Faça-me, Quero Ser Tua.
46 Amanhã, quem sabe...
Notas iniciais
Hm.
O que é isso?
Acordo com arrepios de frio por minha pele. Me recuso a abrir os olhos. Estou confortável, me nego a movimentar meu corpo.
Escuto sons pelo quarto. Mas o que é isso? Abro os olhos, relutante, e encontro Carlos Daniel largando suas coisas no closet.
Estou sonhando?
—Carlos Daniel? -o chamo, esperando que ele me diga o motivo de estar ali. Ainda é noite.
—Volte a dormir. Vou tomar um banho.
E Ele não precisa falar duas vezes. Ele está ali, e não tenho motivos para me preocupar. Acabo por amontoar-me entre as cobertas novamente, e apago.
Acordo algum tempo depois. As mãos de Carlos Daniel correm em minhas costas, sua camisa afastada o suficiente para ele me acariciar quase até os ombros. Estou de bruços, e ele desliza as mãos por mim, despertando-me já embriagada de seu toque.
—Hm... -murmuro sentindo sua carícia em minha pele.
Arrepio-me inteira quando ele baixa seu rosto sobre mim, e beija minha nuca. Seus dedos afastam meus cabelos. Não ouso me movimentar. Ele beija o espaço entre minha bochecha e minha nuca, com leves toques, apenas seus lábios e suas lufadas de ar quente. As cobertas, quase que como um passe de mágica, começam a me descobrir, e então o sinto movimentar-se sobre a cama.
Mantenho-me quieta. O que ele quer, exatamente? Sinto meus músculos pulsarem por sua presença. Seus lábios descem por minhas costas, tropeçando no tecido da camisa, e não consigo manter meu corpo parado quando ele aproxima sua boca da curva de minha bunda. Tremo inteira, agarrando os lençóis. Ele, suavemente, me beija, arrancando-me um gemido rouco quando me morde.
—Querido... -digo baixinho, quase como um protesto.
—Diga o que queres... -responde-me, descendo os lábios por minhas coxas.
Ah, sim... como se eu tivesse forças com seus ataques contra mim.
Adoráveis ataques.
Me calo, com gritos presos a garganta, sentindo toda minha pele arder. Ele, sem demoras, afasta minhas pernas e leva seus dedos até mim. Tremo, sentindo seu toque por sobre o tecido de minha calcinha, e anseio instantaneamente que ele continue.
E Não preciso pedir.
Desejo o mesmo que ele.
Suas pernas afastam as minhas, e então suas mãos começam a massagear meu corpo. Minhas coxas, minha bunda, meu quadril. Apertam-me firmes, mas ao mesmo tempo carinhosas. Não contenho um gemido, quando ele agarra minha cintura, e me coloca de joelhos sobre a cama. Fico com o rosto jogado entre as cobertas, enquanto ele me toca, me provoca. Sinto meu corpo implorar pelo dele. E ele sabe, pois continua a me provocar.
Mantenho-me quase que em um transe entre o sono e sua pele. Uma mistura deliciosa.
—Vou fazer amor contigo. -Diz baixinho, quando seus dedos correm pela lateral de meu quadril, voltando, e carregando consigo minha calcinha. Ofego com suas palavras, anotando-as em alguma nota mental, perdendo-me quando o Tecido que ele tirava de mim, para em meio as minhas coxas. Sem demoras, sinto seu sexo coberto pelo preservativo, esfregar-se a mim. Tremo em suas mãos, e então ele segura meu quadril, dando-me equilíbrio. Ele me testa. Minha respiração acelera, ficando audível. Carlos Daniel pressiona seu corpo ao meu, seu sexo procurando calmaria em mim. E eu, ansiando por cada toque, cada detalhe de nós dois.
Empurro meu quadril de encontro a ele, que recua, deixando-me com a necessidade de senti-lo.
—Carlos Daniel... faça... -murmuro trêmula sobre a cama, ofegante, esperando que ele me preencha.
—O quê, meu anjo? -diz sussurrado, acariciando minha pele, seus dedos desenhando círculos.
—Faça amor comigo.
As palavras voam de minha boca, assim como as dele ainda rodeiam em minha mente. Não tenho mais o que esperar. Ele, arrancando-me um gemido rouco, abafado contra o travesseiro, suavemente me preenche, deslizando suas mãos por minha pele. Arrepio-me de desejo, sentindo-o dentro de mim, calando aquela necessidade de nossas peles.
Ele fica ali, alguns segundos apenas quieto dentro de mim. Suas mãos acariciam minhas costas, minha bunda. Fico em ânsias e desejos só por saber que ele me observa. Sussurro seu nome, quase sem som algum e então aos poucos começa a movimentar-se.
Incendeio.
Ele me toca suavemente, mas de um jeito todo seu. Um Carlos Daniel diferente, que dá o dom de sua graça em alguns momentos inesperados.
Seu corpo me toma, me faz sua, e logo começa a ditar-me um ritmo lento e torturante.
Navego na imensidão de suas caricias, sentindo-o como meu, sentindo-me como dele.
—Por favor... -suplico algo que nem sei exatamente o que é, mas ele compreende, e de imediato me preenche em um golpe forte, tocando-me lá no fundo. Gemo alto agarrando as cobertas.
Ele acelera. Me preenche com força, deixando meu coração acelerado, minhas mãos suadas, minha pele em chamas. O Ouço ranger os dentes, enquanto meus dedos agarram os lençóis, descontando o desejo ali.
Meu corpo começa a implorar para que eu exploda ao redor dele, e não consigo evitar esse caminho que ele me carrega.
Vou caindo...
caindo...
caindo...
Desejando mais...
Imploro gemendo seu nome...
Por favor...
Assim...
Desabo...
Minhas pernas doem tamanho o desejo que me consome, meus sons já não são mais de meu controle, meus músculos parecem que vão entrar em combustão.
—Paulina... minha Paulina... -murmura ele entre os dentes cerrados.
A necessidade me domina. Quero que esse homem me leve ao paraíso do seu jeito, do nosso jeito.
Estico-me sobre os lençóis, sentindo-o dentro de mim, no seu ritmo insensato, dentro e fora, levando-me do céu ao inferno em somente uma estocada.
Necessitando de seu toque, de sua pele para acalmar minhas ânsias, estico meus dedos sobre os seus, que firmam minha cintura, e de imediato quando nossas mãos se encontram, Carlos Daniel joga seu corpo sobre o meu, atirando-me sobre a cama. Grito sentindo a plenitude de sua pele sobre a minha e então ele agarra minha mãos, enlaçando seus dedos aos meus.
Agarro-me a ele com todas as minhas forças. Sua boca cola ao meu ouvido, respirando ofegante ali, deixando-me louca.
—Vamos juntos, sim?
E ele não precisa falar duas vezes.
Tudo girando...
Sua pele...
Nosso cheiro...
Balanço a cabeça como uma bonequinha, concordando com ele e trêmula debaixo de seu corpo, o sinto dentro de mim, me amando, me marcando como sua sem nem ao menos saber.
Sou sua. Completamente.
Me movimento inquieta, empurrando o corpo contra o seu, sentindo os espasmos me invadindo, e ele me acompanha, agarrado a mim, beijando meu pescoço, nuca, enquanto me derramo ao seu redor, gritando seu nome e o quanto o quero.
Ele, não é diferente. Me beija, soltando o ar entre os dentes cerrados.
Escuto de seus lábios meu nome como se fosse uma promessa, quando ele relaxa sobre mim, pulsando em meu interior, satisfazendo-se em meu corpo.
...
Minha respiração se mantem acelerada. Tenho a sensação de que meu corpo vai desmontar caso eu me movimente. Não deixa de ser isso. Não me atrevo a abrir os olhos. Estou exausta.
Carlos Daniel se mantém sobre mim, e então, com um suspiro, solta meus dedos e apoia-se a cama, saindo de dentro e de cima de mim. Não me movimento. Nem conseguiria, caso quisesse. Carlos Daniel agarra o tecido em minhas coxas e o tira de mim. Seu rosto se aproxima do meu, e sem cerimônias ele beija minha boca. Apenas toque.
Ele se afasta desaparecendo do alcance de meus ouvidos, e algum tempo depois, regressa, aconchegando-se ao meu lado na cama. Seus braços me puxam para seu peito. Respiro fundo, sentindo seu cheiro acalentar meus anseios e a saudade, e em um tempo incontável, acabo por me perder na imensidão do sono. Um sono tranquilo, protegida por ele.
...
O Sol Brilha. O início de um dia reluzente. Carlos Daniel ainda dorme, o que para mim, é completamente novo. Sempre desperto depois dele. Tomo um banho rápido, mas completamente relaxante, e tento ignorar o inchaço em meu corpo e uma mínima dor de cabeça que teima em mostrar-se presente.
Visto um short e regata, e logo me encargo de fazer o café da manhã. Passa das 8:30, e me dedico a fazer torradas e arrumar a mesa.
Dou um salto, quando encontro Carlos Daniel encostado ao batente da porta.
—Podia ter me acordado. -Diz com um sorrisinho de canto.
—Nossa, você me assustou! -digo mirando-o enquanto seguro uma faca.
—Não foi minha intensão. -Ele desencosta dali e caminha até mim, parando somente a um passo de meu corpo. -Adoro te observar.
Seu sorriso se expande. O Meu, aparece.
—Eu também.
Sua boca de aproxima da minha, e suavemente sinto seus lábios moldando-se aos meus. uma carícia terna e viciante.
—Vamos evitar que você me mate, pelo menos hoje... -Diz ele em um tom de brincadeira, agarrando a faca de minhas mãos, largando-a sobre a pia.
—Amanhã, quem sabe... -Digo com um risinho.
Ele sorri também. Que manhã sorridente!
—Bom dia pra você. -murmura agarrando-me pela cintura.
—Bom dia pra você, também.
Sua boca toma a minha outra vez. Nos acariciamos, e aproveitamos aquele pequeno momento somente nosso.
Tomamos nosso desjejum em repleta sintonia. Calmos e entre sorrisos e brincadeiras.
.
.
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Aproxima-se do meio dia, quando paro de ler e Carlos Daniel está trancado no escritório. Acabava de limpar a cozinha depois de nosso café, quando o celular dele tocou. Parecia ser urgente. Relutante, ele foi para o escritório e trancou-se lá.
Revisto a geladeira e os armários, pensando no que fazer de almoço para nós dois. Dando-me outro susto, Carlos Daniel aparece na cozinha.
—Gostou de me assustar, não é? -pergunto com as mãos na cintura, observando-o minuciosamente.
—Não foi minha intensão, querida. Sinto muito.
Ele, como sempre, se aproxima, mas vira-me de costas para ele.
—O que estás fazendo? -pergunta afastando meus cabelos, beijando meu ombro nu.
—Procurando coisas para cozinhar já que a hora do almoço se aproxima.
—Não, você já fez o café da manhã. Vá se arrumar, vamos almoçar em algum restaurante da cidade.
...
Subo as escadas, e assim que entro no banheiro, o motivo da minha dor de cabeça e o inchaço em meu corpo, mostra seu motivo. Acabo de ficar menstruada. Ai, que droga. Abro a gaveta, e como mágica, encontro uma caixinha com absorventes de uso interno. Mas. esse homem... que coisa! Não sei se o repreendo ou agradeço suas manias.
Tomo um banho quente, que quase que instantaneamente alivia parte de minha cólica. Saio do banheiro, vestindo a calcinha e o roupão. Carlos Daniel me espera sentado a cama.
—Achei que tinha morrido ai dentro. -Diz levantando-se. -Separei uma roupa pra você, não sei se lhe agrada. -pronuncia-se apontando para a cama.
Observo sobre as cobertas, uma saia preta, lisa de cintura alta e uma camisa branca. Até um sutiã branco ele pegou. Um dia qualquer, irei questionar como ele sabe minhas medidas, mas agora, não me parece o momento.
Carlos Daniel caminha até uma das poltronas do quarto e senta-se, pacientemente.
—Você vai ficar ai?
—Tem problema em ficar?
Bem, na verdade, tem. Fico incômoda. Mas não direi isso a ele.
—Tudo bem.
Viro-me de costas para ele, escondendo meus seios de sua mirada, e então tiro o roupão, agarrando apressada o sutiã sobre a cama. O visto, tentando esquecer a presença dele ali, mas é quase inevitável. Visto o restante da roupa, e então caminho até o banheiro, soltando meu cabelo preso em um rabo de cavalo, para fazer um coque. Passo lápis nos olhos e um batom claro, e em pouco tempo estou no quarto. Carlos Daniel está com um sapato nas mãos.
—Pode ser? -diz parecendo envergonhado.
—Claro que pode. -Murmuro impressionada com seu bom gosto.
Pergunto-me em uma interrogação mental, se realmente mereço esse homem. Anoto em uma caderneta (também mental) a pergunta para analisa-la mais tarde.
De imediato, grita meu inconsciente: Não!
Sento-me a cama, calço os sapatos, e não evito ao levantar, depositar um suave beijo nos lábios daquele homem tão cheiroso.
—Você parece uma advogada. -Diz ele colocando suas mãos em minha cintura. -Melhor, parece uma juíza. Uma executiva de alguma empresa gigante. Talvez uma rede de hotéis...
Acabo por rir de seu comentário.
—Acho que vou te levar pra trabalhar comigo. -sorri.
...
Em pouco tempo, já estamos a caminho do restaurante. Diferente de outras vezes, Carlos Daniel dirige. Pelo que me disse, optou por dar alguns dias de férias a James e Cacilda.
Uma mão no volante, a outra enlaçando meus dedos aos seus. Nossos olhos, vez que outra, se encontram durante nosso percurso. Acaricio sua mão.
Almoçamos de forma pacífica, aproveitando a vista da cidade, curtindo nosso momento.
Quando levanto-me para sairmos do restaurante, seus dedos enlaçam-se aos meus, e suavemente ele se aproxima, depositando um beijo no canto de minha boca.
—Você é incrível. -sussurra acariciando seus dedos com os meus. Nossos olhares se encontram. Uma onda de calor desconhecida me toma, e acabo por sentir minhas batidas cardíacas acelerarem.
Carlos Daniel, observa-me minucioso o tempo todo. Sinto meu rosto aquecer com seus olhares conflitantes. Ah, esse Homem. Ainda enlouqueço, e a culpa será toda dele.
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