Favorite Hero
1 Origem
Notas iniciais
Gostaria de agradecer a CDCGazel por ceder seu tempo fazendo a capa
E minha amiga, que eu acho que preferira ficar no anonimato, mas que vocês podem chamar de Mira-nee que me ajudou com a descrição da espada.
OBS: Quando a conversa estiver entre parenteses (assim e desta maneira), é o personagem falando diretamente com você.
— (Olá senhoras e senhores eu sou seu herói Favorito, hoje eu estou aqui para contar uma de minhas diversas histórias clichês de herói, prometo absolutamente nada novo e único nem sequer minha origem é original, e que tal começarmos por ela?)
Há muito tempo em um planeta distante, nomeado de Aspire e onde a vida se desenvolveu de forma semelhante a humana até a idade média, minha raça evoluiu sem a criação de armas de fogo, jamais descobrimos a pólvora ou qualquer coisa semelhante, porém o restante da tecnologia evoluiu até mais do que a presente na terra.
Um resumo da minha sociedade, era algo como vocês veem na visão futurista de um filme bastante conhecido chamado “De volta para o futuro”, há carros voadores, crianças em overboards, naves interestelares e entre outros, porém não possuímos armas de fogo, canhões ou armas nucleares e também não conhecêmos o sistema de governo democrático chamado de republica, nós possúiamos reis e imperadores, eramos uma terra feudal de plebeus e nobres.
Minha família era uma família de nobres de baixo escalão, aqui seríamos algo como Duques ou Barões. Serviamos nossos Reis em guerras, não eramos nobres o suficiente para começarmos como comandantes, mas poderíamos chegar a tal com esforço e vitórias em nome do nosso reino, meu pai já era comandante quando foi para sua última guerra, infelizmente ele nunca voltou.
Mesmo sem armas de fogo as guerras continuaram em meu planeta natal, possuíamos espadas de um metal único advindo de um meteorito que caiu em meu planeta antes mesmo da existência da vida, o nome desde metal era Primordium, – (É eu sei, nome nada criativo, mas eu avisei.) – esse metal era branco como a neve e se tornou a Base da nossa sociedade, nele eram forjadas nossas espadas e com ele como base nossas guerras foram evoluindo, e apesar de nossas armaduras estarem cada vez mais resistentes, forjadas no mais resistênte aço, nenhuma resistia a uma lâmina de primordium, o metal era escaço e não se conseguia com facilidade para fazer armaduras em larga escala, por isso priorizamos sempre fazer espadas, pois era necessário menos do metal.
Com o passar do tempo ficamos cada vez mais obcecados por esse metal que nos movia para a guerra, eu era apenas um jovem soldado de 17 anos em minha primeira missão quando tudo aconteceu, um novo comandante prepotente e arrogante, assim como muitos de nossa nação, queria mostrar serviço aos seus superiores ao invadir uma terra onde supostamente haveriam novas e abundantes fontes de Primordium.
O Comandante, cujo o nome era Sud Har enviou duzentos observadores para esta terra distante, era uma nação tão desenvolvida quanto a nossa, porém muito segura, apesar de toda a tecnologia que fôra criada com o tempo, e as contruções de novos edíficios enormes serem populares, eles moravam em um grande castelo com medidas proporcionas ao país de Mônaco da sua terra, era algo realmente único e belo, pôdia se ver as torres mais altas de uma longa distância e delas se pôdia ver mais distante ainda, devido a tal fato todos os observadores se dividiram e seguiram pelas extradas que rodiavam o castelo disfarçados, alguns apenas passando pelo castelo em vias próximas a muralha e os melhores dentre eles adentrando dentro da fortaleza como comerciantes ou bebados.
Ao voltarem depois de algumas semanas, todos os observadores relataram diversas coisas, desde rotas, postos de guarda, onde ficava a guarda principal e o exército, falavam também sobre o prédio principal do castelo, onde o Rei vivia apenas com sua filha, pois sua esposa havia falecido, mas todos eles afirmaram a mesma coisa:
— “A muralha é intransponível” é o que todos dizem em seus relatórios, bando de inuteis.- exbravejava Sud Har aos seus tententes. – Ela é revestida de Primordium, o que confirma que eles tenham uma grande fonte do metal, mas como poderemos invadir?
Um destes tenentes era conhecido por sua imensa inteligência, Nie Doh era o seu nome e assim como nosso comandante ele era jovem, porem ele era menos nobre até mesmo do que eu, e ainda assim era um oficial, isso queria dizer que seus feitos eram no mínimo tão grandes como sua fama.
Outros destes tenentes era amigo de meu pai e seu nome era Euhr Fah, ele era um homem experiênte de guerra, que por mais bravo que tenha sido, teve azar ao nascer em uma família simples e plebéia, seu cargo de Tenente havia sido conquistado com muitas vitórias e anos de serviço, antes de meu pai sair a sua última batalha como comandante, me lembro bem do que ele me disse: “Mesmo Euhr Fah sendo apenas um soldado, este homem nunca poderá ser comandante devido a sua origem, mas se ele falar o escute, ele é o mais honrado que já encontrei.” – (Isso parece com algo... talvez você tenha lido em alguma outra história.)
E o último, porém não menos importante destes tenentes era meu irmão mais velho Sekah El, – (Eu acho que você já ouviu meu sobrenome em algum lugar, mas não se preocupe, meu nome não é Kal.) – ele era cerca de 6 anos mais velho do que eu e depois que nosso pai morreu quando eu tinha apenas 10, ele entrou para o exército e ajudou minha mãe a sustentar a casa, até o ano passado quando ela se foi e como tradição da nossa família eu também entrei para o exército e me dediquei em meu treinamento sendo graduado como um dos melhores da turma diguino de um cargo de guarda oficial. Continuando a Falar do meu irmão, apesar de também escutar as palavras de meu pai sobre Euhr Fah ele possuía certo rancor pelo homem, acreditando que ele deveria ter morrido e não nosso pai, mas minha mãe sempre dizia que se ele não o fez é porque não havia como, então eu sempre acreditei e confiei na honra dele.
Sud Har continuou a resmungar com seus tenentes que precisava de ideias para que pudessemos conquistar aquela terra e nos apropriar da fonte gigantesca de Primordium que eles possuiam, eu estava presente na tenda como parte da guarda principal de meu irmão, se passou um certo tempo até que Euhr Fah lhes falou.
— E se nós lhes oferecermos alguns grandes caminhões com suprimentos em cada uma das entradas como oferta de paz, dentro deles colocacemos algumas dezenas de nossos melhores homens , eles sairão durante a noite e atacarão os vigias para que possamos escalar as muralhas e adentrar ao prédio da guarda e do exército... assim poderemos tomar a cidade com o minimo de baixas cívis... – (Os gregos não foram tão bonzinhos não é mesmo?)
— Mas que tolice, isso jámais daria certo – (Melhor avisarem os troianos então) — nossos soltados seriam massacrados assim que adentrassem as muralhas. – Meu irmão esbravejava contra o plano somente por ser Euhr quem teve a ideia, mas acreditava que talvez fosse o que gerasse menos baixas de ambos os lados, mesmo assim acreditava que Nie Doh tivesse uma ideia melhor, por sua fama e experiência juntos como soldados.
Se passou mais um tempo com eles pensando e discutindo estratégias, já era o fim da tarde quando Nie pegou todos os relatórios dos vigias e se pôs a ler em busca de uma estratégia, ele era um homem muito intêligente, mas só pensava em si mesmo e no sucesso de suas missões para que pudesse escalar o mais rápido na hierarquia e possuir seu próprio batalhão.
Após ler atentamente todos os relatórios o Tenente separou alguns dos relatórios em dois montes e os levou a presença dos outros, colocando-os sobre o mapa que havia sido feito de dentro do castelo com os mesmos e depois de olhar para ambos por algum tempo ele finalmente se prônunciou.
— Eu tenho um plano que impedirá a baixa de qualquer soldado nosso e nos dará uma vitória perfeita. – Parecia algo surreal o que ele dizia, mas sua postura foi tão firme que todos se aproximaram, incluindo a mim para prestar atenção no que Nie dizia. – Vejam, como as casas são construidas em cascata, sendo que no topo não esta o castelo, mas sim a central de abastecimento de água, o que indica que há apenas uma provedora que deve bombear a água do rio vindo do norte para dentro do reino, mantendo-o todo abastecido, podemos envenênar esta água com Aperédio e em duas semanas todos do reino estaram mortos e só precisaremos tomar o que é nosso.
Aperédio é um venêno cruel e bondoso ao mesmo tempo, ele é feito de uma planta que não se encontra na terra chamada de Aper, ele é um veneno sem sabor e sem cor bêbe-lo é como beber água realmente, porém não havia cura para aquilo, ele era letal e todos os casos em cerca de duas semanas ele criava uma arritimia no coração que era quase indetectavel e acabava em um enfarte único e fatal.
Euhr Fah, meu irmão e até mesmo eu que estava próximo, mesmo sem poder de fala, nos prônunciamos como um reflexo de nosso corpo, pois meu pai era o mentor de nós três e ele sempre prezou pela vida humana, em todas as suas batalhas, suas estratégias eram para que houvesse o menor número de baixas em ambos os lados do confronto, matar toda uma nação era algo inconsebível em nossa visão.
— “Isso é ridículo.” – Dissemos os três em coro, ao ver que ambos se pronunciaram, abaixei minha cabeça, pedi perdão ao comandante e me afastei.
— Isso é uma atitude tenebrosa meu senhor, matar uma nação inteira é uma ação monstruosa – disse SeKah El, que logo em seguida foi apoiado por Euhr.
— Lorde comandante, eu tenho certeza que será possível conquistarmos está nação, peço apenas que nos dê mais tempo para pensarmos em novas estratégias, não é de nosso feitio matar uma nação inteira...
O silêncio então pairou sobre aquela tenda de comandantes e estrategistas, todos os guardas olharam apreensivos, eram dois tenentes contrariando um terceiro, em diversas ocasiões isso seria mais do que suficiente para que o lorde comandante negasse a idéia, mas aquela vez não seria uma destas ocasiões. Sud Har parou e observou aqueles três por um instante e se colocou a pensar, apenas alguns segundos, mas que pareceram uma eternidade até ele finalmente se pronunciar:
— Eu sou homem que preza pela vida também, mas prezo ainda mais pela minha nação e a vida daqueles que a servem, por isso nós iremos com o plano de Nie, ele preza pela vida de nossos companheiros e essa é minha decisão final. – Apesar do belo discurso, sentia-se vindo dele a ganância e o seu desespero por conseguir o resultado independente do custo.
Ao escutar aquilo, meu irmão e Euhr ficaram indiguinados, mas nada podiam falar, a palavra de um comandante era como lei dentro do exército. Assim que ficou decídido os detalhes do plano foi ordenado aos batalhões que se dividissem, como o rio ao norte era a fonte mais próxima de água teríamos que estocar água limpa e pura para pelo menos um mês já que teriamos que esperar o veneno fazer efeito em todo aquele castelo para podermos explora-lo.
A outra metade dos soldados iría a nossa terra natal buscar uma grande quantidade de Aper, esta função foi desiguinada sobre os soldados de Nie, que os acompanharia, enquanto a parte de estocagem de água ficou dividida entre os soldados de Sekah e Euhr.
Durante a noite daquela decisão após os soldados serem dispensados para suas cabanas e os tenentes também, saímos daquela cabana e eu segui meu irmão aquela noite e de forma lenta nos encaminhamos para a sua tenda em silêncio, eram apenas alguns metros da estrutura principal, mas pareceram quilômetros naquela noite.
Ao chegar na barraca meu irmão parou por um instante logo antes de entrar, ele tinha uma expressão meio acabada e derrotada, ele se virou para mim como se fosse dizer algo, mas nada saiu de seus lábios, mas aquele olhar era como se ele estivesse pedindo desculpas. Ele havia puxado nosso pai em aparência, possúia um cabelo castanho claro que brilhava ao refletir do sol e seus olhos eram quase cor de mel, sempre que eu o via em seu uniforme ficava impressionado como se pareciam e aquele olhar era o mesmo olhar de perdão que meu pai fazia.
Aquele momento de silêncio parecia sem sentido, mas dizia muito mais do que se podia escutar, através dos olhos de meu irmão eu senti o peso das coisas que nós fariamos nos próximos dias, eu tabém me senti culpado naquele momento, queria ter nascido mais nobre, poder começar em uma patente maior e fazer valer a herança do meu pai. Aquele silêncio acabou sómente com Sekah dispensando a todos nós.
Ao invés de seguir para a minha tenda eu fui ver Euhr Fah, ele era um homem que vivêra muito tempo sobre o exército e talvez pudesse fazer algo se eu convencesse meu irmão a apoiá-lo, juntos talvez eles pudessem realizar algo para impedir o genocidio de um reino inteiro.
Quando apareci em frente a barraca de Euhr, não foi preciso dizer nada, ele já estava me esperando.
Durante meu treinamento, em muitas ocasiões pensava que não seria capaz a me igualar a meu pai e meu irmão, ambos eram homens fortes e com corpos poderosos que poderiam fazer temer qualquer inimigo, apesar do meu esforço eu não chegava a lugar nenhum, mas foi graças a seus sábios conselhos que pude me graduar bem no treinamento e servir junto a meu irmão.
— Oh! Jovem Mikah. – ( Sim eu sei, meu nome é Mikah El, hur dur, sem criatividade lembra?) – Imaginava que fosse aparecer... você se parece com sua mãe sabia? Seus olhos Azuis e seus cabelos negros são cópias dos dela.
— Sim tio, mas não vim para lembrar da minha falecida mãe, vim saber o que poderemos fazer? Não podemos deixar que Sud Har ordene a morte de um reino inteiro... – disse a ele, interrompendo-o e tomado de raiva e desespero.
— Ah! Você é um jovem soldado, mas já carrega os mesmos valores de seu pai, mas essa determinação em protegê-los é com certeza da sua mãe. – Ele conhecia minha mãe, ela era como uma irmã mais velha para ele, a família dele servia na casa de minha mãe, quando ele ainda era um garotinho e minha mãe já estava prometida ao meu pai. – Uma vez antes de ver seu pai pela primeira vez, ela dizia que não iria se casar com alguém que não amasse e estava determinada a não fazê-lo, morreria se preciso fosse com certeza, mas não foi necessário, os valores e a gentileza de seu pai, mesmo que ainda fosse um jovem soldado do exército, a conquistaram e conquistaram a mim também, pois assim como sua mãe independente da minha origem eles me tratavam como igual.
— Sim tio, eu já ouvi essas histórias várias vezes, de você e até mesmo de minha mãe antes de seu falecimento, então quando você entrou para o exército se esforçou para se graduar bem e poder servir com meu pai e logo virou seu escudeiro, assim como eu fiz com meu irmão. – Que jovem tolo eu era, queria poder escutar essas histórias uma vez mais... (Mas sem spoiler por enquanto, vamo lá) – Eu sei que posso convencer Sekah a apoia-lo em seu plano, podemos diminuir as baixas com isso...
— Esses jovens sempre esperançosos, pode não parecer meu filho, mas a decisão já foi tomada, em uma guerra as palavras de um lorde comandante são lei e mesmo que eu e seu irmão nos juntemos seriamos executados se nos negarmos a acatar com a palavra dele. – Meu tio, não de sangue, mas parte de minha família, colocou a mão sobre o meu obro e após respirar fundo continuou. – Vá para a cabana e lá passe a noite, amanhã nós iremos até o rio e iremos bombear água para nossos caminhões camuflados enquanto os outros homens estarão voltando a nossa terra e buscando Aper em caminhões de carga.
— Mas Euhr... – antes que pudesse formular qualquer frase fui interrompido naquele momento.
— Basta, não fale mais nada se não poderemos ser acusados de tramar contra o comandante, como eu me portaria ao encontrar seu pai na próxima vida se ele soubesse que permiti que qualquer um dos filhos dele morrese, apenas siga até a sua cabana.
Naquele momento eu me levantei e olhei com um olhar de desprezo, não disse nada por respeito a sua patente, mas meus olhos o chamavam de covarde, me virei e andei pelo acampamento, incrédulo que Sekah havia se calado diante da chacina de uma nação e Euhr havia se acovardado.
Eu era jovem, era corajoso e irracional, acreditando sempre que meus valores valeriam mais que minha vida, peguei uma manta e me vesti apenas como um viajante, trajando uma camiseta azul de longas mangas, com uma calça de algo parecido com jeans preto e um tênis de caminhada, em seguida me embranhei na mata seguindo a pé, para não causar barulho, em direção a nação cujo a qual corria perigo.
Nosso posto estava a cerca de vinte e cinto quilômetros do portão mais próximo e escondido por uma selva densa e escura, eu havia pego apenas minha espada de primordium, deixando para trás minha armadura e seguindo pela mata sozinho no escuro, mal via um palmo a minha frente, mas segui em linha reta na direção da luz que advinha da grande torre de vigia.
Já próximo a torre, após seguir durante quase toda a noite naquela direção fui atacado, consegui me defender do golpe que vei de minha frente com a espada, mas fu atingido em minha nuca, não me lembro bem o que ocorreu, me lembro apenas da grande dor e de estar caindo ao chão, e quando eu acordei eu estava na presença de um rei em um grande salão onde uma escadaria levava até o trono, além do rei havia também seus conselheiros, fui então levantado bruscamente por dois guardas que vestiam armaduras brancas com diferentes brasões de suas famílias.
— Vejamos, o que temos aqui? – dizia o rei – Você foi encontrado por meus homens vagando próximo a entrada leste, e carregava com sigo nada além de um cantil e uma espada de Primordium? Nestá época de carros voadores e naves, alguém que caminha a pé, armado e sem carregar se quer suprimentos? Devemos admitir que isso é deveras estranho não é senhor...? Como devemos chama-lo?
— Mikah, Mikah El senhor, eu vim lhe avisar... – antes que pudesse dizer qualquer coisa fui golpeado na barriga me fazendo perder o ar.
— Se limite a responder somente as perguntas do rei seu tolo. – Esbravejava o guarda que havia me golpeado.
— Vamos manter a calma Hill, como podemos ver pelo porte dele é um guerreiro, talvez algum traidor de uma guarda especial? De onde vieste e por que vieste?.
— Senhor eu sou de Acerlia, temos um posto avançado a cerca de 25 quilometros a leste, escondido e protegido pela floresta... – Enquanto eu ainda falava fui interrompido pelo próprio rei.
— Esper Acerlia, a nação de conquistadores? O que querem em minhas terras? Acreditam que irão conquistar Datt Ekko? Jamais passaram pelas minhas muralhas de primordium, até meus soldados mais plebeus vestem deste metal. – O rei parou e respirou fundo me olhou de baixo para cima e olhou meus olhos. – Se o que dizes for verdade o que sua nação quer aqui?
— Queremos sua grande fonte de Primordium senhor, porém não planejavamos enfrenta-los de forma justa, e por isso vim lhes avisar, nosso tenente notou que todo o abastecimento de água de sua nação, advem do rio ao norte e suas casas são feitas em formato de cascata, iriamos jogar enormes quantidades de Aperédio no rio, em um mês toda a nação estaria morta.
O Silêncio então pairou pela sala, o rei me olhou assustado e temeroso, pois o que eu havia dito sobre seu abastecimento de água era preciso, ele então sussurrou algo com seus conselheiros e se levantou do trono, desceu pelas escadas e me olhou cara a cara.
— Vamos enviar um drone para a localização do suposto acampamento, se estiver dizendo a verdade será imensamente recompensado da maneira que quiser, mas se você estiver mentindo será executado para que todos possam ver. – O rei então fez um gesto com a mão e eu fui arrastado para uma cela no subterrâneo do castelo.
Algum tempo se passou, nossas tendas tinham sistema de camuflagem, mas eu torcia para que houvesse movimento no acampamento ainda, os soldados já deveriam ter se levantado com o sol, mas não tinha sequer noção do tempo que se havia passado do amanhecer para poder dizer se eles haviam ou não saido, caso nada fosse encontrado aquele seria o meu fim, porém poderia estar livre de qualquer peso na consiência quanto a vida daquelas pessoas.
Não sei ao certo quanto tempo se passou, duas horas ou talvez três, pareceram dias em minha mente, em momentos ficava desesperado pensando que estariam preparando minha execução e devido a isso a demora, já em outros momentos ficava ali pensando se meu pai estaria orgulhoso de mim e de minha atitude, mas os momentos que mais demoravam a passar eram aqueles que não conseguia pensar em nada e o branco pairava em minha mente.
O Branco em minha mente foi interrompido pelo branco das armaduras dos soldados daquele reino, que desta vez adentraram e abriram a porta da sela, aquele cujo o qual havia me golpeado nem se quer me tocou e disse:
— Venha, o rei solicita a sua presença. – Ele sinalizou com o braço o caminho que eu devia seguir e fui escoltado por eles, aquela gentileza só podia dizer que haviam encontrado o acampamento.
Segui pelos corredores do castelo que levariam até o salão e enquanto caminhavamos me perguntava ali o motivo pelo qual demoraram em me chamar, não conseguia pensar em muitas coisas apenas que havia conseguido salvar todas aquelas vidas, de homens, mulheres e crianças, um sentimento de heroísmo que se manteve ao entrar no grande salão com um grande coro de aplausos puxados pelo próprio rei.
— Ai está ele o salvador de todos aqueles neste reino, peço desculpas pela demora em irmos busca-lo na sua cela, após averiguarmos suas informações estavamos tomando as devidas providências... – No momento em que o rei disse aquilo, parei de escuta-lo, eu finalmente caí em mim, era óbvio, mas como eu era jovem estava cego pelos meus valores e minha falsa imagem de honra, qual rei não retaliaria ameaças contra seu povo? Após aquele silêncio em minha mente veio a voz do rei como se repetisse uma pergunta. – Então meu jovem, o que quer pela salvação do reino? Se quiser lhe darei até a mão da minha jovem filha.
— Senhor... – respirei fundo antes de perguntar algo que eu realmente não queria saber a resposta. – antes de pedir qualquer coisa, gostaria de saber o que foi feito quanto a estas devidas providências?
— O que mais hora essa? Ordenei que atacassem o acampamento, quando chegamos lá alguns homens já haviam saido em direção ao rio e em direção a sua terra, mas com sorte conseguimos interceptá-los e dizimar o acampamento, não houveram sobreviventes. – Cada palavra que o rei proferia, eram como facadas em meu coração, eu havia matado meu irmão e aquilo que nós tinhamos mais próximo de família... (Quem diria? Minhas ações tiveram consequências haha).
— Entendo... – disse aquilo ainda mantendo a postura, e lutando contra mim mesmo para que não se deixassem formar lágrimas em meus olhos. – Agora senhor tenho dois pedidos a fazer e como creio que seja um homem de palavra cumprirá com aquilo que lhe pedir.
O rei olhou meio torto quando eu havia dito que teria dois pedidos, mas ascenando com a cabeça concordando com a condição.
— Primeiramente o senhor me ofereceu a mão de sua filha, mas assim como eu salvei as vidas em seu reino, eu gostaria que nenhuma outra vida fosse seifada em nome desta guerra, o Rei de Acerlia possui um filho, um jovem princípe, chamado Leo Har. – ( Não meu comandante não era um principe também, ele só fazia parte da família real do ramo principal, todos tem o sobrenome.). – Ofereça uma união entra as nações, que sua filha se case com o princípe, com sua quantidade de Primordium e o Ímpeto do meu Rei em dominar, poderão conquistar terras pelo medo e sem baixas para aqueles mais fracos.
— Isso não é um pedido, é uma excelente idéia meu jovem... eu acho que deveria nomeá-lo conselheiro. – O rei disse isso como se me oferecesse o cargo.
— Majestade terei que recusar ao cargo, mesmo que quisesse... ao saber que eu trai o meu reino, meu rei iria querer minha cabeça para firmar acordos, por isso gostaria de uma nave para deixar o planeta assim que possível. – Disse aquilo, mas queria a nave também para confirmar as mortes de meu irmão Sekah, e de Euhr.
O rei ficou em silêncio por um tempo, mas logo desabou em gargalhadas.
— Hahaha, tens razão, e como salvou minha vida e de todo meu povo, eu devo pelo menos lhe dar sua vida, a nave será consedida. – O rei Disse aquilo e ascenou com a mão, mandando alguns homens prepararem a nave, mas logo continuou.- Além da nave gostaria de lhe devolver sua espada de e agracia-lo com uma armadura do mesmo material, creio que ainda não saiba meu nome então também lhe concederei essa graça.
— Espere ó majestade... – interrompi o rei antes que pudesse revelar seu nome, por mais que eu me culpasse, saber o nome do homem que ordenou matar pessoas tão queridas para mim realmente não era algo que eu queria. – ... não é necessário dizer seu nome, será lembrado sempre por mim como o grande e generoso Rei de Datt Ekko!
O rei sorriu e ascenou com a cabeça, concordando com minha escolha, logo após ele fez um sinal com a mão, então soldados trouxeram para mim a minha espada, era uma espada de mão única, feita do mais puro Primordium que o reino de Acerlia poderia conseguir, branca como a neve, jamais havia sido utilizada em batalha, o guarda mão desta era de ferro com dois arriaz largos, levemente curvados em suas pontas, o punho era entalhado em relevo e tinha um tamanho confortável para a minha mão, terminava em um pomo que era como um pequeno leque, ela encaixava perfeitamente na bainha que era quase tão branca como a lâmina, porém possuia um dragão de cor Azul Real que fazia parte do brasão de minha família.
Após vestir a armadura que era branca de uma forma que não podia explicar, digo que era mais branca até que minha espada, e ao contrário das que os soldados usavam não possúia uma marca ou simbolo se quer, ela se encaixou quase que perfeitamente em meu corpo, notei que seu peso era um pouco maior do que as de aço as quais meu reino utilizava, nada para causar uma grande diferença, mas notavel. Fiz reverência ao rei ali mesmo e segui para a nave a qual ele havia me deseguinado, era uma nave para apenas três tripulantes, mas estava com suprimentos suficientes para uma longa viajem, ainda mais que eu seria seu único tripulante.
Todos os soltados em seu treinamento recebem aulas de vôo, então sem muito enrolar decolei o quanto antes, mas antes de sair do planeta eu segui para o acampamento onde estavamos alocados e já próximo era notavel a destruição, corpos e veículos do reino de Datt Ekko limpavam toda aquela sujeira, ao me aproximar pude ver a armadura de meu irmão com o brasão de nossa família ela estava despedaçada, ao ver aquilo não consegui mais observar, apenas subi para a galaxya e comecei a vagar no espaço.
Eu pensei em me matar após ter causado a morte de Euhr e Sekah, apenas ligar o piloto automático da nave em direção a estrela mais próxima que rêgia o meu sistema planetário e dormir enquanto esperava uma morte terrível como a que eu merecia, mas morrer não os traria de volta, então decidi vagar pelo espaço e salvar cem mil vidas para cada um deles, ou morrer tentando.
(- É Meio anti-climático não é mesmo? Enfim essa foi a história do começo da minha jornada e como eu sai do meu planeta. Ah, você queria saber como eu cheguei na terra e me tornei seu herói favorito? Quem sabe em uma próxima história?).
Notas finais
Aguarde mais Capítulos, não prometo datas, mas pretendo trazer mais histórias do Mikah!
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