Faça-me, Quero Ser Tua.

9 -Sinto seu corpo pedindo pelo meu, Paulina.


Notas iniciais
Oi Meninas! Título um tanto ui ui ui... jij Bem, primeiramente peço desculpas pela demora, mas irei tentar agilizar aqui... e estou sem net, irei colocar uma descente no inicio da primeira semana de abril.. o/ Espero que gostem, e gracias as meninas que ainda comentam minhas histórias;;; meus caps serão sempre pra vcs, fiéis leitoras!

Entrei na suíte com meus nervos a flor da pele e meus batimentos cardíacos mais que acelerados. Carlos Daniel guiou-me pelo quarto, que estava impecável. Da mesma maneira que eu o teria deixado se tantas coisas não tivessem me impedido. Carlos Daniel parou comigo no centro do quarto, e sem que eu dissesse nada, ele me olhou nos olhos e logo desviou seu olhar, como se quisesse me dizer algo, mas não pudesse, não conseguisse.

Ele, com a cabeça baixa, seguiu até seu closet enquanto eu o mirava extasiada. Ainda não entendia o motivo que ele me trouxe ali. Pelo reflexo dos espelhos internos, o vi abrir algumas gavetas no enorme closet, e de lá, tirou varias peças de roupas. Meu coração, a cada movimento que Carlos Daniel fazia, parecia que iria sair pela minha garganta. Engoli em seco quando ele virou-se para mim, me olhando. Desviei meu olhar, e pela visão perspectiva, o vi sorrir.

Carlos Daniel pegou as roupas no closet e segui a passos rápidos até mim. Eu estava ainda sem entender nada. Ele parou exatamente frente a mim, e um sorriso brincalhão brotou, mas logo se desfez. Ele estendeu para mim, algumas peças de roupas suas, e ainda confusa, estendi minhas mãos e as segurei.

–Tome um banho e vista isso.

O QUE! Ele queria que... que ... eu tomasse um banho na suíte dele... e.. e.. vestisse suas roupas? Ele só pode estar brincando. Olhei incrédula para ele, e antes que aquele maldito sorriso que me enlouquecia pudesse brotar nos lábios dele, atirei os tecidos que estavam em meus braços ao chão, sobre seus pés. Perdendo o controle de mim, olhei para ele com uma raiva de outro mundo. Ele achou o que? Que eu tomaria um banho no seu quarto, e logo em seguida me levaria pra cama? Quem ele pensa que é? Ele dorme com a mulher que quiser, e agora esta aqui, querendo jogar com a minha vida, minha vida. Eu, que... que... não sou nada. Ele é um covarde! Covarde por brincar com os sentimentos das mulheres! Covarde por brincar com os meus sentimentos.

Antes que qualquer outro pensamento grotesco viesse a minha mente, olhei no fundo do olhos dele, e tentando não me perder ali, perdi o controle de mim, e logo, o som estalado de uma bofetada ecoou na suíte. Eu dei um tapa no meu chefe. Bem, no chefe do meu chefe. Ou, o chefe do meu ex-chefe? Enfim.

O som ecoou pela suíte, e não dei a ele tempo de dizer nada, muito menos de agir. Virei-me de costas para ele, e a passos largos caminhei para fora da suíte. Quando sai batendo a porta, vi ele incrédulo me olhando fixamente. Pouco me importei. Bati forte a porta pesada de madeira e corri para os elevadores, pedindo em pensamento que ele não viesse atrás de mim. E bem, ele não tinha motivo nenhum para correr atrás de mim, a não ser que fosse para assinar minha demissão.

Caminhei até o fim do corredor, e logo apertei o botão vermelho do elevador de carga dos funcionários. Os míseros milésimos que as portas demoraram a se abrir, pareceram um século. E minha mente só podia vagar pelas palavras dele, dizendo que queria me beijar, e que iria fazer isso. O elevador se abriu e como em um salto, entrei dentro dele, apertando imediatamente o número do segundo piso, onde estavam minhas coisas.

O pequeno plim das portas do elevador anunciando seu fechamento, tirou-me de meus pensamentos. As portas começaram a se fechar e junto, fechei meus olhos tentando esquecer de tudo. Um estralo alto me tirou de meus pensamentos, e com um susto abri meus olhos mirando a frente, e ali, encontrei Carlos Daniel segurando as portas. Santo Cristo.

Assustada com a presença dele, meus olhos se dilataram e dei um passo atrás; minhas costas chocaram-se com o metal frio, meu corpo inteiro anunciou-me sua presença, enviando milhões de ondas para todos os lugares possíveis de minha pele. Ele, parado em minha frente, mirava-me nos olhos. Em seu rosto, estava o desenho de meus cinco dedos. Droga, eu não devia ter feito aquilo. Carlos Daniel soltou a porta, e outro plim soou. Ele entrou no elevador, e lentamente, as portas foram se fechando. Minha respiração acelerou e as batidas de meu coração começaram a ecoar na minha cabeça. Jesus...

As portas se fecharam, e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele esticou os dedos para o lado e apertou o botão preto do elevador, parando-o. Meu coração falhou uma batida e voltou a bater sem controle. Ele olhava-me com os olhos escuros de desejo, e eu ainda tinha consciência das coisas que ele podia fazer comigo ali, presa a ele.

Carlos Daniel deu um passo a frente, e eu tentei dar um atrás, mas não pude, não tinha mais espaço. Estávamos a um passo de distância, e seu olhar continuava fixo ao meu. Minhas pálpebras, depois de muitos segundos congeladas, deram o ar de sua graça, e aquilo pareceu a droga para Carlos Daniel. Com força, ele empurrou-me contra a parede e prendeu-me ali, entre seus braços. Minhas pupilas se dilataram com nossa proximidade, e rapidamente minha respiração tomou um rumo acelerado.

–Você não devia ter feito isso. –grunhiu ele entre os dentes cerrados enquanto seus olhos permaneciam colados aos meus.

O Medo subiu pelas minhas veias enquanto o sangue corria aceleradamente por elas, levando-me a beira do abismo. Carlos Daniel segurou maus braços e puxou-me para frente, descolando-me da parede fria. Quando pensei que ele se afastaria de mim, seus braços me envolveram completamente, prendendo meus braços contra seu peito, impedindo-me de me soltar.

–Você não sabe as coisas que provocas em mim. –murmurou ele com o rosto extremamente próximo.

Deus... o que ele estava fazendo! Minhas pernas viraram geleia, e se não fosse ele ali, eu teria desmoronado. Meu coração voltou a ecoar ainda mais alto dentro de meus pensamentos, deixando-me mais confusa ainda. Droga, eu queria que ele me beijasse, mas aquilo era errado, eu.. não podia desejar isso, isso não podia acontecer.

–Solte-me. –murmurei soltando o ar preso aos meus pulmões, ficando ainda mais perdida quando respirei outra vez e seu cheiro invadiu meu ser.

–Não. –grunhiu apertando-me ainda mais a ele. –Você vai voltar pro quarto, vai tomar um banho, comer algo, e descansar. –ordenou com aquele tom firme, deixando-me assustada.

O que eu faço, Deus meu? Esse homem... eu... não sei mais o que fazer.

–Você não pode fazer isso. –disse em um tom mínimo, tentando desviar meu olhar do dele.

–Posso. Posso e você vai fazer, nem que eu tenha que te trancar lá dentro e te obrigar a comer.

Morri de ódio quando ele me pressionou contra a parede outra vez, pressionando nossos corpos um ao outro. Carlos Daniel piscou lentamente e quando seus olhos se abriram, estavam escuros outra vez. Oh Senhor.

–Droga Paulina, eu não estou mais aguentando isso. –grunhiu afastando minhas pernas com seus joelhos, e logo, afundou o rosto em meu pescoço.

Santo Deus, por favor... me ajude! Não posso cair nesse erro! Mesmo desejando-o como desejo, não posso.

A pele de seu rosto roçava-se com pressa contra a minha, algo forte e incapaz de ser explicado. Eu não queria que ele parasse, mas não podia deixar que aquilo continuasse.

–Por Favor... solte-me. Por Favor... –murmurei quando ele deslizou os dedos pelas minhas costas, e logo depositou seus dedos sobre a curva de minhas nádegas.

–Sinto seu corpo pedindo pelo meu Paulina, sinto. –ofegou roçando seu nariz a minha orelha.

Minhas entranhas viraram água quando ele respirou fundo e o ar quente saindo de seus pulmões tocaram minha pele.

–Por Favor... não... não siga. –supliquei as palavras sentindo seu toque firme dissolver-se aos poucos.

Carlos Daniel afastou seu corpo do meu, e piscando outra vez, vi seu olhar de luxúria desaparecer.

–Vamos Paulina, vamos... –disse afastando-se ainda mais de mim, em seguida passando as mãos aos cabelos já bagunçados. –Você precisa descansar.

–Não posso... –murmurei com a angustia corroendo minhas veias.

–Vamos, -sussurrou erguendo-se mais próximo de mim. –antes que eu te arraste.

Notas finais
E Agora? Ui.... quero uma roupa com Cheiro de CD... pera, vou ali ligar pro Colunga pra ele me mandar uma huhuh.... parei! Espero que tenham gostado! Comentem muito! beijoos!