Faça-me, Quero Ser Tua.
4 Ele Possessivo, Ela Obediente
Notas iniciais
–Minha Camisa sujou com um pouco de Licor. Poderia me ajudar a tira-la?
Todo meu ser congelou naquele instante. Minhas pernas não se moviam, meu coração batia acelerado, ecoando em minha mente junto as palavras dele. Tenho certeza que em minha face o espanto foi visível. O Homem deitado sobre a cama franziu o cenho, em busca de uma resposta apenas em meu olhar. Tentei dizer alguma palavra, mas minha mente estava conturbada demais, e as sílabas não conseguiam se formar. Meus lábios se abriram tentando fazer algum som, mas nada apareceu. O Belo homem continuava a mirar-me, mas agora, sua testa não estava mais franzida, e em seu olhar eu podia ver o calor e a necessidade de posse completamente visível. Não tenho ideia do que ainda fazia naquele quarto, mas não conseguia sair dele.
Minha Falecida Mãe, que Deus a tenha, sempre dizia que eu deveria entregar-me a um homem apenas se o amasse verdadeiramente. Sempre tive isso como um conceito de minha vida, e talvez por isso, não tenha me entregado ao meu ex noivo. Hoje, depois de tantos sofrimentos, percebo que não o amava de verdade, e que se tivesse entregado minha inocência a ele, teria me arrependido.
Meus Devaneios foram interrompidos quando vi o belo homem mover-se na cama. Ainda não sei se foi minha mente ou se foi verdade, mas ele pareceu levantar daquele móvel em câmera lenta, algo... como uma manhã de sol no alto do inverno, completamente atraente. Seu corpo parou frente ao meu, enquanto minhas entranhas remoíam-se e as borboletas –infernais- bailavam sem dó de mim. Ele baixou sua cabeça, apenas o suficiente para ficarmos olho com olho. Meu olhar mergulhou no seu, deixando-me ainda mais confusa com todas as sensações desconhecidas a qual eu estava sendo tomada por inteira. Vi ele dar um passo a frente e seu corpo ficou a poucos centímetros de distância do meu. Sem que eu pudesse controlar minha respiração dedicou-se a acelerar, me fazendo perder o controle do meu corpo. Minha boca secou imediatamente quando o vi deslizar os dedos por sobre seus lábios, como se esperasse que eu fizesse algo por ele. Outra vez meus lábios se abriram tentando falar algo, mas outra vez falhei.
O belo homem, moveu-se frente a mim, e quase desmoronei rumo ao cão quando suas mãos tocaram meus ombros, quase apoiando-se ali. Minhas pernas viraram geleia junto com todo meu interior. Minha mente tentava dominar meu corpo, mas era impossível. Suas mãos moldaram-se as minhas formas, e gemi baixinho, sem querer quando ele apertou suas mãos a mim. Em minha frente, o vi piscar lentamente e quando seus olhos outra vez se abriram, eles queimavam de uma forma negra e obscura. Seus dedos deslizaram pelos meus braços, enviando milhões de ondas de calor a todo meu ser. Sua pele deslizava sobe a minha como se em algum momento, já a conhecesse. Com posse, seus dedos apertaram-se em torno de meus pulsos, algo firme, um tanto doloroso. Meus olhos se cerraram, quando senti que se ele continuasse, minha circulação seria interrompida. Acho que ele acabou ouvindo meus pensamentos. Seus dedos abriram-se e aliviaram a pressão sobre meu punho. Meu sangue voltou a circular mais quente ainda, deixando-me em ruínas. O Desconhecido encaixou sua mão sob as costas das minhas, e logo as segurou com delicadeza. Tremi em antecipação, eu sabia o que ele iria fazer, e não sabia como dizer a ele que não queria tocá-lo.
Na verdade, eu queria toca-lo. Mas não devia. Em Mil anos, eu não devia. Nunca imaginei me sentir atraída por um homem da forma que eu era por ele. Todo meu ser clamava por conhece-lo e queria que ele me conhecesse da mesma forma. O único problema em nossa equação, era que eu nem sabia quem ele era, e que depois que ele conseguisse o que queria, me deixaria destruída. Eu o desejava, mas não era homem pra mim.
Antes que eu pudesse protestar, -eu tive mil oportunidades e não o fiz- suas mãos guiaram as minhas em direção ao seu corpo. Com uma delicadeza que jamais imaginei existir nele, -apenas em meus sonhos- ele depositou minhas mãos sobre seu peito. Oh Deus, o que eu estava fazendo? Não posso!
Minhas mãos rapidamente se afastaram da pele dele. Meu olhar que mirava cada botão de sua camisa, se fechou, e quando dei um passo atrás, o senti agarrar meus punhos com força, com a mesma pressão anterior, cortando minha circulação. Meus olhos se abriram com um susto e chocaram-se com olhar dele. Aquele estranho homem puxou meus punhos com força e deu um passo a frente, colando meu corpo ao dele.
OH Nâo! Não posso acreditar! Morri mil mortes, e ressuscitei mil vidas quando senti algo firme e completamente quente tocar meu ventre. Deus! Não... eu... oh droga.
Como se aquele calor todo tivesse me queimado, dei um passo atrás, deixando visível em meu rosto minha expressão alarmada. Ele tinha ficado... sim. Então ele... oh Meu Deus, o que esse homem quer de mim? Destruir minha vida?
Suas mãos que ainda pressionavam meus punhos dolorosamente, fecharam-se em um pedido de “por favor...” mas ele não as ouviu. Com certa violência, ele colocou minhas mãos sobre seu peito outra vez, agora, pressionando-as contra si, para que eu não pudesse me soltar. Santo Cristo.
Meus olhos se fecharam tentando raciocinar, mas foi impossível quando senti o mover de seu peito com a respiração acelerada, e logo, o latir de seu coração palpitando na palma de minha mão.
–Abra.
Aquela mísera palavra adentrou meus ouvidos como veneno, ele estava me obrigando a despi-lo e eu não estava fazendo nada para impedi-lo de prosseguir. Sua voz forte, rouca, acentuada pelo ritmo de sua respiração, ecoava em minha mente em cada milésimo. Sem mais me controlar, e tomada por tudo que ele estava fazendo comigo, tomada por todas as ordens que ele me dava, tomada por esse calor desconhecido que me consumia, abri meus olhos e meus dedos deslizaram sobre o fino tecido de linho, abrindo com cuidado o primeiro botão da camisa.
–Conte.
Minhas entranhas remoeram-se com sua voz firme e autoritária. Com a voz tremula, engoli em seco e obriguei-me a murmurar.
–Um.
Minha voz saiu como em um fio, e creio que ele não me ouviu. Deslizei meus dedos mais abaixo e senti o próximo botão entre meus dedos. Sem rodeios, o abri apressadamente.
–Dois.
Fiz esse mesmo processo por exatas 8 vezes, e cada uma delas parecia corroer meu interior, fazendo o calor que havia em mim multiplicar-se milhões de vezes. Tentei ao máximo me controlar para não mirar sua pele morena que estava ficando cada vez mais exposta, mas foi impossível. Cada poro de minha pele clamava por sentir o dele, e quando vi seu peito ficar descoberto com os primeiros botões, acelerei meu ritmo, tentando acabar com aquela miserável tortura. Meu coração perdeu o compasso quando vi seu abdômen ficando exposto. Sua pele morena, seus músculos contraídos, cada um deles perfeitamente desenhado estavam me fascinando. Apenas mais um botão e pronto, eu poderia fugir dali e desaparecer pra sempre.
Suas mãos apoiaram-se outra vez as minhas quando cheguei ao último botão, próximo ao cós de sua calça.
–Abra, é o ultimo.
A voz dele ainda tomada por aquele ar anterior, ordenou-me, e sem controle de mim, o fiz. A camisa abriu-se completamente e meus olhos correram pelo homem frente a mim.
O que eu estou fazendo! Dei um passo a trás e ele mais uma vez agarrou meus punhos, fazendo-os arder.
–Solte-me! –exclamei sem me dar conta do meu tom de voz, e em seguida, senti o alívio em meus punhos. –Quem pensa que és pra obrigar-me a fazer algo!? –gritei vendo-o passar os dedos sobre os próprios lábios.
Ele nada disse, apenas mirava-me nos olhos com um sorriso de canto nos lábios. Sem mais nenhuma palavra, ele virou de costas para mim, e deslizou as mãos por seu peito.
Oh, Santo Cristo, tire-me daqui.
Outra vez o tempo congelou e o vi deslizar o tecido por seus braços, e logo o agarrou entre os dedos. O tecido percorreu a pele dele com facilidade e meu coração ao ver suas costas tão perfeitas, quase saiu por minha boca. Ele caminhou até a porta do banheiro enquanto eu permanecia congelada.
–Termine de arrumar a suíte. Depois, pode ir para suas devidas tarefas.
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