Faça-me, Quero Ser Tua.
2 Dominada
Notas iniciais
... Aquele homem colocou seu olhar novamente de encontro a mim, deslizando-o por meu corpo e logo minha face. Seus lábios entreabriram-se e sua língua fez o contorno de cada lábios, molhando-os, deixando-os ainda mais irresistíveis.
Ali, com aquele simples gesto, exatamente ali, foi meu fim. Eu queria ser dele. Queria que ele me fizesse sua.
Minhas mãos agarraram-se as roupas dele que estavam em meus braços, talvez como uma maneira de proteção. Ele colocou seu olhar de encontro ao meu gesto, observando meu nervosismo. Seu rosto contorceu-se em um sorriso brincalhão e ele balançou a cabeça como se mandasse algum pensamento bobo embora. O som se seu riso, leve e descontraído, ecoou no quarto. Minhas entranhas se remoeram, e eu nem ao menos sabia o motivo. Sua mão que estava no bolso moveu-se e correu pelas madeixas negras, bagunçando-as. Senti meus músculos do abdômen contraírem-se em uma dor, uma dor que não doía, apenas era carregada de um prazer desconhecido. Meu olhar baixou-se, colado em minhas mãos que agarravam firme o tecido, e mentalmente me recriminei pelo poder que aquele homem tinha sobre mim.
–Faz tempo que trabalhas aqui? –sussurrou ele afastando-se de mim, caminhando até a cama desarrumada.
Meu olhar ergueu-se até ele, e o vi largar sobre o criado mudo o copo de whisky vazio. Ele sentou-se a cama ainda com o olhar fixo a mim?
–Estás com vergonha de mim? –sussurrou para mim, apoiando os cotovelos sobre os joelhos, deixando as pernas um tanto afastadas. Suas mãos enlaçaram-se uma a outra, e por um mísero milésimo de segundo, desejei estar entre seus dedos.
Levantei-me as pressas do chão, ainda um pouco tonta pelas ondas de calor que dominavam meu interior. Juntei as meias dele que estavam perdidas frente a mim, e quando fui erguer meu olhar novamente, ouvi o som da de seus sapatos sobre o piso. Seu corpo parou frente a mim, agarrando as roupas de meus braços, jogando-as sobre a cama. Meus pés congelaram no lugar e pude ouvir dentro de minha mente o som de minhas batidas cardíacas ecoando. Minha boca abriu-se lentamente tentando fazer algum som, mas nada dali saiu. Forcei ela a dizer algo, mas minhas cordas vocais estavam estilhaçadas dentro de mim, simplesmente pela proximidade.
–Não creio que estas com vergonha mesmo... uma moça tão bela...
Meu olhar chocou-se com o dele após a última frase e senti uma enorme onda de calor percorrer meu ventre... o que ele estava fazendo comigo? Meus olhos se fecharam lentamente e tentei não expressar som algum. Não sei o que ele podia fazer comigo dentro daquele quarto.
–bela e tímida... Me encantas. –murmurou lentamente, e pude sentir em seu tom de voz, a elevação grave, carregada de luxúria.
Por um instante minhas pernas quase não se sustentaram.. ele estava, -sim estava- falando aquelas coisas pra mim? Meus pensamentos foram interrompidos quando ele se afastou de mim e caminhou até o bar. Eu apenas o seguia com meus olhos, buscando alguma saída. O Vi abrir uma garrafa com um líquido vermelho, e logo, serviu uma mini taça... o que era aquilo? Martini?
Ele sorriu para mim, e em seguida fez o caminho de volta, parando um minha frente. Sua mão levantou-se até mim, erguendo a taça.
–Beba.
Sua voz grossa, um tanto ameaçadora, dominou meu corpo, e não consegui mover nada além de meus olhos para ele. Seu sorriso tinha desaparecido, e estampado em sua face, estava um homem dominador... Oh Meu Deus.
Minha mente gritou alto, e a única coisa que consegui dizer, foi a pura verdade.
–Eu não bebo. –murmurei com a voz um tanto descontrolada, deixando –sem querer- minhas sensações nas palavras.
Em um movimento rápido, sua mão agarrou firme minha nuca, puxando o pregador, desfazendo meu cabelo preso. Seu corpo colou ao meu, e entre nós a pequena taça ficou presa. Meu corpo ficou totalmente rígido com seu toque forte. Seu olhar negro mirava minha íris, e parecia ver meus pensamentos. Meus olhos se fecharam e o senti puxar meu corpo ainda mais contra ele. Ele deu um passo a frente colando nossos corpos, e entre nós, a pequena taça balançou, derramando uma pequena miligrama do liquido colorido sobre sua camisa branca e meu uniforme. Minhas entranhas moeram-se mais ainda quando senti o líquido tocar minha pele. Engoli um gemido e tentei controlar-me. Mas foi quase em vão, parecia realmente que ele conhecia meu interior. Sua testa tocou a minha, e daquela maneira, eu senti seu corpo totalmente de encontro ao meu. Com sua respiração ofegante tocando minha pele, senti meu corpo arrepiar, e ele não deixou aquela sensação passar despercebida. Seu nariz roçou o meu, e senti o movimento se seu peito que tocava o meu respirar profundamente. Cerrando os dentes, ele soltou o ar, e apenas uma palavra, me fez perder a noção de tudo.
–Beba.
Sem mais questionar, corri minha mão –completamente trêmula- por entre nós dois. Senti a pele de seu peito separada de meus dedos por um fino tecido. Com certo receio, agarrei a pequena taça e dei um passo atrás, tomando distância. Mirei-o nos olhos, e ergui a taça até meus lábios, e afastando-os, deixei que o líquido descesse por minha garganta.
O liquido rosado/avermelhado desceu por minha garganta como brasa, ouriçando-me ainda mais. Em meus lábios o gosto doce permaneceu, um gosto muito agradável. Ainda encarando-o, sem me dar conta, passei a língua nos lábios e em seguida estiquei meu braço até ele, tocando a borda da taça ao seu peito.
O homem belo sorriu para mim, e em seguida agarrou a taça com sutileza. Seu olhar mirou a taça vazia, e o sorriso aumentou de proporção.
–Boa garota.
Ouvi sua voz grave e logo em seguida o vi atirar a taça de encontro ao vidro das longas janela. Som do cristal se quebrando atiçou-se e no fundo de meu peito senti um certo medo. Mas ele não me assustava, e eu não podia me mover... não sei o porque, mas não podia.
Seu sorriso desapareceu e em um piscar de olhos, ele cerrou os dentes e parou frente a mim. Sua mão de dedos longos agarrou meus pulsos com certa força. Sua mão livre envolveu minha cintura e me puxou, chocando nossos corpos. Engoli outro gemido, e em seguida fechei meus olhos, fugindo de seu olhar.
O que eu estava fazendo? Eu não podia fazer aquilo! –mesmo desejando- eu não podia. Minha mente gritou, mas ele não me deu tempo. Seu corpo empurrou-me contra a parede lisa e prendeu-me ali, entre o frio da superfície e o calor de sua pele.
–Eres um tanto... ousada. –sussurrou pressionando seu corpo ao meu ainda mais.
–Solte-me. –murmurei quando senti seu joelho afastar minhas pernas, parando entre mim.
–Sei que andas me observando. Sei que queres que eu te leve pra cama... posso sentir sua vontade. Sinto-a em todo seu corpo.
Minhas pernas falharam, e se não tivesse com meu corpo entre preso entre ele e a parede, eu teria caído. Eu estava sendo tão obvia assim? Santo Deus, esse homem tem a mulher que ele quiser.. eu não podia continuar com ele apenas em meus sonhos?
–Depois que você estiver nua em minha cama, nunca mais esquecerá de mim. –sussurrou roçando seu nariz e logo seus lábios pelo contorno de minha mandíbula.
Fale com o autor