Faça-me, Quero Ser Tua.

1 Ali, foi o fim... ou o começo.


Notas iniciais
Oi gente! olhem eu aqui!
o/
Fanfic nova!
o/
Comecei a escreve-la hoje, e estou bem inspirada... espero que vcs gostem. Já avisando que ela terá uma continuação...
Beijos da Sempre de Vocês... Dai ♥

Não era de hoje meu encantamento por ele. Bem, faz um bom tempo.

Não sei seu nome, nem idade.... sei pouco sobre ele; Exceto, -exceto- que ele anda com mulheres belas e sofisticadas. –algumas um tanto ousadas.

Há algumas semanas atrás, o encontrei em um dos corredores do hotel. Estava em meu horário de trabalho, usando meu uniforme e carregando algumas pilhas de lençóis. Aquele sorriso belo que apenas ele era capaz de lançar, voou para mim e quase amontoei-me ao chão com ele. Seus dedos correram pelo terno impecável, ajustando melhor a gravata. Quando pensei não piorar, -ou melhorar?- seus olhos negros queimaram meu rosto e ele trancou a respiração, passando por mim em silêncio. Aquela cena repetia-se todos os dias, á precisos 28 longos giros da Terra.

Eu não sabia o que esse homem era capaz de fazer sobre mim, mas minha vontade de esquecer o mundo, e entregar-me a ele para coisas desconhecidas, crescia em mim toda vez que ele se aproxima. Mas com tantas mulheres belas e refinadas aos seus pés, o que ele iria querer com uma simples camareira?

Após tentar controlar minha respiração, balancei minha cabeça mandando o pensamento dele embora, mas infelizmente, -ou felizmente? –ele ficou ali, em minha mente.

Caminhei exatos dois passos, e quando pensei em abrir a porta frente a suíte dele, ouvi a maçaneta do quarto onde ele estava girar. O som ecoou pelo longo corredor, minhas mãos perderam a sensibilidade, e a pilha de lençóis que eu levava em meus braços, foi ao chão.

-Olhe o que está fazendo! –bufou ela passando o cartão pelo local magnético. –Limpe antes essa suíte, o Senhor com certeza não vai querer ela imunda quando voltar. –disse ela em um tom debochado, olhando-me dos pés a cabeça. Por um momento me senti indefesa, aquela mulher tão refinada, e com classe, havia saído do quarto dele. Eu pareci ter ficado surpresa com tal atitude, mas isso se repetia a cada dois dias: Uma mulher diferente, sempre. Meu momento indefesa, foi para os infernos quando ela passou em minha frente e pisoteou com seu salto vermelho os lençóis brancos de seda puríssima que eu a pouco tempo carregava. Olhei para o chão, e meu trabalho da manhã inteira tinha ido pro espaço. Eu não podia demorar, ainda tinha duas suítes para organizar e deixar impecável. Juntei os lençóis –amarrotados e com marcas de sapato. –do chão, e os toquei dentro do meu carrinho. Desci o elevador dos funcionários as pressas, e logo tratei de por aqueles lençóis pra lavar e pegar outros limpos.

Algum tempo depois, eu já estava exausta. Subi para o ultimo andar do hotel e corri para a porta da suíte presidencial. Passei meu cartão no encaixe magnético, e logo a luz vermelha acendeu. Os Hóspedes ainda estavam no quarto. Juntei outra pilha de lençóis e caminhei até a porta da outra suíte. Passei o cartão e logo o tilintar da porta ecoou. Eu sabia que ele não estava, graças a Deus.

Sorri quando abri a porta e o cheiro daquele homem tomou conta do meu olfato aguçado. Fui até as cortinas e as abri, deixando o sol da meia manhã adentrar por ali. Quando virei-me frente a cama, senti meu coração acelerar e logo ecoar em minha cabeça. As roupas que ele estava na noite anterior estavam jogadas pelo chão de mármore claríssimo juntamente com seus sapatos e cinto de couro.

Não sei por que motivo, mas meu corpo parecia mandar em todos meus sentidos, e seguindo-o, caminhei até o banheiro. Sobre o box de vidro e prataria, estava uma tolha azul marinha com o letreiro do hotel. Seguindo as coisas que meu corpo pedia, fui até ela agarrando-a entre meus dedos. Toquei-a levemente, e aquele perfume que tanto deixava-me embriagada espalhou-se pelo ambiente com suavidade. Respirei profundamente, inalando aquele cheiro como se necessitasse dele para minha sobrevivência. Um sorriso bobo brotou em meus lábios, e sem me dar conta, ri agarrando a toalha de pano ainda úmida.

Minha vontade naquele instante foi jogar-me naquela cama dos sonhos, agarrada aquele tecido e adormecer sentindo seu cheiro. Mas não, eu precisava trabalhar, e graças a mulher com quem ele passou a noite, eu terei de fazer tudo por aqui as pressas.

Com aquele sorriso bobo em meus lábios já destruído, caminhei até o interior do quarto. Eu tinha exatas 1hr30min, pra deixar tudo em perfeita ordem, e –lembrando- eu já estava atrasada.

Minhas pernas quase desfaleceram quando meu olhar correu o quarto e chocou-se com o belo homem parado frente a janela longa de vidro. Gelei em meu interior, mas logo fui tomada por uma chama descontrolada, deixando-me perdida entre o mar da calmaria e da perdição. Seu olhar virou-se para mim, fazendo aqueles raios de sol brilharem ainda mais contra sua pele morena.

-Não se preocupe, não irei atrapalha-la. –disse ele olhando-me, e logo, levando o copo –que eu não tinha notado- até os lábios. Um pequeno gole da bebida escura adentrou sua boca, e logo ele virou-se para mirar outra vez a janela. Eu permanecia ali, colada ao chão, com as pernas trêmulas, meu interior em migalhas, enquanto o homem dos sonhos –literalmente- estava frente a mim.

Juntando todas as forças que havia em mim, tentei esquecer sua presença ali. Caminhei a passos largos para próximo da cama dele. Abaixei-me ficando apoiada aos calcanhares, e logo dediquei-me a recolher cada peça de roupa sua do chão. Juntei as que estavam próximas de mim, e quando vi sua camisa um pouco mais longe, sem pensar, estiquei-me um pouco, apoiando uma das mãos ao chão frio. A ponta de meus dedos seguraram a ponta da camisa e a puxei, trazendo-a junto a mim.

Sem saber o motivo, meu olhar correu pelo chão do quarto, e logo vi um belo par de sapatos lustrados frente a mim. Corri meu olhar lentamente mais para cima, seguindo a extensão daquelas pernas máculas, onde no bolso da calça ele descansava uma das mãos. Meu olhar chocou-se com o terno aberto e vi, que “Aquele desconhecido,” havia aflouxado a gravata. Próximo ao peito, ele ainda segurava entre os dedos o copo. Seu cabelo estava levemente bagunçado, parecia ter passado as mãos nele inúmeras vezes. Em seu olhar, a escuridão permanecia. Meu olhar fixou-se ao dele, e logo fizeram o desenho de cada curva de seu rosto tão bem desenhado. Acho que nunca tive tanto tempo para admira-lo.

Meu Deus, eu realmente... eu não tinha como explicar. Aquele olhar, suas curvas facias, seu cheiro... parecia enfeitiçar-me. Algo fazia-me querer coisas com este homem que nunca imaginei querer. Se ele tocasse meus lábios apenas uma vez, e pedisse o mundo a mim, eu o daria.

Meu mundo desabou quando ele sorriu para mim, esboçando aquele sorriso de canto, que era capaz de fazer as borboletas de qualquer estômago levantarem. Com o meu, não foi diferente. Permaneci imóvel, sem perceber, ajoelhada frente a ele com suas roupas em meus braços. Meu olhar colado a cada movimento dele, tentava guardar cada traço daquele homem... pelo menos tentando guardar.

Sua cabeça ergue-se para frente, e logo ele a virou, mirando o horizonte frente as janelas. Permaneci frente a ele, -ainda sem mover-me um segundo.- e ali, vi que não tinha mais saída. Corri meu olhar pelo desenho de sua barba que começava a aparecer, logo, a mandíbula perfeita, e em seguida, mirei o conjunto completo. Simplesmente duas palavras: Oh Deus. Aquele homem colocou seu olhar novamente de encontro a mim, deslizando-o por meu corpo e logo minha face. Seus lábios entreabriram-se e sua língua fez o contorno de cada lábios, molhando-os, deixando-os ainda mais irresistíveis.

Ali, com aquele simples gesto, exatamente ali, foi meu fim. Eu queria ser dele. Queria que ele me fizesse sua.

Notas finais
E ai? devo continuar?
Ficaram curiosas?
Espero que tenham gostado!
E que comentem e Favoritem!
Beijos, e se tudo der certo e vcs gostarem, Hasta Pronto!
;D
Beijos, Dai.