Faça-me, Quero Ser Tua.

48 Distância notável e tocante


Notas iniciais
Oi amorecos.. Aqui estou eu novamente! Pq? Pq estava em dívida com vcs, e então né... promessa é dívida! (diz minha mãe) Beijo Mãeeee! ♥ Enfim, aproveitem... ps: detalhes importantes ai.... cuidado! Desfrutem!

—Não sei o que é isso, só sei que não quero te fazer mal, nem lhe causar sofrimento algum. Só preciso que me guie, e... que continue a me querer até que tudo se ajeite dentro de mim.

O encaro. Ah Meu Pai do céu!

Não consigo evitar o amolecer de minhas pernas, a angustia misturada com desejo que de pouco em pouco crescem em meu peito. Meus dedos envolvem a gola de sua camisa, e antes que eu possa me dar conta, já estou o puxando para mim.

—Então me queria também.
...

Nos beijamos com furor. Eu sentada sobre seu colo naquela poltrona que em uma manhã comum ele sentou para tomar uma dose se whisky. Seus dedos acariciam meus cabelos, meu rosto, meus lábios. Nossos olhares se encontram vez que outra, se perdem um no outro. Apenas isso, apenas toque. Respostas sem perguntas serem feitas. Acaricio seus cabelos, mordo sua pele, esqueço do mundo. Seus dedos traçam o contorno de meu queixo enquanto minha boca anseia por mais.

Um ruido conhecido interrompe nosso pequeno momento.

O Celular de Carlos Daniel toca dentro do bolso da calça. Movimento-me com a intensão de sair de seu colo, mas ele segura-me, pegando desajeitado o telefone.

—Sim?! -murmura com a voz irritada, sem nem ao menos mirar o visor do celular. Observo seu rosto, e quase que de forma involuntária, deixo que meus dedos passeiem por ele, acariciando, recordando-o sem dizer nada o quanto sou dele.

—Sim, sei que ela saiu. Cruzei com a Senhorita essa na portaria. Eu a liberei para que saísse, ou seja... -ele para escutando o que dizem do outro lado. -Não me interessa! Ela compensará as horas em outro dia! Eu a dei permissão, e minhas ordens não podem ser cobertas por ninguém!

Sem mais nada dizer, ele desliga, largando o celular perdido em algum cantinho da poltrona.

—Estão lhe procurando... -murmura ele com um sorrisinho.

Ah não... não...

faço menção de levantar, mas as mãos de Carlos Daniel me impedem.

—Sh, está tudo bem. -Diz ele paciente.

—Não, não está. Não está nada bem...

—Sh... -me interrompe. -Já passou.

Seus dedos acariciam meu rosto, então ele me puxa para próximo dele.

Nossas miradas se encontram em um breve instante, mas as separo quando miro seus lábios e percebo que os meus estão sedentos por senti-lo.

—Mê de mais um beijo, e terminamos isso hoje a noite.

E nem é necessária resposta.

Sua boca toca a minha beijando-me carinhoso e terno. Não consigo evitar uns suspiro quando ele a afasta, e então a toma devagar, um lábio depois o outro. De uma forma que parece relutante, nos afastamos, esperando que algum de nós se pronuncie, que implore por mais um do outro.

Nada acontece.

Levanto-me de seu colo, vendo-o levantar-se da poltrona logo em seguida. Enquanto caminho até o banheiro para arrumar meus cabelos, vejo que ele para no bar. Prendo as mechas soltas e quando regresso ele está sentado lá novamente, agora com um copo de Whisky nos dedos.

Caminho em direção a porta, mirando-o brevemente entre meu percurso.

—Nos vemos hoje a noite, querida. -Diz ele quando toco a maçaneta da porta. Um tom caloroso acentua sua voz. O miro por um breve momento. Meu coração é inundado pelo calor que aquela mirada irradia. Então saio fechando a porta.

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Encerro meu turno passando das 19:00 e corro para ver o celular no armário. Não sei por qual motivo, mas estou ansiosa por mira-lo e ver se há algo de Carlos Daniel.

Quando chego a porta do vestiário, o gerente bonitão e nada ético sai dali. Ele me encara com olhos raivosos. Nada digo, passo reto por ele indo até meu armário. Antes que eu dê um passo a mais, dedos fortes pressionam meu braço e acabo travando.

—Dá próxima vez que sair daqui sem falar comigo, te coloco no olho da rua.

Meu olhar se encontra com o seu. O medo que ele esperava encontrar em meus olhos e ali não está, o deixa ali, segurando-me com força. Em um movimento brusco solto-me de seu toque ríspido, e a ira brota dentro de mim.

—Pois tente.

Imediatamente, ele parece assustar-se com minha resposta e sai a passos largos pelo corredor.

Corro para dentro do vestiário e então abro meu armário com dedos trêmulos, até encontrar o celular. Há uma mensagem dele.

"Infelizmente, o fim do que começamos na suite ficará para amanhã. Tive de sair da cidade. Me ligue assim que estiver disponível."

Meu coração murcha. O sorriso que se formou em minha boca quando vi que havia uma mensagem dele, desaparece instantaneamente.

Bloqueio o celular e largando-o dentro da bolsa, pego minhas coisas e tranco-me em uma das cabines do vestiário. Troco de roupa, e então saio dali, caminhando pelas ruas de Cancún. Preciso esfriar minha cabeça sobre o que acaba de acontecer no hotel. Droga, droga, droga.

Assim que aproximo-me da areia do mar, o celular toca dentro da bolsa. Pego-o rapidamente, atendendo quando vejo que é ele.

—Oi. -Digo com a voz baixa.

—Oi, está tudo bem?

—Por qual motivo não estaria?

—Não sei, você saiu do hotel e não me ligou.

—Você está me vigiando?! -murmuro rapidamente, com uma raiva que nem sei de onde vem.

—Não, não estou... James me ligou dizendo que estava lhe esperando, mas que saíste do hotel e nem o viu. -Diz calmo.

—Está tudo bem sim, só... preciso pegar um ar, respirar fundo, sentir a presença do mar.

—Paulina... não minta pra mim... aconteceu algo, posso sentir na sua voz.

—Está tudo bem, apenas foram mesquinhos comigo no hotel.

—Mesquinhos?! -diz depressa.

—É... piadinhas de sempre. -minto, não querendo preocupa-lo nem nenhuma outra coisa.

—Sinto muito... muito, muito tudo isso... não quero que isso continue, por isso insisto tanto que preencha a ficha das entrevistas.

—Eu sei... agora entendo.
Palavras que tenho travadas na garganta já há um bom tempo, começam a pulsar insistentes na minha cabeça... "Diz... diz pra ele."

—Carlos Daniel... você sabe que... que.... -minha voz some.

—O que foi? fala pra mim, meu bem...

—Que... — o que dizer? Ele merece saber? Ele vai me querer depois? e... -Você sabe que gosto de... de estar contigo?

Ele suspira, suspira fundo do outro lado da linha.

—Sei, vejo nos teus olhos. -fala baixinho.

—Então tenha a certeza que farei tudo para essa nossa coisa dar certo.

—Essa nossa coisa? -Ele ri.

—É. -Sorrio também. -Por isso vou voltar no hotel e preencher a ficha agora.

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Retomo ao hotel e um tanto constrangida preencho a ficha sobre o balcão. Coloco meus dados ali, telefone para contato e tudo mais; Então pego na recepção um pequeno livro com o conteúdo das questões que cairão no teste. Não tenho muita esperança sobre isso, mas irei me esforçar e tentarei sim essa tal vaga.

Quando saio, James me espera a porta, carregando uma rosa cor de rosa, e um pequeno envelope.

—Boa noite Senhorita Paulina, o Senhor pediu que lhe entregasse isso.

Sorrio para o rapaz cumprimentando-o também, pegando a rosa e o envelope e então entro no carro.

Assim que o motor ganha vida e seguimos pelas ruas da cidade, abro o envelope e encontro a letra de Carlos Daniel.

"Dormir será um inferno sem ter você aqui. Fique bem."

Meu coração se incha.

Ah, esse homem.

Tão bipolar... um louco carinhoso em certos momentos, um maluco neurótico em outros.

Encontro o celular dentro da bolsa e então selecionando o contato dele, começo a escrever em uma mensagem.

"Atualmente, qualquer coisa sem você se tornou um inferno. Fique bem, também."

Envio a mensagem e então fico a observar a paisagem através das janelas.

Em um pequeno flash, recordo o que passou hoje durante o almoço com Carlos Daniel. Suas palavras foram como um soco em meu estômago. Ouvi-lo admitir que queria estar comigo, e que também estava confuso com essa coisa toda, deixou-me um tanto aliviada. Sosseguei por saber que ele quer fazer dar certo, que gosta de minha companhia. É, eu também. Isso e tantas coisas mais.

Dou um salto quando o celular vibra em minha mão. Uma mensagem dele.

"Idem. Ficarei bem em saber que você está bem. Irei para uma reunião agora, ligarei quando encerra-la se não for muito tarde."

Suspiro. Ah que homem.

"Fique em paz, estou bem. Então, até mais tarde, ou até amanhã."

Chegamos a casa de Carlos Daniel e em pouco tempo já estou jogada a cama, usando a camisa dele, sentindo seu cheiro.

Ele me distrai. Seu cheiro me distrai. Por um flash de memórias, recordo o que se passou no meu maravilhoso dia com o querido novo gerente do hotel. Cretino! Como pôde? Me perco na dúvida de dizer ou não dizer a Carlos Daniel sobre isso... Tenho que pensar!

Acabo caindo no sono, perdida na embriaguez de seu aroma. Acordo com o celular vibrando em minha mão.

"Está acordada?" Aparece na tela assim que a desbloqueio.

Dou um salto na cama, clicando logo em seguida em responder.

"Agora estou. Como você está?"

"Pelo Jeito te acordei. Estou bem, a reunião foi um sucesso."

"Fico feliz por saber disso. :)"

"Você está bem?"

"Estou. Pq?"

"Não consigo dormir mais de 15 minutos sem acordar procurando por você na cama. O que fizeste comigo?"

Meu coração falha uma batida. Puta que Pariu! Com dedos trêmulos, digito uma resposta:

"Quem fez algo, foi você. Tente dormir, amanhã é um novo dia. Vou dormir com sua camisa deixada no banheiro."

Minha respiração está acelerada. A sensação é de que ele chegara a qualquer momento, beijando minha boca e fazendo-me dele. Mas... sei que isso não vai acontecer. Não hoje.

O telefone vibra.

"Você é incrível. Tentarei dormir. Boa noite, Mulher do mundo encantado."
Sorrio para o telefone e então o largo na cama, perdido, me perdendo ali também, dormindo novamente, sonhando com ele.

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É domingo.

Acordo com o sol da meia manhã tocando meu rosto. Noite passada, esqueci as cortinas abertas. Droga.

Rolo na cama, procurando de forma involuntária o corpo de Carlos Daniel. Desnecessário. Ele não está. No meio das cobertas encontro o celular, e então verifico as horas. Dez e vinte e um. Há uma mensagem dele.

"Bom dia. Tive alguns imprevistos. Terei de ir a Cidade do México, ou seja, provavelmente não regressarei a Cancún hoje."

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O dia pareceu se arrastar. Nada funcionava. Dediquei-me a arrumar algumas coisas pela casa, como lavar algumas peças de roupas e tudo mais.

Demorei uns 20 minutos até descobrir onde era a lavanderia. Estou praticamente morando aqui, e não conheço metade dessa casa. Que ironia!

Ao Entardecer acabo perdendo-me na imensidão daquele escritório que é gigante e contem uma imensa biblioteca. Magnífico, por sinal. Olho livro por livro, vendo do que se trata. Surpreendo-me ao ver que alguns deles são primeiras edições. Uau!

As estrelas já acentuavam o céu e nenhum sinal de vida daquele homem tão cheio de manias.

Aproveitei a calmaria da noite para ler um pouco do livro de conteúdo que cairá na prova de cargo do hotel. Hm, por incrível que pareça, conheço muito do que está aqui. Fico contente.

Já estava deitada em minha cama quando o celular finalmente vibrou. Até que enfim!

"Boa noite. Perdoe minha falta de comunicação, mas tive um longo dia. Se estiveres acordada, me envie uma mensagem e lhe retornarei."

Nem penso duas vezes. Sento-me a cama, pegando o celular, e de imediato clico em responder: "Boa noite! Sim, parece que ainda estou acordada. :)"

Um pequeno apito indica que a mensagem foi entregue, e em menos de meio minuto o celular toca em minha mão.

Sempre que isso acontece, não consigo evitar um sorriso ao ver o nome do contato. "Homem das trevas."

Atendo.

—Oi. -murmuro ansiosa por ouvi-lo, acalmar esse coração traiçoeiro.

—Oi querida. Como foi o seu domingo? -pergunta calmo e atencioso.

—Foi... -como foi meu domingo mesmo? -longo... e vazio.

—Vazio? -ele sorri do outro lado da linha, posso sentir.

—É! -sorrio também. -Inventei de lavar meu uniforme e algumas roupas suas, e acabei demorando um século pra encontrar a lavanderia. Estava quase desistindo.

A gargalhada dele é contagiante. Acredito que nunca o tenha visto rindo deste jeito.

—Não ria de mim! -digo fingindo-me de brava, gargalhando também.

—Sinto muito... -diz ele tomando fôlego. -Mas não devia ter se preocupado. Cacilda regressa de férias amanhã cedo.

—Mas já?

—Sim. Ela vai tirar os outros dias no inverno.

Uma ansiedade que não sei de onde vem, me preenche em um choque, completamente de forma automática.

—Quando você volta? -murmuro.

Ela solta um longo suspiro.

—Espero estar ai amanhã a noite, mas ainda não tenho total certeza.

Meu coração murcha. Adoraria acordar com ele invadindo a cama no meio da madrugada.

—Está tudo bem, Paulina? -diz com a voz baixa.

—Está sim...

—O que estava pensando? -pergunta. Seu tom de voz está acentuado por alguma emoção que não conheço.

—Estava pensando em você. -confesso de forma imperceptível.

—No quê de mim exatamente?

—Você quer mesmo saber?

Um suspiro de dúvida me invade. Digo, não digo? Não quero que ele banque o louco e apareça aqui. Eu adoraria acordar no meio da noite com seus dedos habilidosos me despindo e tudo mais, mas...

—Estava pensando em como foi bom quando você voltou de viagem no meio da madrugada. Foi maravilhoso pra mim.

Ele fica calado. Ouço som de vidros ao fundo. E então, após um suspiro, ele apenas diz:

—Pra mim foi maravilhoso também.

Caímos em um silêncio quase que ensurdecedor, e depois de alguns momentos apenas escutando os ruídos ao fundo da chamada, sua voz me trás a atenção.

—Foi terrível dormir aqui.

Um sorriso brota em meu rosto. Nem o posso controlar.

—Eu até que dormi bem. Seu cheiro me ninou.

—Ah Paulina, o que faço contigo? -suspira ele, e sinto como se seus dedos estivéssemos próximos quase tocando meu rosto. Vibro inteira.

—Faça amor comigo, é uma boa opção. -murmuro num fio de voz.

—Isso é uma excelente opção, a melhor alternativa. -Ele sorri, eu sei. Também sorrio. -Tenho que desligar, querida. Preciso enviar alguns contatos para a Alemanha.

—Tudo bem. -suspiro. -Te vejo amanhã?

—Te vejo amanhã, minha Paulina.

E então ele desliga a chamada. Uma chamada carregada de Suspiros.

Caramba, quantos suspiros!

Deito-me rapidamente, acariciando o travesseiro, quase imaginando que seja ele.

Me perco na imensidão do sono.

Notas finais
E ai, amorecos? o que acharam? Tô sabendo siiim, que estou postando capítulos sem tchucos, mas no próximo já tem! muahahahah e vcs vão adorar (acho!) kkk Beijos! #Comentem #Favoritem #RECOMENDEM #EitaCaray Beijos, beijos, beijos...