Faça-me, Quero Ser Tua.

51 -...Feliz aniversário, Minha Paulina.


Notas iniciais
Oi amorecos da minha vida! Sim, aqui estou eu novamente, pq sou boa pessoa e pq... pq.. siim! Tivemos uma recomendação hoje! Aeeeee (palmas, palmas!) Julianny, querida... muitíssimo obrigada pelas palavras! Fico imensamente feliz que goste da história e que sempre anseie por mais. Obrigada mesmo ♥ E com isso, tivemos a 20º recomendação, o que me deixou muito feliz. Também agradeço aos aproximadamente 100 leitores que favoritaram essa história. Uns amores vocês! Dois capítulos em um dia? Vocês estão com muita sorte! Bem, Lina estava uma devassa no último capítulo... o que será que temos para hoje? Lembrando que já é o Aniversário dela, hein... Beijos e Desfrutem! ♥

Carlos Daniel me leva até o banheiro entre beijos e carícias, mas me deixa ali enquanto vai aquecer alguns dos salgados da mesa.

Regresso minutos depois, com uma toalha nos cabelos e o roupão. Ele está com o cabelo bagunçado daquele jeito que tanto gosto.

Ele puxa minha cadeira como fez anteriormente e então sento-me recordando em meio segundo o que fizemos aqui a pouco tempo atrás.

Sentamos para nosso desjejum, e percebo que Carlos Daniel não tira os olhos de mim em nenhum momento.

—Por qual motivo me olhas tanto? -pergunto tomando um gole de meu café.

—Você me surpreende todos os dias.

—Você também. -Digo rapidamente.

Ele sorri, baixando os olhos para seu croissant.

Terminamos de comer em silêncio. Carlos Daniel recebe uma chamada no celular e vai para o escritório enquanto eu subo as escadas para vestir-me. Disse que eu deveria vestir calça, sapatos confortáveis e nada que impedisse meu corpo de se mover. Tudo bem. O que este homem está aprontando? Prendo o cabelo em um rabo de cavalo e desço as escadas. Ele me espera sentado a cadeira onde a pouco tempo o coloquei em minha boca.

Meu Deus, como pode ser tão bom?

Ele levanta, caminhando até mim e então dou a mão a ele, saindo da casa.

...

—Você não vai contar-me onde estamos indo? -Pergunto quando ele estaciona o carro frente a um prédio de vidros escuros.

—É surpresa. Não sei se irá gostar, então peço que se sentir-se incômoda com algo, que me diga. Iremos embora quando quiseres.
Gelo por dentro.

—OK, tudo bem.

Descemos do carro, e então de mãos dadas entramos no tal prédio. Um moço alto, de cabelos loiros e olhos tão verdes quanto os meus aproxima-se de Carlos Daniel, dando um tapinha em seu ombro.

—E ai meu bruxo, pensei que tinha morrido. -diz ele sorrindo, olhando logo em seguida para mim.

—Pois é Marco, ando com pouco tempo livre. -responde Carlos Daniel soltando minha mão para apoiar a sua em minha cintura. -Marco, essa é a Minha Paulina, e espero que tenha algo bom para nós.

Ele se aproxima, cumprimentando-me com um aperto de mão e um sorriso convidativo.

—Muito prazer, Senhorita. Seja bem vinda, e espero que goste daqui. Qual arma a Senhorita deseja?

—O que?! -pergunto atônita, sem nada entender. Carlos Daniel sorri, achando graça e então me abraça.

—Ainda não Marco, ela nem sabe pegar em uma arma. -Sorri. -Hoje ela atira com a minha pistola mesmo.

Marco se retira com um sorriso, e então Carlos Daniel vira-se para mim.

—Pode me explicar o que está acontecendo? -questiono buscando respostas. Poxa, o cara acaba de me oferecer uma arma.

—Bem, acho que a senhorita é grandinha e que.. não sei. Acho que seria bom, e então decidi trazer-te a um de meus "descarga stress."

—Como assim?

—Quando meus pais faleceram, encontrei esse clube de tiro por acaso e acabei fazendo dele uma fonte de vitalidade. Acabei tornando-me amigo de Marco, o moço da entrada. Atirar acalmava-me e me mantinha inteiro para seguir em frente. Diante das circunstâncias, acho que faria bem a você também, tanto para relaxar quanto por segurança.

—Você está louco? -pergunto mirando-o enquanto absorvo as informações.

—Claro que estou. -Diz paciente, dando um passo a frente, puxando-me para seus braços. -Louco por você.

E então me beija.

...

—Carlos Daniel... eu...

Seguro a arma em minhas mãos. Estou trêmula e ansiosa.

—Vamos lá, você consegue. -Ele apoia suas mãos as minhas, ajudando-me a apoiar a arma. -Isso, apoie seu punho direito, na palma esquerda. Não esqueça, seu corpo sempre em diagonal para onde deve atirar.

—Acho que não consigo... -murmuro quase sem voz.

—Claro que consegue... recorde quantas coisas acreditou que não podia fazer, e aqui estamos nós.

Suas palavras sussurradas ao meu ouvido me enchem de um sentimento desconhecido.

—...Imagine este alvo como algo que te faz mal, algo que lhe prejudica e que você quer distância. Imagine-o como algo que deseja livrar-se.

Minha respiração acelera. As mãos de Carlos Daniel que estavam apoiadas as minhas, deslizam por meus braços, logo meus ombros, costas, e param em minha cintura. Ele praticamente me abraça. Sinto minha pele se aquecer. Estou nervosa.

—Vamos lá. querida. Livre-se disso, e então atire.

Observo aquele contorno escuro ao papel como toda a dor dos deboches de infância, a dor de ver minha mãe doente, de não ter meu pai. A Dor de quando perdi alguém que parecia importante e não era tão assim. A Dor de não mais ter minha mãe ao meu lado. A dor de saber que estava agora amando um homem que era demais pra mim.

Disparo.

O Som ecoa em minha cabeça, não tão intenso quanto pensei que seria.

Carlos Daniel mantem-se as minhas costas, e matando dor por dor, disparo uma e outra vez, sentindo-me segura com ele ali, ao meu lado, me protegendo e deixando que me livre de todas as coisas que me assombram.

...

—Você foi incrível. -Diz ele, tirando os abafadores de meus ouvidos, e logo as luvas.

—Fui, é?

—Foi. Estou bastante surpreso.

Um sorriso aparece e então ele me abraça. Sinto meu corpo inteiro vibrar diante da sensação de adrenalina, e logo abraço-o mais forte, depositando um beijo no pescoço de Carlos Daniel. Ele geme baixinho, apertando-me mais firme, e então repito meu gesto.

—Hm, o que queres com isso, hein senhorita? -Questiona sussurrando em meu ouvido, apoiando seus lábios ali.

—Quero você, Senhor Bracho.

—Ah é?

...

Quando chegamos em casa, Carlos Daniel entra comigo pendurada ao seu corpo, já deixando nossos calçados pelo caminho. Agarrada a ele, sinto como se o mundo estivesse me chamando e eu não me importasse, apenas querendo-o.

Ele joga-me na cama, beijando minhas bochechas, minhas pálpebras, e então começa a me despir. As roupas voam de meu corpo enquanto ele me beija ávido.

—Estou em dívida com a Senhorita... -sussurra ele acariciando a curva entre meus seios.

Tremo inteira. Suas mãos deslizam por meu corpo, seus dedos hábeis tocando meus mamilos até os ter como pedra. Ele beija minha boca, prendendo-me sobre a cama com seus braços.

Sua boca então desliza por minha barriga, parando, sua mão agarrando minhas coxas e as afastando.

Ah não... meu pai do céu!

—Carlos Daniel, eu... não precisa... -murmuro sem voz, tentando levantar-me da cama para afasta-lo.

—Sh, relaxe meu bem... relaxe.

—Ah... eu...

Ele me cala simplesmente passando seus dedos por sobre a renda de minha calcinha, fazendo-me engolir uma penca de gemidos.

—Paulina... você tem um cheiro maravilhoso. -sussurra ele. Ergo meus olhos para mirar-lo, e deparo-me com aquela iris escura observando cada movimento meu.

—Você não precisa fazer isso... eu...

—Paulina, você acha mesmo que não quero fazer isso? Que faria apenas por você ter feito isso de uma forma fabulosa? -Enrubesço com suas palavras. Deito-me sobre os travesseiros, sentindo seus dedos acariciarem minha virilha, afastando com calma minha calcinha para o lado. -Você é maravilhosa. Estou ansioso por sentir seu gosto em minha boca.

Puta que pariu! Esse homem sabe como seduzir uma...

Minha nossa!

Suavemente ele beija minha intimidade, tocando ali como um beijo, causando-me uma sensação extraordinária. Sua língua me toca, úmida e caramba! Não existem palavras para descrever.

Ele me toca, agarrado as minhas coxas enquanto me contorço sobre a cama. Os sons saem de minha garganta como se fossem música, e não consigo parar, não posso evitar.

Grito agarrando seus cabelos quando suavemente seus dedos se encontram ali, massageando-me. Minhas mãos agarram os lençóis, descontando o prazer ali.

Carlos Daniel, rendendo-me, agarra uma de minhas mãos e a leva para seus cabelos. Minha nossa Senhora! Ele me invade com sua língua e não hesito em agarrar suas madeixas entre meus dedos.

Ele geme contra mim, fazendo uma onda de desejo me preencher.

Não quero que ele pare. Nunca pensei que uma carícia assim pudesse ser tão gostosa, que pudesse me deixar ardendo de prazer.

Sua língua me provoca, me atiça, me põe fogo. Ele sabe o quanto me provoca, e o quanto qualquer caricia sua é capaz de dominar-me. Arqueio-me quando junto a sua boca ele enfia lá dentro um único dedo.

—Sim... assim... -murmuro rouca, perdida, os dedos agarrados aos seus cabelos. Tento movimentar-me contra sua boca, mas ele segura-me firme, abraçando minhas coxas. Não resisto mirar seus olhos quando ele contorna meu ponto mais sensível com a língua e então o beija devagar.

Nossas miradas se encontram, breves. Fecho os olhos, agarrando mais forte seus cabelos quando ele pressiona seus dedos em minhas pernas.

—Por favor... Carlos Daniel...

Chamo seu nome, e é como uma descarga elétrica. Ele me ataca, beijando, mordendo, chupando, chicoteando-me com sua boca tão mal intencionada, e diante de meus gemidos e suas provocações, sei que deixará que eu chegue ao fim. Grito seu nome, (contorcendo-me sobre a cama mais que a garota de O Exorcista) quando finalmente chego ao ápice.

Ele acalma minha pele, beijando-a carinhoso, e então junta-se ao meu corpo. É estranho o toque de meu corpo completamente nu contra o dele totalmente vestido. Repousa sobre mim. O sinto firme em minha coxa, mesmo debaixo do tecido. Envolvo meus braços em seu pescoço enquanto acaricio sua pele coberta com a ponta das unhas.

Sua boca encontra a minha, e pela primeira vez sinto o sabor de meu corpo. Ele sorri afastando-nos, e então me olha enquanto provoca minha boca com a sua.

—Se não bastasse ser linda, ainda é gostosa. Feliz Aniversário minha Paulina.
E então, me beija avidamente.

...

Algum tempo depois, Acordo com as mãos de Carlos Daniel segurando-me possessivas durante seu sono.

Preciso fazer xixi.

Solto-me dele com um pouco de dificuldade, e então consigo ir ao banheiro. Saio dali e não consigo evitar de mira-lo por alguns segundos. Ele está lindo. Lindo sempre.

Meu estômago ronca. Que horas são? No criado mudo, encontro meu celular e verifico as horas. São quase duas da tarde.

O Celular de Carlos Daniel vibra incessante sobre o outro criado mudo, mas não ouso acorda-lo. Ele já recusou chamadas por estar comigo, não seria justo acorda-lo apenas para atender o celular.

Saio dali, descendo para a cozinha, pegando na geladeira os salgados que sobraram de nosso café. Aqueço alguns no forno, sentando-me na bancada para devora-los logo em seguida.

Quando regresso ao quarto, Carlos Daniel já não está ali.

Mas o que...

Sobre a cama, uma folha de papel chama minha atenção de forma imediata.

Agarro-a.

"Minha Querida Paulina,

Não pense que fugi da Senhorita, pelo contrário. Estou ansioso por tê-la novamente comigo, e desta vez, por um longo tempo.

Mas, Precisava fazer algumas coisas antes do que estou preparando para nossa noite.

Daqui algum tempo, James irá entregar-te tudo o que necessitas para hoje. Ás 19:30hrs ele virá busca-la. Esteja Pronta.

Hoje, no seu aniversário quero surpreendê-la tanto quanto você me surpreende todos os dias.

És encantadora.

Até Logo, Seu Carlos Daniel Bracho.

PS: Tive uma manhã excelente ao seu lado. "

Ai Meu Deus! Sento-me a cama, adaptando minha mente as suas palavras. Como pode, esse homem deixar-me tão enlouquecida apenas com uma folha de papel?

Ando pela casa como uma louca, ansiosa pelo que esperar, querendo logo estar com ele, completamente nervosa e desesperada por esse sentimento que está ficando incontrolável.

—Eu amo você, Carlos Daniel Bracho... e não sei como dizer.

Notas finais
E então? O que acharam? Carlos Daniel deixando-me sem ar por aqui! O que será que o homem das trevas está aprontando? hm? Paulina cada vez mais apaixonada e entregue a ele. E esse "Te Amo" que não sai nunca? Ai Ai Ai! Comentem, favoritem, e Recomendem! #LasAmo