em um suspiro.

–Sim... gemi concordando. -Do jeito que você gosta.

–Puta que Pariu... –grunhiu.

Ele me puxou para sobre seu colo rapidamente e quase soltei um grito. Meus seios nus raspavam contra o tecido de sua camisa e era quase uma tortura.

Seu sexo resvalou no meu ainda coberto, e gemi capturando sua boca de encontro a minha. Engoli seus sons, aumentando meu desejo, intensificando nosso simples toque. Ele afastou com presa o tecido dali e enterrou-se dentro de mim. Tremi inteira, relaxando na plenitude de sua posse, quase entre um grito, amando a forma como é perfeita essas sensações que ele me causa.

De um jeito protetor, ele firmou meu corpo sobre si como se eu fosse me desmontar em seus braços caso ele me soltasse.

Afastei minha boca da dele, buscando por ar, e suas mãos pararam em minha cintura pressionando-me contra ele. Fechei os olhos quase me perdendo nas sensações que ele provocava.

–Quer que eu te foda? -Questionou latejando seu sexo dentro de mim.

Balancei a cabeça em concordância, envolvendo-o mais com meus braços, e ele gemeu quando movi meu quadril, por mais de seu toque.

–Olhe para mim... -ordenou.

Abri meus olhos um tanto alarmada, e ele aliviou seu toque passando os dedos suavemente por minha pele. Nossas miradas se encontraram e ele depositou um beijo leve em meu queixo.

–Eu poderia simplesmente te colocar de quatro, te fazer gozar e me acabar dentro de ti. -Mas parece que faz dias que não te toco... e.... acho que preciso de... um pouco de calma. Tudo bem?

Um pouco chocada, sem entender nada, apenas concordei olhando-o nos olhos.

–Diga-me se está tudo bem... -envolveu-me em seus braços aconchegando seu rosto na curva de meu pescoço.

–Está tudo bem, Carlos Daniel... eu... eu só quero que me toque... sem importar a intensidade. Toque-me... toque-me... -implorei contorcendo-me em seus braços, excitada demais para pensar, dominada demais para querer outra coisa.

–Sempre... sempre... -suspirou ele antes de me beijar e realmente se mover dentro de mim.

Suas mãos firmaram minha cintura e ele começou a ditar-me um ritmo. Meu corpo já se movia só e eu só conseguia sentir e sentir e sentir todo o desejo que ele me causava. Nos mexíamos juntos, seus sons eram meus e os meus eram seus. Não existia nada ao nosso redor. Éramos ali apenas dois corpos em busca de prazer. Ele segurou minha nuca com uma das mãos, e com a outra firmou minha coxa. Nossos olhos se encontraram, e ele colou minha testa na sua, pedindo exatamente o que eu precisava.

–Goza Paulina... goza... quero gozar em ti... goza ao redor do meu pau... vai...

E foi como uma ordem sacana.

Joguei minha cabeça para trás, absorvendo o prazer, e agarrada a ele gritei seu nome, tomada por uma onda de desespero e calor... um misto de amor e ódio, a deliciosa sensação do ápice. Ele gemeu alto, enterrando as unhas em minha carne, e mordendo meu ombro também alcançou seu prazer, fazendo de nós um único ser por bons 20 segundos.

Notas finais
ui, que calor! socorrinho! E ai gente? mereço comentários? Beijos a Todas, e não esqueçam das paradinhas de sempre! #ES