Faça-me, Quero Ser Tua.

46 Amanhã, quem sabe...


Notas iniciais
Buuu! Oi leitoras! Oi também para as fantasmas que estão aparecendo! hahaha Bastante contente! Não parem, viu? Segue ai, capítulo fofo, quente e descontraído! Espero que gostem! Beijos e desfrutem.

Hm.

O que é isso?

Acordo com arrepios de frio por minha pele. Me recuso a abrir os olhos. Estou confortável, me nego a movimentar meu corpo.

Escuto sons pelo quarto. Mas o que é isso? Abro os olhos, relutante, e encontro Carlos Daniel largando suas coisas no closet.

Estou sonhando?

—Carlos Daniel? -o chamo, esperando que ele me diga o motivo de estar ali. Ainda é noite.

—Volte a dormir. Vou tomar um banho.

E Ele não precisa falar duas vezes. Ele está ali, e não tenho motivos para me preocupar. Acabo por amontoar-me entre as cobertas novamente, e apago.

Acordo algum tempo depois. As mãos de Carlos Daniel correm em minhas costas, sua camisa afastada o suficiente para ele me acariciar quase até os ombros. Estou de bruços, e ele desliza as mãos por mim, despertando-me já embriagada de seu toque.

—Hm... -murmuro sentindo sua carícia em minha pele.

Arrepio-me inteira quando ele baixa seu rosto sobre mim, e beija minha nuca. Seus dedos afastam meus cabelos. Não ouso me movimentar. Ele beija o espaço entre minha bochecha e minha nuca, com leves toques, apenas seus lábios e suas lufadas de ar quente. As cobertas, quase que como um passe de mágica, começam a me descobrir, e então o sinto movimentar-se sobre a cama.

Mantenho-me quieta. O que ele quer, exatamente? Sinto meus músculos pulsarem por sua presença. Seus lábios descem por minhas costas, tropeçando no tecido da camisa, e não consigo manter meu corpo parado quando ele aproxima sua boca da curva de minha bunda. Tremo inteira, agarrando os lençóis. Ele, suavemente, me beija, arrancando-me um gemido rouco quando me morde.

—Querido... -digo baixinho, quase como um protesto.

—Diga o que queres... -responde-me, descendo os lábios por minhas coxas.

Ah, sim... como se eu tivesse forças com seus ataques contra mim.

Adoráveis ataques.

Me calo, com gritos presos a garganta, sentindo toda minha pele arder. Ele, sem demoras, afasta minhas pernas e leva seus dedos até mim. Tremo, sentindo seu toque por sobre o tecido de minha calcinha, e anseio instantaneamente que ele continue.

E Não preciso pedir.

Desejo o mesmo que ele.

Suas pernas afastam as minhas, e então suas mãos começam a massagear meu corpo. Minhas coxas, minha bunda, meu quadril. Apertam-me firmes, mas ao mesmo tempo carinhosas. Não contenho um gemido, quando ele agarra minha cintura, e me coloca de joelhos sobre a cama. Fico com o rosto jogado entre as cobertas, enquanto ele me toca, me provoca. Sinto meu corpo implorar pelo dele. E ele sabe, pois continua a me provocar.

Mantenho-me quase que em um transe entre o sono e sua pele. Uma mistura deliciosa.

—Vou fazer amor contigo. -Diz baixinho, quando seus dedos correm pela lateral de meu quadril, voltando, e carregando consigo minha calcinha. Ofego com suas palavras, anotando-as em alguma nota mental, perdendo-me quando o Tecido que ele tirava de mim, para em meio as minhas coxas. Sem demoras, sinto seu sexo coberto pelo preservativo, esfregar-se a mim. Tremo em suas mãos, e então ele segura meu quadril, dando-me equilíbrio. Ele me testa. Minha respiração acelera, ficando audível. Carlos Daniel pressiona seu corpo ao meu, seu sexo procurando calmaria em mim. E eu, ansiando por cada toque, cada detalhe de nós dois.

Empurro meu quadril de encontro a ele, que recua, deixando-me com a necessidade de senti-lo.

—Carlos Daniel... faça... -murmuro trêmula sobre a cama, ofegante, esperando que ele me preencha.

—O quê, meu anjo? -diz sussurrado, acariciando minha pele, seus dedos desenhando círculos.

—Faça amor comigo.

As palavras voam de minha boca, assim como as dele ainda rodeiam em minha mente. Não tenho mais o que esperar. Ele, arrancando-me um gemido rouco, abafado contra o travesseiro, suavemente me preenche, deslizando suas mãos por minha pele. Arrepio-me de desejo, sentindo-o dentro de mim, calando aquela necessidade de nossas peles.

Ele fica ali, alguns segundos apenas quieto dentro de mim. Suas mãos acariciam minhas costas, minha bunda. Fico em ânsias e desejos só por saber que ele me observa. Sussurro seu nome, quase sem som algum e então aos poucos começa a movimentar-se.

Incendeio.

Ele me toca suavemente, mas de um jeito todo seu. Um Carlos Daniel diferente, que dá o dom de sua graça em alguns momentos inesperados.

Seu corpo me toma, me faz sua, e logo começa a ditar-me um ritmo lento e torturante.

Navego na imensidão de suas caricias, sentindo-o como meu, sentindo-me como dele.

—Por favor... -suplico algo que nem sei exatamente o que é, mas ele compreende, e de imediato me preenche em um golpe forte, tocando-me lá no fundo. Gemo alto agarrando as cobertas.

Ele acelera. Me preenche com força, deixando meu coração acelerado, minhas mãos suadas, minha pele em chamas. O Ouço ranger os dentes, enquanto meus dedos agarram os lençóis, descontando o desejo ali.

Meu corpo começa a implorar para que eu exploda ao redor dele, e não consigo evitar esse caminho que ele me carrega.

Vou caindo...

caindo...

caindo...

Desejando mais...

Imploro gemendo seu nome...

Por favor...

Assim...

Desabo...

Minhas pernas doem tamanho o desejo que me consome, meus sons já não são mais de meu controle, meus músculos parecem que vão entrar em combustão.

—Paulina... minha Paulina... -murmura ele entre os dentes cerrados.

A necessidade me domina. Quero que esse homem me leve ao paraíso do seu jeito, do nosso jeito.

Estico-me sobre os lençóis, sentindo-o dentro de mim, no seu ritmo insensato, dentro e fora, levando-me do céu ao inferno em somente uma estocada.

Necessitando de seu toque, de sua pele para acalmar minhas ânsias, estico meus dedos sobre os seus, que firmam minha cintura, e de imediato quando nossas mãos se encontram, Carlos Daniel joga seu corpo sobre o meu, atirando-me sobre a cama. Grito sentindo a plenitude de sua pele sobre a minha e então ele agarra minha mãos, enlaçando seus dedos aos meus.

Agarro-me a ele com todas as minhas forças. Sua boca cola ao meu ouvido, respirando ofegante ali, deixando-me louca.

—Vamos juntos, sim?

E ele não precisa falar duas vezes.

Tudo girando...

Sua pele...

Nosso cheiro...

Balanço a cabeça como uma bonequinha, concordando com ele e trêmula debaixo de seu corpo, o sinto dentro de mim, me amando, me marcando como sua sem nem ao menos saber.

Sou sua. Completamente.

Me movimento inquieta, empurrando o corpo contra o seu, sentindo os espasmos me invadindo, e ele me acompanha, agarrado a mim, beijando meu pescoço, nuca, enquanto me derramo ao seu redor, gritando seu nome e o quanto o quero.

Ele, não é diferente. Me beija, soltando o ar entre os dentes cerrados.

Escuto de seus lábios meu nome como se fosse uma promessa, quando ele relaxa sobre mim, pulsando em meu interior, satisfazendo-se em meu corpo.

...

Minha respiração se mantem acelerada. Tenho a sensação de que meu corpo vai desmontar caso eu me movimente. Não deixa de ser isso. Não me atrevo a abrir os olhos. Estou exausta.

Carlos Daniel se mantém sobre mim, e então, com um suspiro, solta meus dedos e apoia-se a cama, saindo de dentro e de cima de mim. Não me movimento. Nem conseguiria, caso quisesse. Carlos Daniel agarra o tecido em minhas coxas e o tira de mim. Seu rosto se aproxima do meu, e sem cerimônias ele beija minha boca. Apenas toque.

Ele se afasta desaparecendo do alcance de meus ouvidos, e algum tempo depois, regressa, aconchegando-se ao meu lado na cama. Seus braços me puxam para seu peito. Respiro fundo, sentindo seu cheiro acalentar meus anseios e a saudade, e em um tempo incontável, acabo por me perder na imensidão do sono. Um sono tranquilo, protegida por ele.

...

O Sol Brilha. O início de um dia reluzente. Carlos Daniel ainda dorme, o que para mim, é completamente novo. Sempre desperto depois dele. Tomo um banho rápido, mas completamente relaxante, e tento ignorar o inchaço em meu corpo e uma mínima dor de cabeça que teima em mostrar-se presente.

Visto um short e regata, e logo me encargo de fazer o café da manhã. Passa das 8:30, e me dedico a fazer torradas e arrumar a mesa.
Dou um salto, quando encontro Carlos Daniel encostado ao batente da porta.

—Podia ter me acordado. -Diz com um sorrisinho de canto.

—Nossa, você me assustou! -digo mirando-o enquanto seguro uma faca.

—Não foi minha intensão. -Ele desencosta dali e caminha até mim, parando somente a um passo de meu corpo. -Adoro te observar.

Seu sorriso se expande. O Meu, aparece.

—Eu também.
Sua boca de aproxima da minha, e suavemente sinto seus lábios moldando-se aos meus. uma carícia terna e viciante.

—Vamos evitar que você me mate, pelo menos hoje... -Diz ele em um tom de brincadeira, agarrando a faca de minhas mãos, largando-a sobre a pia.

—Amanhã, quem sabe... -Digo com um risinho.

Ele sorri também. Que manhã sorridente!

—Bom dia pra você. -murmura agarrando-me pela cintura.

—Bom dia pra você, também.

Sua boca toma a minha outra vez. Nos acariciamos, e aproveitamos aquele pequeno momento somente nosso.

Tomamos nosso desjejum em repleta sintonia. Calmos e entre sorrisos e brincadeiras.

.

.

.

Aproxima-se do meio dia, quando paro de ler e Carlos Daniel está trancado no escritório. Acabava de limpar a cozinha depois de nosso café, quando o celular dele tocou. Parecia ser urgente. Relutante, ele foi para o escritório e trancou-se lá.

Revisto a geladeira e os armários, pensando no que fazer de almoço para nós dois. Dando-me outro susto, Carlos Daniel aparece na cozinha.

—Gostou de me assustar, não é? -pergunto com as mãos na cintura, observando-o minuciosamente.

—Não foi minha intensão, querida. Sinto muito.

Ele, como sempre, se aproxima, mas vira-me de costas para ele.

—O que estás fazendo? -pergunta afastando meus cabelos, beijando meu ombro nu.

—Procurando coisas para cozinhar já que a hora do almoço se aproxima.

—Não, você já fez o café da manhã. Vá se arrumar, vamos almoçar em algum restaurante da cidade.

...

Subo as escadas, e assim que entro no banheiro, o motivo da minha dor de cabeça e o inchaço em meu corpo, mostra seu motivo. Acabo de ficar menstruada. Ai, que droga. Abro a gaveta, e como mágica, encontro uma caixinha com absorventes de uso interno. Mas. esse homem... que coisa! Não sei se o repreendo ou agradeço suas manias.

Tomo um banho quente, que quase que instantaneamente alivia parte de minha cólica. Saio do banheiro, vestindo a calcinha e o roupão. Carlos Daniel me espera sentado a cama.

—Achei que tinha morrido ai dentro. -Diz levantando-se. -Separei uma roupa pra você, não sei se lhe agrada. -pronuncia-se apontando para a cama.

Observo sobre as cobertas, uma saia preta, lisa de cintura alta e uma camisa branca. Até um sutiã branco ele pegou. Um dia qualquer, irei questionar como ele sabe minhas medidas, mas agora, não me parece o momento.

Carlos Daniel caminha até uma das poltronas do quarto e senta-se, pacientemente.

—Você vai ficar ai?

—Tem problema em ficar?

Bem, na verdade, tem. Fico incômoda. Mas não direi isso a ele.

—Tudo bem.

Viro-me de costas para ele, escondendo meus seios de sua mirada, e então tiro o roupão, agarrando apressada o sutiã sobre a cama. O visto, tentando esquecer a presença dele ali, mas é quase inevitável. Visto o restante da roupa, e então caminho até o banheiro, soltando meu cabelo preso em um rabo de cavalo, para fazer um coque. Passo lápis nos olhos e um batom claro, e em pouco tempo estou no quarto. Carlos Daniel está com um sapato nas mãos.

—Pode ser? -diz parecendo envergonhado.

—Claro que pode. -Murmuro impressionada com seu bom gosto.

Pergunto-me em uma interrogação mental, se realmente mereço esse homem. Anoto em uma caderneta (também mental) a pergunta para analisa-la mais tarde.

De imediato, grita meu inconsciente: Não!

Sento-me a cama, calço os sapatos, e não evito ao levantar, depositar um suave beijo nos lábios daquele homem tão cheiroso.

—Você parece uma advogada. -Diz ele colocando suas mãos em minha cintura. -Melhor, parece uma juíza. Uma executiva de alguma empresa gigante. Talvez uma rede de hotéis...

Acabo por rir de seu comentário.

—Acho que vou te levar pra trabalhar comigo. -sorri.

...

Em pouco tempo, já estamos a caminho do restaurante. Diferente de outras vezes, Carlos Daniel dirige. Pelo que me disse, optou por dar alguns dias de férias a James e Cacilda.

Uma mão no volante, a outra enlaçando meus dedos aos seus. Nossos olhos, vez que outra, se encontram durante nosso percurso. Acaricio sua mão.

Almoçamos de forma pacífica, aproveitando a vista da cidade, curtindo nosso momento.

Quando levanto-me para sairmos do restaurante, seus dedos enlaçam-se aos meus, e suavemente ele se aproxima, depositando um beijo no canto de minha boca.

—Você é incrível. -sussurra acariciando seus dedos com os meus. Nossos olhares se encontram. Uma onda de calor desconhecida me toma, e acabo por sentir minhas batidas cardíacas acelerarem.

Carlos Daniel, observa-me minucioso o tempo todo. Sinto meu rosto aquecer com seus olhares conflitantes. Ah, esse Homem. Ainda enlouqueço, e a culpa será toda dele.

Notas finais
Amores, como citei na page do facebook, (pra quem não curtiu, Escritora Saliente) estou sem whatsapp, (sem celular, sem vida, sem amor kkk) Então, se quiserem falar comigo, o nyah é a melhor forma... :) Bem, deixo beijos a todas... não esqueçam de curtir e tudo mais... e teremos surpresas nos seguintes capítulos... DICAS: *Aniversário da Lina. *Presentes audaciosos. *Situações constrangedoras. *Amor ferido. Deixem suas opiniões ai, hein! Fuii!