Faça-me, Quero Ser Tua.
32 Cada milímetro de prazer... e de dor.
Notas iniciais
Ele me beijou de maneira forte mais uma vez, me puxando, mordiscando minha boca, deixando-me cada vez mais entregue. Afastou-se de mim, ofegante, com o olhar mais envolvente que alguém já me entregou. Aquele olhar que me dominou, deixando-me disposta a me envolver nessa loucura de dor e prazer. Ele arrastou-me dali, -daquele jeito todo dele- e então seguimos rumo a casa.
Meu coração batia acelerado, descompassado, como se implorasse por uma libertação — uma libertação que apenas aquele homem ao meu lado poderia me dar.
Chegamos outra vez até as flores silvestres, e em poucos segundos estávamos na porta dos fundos. Ele empurrou a porta, puxando-me para junto de si, e então temblei ansiosa pelo que faríamos. Com um simples movimento, ele ergueu-me em seus braços, deixando que seus lábios deslizassem por ali, ativando todas minhas terminações nervosas. Agarrei-me a ele, envolvendo pernas e braços em seu entorno, e então ele saiu pela casa a passos largos. Suas mãos apertaram-me avidamente arrancando um gemido traiçoeiro de minha boca. Minha respiração travou quando ele largou-me sobre a mesa de jantar.
–Oh Meu Deus, Carlos Daniel... aqui? -questionei tremula, vendo-o arrancar a sapatilha de meus pés, afastando minhas pernas, posicionando-se ali, naquela ampla mesa.
–Sim, aqui. Não sei se conseguiria chegar até lá encima. Acabaria te fodendo na escada.
Meu Deus do céu!
Ele pairou sobre mim, e então me deitei sobre a mesa, enquanto minhas mãos vagavam por seus cabelos. Ele ajoelhou-se ali, entre minhas pernas abertas e rapidamente tirou a camiseta. Deus...Em um movimento rápido, ele estava com seu peito nu sobre mim, e minhas mãos descontroladas voaram para lá, deliciando-se com a plenitude de sua pele. Ele empurrou seu corpo contra o meu, erguendo minhas pernas em seu quadril e gemi quase sem ar sentindo seu sexo coberto pelo tecido da cueca. Ele ofegou contra minha pele, e me contorci debaixo dele, com o corpo todo temblando, as mãos espalmando contra suas costelas, minhas coxas tocando a borda da calça ainda presa em seu quadril.
–Está com medo? questionou contra meu peito, segurando meu seio entre seus dedos, deixando-me sem estruturas.
–Estou apavorada. -confessei deixando que ele me tocasse. Ele riu ainda beijando-me, e apoiando-se sobre mim, deixou que suas mãos pegassem firme em minhas coxas, arrastando o tecido do vestido junto com seus dedos. Ele afastou seu rosto de mim, e então mirou onde seu sexo coberto tocava minha pele também escondida. Ouvi seu ofegar, e então sua mão pressionou minha intimidade, sem dó algum de minha inocência. Gemi perdida naquelas deliciosas sensações e ele acompanhou meu ato.
–Meu Deus, Paulina... você é tão macia... isso será tão bom.
Ele afastou mais o tecido de minha calcinha, -como naquele dia- e então esfregou seus dedos contra mim, deixando-me trêmula, agitada, queimando.
Ele afastou suas mãos de mim, e outra vez ficou de joelhos, deixando-me ofegante sobre a mesa. Levando uma das mãos ao bolso da calça, tirou um pacotinho de preservativo. Também ofegante, vi ele puxar o elástico da cueca, libertando... oh Deus... como... aquilo... em mim... céus! tão... oh... Ele deslizou a mão por toda aquela extensão, e ofeguei sobre a mesa, completamente nervosa. Com os dentes, vi ele abrir o preservativo, concentrado como sempre, enquanto meu corpo desfalecia cada vez mais. Respirei fundo, buscando cada gota desse desejo sucumbido, deixando que minha pele gritasse o que queria. Ele caiu sobre mim, mirando meus olhos, com nossos lábios a centímetros de se tocarem, e então arrancou um gemido do fundo de minha garganta, pressionando a ponta de seu sexo contra minha intimidade.
–Oh Paulina... -ofegou ele. -Quero tirar cada milímetro possível de prazer desse momento.
Seus olhos se encontraram com os meus, e em meio segundo suas mãos já me tocavam avidamente outra vez. Arqueei-me sobre a mesa quando ele roçou seu corpo ao meu, achando que naquele momento me marcaria como sua. Mas não. Em meio aos toques firmes que ele me dava, sua mão encontrou a minha, e afastando seu rosto de minha pele, mirou em meus olhos enquanto fazia minha mão viajar por minha própria pele. Nossas miradas coladas, com a respiração buscando controle, ele levou minha mão até a parte interna de minha coxa, fazendo-me espalma-la ali, presa entre nós dois. Mirando meus olhos, pressionou sua mão sobre a minha, fazendo-me agarrar firme minha coxa.
–Desconte toda a dor aqui. -Disse-me acariciando meus dedos com os seus úmidos de meu desejo.
Acenei em concordância, completamente trêmula. Ele empurrou seus joelhos contra minhas coxas, deixando-as mais afastadas, exatamente no ponto onde seu sexo tocava o meu por inteiro... meu corpo implorou por prazer, sem saber se realmente estava pronto para suportar tamanha dor. Quem sabe nem dói tudo isso?
Tremi inteira, levando minha outra mão para suas costelas já úmidas de suor, e então ele se moveu resvalando seu sexo contra o meu. Gemi de novo, sem saber do que exatamente necessitava. Seus dedos que cobriam os meus se afastaram, e então ele posicionou seu sexo entrada de minha intimidade.
Oh meu Deus...
Seu quadril ergueu-se, e ofeguei, tremendo debaixo dele. Uma de suas mãos agarrou a curva de meu quadril, impedindo-me de qualquer movimento. Ofegante, ele colocou sua mão sobre minha boca, calando qualquer palavra ou suplica minha.
–Quando a dor passar, solte sua coxa, e então irei tirar minha mão de sua boca. -ordenou-me com os olhos escuros, as pupilas dilatadas.
Apenas mirei em seus olhos, e assim foi...
Ele empurrou o corpo contra o meu, e senti todos os nervos de meu corpo se espremerem. Seu sexo invadiu meu corpo rasgando por entre minha intimidade, tirando minha inocência, arrancando-me um urro de dor. Cerrei meus olhos, tentando descontar aquela dor tão intensa. Meus dedos cavaram contra a pele de suas costelas e minha coxa, e então ele empurrou mais fundo, fazendo as malditas lágrimas brotarem em meus olhos. Tentei me mover, me afastar daquela dor, mas ele pressionou suas mãos contra mim, impedindo qualquer movimento.
–Sh, prove... prove... -murmurou ele deixando sua boca a altura de meu ouvido. Ele gemeu, e então a dor se multiplicou quando me preencheu por completo. Gemi contra sua mão, e ele gemeu comigo.
–Sinta... sinta...
Seu corpo recuou e então entrou dentro de mim mais uma vez, fazendo-me arquear em uma mistura de sensações. O processo se repetiu, e tudo dentro de mim o envolveu, acomodando-o, me deixando realmente provar das coisas que ele dizia. Sem realmente saber até onde poderia ir, tirei a mão de entre nossos corpos e ele ofegou tirando sua mão de meus lábios. Respirei ofegante, tomada por aquele homem, e então seus braços fortes me envolveram, e fiz o mesmo.
–Cada milímetro de prazer, Lina... -disse-me enquanto cheirava meu cabelo. -De prazer e de dor.
Seu quadril empurrou o meu, mergulhando fundo seu sexo dentro de mim, arrancando uma sensação de dor e de...sim, prazer.
–Isso... assim, prove...
Ele colocou então um ritmo em seu mover, tirando gemidos desconhecidos de mim. Aquele mover de seu corpo, mandando a dor embora, fazendo-me agarra-lo com a intensidade de cada ato seu. Me prendi a ele, com meus dedos firmes em suas costelas, com seu corpo balançando contra o meu, me enchendo de prazer.
Seu ritmo acelerou, meu corpo inteiro tencionando, o mundo girando, os músculos virando pó, a sanidade virando água...
–Ah... Carlos Daniel... -gemi descontrolada, seu nome com um som irreconhecível, minha voz ofegante.
–Prazer... isso. Goze Paulina... goze ao redor de mim.
Suas Palavras contra minha pele, minhas mãos agarrando-o com força, uma dor completamente diferente a anterior se espalhando pelas minhas pernas... Deus! Ele começou a se mover mais devagar, como se saboreasse aquele momento, e então soltou-me, apoiando os antebraços sobre a mesa. Gemi quase em frustração pelo afastamento de sua pele. Eu ainda estava vestido, mas o calor de sua pele irradiava por todo meu corpo, e a falta dele me fez estremecer. Seu quadril bateu contra o meu, e então ele baixou a mirada no ponto onde seu sexo me tomava. Ele soltou um gemido, e logo ofegou. Seus dedos voaram até minha coxa, agarrando forte, me machucando, de uma forma que aquilo ficaria com uma marca e bem dolorido depois.
–Droga... Lina... você esta sangrando...
Seus dedos cavaram contra minha pele, e um calafrio de medo percorreu pela minha espinha, apagando o calor de prazer que ele me dava. Seus desejos tenebrosos bateram contra meus pensamentos, e então tentei me afastar, realmente com medo. Droga... já fiz o que ele queria –e que eu também queria- mas ele ainda pode me machucar... não não não.
–Sh! Quietinha, quietinha... Você não sai daqui antes que possamos terminar isso! Sh!
Seu corpo batendo de encontro ao meu, as lágrimas ardendo meus olhos, minha pele pedindo por ajuda... tudo parecia um enorme erro. E o pior, era.
Ele Gemeu, movendo-se sobre mim, agarrando-me com força, e então seus dedos cavaram contra minha pele, me puxando, me tomando. Agarrei-me aos seus braços, sentindo meu corpo inteiro tencionar, com as pernas ardendo, os nervos em migalhas, enquanto seu movimento acelerava.
–Deus... Paulina... isso, isso... –murmurou ele soltando uma das mãos do meu quadril.
Meu corpo me traia, fazendo minha respiração acelerar, minhas batidas cardíacas ecoarem na mente, e tudo o que eu conseguia fazer era sentir... sentir... sentir... tudo girando... tudo... sentir, sentir...
Comecei a sentir tudo do dia anterior, só que mais intenso, mais forte... mais devastador. As lágrimas ainda vinham em meus olhos, mas enquanto minha mente pedia uma coisa, meu corpo pedia outra. Toda aquela dor tinha virado prazer, toda aquela necessidade de senti-lo estava sendo morta, e todos meus medos estavam sendo concretizados. Tudo confuso e... assustador.
Sua mão que liberou meu quadril, voou para meu rosto, e então envolveu minha garganta, segurando-me firme. Ele virou minha face, deixando minha mirada de encontro a dele. Seus olhos negros, encontraram-se com os meus que choravam em silencio, e no mesmo instante que o encontro de duas almas distintas se fez, ele beijou minha boca, sugando meus lábios avidamente, me fazendo gemer em sua boca.
Ele grunhiu algo que não entendi de encontro aos meus lábios, e então seu ritmo perdeu a ordem, e meu corpo convulsionou. Minhas costas arquearam-se, tudo em um instinto, com minha boca pressionando a dele, roubando meu ar, e então tudo girou, deixando-me trêmula, ofegante e assustada devido as sensações mais intensas que já vivi.
Ele gemeu meu nome de uma maneira tão distinta de tudo, e então caiu sobre mim, com seu corpo se fundindo ao meu, e o senti pulsar lá no fundo, dentro de mim. Sua face escondida em meu pescoço, sua respiração resfriando minha pele. Tudo que era para ser lindo, transformado em um pesadelo.
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